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O Conselho de Ministros, por proposta do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, aprovou esta quinta-feira, 19 de Novembro, a nomeação de António Santinho Pacheco para Governador Civil da Guarda.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Gouveia, substituiu Maria do Carmo Borges, que manifestara vontade de sair do cargo. O nome de Santinho Pacheco era falado nos bastidores como possível novo Governador Civil, o que hoje se confirmou.
Santinho Pacheco é membro do Secretariado da Federação Distrital da Guarda do Partido Socialista e da Comissão Nacional do partido. O novo governador civil tem 58 anos e para além de presidente da Câmara de Gouveia foi deputado à Assembleia da República pelo Partido Socialista. Foi ele que, enquanto deputado, propôs a integração da freguesia de Vale da Amoreira no concelho de Manteigas. Também enquanto deputado integrou as comissões parlamentares de Administração e Ordenamento do Território e de Saúde e Toxicodependência
O Conselho de Ministros nomeou hoje todos os novos governadores civis dos 18 distritos do Continente.
Além de Santinho Pacheco, foram também nomeados pelo Governo José Barbosa Mota (em Aveiro), Manuel Monge (em Beja), Fernando Moniz (Braga), Jorge Gomes (Bragança), Maria Alzira Serrasqueiro (Castelo Branco), Henrique Fernandes (Coimbra), Fernanda Ramos (Évora), Isilda Gomes (Faro), José Carvalho (Leiria), António Galamba (Lisboa), Jaime Estorninho (Portalegre), Maria Isabel Santos (Porto), Sónia Mendes (Santarém), Manuel Malheiros (Setúbal), José Joaquim Guerreiro (Viana do Castelo), Alexandre Chaves (Vila Real) e Miguel Albuquerque (Viseu).
plb

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O Largo do Castelo será mais uma vez o local onde decorrerá a Feira Franca, a realizar na cidade do Sabugal, no próximo dia 29 de Novembro de 2009.

Feira Franca no Largo do Castelo do Sabugal

«A primeira menção duma feira portuguesa vem registada no Foral de Castelo Mendo de 1229 que se realizava três vezes no ano, durante oito dias de cada vez. Todos os que a ela concorressem, tanto nacionais como estrangeiros, teriam segurança contra qualquer responsabilidade civil ou criminal que pesasse sobre eles. Entre os privilégios que mais favoreceram o desenvolvimento das feiras portuguesas há que mencionar o que isentava os feirantes do pagamento de direitos fiscais, nomeadamente portagens, a que se dava o nome de feiras francas.»
«A partir do reinado de D. Afonso III (1248-1279) multiplica-se o número das feiras e ampliam-se as garantias e os privilégios jurídicos concedidos aos feirantes. O fomento do comércio interno por meio da instituição de feiras, teve como consequência o aumento populacional de determinadas zonas pouco povoadas, para além de engrandecer os rendimentos da coroa.»
Agora que já sabe, fica desde já o convite para uma possível visita à Feira Franca do Sabugal, onde poderá encontrar alguns produtos do concelho, nomeadamente, produtos artesanais, enchidos, queijos, produtos agrícolas, velharias e antiguidades.
Esta é uma iniciativa da Casa do Castelo e do Bar «O Bardo».
jcl (com CMS)

Para comemorar o quinquagésimo aniversário de Astérix, criado em Outubro de 1959, a esquadra «Patrouille de France» presta homenagem aos gauleses mais famosos, com um filme espectacular realizado por Eric Magnan.

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jcl

Inicio hoje um conjunto de pequenas crónicas onde pretendo trazer aos leitores deste Blogue iniciativas levadas a cabo em alguns Concelhos de Portugal e que constituem bons exemplos de intervenção.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Começo por Proença-a-Nova, localizada no distrito de Castelo Branco, com uma área de 395km² e 8849 habitantes em 2008.
Em 2005 teve início o Programa «PROGRIDE – Uma Comunidade, uma Família», tendo como entidade promotora a Câmara Municipal, entidade executora, a Santa Casa da Misericórdia de Sobreira Formosa e um conjunto alargado de 15 entidades parceiras: Município, Juntas de Freguesia, Centro Distrital da Segurança Social, Pinhal Maior – Associação de Desenvolvimento do Pinhal Interior Sul, Centro Social Cultural Recreativo de Montes da Senhora, Centro de Dia de Peral, Santas Casas da Misericórdia de Proença-a-Nova e de Sobreira Formosa, CPCJ de Proença-a-Nova e REAPN (Rede Europeia Anti-Pobreza Nacional).
No âmbito deste Programa foram desenvolvidas diversas acções, das quais saliento:
– Criação e dinamização de uma Ludoteca – A Bibliomóvel percorre as localidades mais isoladas do Concelho permitindo à população requisitar livros, DVD’s, jornais, revistas e consultar a Internet, tendo como objectivo que as pessoas mais afastadas e com difícil mobilidade tenham acesso à cultura e ao entretenimento;
– Unidade Móvel de Saúde – Tem como objectivo principal tornar a saúde mais «acessível» a uma população marcadamente idosa e geograficamente isolada. Constituída por uma carrinha medicamente equipada, a Unidade percorre as localidades do concelho realizando rastreios de glicemia, colesterol, triglicerídeos, tensão arterial e peso. Para além disso pretende ser um centro de aconselhamento e esclarecimento de dúvidas;
– Recuperação de Habitações Degradadas – Destina-se a dar condições de habitabilidade a famílias vivendo em situações degradantes e sem posses económicas para proceder às obras necessárias;
Banco de voluntariado – Tem como objectivo principal ser um espaço de aproximação entre os interessados no trabalho voluntário e as organizações promotoras do mesmo;
– Linha de Apoio Social – É uma linha gratuita que se encontra disponível 24 horas por dia e que tem como objectivo proporcionar a grupos desfavorecidos e geograficamente isolados um maior apoio;
– Banco Solidário – Recolhe bens doados pela população para posteriormente os entregar a pessoas carenciadas. Bens como electrodomésticos, alimentos, brinquedos, vestuário, etc.;
– Apoio a Associações – Faz o levantamento das necessidades em termos de equipamentos do Movimento Solidário e Associativo do Concelho, e cria condições para ultrapassar essas necessidades sem encargos para as Associações;
– Animação sócio-cultural – Tem como objectivo incentivar a vida colectiva, possibilitar o acesso ao lazer, à cultura, ao desporto e ao entretenimento, da população idosa.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Portugal apurou-se para o Campeonato do Mundo de Futebol 2010, a disputar na África do Sul, com um golo de Raul Meireles, aos 55 minutos, no Estádio Bilino Polje, em Zenica, Sarajevo. A selecção nacional partiu em vantagem para este encontro depois de ter conseguido um triunfo sobre a Bósnia-Herzegovina, igualmente por 1-0, na primeira mão do «play-off» disputado em Lisboa no Estádio da Luz.

Esta manhã os jornais desportivos, com manchetes muito originais, dão conta disso mesmo.

jcl

Ana Manso e Álvaro Amaro vão disputar as eleições para a nova direcção da Distrital do PSD da Guarda, marcadas para o dia 5 de Dezembro.

A luta política será protagonizada pelo actual e pela anterior presidente, Álvaro Amaro e Ana Manso, respectivamente, facto que dá particular interesse a estas eleições para a distrital do PSD.
A ex-presidente e ex-deputada responsabiliza Álvaro Amaro pelos maus resultados do PSD nas últimas eleições autárquicas. Para Ana Manso, o partido perdeu terreno para o PS. Os social-democratas perderam dois concelhos (Manteigas e Mêda), embora tivessem recuperado Vila Nova de Foz Côa. Embora o PSD continue a deter a maioria das Câmara Municipais, o PS reforçou a sua posição no distrito.
Álvaro Amaro, considera por sua vez que houve falta de empenho de alguns militantes do partido durante a campanha eleitoral para as autárquicas, o que é lido como uma alusão a Ana Manso.
A disputa política entre os dois principais protagonistas do partido no distrito nos últimos anos, irá prosseguir nos próximos dias.
plb

Um grupo de clientes do Banco Português de Negócios (BPN), de Seia, Guarda e Sabugal, entrou hoje de manhã na dependência bancária em Seia, para reclamar os depósitos feitos naquele balcão.

No total, encontram-se no interior do Banco, desde manhã, cerca de 30 clientes, cujo valor de investimentos feitos junto do BPN de Seia ascende a vários milhões de euros.
Os clientes de Seia, a que se juntaram outros vindos da Guarda e do Sabugal, permaneceram no interior da agência bancária, assim manifestando o seu descontentamento, pelo facto de terem sido lesados, sem que o banco lhes aponte soluções satisfatórias para reaverem o seu dinheiro.
Os manifestantes reivindicaram a devolução dos depósitos a prazo, cujo resgate estava previsto para Agosto, e que alegam terem sido transformados, sem a sua autorização, em papel comercial da Sociedade Lusa de Negócios.
Um outro grupo de clientes, que se diz enganado pelo BPN, foi recebido no Ministério das Finanças, onde apresentaram as suas queixas. Este grupo que representa cerca de 1700 pessoas que se dizem lesadas em mais de 200 milhões de euros.
Os clientes lesados dizem possuir um dossier com mais de 40 páginas onde está explicita a forma como foi vendido o papel comercial sem consentimento dos clientes. As queixas já foram transmitidas ao Banco de Portugal e à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, esperando agora os lesados ser recebidos em breve pelo Provedor de Justiça e pelos principais partidos políticos.
Os protestos dos clientes do BPN poderão dispersar-se por diversas agências do banco. Depois de Viseu, os protestos foram até Seia e poderão seguir-se outras acções de contestação.
plb

Numa pequena vila do Interior vivia um velho médico, que totalmente abstraído da vida social, se converteu em recluso. A sua prática médica não era muito extensa, porque ao longo da vida se limitou a curar umas febres sazonais, a fazer uns partos e pouco mais. Escreveu contudo um livro, um manual de medicina natural, cujo título aqui não vem ao caso, em que expunha, além das terapias para um extenso rol de maleitas, uma estranha e curiosa teoria…

João ValenteDizia ele, que era possível, uma pessoa de boa saúde poder prognosticar a sua morte com precisão, até um ano antes de ela acontecer.
E dava exemplos concretos em que tinha feito os seus prognósticos acertados; e de pessoas que advertiu do eminente decesso e que morreram no prazo fixado, sem causa conhecida.
Pois um dia, o bom do médico recebeu a visita de um conterrâneo, homem de idade também, que lendo o seu livro, o foi consultar sobre os sintomas, do que julgava ser o decesso eminente.
Ouviu o bom médico atentamente os queixumes do homem. Depois ficaram ambos calados.
Deu-te alguma coisa hoje – perguntou o médico – alguma coisa que te fizesse suspeitar da morte?
O homem olhou-o fixamente e não respondeu.
Talvez – continuou o médico – algum gesto, um sinal, qualquer coisa, porque conhecesses o sinal da morte…
O homem ficou impaciente, um pouco nervoso.
– Sim. Li o seu livro e tratei um familiar durante três anos com as suas mesinhas. Morreu…
O médico deu umas passadas, visivelmente incomodado, pela sala e sentou-se.
Doutor – continuou o homem – o que me diz, como médico? Vou morrer?
– Não! És a pessoa mais saudável que conheço. Volta para casa. Lembro-me que tocavas concertina como ninguém. Toca uma coisa alegre e divertida e esquece este maldito assunto da morte.
Uma semana depois, o homem, que vivia numa comprida rua desabitada, foi encontrado morto em casa, a concertina no colo. Tocara um corridinho. A seguir, na Antena2, dera a marcha fúnebre de Chopin.
E no jornal sabugalense onde saiu a notícia necrológica, vinha em primeira página, que no largo principal da vila, o executivo camarário decidira erguer uma estátua à República!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Os «bebés patinadores» do anúncio da marca de água Evian entraram para o «World Guiness Book» como o anúncio mais visto de sempre na internet. A campanha criada pela Betc Euro RSCG chegou ao top com 45 milhões de visualizações.

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jcl

Uma explosão numa pedreira na freguesia da Ruvina, concelho do Sabugal, provocou ontem, segunda-feira, queimaduras graves num operário de 37 anos, informou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.

PedreiraUm acidente de trabalho ocorreu ontem, segunda-feira, perto das 10 horas da manhã na pedreira da Ruvina e feriu com gravidade na cabeça um operário que estava a efectuar rebentamentos para extracção de granito. O
«O ferido foi afectado sobretudo na face, crânio e vias respiratórias», disse à agência Lusa uma fonte dos Bombeiros Voluntários de São Romão.
O operário ferido, que trabalhava na pedreira há pouco tempo, recebeu os primeiros socorros no Centro de Saúde do Sabugal e foi transferido para o Hospital Sousa Martins, na Guarda. Mais tarde, foi internado na Unidade de Queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
jcl (com agência Lusa)

Num dos dias finais de do mês de Outubro sentei-me, como de costume, à sombra de um pequeno castanheiro que tenho no quintal de minha casa, e li umas páginas de um livro. A meio da leitura, parei para dar descanso aos meus olhos, já bastante cansados. A temperatura rondava os 25 graus, o Sol escaldava, isto com o Outono já avançado.

António EmidioEra impensável uma coisa destas há meia dúzia de anos atrás. Em finais de Outubro já a lareira estava acesa. Mesmo assim, ainda há gente que por ignorância e má fé diz que essa coisa do aquecimento global é conversa de ecologistas.
Nesses momentos em que pensava no aquecimento global, olhei para longe, fiquei triste, vi o calvário dos nossos campos, vi-os crucificados, cheios de sede e abandonados pelo homem, esse homem que só consegue sobreviver com o alimento que eles lhe fornecerem. Então porque os trata assim? Porque os senhores do dinheiro, a nível global, que controlam o Mundo e as sociedades, com a tecnologia ao seu dispor, obrigaram o homem a produzir para o mercado, e não para a vida? O que conseguiram com isso?
Segundo a ONU, quase metade da população do Mundo vive num estado de pobreza e é impotente para satisfazer as suas necessidades básicas de alimentação. Mil milhões passam fome, a cifra mais alta da história!
Numa altura em que o Mundo está tão desenvolvido e com tanta tecnologia ao seu dispor. Esses homens criaram um modelo de produção agrícola a que chamaram agro-industria, na prática significa ter a riqueza agrícola a nível mundial em meia dúzia de mãos. Os pequenos agricultores tiveram que abandonar os campos porque foram incapazes de competir com eles, e em muitos países, como em Portugal, receberam ordens para deixarem de cultivar.
O modelo da agro-industria é mecanizado e usa químicos. A utilização de grandes máquinas para lavrarem as terras, e para outros usos, contribui para a libertação de CO2 (dióxido de carbono). Os adubos químicos que se utilizam, emitem para a atmosfera gases com efeito de estufa. Segundo um estudo feito por especialistas, mais de 50 por cento das emissões de gases de efeito de estufa, são provocadas por este modelo de produção agrícola. A tudo isto temos que juntar o embalar dos alimentos, o transporte e a refrigeração. Ligadas à agricultura, também causadoras da mudança climática, estão a macropecuária, e a desflorestação.
E a minha utopia? Qual é? Ver os campos do nosso Concelho com a missão para que foram destinados, mas tudo baseado numa agricultura ecológica. Tinha dois fins: alimentar-nos sãmente e contribuir para a despoluição da Terra.
Leitor(a), os carrascos do pensamento sempre tentaram desonrar a palavra utopia, até usam termos como demagogia e loucura para a classificarem. Mas eles não sabem que o ser humano nunca conseguirá superar os limites da natureza. E nem sonham que os campos que agora estão abandonados, não o estarão ad aeternum.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Cresci entre muros, muros de cimento mas também muros mentais.

Kim Tomé (Tutatux)Talvez por defeito congénito sempre tive um impulso para olhar o outro lado dos muros, por isso foi com grande esperança que vi cair um grande muro.
Foi um dia de grande alegria que partilhei com a minha família e amigos, bebemos e festejamos de jubilo.
O pior foi a ressaca.
O pior foi perceber que os muros estão por todo o lado.
Os acontecimentos que se seguiram, fizeram-me tomar a consciência que os mais cruéis e trágicos muros não são os de cimento ou pedra.
Os piores dos muros estão na cabeça das pessoas e, quem dera que fossem tão fáceis de derrubar como os de pedra ou de cimento.
Há 20 anos constatei que uma pessoa só não derruba um grande muro, mas pode fazer um buraquinho, e se você ai sentado no computador a olhar este texto fizer outro, já somos muitos e conseguiremos derrubar alguns destes muros.
Juntos talvez consigamos fazer desta terra um local onde se possa viver feliz por oposição a uma terra de morte que é no que o Sabugal se tornou nos últimos anos.
Vamos lá derrubar muros!

P.S. Dedico este meu post aos administradores deste blogue e aos Tarrentos, que nos últimos tempos têm sentido a pressão das tentativas de alguns em manter muros, enquanto outros fazem buraquinhos. Vocês são a voz livre do Sabugal, têm o vosso papel a desempenhar para derrubar muros nesta terra. A vossa picareta… é esta, usem-na com mestria, aqui deste lado têm muita gente que dá valor ao vosso trabalho voluntário em prol do Sabugal e que à sua maneira vai abrindo uma brecha aqui, outra ali convosco. Olhando bem, somos tantos com vontade de contribuir para esta terra crescer, estamos é dispersos.
🙂

«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

Os preparativos para o Magusto do CCRA-Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates começaram pelas duas da tarde quando fomos à caruma, uns a juntar e outros a carregar. Passada uma hora já tínhamos tudo arranjado para assar as castanhas a partir das 21.30 horas.

(Clique nas imagens para ampliar.)

O famoso organista Fernando Monteiro chegou às nossas instalações por volta das 20.00 horas e começou a instalar toda a sua aparelhagem e luzes.
Como era noite de Portugal-Bósnia, o pessoal só começou a aparecer depois de ver a vitória da nossa Selecção. E foi por volta das 22.00 horas que começou a actuação do organista e se ateou o fogo à caruma para que se começassem a assar as castanhas. Não foi preciso muito tempo para se ouvirem os primeiros estoiros das castanhas assadas.
Pegaram-se nos copos e encheram-se de jeropiga e enquanto as se iam comendo as castanhas à volta da fogueira ia-se convivendo e conversando. Como a chuva começou a engrossar o pessoal foi entrando para o salão do C.C.R. de Alfaiates para desfrutar da música popular que o Fernando Monteiro ia cantando. Enquanto a maioria se encostou ao balcão do bar houve alguns pares que dançaram umas modinhas.
Já ia longa a noite quando o organista deu por terminada a sua actuação e passou a acção para o seu filho, que com o computador deu continuação à festa agora com as luzes mais apagadas e com um som mais «disco».
Foi assim que terminámos mais esta actividade do C.C.R. de Alfaiates, que julgo ter sido do agrado de todos quantos compareceram.
Despeço-me com uma palavra amiga a todos os amigos de outras terras que nos visitaram, em especial aos nossos vizinhos da Rebolosa que deram uma animação extra à festa.
Norberto Pelicano
(Presidente do C.C.R. de Alfaiates)

A fotografia que, hoje, apresento refere-se à participação de Alfaiates no Cortejo de Oferendas, a favor do Hospital do Sabugal, realizado no ano de 1947.

Cortejo de Oferendas - Alfaiates

Joao Aristides DuarteAlfaiates apresentou um carro no qual vão algumas raparigas a trabalhar o linho.
Pode observar-se o espadelar do linho, num grande tronco de madeira, bem como o dobar do linho na dobadoira. Também se consegue ver uma rapariga a usar a estopa para «assedar» o linho.
Só não se vê alguém a fiar o linho, numa roca, outra das fases importantes do «ciclo do linho».
Em baixo, junto ao carro alegórico, vêem-se crianças que deviam andar na escola primária, pela sua tenra idade.
Há, também, três homens em cima do carro. Dois deles transportam a faixa com o nome Alfaiates e um outro (que usa chapéu) não se consegue perceber o que estará a fazer.
Atrás desses homens, e em cima do carro, vê-se uma réplica do pelourinho de Alfaiates, que se encontra na praça principal da localidade.

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PS 1: Num comentário sobre a minha crónica, aqui publicada em 19 de Outubro p.p., o sr. Fernando Latote, dos Forcalhos, refere que deverão ter existido dois Cortejos de Oferendas, uma vez que o primeiro aconteceu num dia de forte nevão e algumas localidades (incluindo os Forcalhos) não puderam participar. Não consegui confirmar essa informação, mas é bem possível que tenha sido essa a realidade. Se alguém tiver dados mais consistentes sobre isso, agradecia que colocasse um comentário.

PS 2 : Do sr. Luís Pina (da Rebolosa) recebi um e-mail com o seguinte conteúdo, a propósito da minha crónica sobre a participação da Rebolosa no Cortejo de Oferendas: «Fui procurar informação relativa ao dia em que a população da Rebolosa, foi ao Sabugal participar no Cortejo de Oferendas a favor do Hospital. Segue a informação que consegui: O carro de vacas utilizado no cortejo era do sr. Francisco Peres «Arrifano». A menina que estava em cima do carro, era a Isabel Barros, já falecida, esta menina tinha mais 7 irmãos, entre eles o sr. Manuel Barros, o sr. Ernesto Barros e a sra. Maria dos Anjos «Ti Marquitas». Também consegui a letra da música, cantada pelos representantes rebolosenses nas ruas de Sabugal, durante o cortejo.

Nós somos da Rebolosa,
Viemos ao Sabugal.
Ver esta terra formosa,
Ver este lindo hospital.

Viva Salazar, merece louvores,
Viva o hospital e seus protectores.
Viva o hospital, casa dos doentes,
Viva o hospital e seus dirigentes.

É uma consolação,
Para os doentes pobrezinhos.
Que quando para lá vão,
Têm quem lhes dê carinhos.

Viva a Rebolosa, terra encantadora,
Ó terra mimosa, terra sedutora.
Viva a mocidade, dança de contente,
Viva a Rebolosa, viva toda a gente.

Têm quem lhes dê carinhos,
Tudo que necessitam.
Remédios e tratamentos,
Muitas mortes evitam.

Viva a Rebolosa, terra encantadora,
Ó terra mimosa, terra sedutora.
Viva a Rebolosa, merece louvores,
Viva o Hospital e seus protectores.

Quero agradecer ao Sr. Manuel António Frango, toda a amabilidade e disponibilidade em fornecer toda esta informação sobre um dia que ficou na história e para a história do Concelho de Sabugal.»
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Depois da reunião da Assembleia Geral da Associação Social, Cultural e Desportiva de Rebolosa, onde se debateu e aprovou o Plano de Acção e Orçamento para 2010, a Associação e a Junta de Freguesia organizaram o Magusto para toda a população.

Magusto na RebolosaDiz-se que São Martinho foi, durante toda a Idade Média e até uma época recente, o santo mais popular de França. Também em Portugal se comemora por todo o lado, sendo lembrado mais esse aspecto popular do que propriamente o religioso.
No dia 15 de Novembro, pelas 16 horas, nas lajes, onde há anos, no início das colheitas, se malhava o centeio e onde com muito cansaço, mas com muita alegria, o povo da Rebolosa se juntava para se entreajudar, realizou-se o Magusto. Foi neste espaço emblemático, que a população da Rebolosa também com a união e camaradagem que a tem caracterizado ao longo dos tempos, se juntou e divertiu.
E como manda a tradição, foi na caruma apanhada pelo nosso conterrâneo João António Frango, antes que a chuva dos últimos dias a molhasse, que se colocaram algumas dezenas de quilos de castanhas. De seguida, cada um saboreou este fruto acompanhado por uma boa jeropiga. A castanha que hoje é considerada quase como uma «guloseima» de época, outrora foi o substituto do pão. Desde a pré-história que, cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular. E a título de curiosidade, dizem-nos algumas fontes que as castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte de potássio.
A tarde estava fria, bem propícia para a realização deste evento. Depois do Verão de São Martinho, que também se sentiu há alguns dias atrás, regressou o Inverno, cumprindo-se o provérbio se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho. Depois de nos divertirmos, estando alguns quase irreconhecíveis, porque bastante enfarruscados, caiu a noite e com ela a chuva e o frio.
Manuel Rei Barros

Numa espécie de convite a saborear a tradição, a Câmara Municipal da Mêda aposta na divulgação de uma ementa tradicional, cuja patente tem já registada: os «grelos à pobre».

Grelos à PobreA gastronomia tradicional pode considerar-se como um exemplo real da cultura de um povo e das características de uma região, na medida em que é depositaria de sabores únicos e seculares, herdados e transmitidos por gerações que com seu saber e alguma imaginação, aproveitaram e transformam os produtos da terra em verdadeiras iguarias.
Nesta época do ano o concelho da Mêda cobre-se do verde dos nabais, onde mãos experientes colhem os grelos de nabo, que servem de base a um prato tradicional daquelas terras beiroas.
Em terras da Mêda os «grelos à pobre» constituem, como nome indica, um prato simples, mas que na verdade é muito rico em sabor.
A Câmara Municipal da Mêda, querendo dar expressão a esta iguaria gastronómica, divulgou a sua receita.
Usam-se como ingredientes dois molhos de grelos, meio quilo de batata, uma farinheira e carne de porco previamente cozida, a que se juntam uma mancheia de sal e um gorcho de azeite.
Lavam-se os grelos e partem-se aos bocados. Põem-se a cozer numa panela de ferro. À parte, noutra panela, cozem-se as batatas com um pouco de sal.
Escorrem-se os grelos quando estiverem cozidos. Depois de estarem também cozidas as batatas, esmagam-se e misturam-se com os grelos.
Junta-se azeite estrugido, quando baste, e chega-se de novo a panela ao lume.
Vai-se mexendo até ficar bem misturado.
Servem-se com farinheira e carne de porco cozida.
Eis aqui um prato simples mas identificativo de uma terra marcadamente agrícola que envereda decididamente pelos caminhos do desenvolvimento e progresso no aproveitamento dos seus recursos naturais e sobretudo nas capacidades das suas gentes.
plb

Durante décadas e décadas, os mapas rodoviários, quase se podiam reeditar, sem alterações, porque não havia mais vias e a degradação das existentes, não eram passíveis de referência.

José MorgadoOs Fundos Comunitários trouxeram uma profusão de novas vias como auto-estradas, itinerários principais, complementares e outras vias de acesso. Entretanto, estradas nacionais começavam gradualmente a ser abandonadas, desclassificadas ou impróprias para circulação, por falta de manutenção.
Isto fez com que trajectos considerados ideais, perdessem rapidamente o interesse.
Quando em 1988 o IP5 (Aveiro-Vilar Formoso) abriu ao tráfego, passou a ser o acesso ideal à Guarda para quem vinha do Sul. Rapidamente saturado pelo transito dos camiões TIR e sofrendo de um traçado com vícios de concepção flagrantes por falta de pontos seguros de ultrapassagem, diferenças demasiado grandes de velocidade entre ligeiros e pesados nas íngremes subidas, passou a ser preterido em favor do então incompleto IP3 (Coimbra-Penacova-Santa Comba Dão-Carregal do Sal-Mangualde) que também antes de estar concluído, já dava sinais de saturação.
A abertura do troço do IP2, entre o Gavião (Arez) e a barragem do Fratel, fez com que a ligação Lisboa-Castelo Branco, se passasse a fazer, predominantemente por Coruche e Montargil. Mas quando a ligação Entroncamento-Abrantes, melhorou, começou a opção a ser a auto-estrada até Torres Novas e daí, até ao Entroncamento.
A inauguração da A23, resolveu o problema das opções.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Estes três desenhos do castelo do Sabugal, da autoria de Duarte d’Armas, fazem parte da obra «Livro das Fortalezas que são situadas no extremo de Portugal e Castela» (c. 1509), editada a pedido de D. Manuel I. O rei encarregou o autor de fazer o levantamento de todas as fortificações que faziam fronteira com Castela, desde Caminha a Castro Marim.

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Jorge MartinsO cartógrafo Duarte d’Armas, nascido cerca de 1465 em Lisboa, escudeiro da Casa Real, desenhou os castelos solicitados em duas panorâmicas e uma planta. As suas anotações, onde se pode ver a localização da vila do Sabugal, constituem um precioso contributo para o estudo da vila medieval e da sua evolução. Este exemplar, tratado pelo historiador António Baião, encontra-se depositado no Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo.
A publicação pelo Capeia Arraiana destes três desenhos do Castelo do Sabugal, pouco conhecidos dos sabugalenses, é um modesto contributo para a história do concelho e um primeiro passo para futuras investigações sobre a história da comunidade judaica local que, já se pode afirmar hoje, sobreviveu à expulsão dos judeus de Portugal em 1496 e ao estabelecimento da Inquisição em 1536. Há provas documentais de que os judeus do Sabugal resistiram à Inquisição até meados do século XVIII, ou seja, até ao seu funcionamento efectivo, em boa hora interrompido pelo Marquês de Pombal.
Proximamente, daremos a conhecer no Capeia Arraiana os resultados preliminares desses estudos em curso.
Jorge Martins

O professor de 32 anos, que foi despedido da EB1+ Jardim de Infância Santa Maria, em Lagos, no Algarve, por ter abusado sexualmente de cinco alunas na sala de aula leccionou Educação Visual e Tecnológica no Sabugal no ano lectivo 2007/08.

Pedofilia é crimeO docente acabou despedido com justa causa, em resultado do processo disciplinar que lhe foi instaurado após a mãe de uma sua aluna ter visto sangue nas cuecas da filha, resolvendo queixar-se do professor. A queixa remonta ao passado dia 16 de Abril. A menina confessou que era alvo de sevícias sexuais por parte do professor e apontou mais quatro vítimas, todas elas suas colegas com nove e dez anos, da mesma turma do 4º ano. O professor costumava sentá-las no seu colo e acariciá-las em todo o corpo, incluindo a zona genital. Duas das meninas tinham mesmo vestígios de toque interno na vagina.
O suspeito foi suspenso no dia 20 de Abril e os factos foram comunicados ao Ministério Público, ao mesmo tempo que se iniciou o processo disciplinar que agora teve o seu termo. O despedimento com justa causa é de resto a penalização máxima prevista em sede de processo disciplinar e a decisão emanou directamente do gabinete da ministra da Educação. A penalização final foi comunicada há poucos dias ao docente.
Atendendo a que os factos constituem crime, em paralelo prossegue um inquérito judicial, a cargo do Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária em Portimão, cujo estado se desconhece.
O despedimento fica inscrito na ficha escolar do professor que, na prática, termina aqui a carreira de docente.
O professor pedófilo é natural da zona de Lisboa e leccionou Educação Visual e Tecnológica no Carregado (2006/07) e no Sabugal (2007/08).
plb

António Ruas, presidente da Câmara Municipal de Pinhel, substituiu José Manuel Biscaia na presidência da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB), na sequência da Assembleia Electiva realizada no dia 12 de Novembro.

António RuasAntónio Robalo, presidente da Câmara do Sabugal, também integra o conselho directivo da AMCB, enquanto vogal. Para a presidência da Assembleia ficou eleito Domingos Torrão, presidente da Câmara Municipal de Penamacor.
Os 16 autarcas presentes, em representação dos Municípios que constituem a AMCB, escolheram unanimemente a única lista candidata. Curiosamente, o concelho directivo integra apenas uma câmara pertencente ao distrito de Castelo Branco e representativa da Cova da Beira propriamente dita, a do Fundão, representada pelo seu presidente, Manuel Frexes. Os restantes eleitos para a direcção são todos do distrito da Guarda (Pinhel, Guarda e Sabugal). Já na Assembleia, predominam os Municípios do distrito de Castelo Branco (Penamacor, e Belmonte), em detrimento do da Guarda que tem apenas um representante (Celorico da Beira).
A AMCB foi fundada em 1981, por decisão dos Municípios de Belmonte, Covilhã, Fundão e Penamacor, com o objectivo de resolver o problema dos resíduos sólidos urbanos produzidos nos quatro concelhos. Posteriormente, aderiram à Associação os Municípios de Manteigas e Sabugal e oito municípios do distrito da Guarda: Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Meda, Pinhel e Trancoso.
Curiosamente a Covilhã, que fora um dos Municípios fundadores, abandonou posteriormente a AMCB por divergências insanáveis, protagonizadas pelo autarca Carlos Pinto.
José Manuel Biscaia, o presidente cessante, deixou a presidência após nove anos, depois de ter perdido a disputa eleitoral no seu concelho, Manteigas, em favor de Esmeraldo Carvalhinho. O ex-presidente da Câmara de Manteigas tinha sucedido a António Dias Rocha (presidente da Câmara de Belmonte). O primeiro líder da AMCB foi Jorge Pombo, enquanto presidente da Câmara da Covilhã.
plb

Há dias um sabugalense amigo que conheço das tertúlias fadistas, dizia-me que alguns concelhos do Interior tenderiam a acabar e era até vantajoso que assim acontecesse para boa gestão dos dinheiros públicos. Naturalmente, discordei daquela opinião, ou não fosse eu autarca e defensor acérrimo da autonomia local. Tentando por isso demonstrar o erro dessa hipotética, e na minha opinião, falsa medida de gestão racional, argumentei que ela nada de bom acrescentaria ao país, nem mesmo em termos económicos ou financeiros. Estou convencido que lá no fundo nem o meu amigo fadista concordava com o que afirmava.

Casa Bebéu - Penamacor

António Cabanas - «Terras do Lince»Porventura, tratava-se de um costumeiro desabafo, tipicamente português, em que usamos dizer mal de nós próprios, da nossa terra e do nosso país – o eterno pessimismo lusitano. A conversa acabaria mesmo por resvalar para o habitual misto de preconceito e inveja em relação aos nuestros hermanos, que geralmente nos levam a condenar a atitude independentista de D. Afonso Henriques. Contrariando tais ideias, afirmei logo que se Portugal se tornasse uma província espanhola, eu seria um etarra! Gargalhada geral, mas os fados iriam começar, acabando com a conversa.
Entre um copo de tinto, um fado e uma rodela de chouriça assada, fiquei a matutar na ideia de alguns concelhos correrem mesmo o risco de fechar. Logo me vieram à memória os tiques economicistas dos últimos governos, de ambas as cores, que, face ao deficit das finanças públicas, desataram a fechar o Interior, desde as escolas aos tribunais, das maternidades às repartições de finanças, passando pelos CTT e pelos centros de saúde. Lembrei-me ainda dos hospitais, das esquadras de polícia, da Guarda-Fiscal e das companhias militares que já antes tinham desaparecido das vilas do interior, e pensei com os meus botões que o perigo era real: os concelhos estão a fechar aos poucos. E para mal geral, nem sequer tem valido o sacrifício, já que as finanças públicas vão sempre de mal a pior, o que me leva a crer que a culpa do deficit não é, nem foi nunca, do Interior. E se não é do interior, só pode ser da má gestão, dos elefantes brancos e dos buracos negros do país rico; das empresas públicas, dos grandes grupos económicos, dos bancos, da corrupção, dos TGVs, dos estádios de futebol, dos ordenados dos gestores, das corporações e lobbies etc.
Veio-me à memória que recentemente, já durante o governo de Sócrates, foi movida a maior campanha contra as autarquias, vinda de todos os sectores da sociedade, exacerbada sobretudo pela Comunicação Social. De repente, o poder local tornou-se o bode espiatório dos males do país, desde a corrupção ao deficit! Afinal, no que toca à corrupção, dos mais de trezentos presidentes de Câmara do país, somados aos milhares de vereadores e de membros de juntas de freguesia, tudo espremido, só dois ou três foram condenados por práticas criminosas. Haverá muitas classes com menos criminosos? Quanto ao deficit, feitas as contas, as cinco maiores empresas públicas do estado tinham mais deficit do que os trezentos e oito municípios. Mas a campanha surtiu efeito: cortou-se nas autarquias mais pequenas! Nas grandes, o governo não teve coragem para cortar. Resultados: para as contas públicas, nenhum; para o interior, onde abundam as autarquias pequenas, foi desastroso, deixando algumas com a corda na garganta e com reflexos nefastos no tecido económico local, já tão depauperado.
Mesmo assim, mais gente do que pensamos acha que o Interior deve fechar e que com isso se resolve o problema do país. Basta que falte dinheiro em Lisboa e logo alguém, assobiando para o lado, aponta a solução: corta-se no Interior! Afinal há sempre uma boa razão: não haver gente, e onde não há gente, não são precisos serviços nem dinheiro. E contra a razão não há nada a fazer!
Pensando melhor, talvez até se conseguisse ganhar uns trocos, além do que se poupava. Fechado o Interior, Lisboa pode vendê-lo então aos espanhóis por bom dinheiro, e assim se resolve o problema do deficit! Não se pense sequer que isto é uma brincadeira, parte do Interior já foi vendido, alguns latifúndios do Alentejo e da Beira Interior estão já nas mãos de espanhóis.
Não é nada fácil encontrar argumentos contra os arautos da gestão e do racionalismo económico, além de que a pequena economia não dá nas vistas e os pequenos eleitorados não têm voz.
Penso há muito que políticas correctas de planeamento e ordenamento poderão ajudar a inverter a situação das áreas menos povoadas. Continuo também a achar que o dinheiro gasto no Interior está a léguas do que seria necessário e justo. Necessário, porque onde se investe, logo surgem dinâmicas económicas e demográficas. Justo, pelos sacrifícios por que passou a população raiana na defesa das fronteiras e do solo pátrio, permanentemente cobiçado por outros povos e constantemente invadido. Foram muitos séculos de sacrifício, em que raramente se vivia em paz mais de cinquenta anos seguidos.
Durante um fado menos timbrado e já na presença da segunda garrafa, cogitava numa solução para o Interior quando me lembrei de dois exemplos de sinal contrário de políticas do passado: o das medidas povoadoras dos nossos primeiros reis, por um lado, e das reformas administrativas que fecharam concelhos, por outro. Nada melhor que olhar o passado para vislumbrar o futuro com mais nitidez.
No primeiro exemplo, os nossos primeiros reis, de forma inteligente, quiseram e conseguiram povoar o país. E não falamos de qualquer parte do país, falamos do interior! Como conseguiram eles povoar uma terra inóspita, de feras e matos, povoada de sarracenos? Como atraíram eles gente do litoral e das cidades para esses lugares ermos? Dando-lhes benesses, mercês e autonomia local, criando e organizando termos, comendas e comarcas. Dizem os especialistas que o verbo latino populare (povoar) era entendido como «organizar» administrativamente. Se os romanos foram sábios povoadores de territórios, os nossos primeiros reis seguiram a mesma cartilha.
Mas a História também nos dá exemplos de políticas despovoadoras. Durante o século XIX, por decisão de Lisboa, fechavam muitos concelhos do Interior. Também nessa altura o deficit era assustador. Fora um século catastrófico de convulsões políticas e guerras. Mais uma vez foram as terras raianas as que mais sofreram, designadamente, com as invasões francesas e com as guerrilhas carlo-miguelistas. Com o decreto de 1855, vários concelhos do interior foram feridos de morte e integrados em concelhos vizinhos mas a dívida pública aumentaria ainda mais. Passados 150 anos o resultado dessas racionais medidas está à vista, nem é preciso ir muito longe: os velhos municípios que deram origem ao Sabugal são disso testemunho. Salvo raríssimas excepções, são hoje aldeias fantasma, em escombros, cujo património foi vítima de desleixo e abandono e, na maior parte dos casos, irremediavelmente perdido. Dá pena ver velhas muralhas e castelos, domus e igrejas a esboroarem-se na erosão do tempo e da incúria. No que respeita à demografia, foi um autêntico terramoto. Nem as sedes desses antigos municípios escaparam à voragem do despovoamento. Todo um património sacrificado a troco de uns tostões necessários para as linhas férreas.
Tal como hoje a ideia daquela época era meritória: a racionalização dos recursos e a eficiência governativa; da junção de vários concelhos se faria uma administração forte e o desenvolvimento não tardaria! Puro engano! Não só, não se fizeram municípios fortes e desenvolvidos, como nenhuma eficiência se conseguiu no país por via desse sacrifício dos pequenos municípios.
Com as devidas distâncias, que se recuperem então as velhas medidas de povoamento e que se afaste de vez o espectro do encerramento, que pode hipotecar, inclusivamente a nossa soberania.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

kabanasa@sapo.pt

Aquilino Ribeiro é porventura o mais notável dos romancistas portugueses no que se refere à escrita regional. Homem da província, profundo conhecedor do saber popular, mas também intelectual das urbes, onde acabou por assentar arraiais, escreveu mais de cinquenta romances e novelas evocando o povo português.

O Homem que Matou o Diabo«- Que há de almoçar? – perguntámos à mulher da taberna, uma digna e bochechuda matrona aprumada por detrás do balcão, ao lado dos copos espetados num escorredor de dentes, boca para baixo, enquanto Ralph consertava a correia no meio de grande ajuntamento de olharapos. Não havia nada; minto, havia uns bolos muito ressecos, e azeitonas. “E ali que tem?” – tornei a perguntar à vendeira, apontando uma terrina desasada. “Peixes cá do corgo, mas nem lhos ofereço que são amanhados à nossa moda e as senhoras não gostam”. “Deixe ver…” Provámos; era uma deliciosa calda de escabeche, gorda e profunda como cheia do Nilo, que afogava uma boa dúzia de trutas, esses extraordinários salmonídeos que pediram a casaca aos marqueses de Luís XIV, para serem os janotas da água doce, e o sabor ao manjar dos deuses para não ir nada igual à mesa de gulosos. E, veja, com broa de centeio, negra e crivada de olhos pequeninos, como se tivesse levado tiros de escumilha, um vinhinho, oh, mon cher, um palhete dos sítios que passava tilitando nas goelas e sabia a amoras e framboesas, almoçamos com mais regalo que os heróis de Homero quando abancavam à sua tão decantada barriga de porco, que um deles assava nas brasas com duas pedras de sal. À despedida a taberneira, enternecida com as honras que lhe prestou o nosso paladar, agarrou-se a nós em choro desfeito como se as trutas que tínhamos comido fossem pedaços da sua alma.»
Passámos um trecho do livro «O Homem que Matou o Diabo», de Mestre Aquilino, no qual retrata uma viagem de janotas às Beiras. Carregados de fome, aportaram na Venda da tia Maria Gaga, na Ponte do Abade, lugar da freguesia e concelho de Sernancelhe. Também aqui os fidalgos citadinos, que cruzavam as estradas de macadame montados em vistoso automóvel, se atormentavam com a pobreza da terras beiroas, sentindo-se despojados dos luxos em que era costume viverem.
Uma maçada essa viagem pelo Portugal rural, do qual se queriam ver afastados depressa. Mas, mais uma vez, quando a fome aperta, a gente de requinte, como era aqui o caso, lança-se ao que há ao dispor por mais inverosímil que isso lhes pareça.
A medo provaram o petisco, pensando em apenas matar a fome, que de outro modo não tocariam em comida assim disposta. Só que quando o pitéu lhes roçou as papilas gustativas, deixaram-se de seus brios e emborcaram sofregamente o que havia, como se acabassem de descobrir a melhor maravilha do mundo.
Pobre e abandonado, entregue apenas a si mesmo, o aldeão sabia viver, conquistando o seu prestígio, fruto de uma vivência regrada, baseada nas orientações do saber empírico, tirado da vida. Afinal o interior beirão não era assim tão irremediavelmente atrasado. Ali estavam as trutas de escabeche da taberna da Maria Gaga, confeccionadas à moda popular, para demonstrar como o saber antigo consegue melhor delícia que os pratos de preceito servidos nos restaurantes e hotéis das cidades.
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Os 300 trabalhadores da fábrica Delphi da Guarda que vão ser dispensados até ao final do ano já receberam as cartas de despedimento, segundo informação prestada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas (STIMM).

Delphi - GuardaSegundo nota da Agência Lusa, o processo de envio das cartas registadas para os operários iniciou-se na semana passada, o que foi confirmado por José Ambrósio, do STIMM. O dirigente sindical garantiu em declarações à Lusa que a Delphi cumpriu as condições acordadas. A empresa de cablagens para a indústria automóvel tem um total de 950 trabalhadores, e prevê a continuação dos despedimentos no decurso do próximo ano, podendo ser dispensado mais de 200 operários no primeiro semestre de 2010.
Ainda segundo José Ambrósio, entre os operários notificados da decisão de despedimento verifica-se um misto de sentimentos: «Houve pessoas que ficaram contentes, porque eram voluntárias» e outras que «ficaram tristes».
O dirigente sindical disse ter conhecimento de muitas situações de trabalhadores que não esperavam o despedimento, sendo que, nestes casos, o recebimento da notificação foi para eles muito «complicado». Garantiu ainda que a empresa cumpriu as condições que constavam de um protocolo celebrado no ano passado, que prevê que os trabalhadores despedidos recebam dois meses de salários por cada ano de trabalho e que só seria dispensado um elemento do casal, nas situações em que ambos trabalhassem na empresa.
A Delphi dispensou maioritariamente mulheres, cujas idades rondam os 40 anos. Só «numa família foram despedidas três irmãs», revelou o sindicalista. Acrescentou que «’a maioria dos trabalhadores dispensados, cerca de 80%, reside na cidade da Guarda».
A multinacional justifica os despedimentos com a crise que atingiu o sector automóvel, e a consequente quebra nas encomendas.
A par dos sindicatos, também o bispo da Guarda, D. Manuel Felício, tem revelado uma forte preocupação com a situação, em especial com as implicações sociais decorrentes dos despedimentos.
plb

GALERIA DE IMAGENS – 11-11-2009
Fotos Paulo Adão (Raiar) – Clique nas imagens para ampliar

Estava marcado para dia de São Martinho, o primeiro Magusto da Raia, organizado pela Associação Raiar, na região de Paris. A meio da manhã, membros da associação, começaram a preparar o local, para receber como pertence todos os convivas raianos que queiram aparecer.

Paulo AdãoNo local, foram expostos vários artigos, alguns muito antigos, artigos das alfaias agricolas da nossa região, o forcão em miniatura, peças de artesanato e várias obras de arte, concretamente as pinturas do Francis Veras da Silva, de Aldeia do Bispo. Foram também expostas algumas fotografias antigas que relembraram actividades agricolas e ainda duas serigrafias, amplamente conhecidas, da autoria de Alcinio Vicente, reprensentando Cristo e o Encerro.
O dia levantou-se com algum nevoeiro, mas rapidamente o sol apareceu e deu lugar à uma tarde fresca mas «ensoleillé».
Os participantes foram chegando ao local, os assadores começaram a fumejar e pouco tempo depois começou à saborear-se as excellentes castanhas e a jeropiga, vindos da nossa região. O bom ambiente amigavel, da raia, não faltou, o David (filho do Francis Veras) deu ainda alguns «toques» de acordeão, houve castanhas e jeropiga (filhós, bolos, sumos e cerveja), durante toda a tarde.
Como anunciado, organizou-se um mini-torneio de petanque. Seis equipas divertiram-se e mostraram as suas habilidades neste jogo. No final foram distribuidos prémios aos vencedores.
O número de participantes, (um pouco mais de 50 pessoas), ficou aquém das expectativas da organização, sendo dia feriado, esperava-se maior número de participantes, mas para o ano haverá mais, se Deus quiser.
Um abraço desde Paris
«Um lagarteiro em Paris», opinião de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Dois mundos em conflito surgem em «BirdWatchers – A Terra dos Homens Vermelhos», um filme de propaganda a favor dos índios da Amazónia e das suas terras roubadas pelos conquistadores europeus.

Pedro Miguel Fernandes - Série BPassado nos dias de hoje, o filme «BirdWatchers» centra-se na história de um grupo de índios da Amazónia que deixam a reserva onde estão confinados, como animais num jardim zoológico, para se estabelecerem perto da terra de um fazendeiro, que dizem ser a sua terra de origem. Só que chegados aqui, de início um punhado de homens e no final praticamente uma tribo inteira, nem tudo são rosas. O que antes era mato e lhes garantia sustento, agora são plantações ao serviço do fazendeiro.
Neste cenário sem esperança o líder da tribo mostra-se bastante fiel aos seus princípios e recusa abandonar o espaço que já foi dos seus antepassados. Uma das provas, e talvez uma das cenas mais fortes do filme, é quando este personagem agarra um bocado de terra e a come, para espanto dos fazendeiros que o tentam expulsar, temendo que esta ocupação seja vista como exemplo e acabe por ser imitada por outros.
BirdWatchersMas por mais que tenhamos pena (ou não) dos índios, que correm o risco de perder as suas tradições em prol do dito progresso, há também o lado do fazendeiro, que defende que aquela terra também é dele, pois foi comprada pelo seu pai. É aqui que o BirdWatchers nos coloca perante um dilema: quem tem razão? O ocupante ou o ocupado?
Para quem vê o filme é claro o ponto de vista do realizador, Marco Bechis. O mau é o homem branco, que tudo faz para expulsar a tribo. Não só lhe ocupou a terra, como tudo faz para o afastar outra vez. Começa por acampar um lacaio ao pé do acampamento, cuja única tarefa é meter medo aos ocupantes e acaba por ter de matar o chefe da tribo, com a ajuda de outros fazendeiros. Como consequência foge da região para deixar acalmar os ânimos.
Mas o destino dos índios está traçado: a extinção iminente. Pelo menos é a mensagem que acaba por ser transmitida em jeito de conclusão, num texto onde Marco Bechis opta por pedir aos espectadores para ajudarem os índios doando dinheiro para a sua causa. É o chamado cinema de causas, mas afinal, quem tem razão?
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Sábado de trabalho que me impediu de participar no almoço promovido pela Confraria do Bucho e saborear a iguaria que, faz alguns anos, não como. Entre saliva e recordações dos cheiros e sabores, vou até àquelas frias manhãs de Inverno em que o porco criado e engordado com os produtos menores da horta e restos de comida – a vianda – faria parte da alimentação, em boa parte do ano da família, não sem que antes tivesse já parido uns bons bácoros que, vendidos, contribuíram para o amealhar de mais uns cobres.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Bem cedo, a azáfama é grande. Na cozinha, preparam-se os alguidares de barro que irão apanhar o sangue quente do marrano, que mãos de mulher irão mexer para não coalhar e, mais tarde, dar origem a morcelas – «despejem bastantes cominhos que é como eu gosto». A prova será feita deitando a massa na sertã, naquela mesma noite.
Lá fora, homens e garotada preparam o banco, qual altar de sacrifício, onde o animal será deitado e morto. Sem traumas, fazendo parte da realidade da nossa terra, os garotos ajudam naquilo que podem. Momentos mais tarde, brincarão com as unhas do porco, metendo-os nos bolsos uns dos outros.
Entre grunhidos de agonia, alquidar no regaço, molídea ao ombro, a mulher apanha o sangue.
Morto o animal, começa a amanhar-se. Chamusca-se com palha. Mais tarde, virão os maçaricos, raspa-se com facas e navalhas, lava-se com pedras de granito e água que vai gelando nas mãos duras e ásperas dos homens.
Lavado e bem tratado, deixou de ser porco, tomou o seu primeiro banho, diziam os garotos numa atitude de gozo perante o animal. Corta-se a «passarinha», que assada na brasa irá ser comida somente pelos homens.
MatançaLá dentro, o chambaril espera que o porco nele seja dependurado. Será depois aberto e retiradas as tripas que caem sobre o tabuleiro a fumegar.
Tabuleiro à cabeça, equilibrado pela rodilha, as tripas serão depois lavadas no rio. Delas se espera serem suficientes para se transformarem em morcelas, bucheiras, chouriças e chouriças de osso, farinheiras e mioleiras.
No dia seguinte inicia-se a desmancha. A salgadeira, já cheia de sal, espera pela carne (a gorda) que irá curtir, conjuntamente com os presuntos e outras peças do porco. As febras, essas, serão cortadas, temperadas no barranhão de barro e, passados uns dias, com a ajuda de uma enchedeira, farão chouriças.
Do fumeiro noites mais tarde, se cortará algum enchido que a família à volta do lume assará na brasa.
Com esta pequena crónica, não pretendi produzir qualquer texto literário, mas somente evocar e trazer para os dias de hoje um conjunto de regionalismos, muito deles já em desuso, porque a realidade que eles representam deixou de existir.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

A definição de um projecto de futuro para o Concelho do Sabugal não é, nem deve ser, uma tarefa exclusiva dos poderes políticos, antes devendo ser assumida por todos os sabugalenses.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Tenho vindo a defender, desde há largos, anos que se torna necessário e urgente iniciar um processo de reflexão estratégica centrada nas questões do desenvolvimento sustentado e sustentável do nosso Concelho e que deve conduzir à elaboração de um Plano Estratégico de Desenvolvimento.
Este é um processo que, apoiado numa equipa técnica experiente e capaz, deve ser amplamente participado por todos, individual ou colectivamente, onde os agentes económicos, sociais, culturais e associativos terão naturalmente um papel fundamental.
Falando com o meu amigo e compadre Oliveira das Neves, homem com quem tenho trabalhado e cuja vida profissional tenho acompanhado muito de perto, chamou-me a atenção para o que se passava no Concelho de Peniche, onde desde 2007 se realiza anualmente a Convenção «Sou de Peniche», ponto de encontro de todos os que se sentem parte da comunidade penichense e querem participar no debate do seu futuro, aberto a todos os que naquele Concelho nasceram ou trabalham e a todos os que partilhando memórias e afectos com o território de Peniche e as suas gentes se consideram também associados ao seu destino.
Porque de boas iniciativas é que o nosso Concelho precisa e porque também considero que no Sabugal, como em Peniche existe um «patriotismo» sabugalense que nos impele a assumir compromissos com a terra que nos viu nascer;
Porque iniciativas como estas ganham novas dimensões quando têm origem na vontade das pessoas e das instituições colectivas,
Inicio, neste momento, o processo de angariação de vontades para a realização no 1º Semestre de 2010 da primeira Convenção «Sou do Sabugal».
Esta Convenção terá como objectivo pensar de forma colectiva o futuro do nosso Concelho, produzindo um conjunto de recomendações que serão entregues à Câmara Municipal como o contributo da chamada “sociedade civil” para a adopção de estratégias de desenvolvimento da nossa terra.
Claro que esta iniciativa que apresento a nível pessoal, só terá viabilidade de realização se a ela se associarem outras vontades, individuais e colectivas, públicas e privadas.
Existe um conjunto de questões de carácter logístico e de organização para as quais o querer de um não chega.
Por isso, aqui deixo o apelo a todos os que quiserem embarcar nesta aventura para me contactarem através do endereço electrónico.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Júlio Sarmento, Presidente da Câmara Municipal de Trancoso, reeleito nas últimas autárquicas para o sétimo e último mandato consecutivo, disse que será proximamente eleito o Provedor do Munícipe.

Porta d'El Rey em TrancosoA função do Provedor do Munícipe será «receber e tratar as preocupações, sugestões ou críticas dos trancosenses relativamente ao funcionamento do Município», disse o autarca aquando da sua tomada de posse. Trata-se de uma aposta na cidadania e na ética, que o presidente eleito pelo PSD quer ver garantidas neste seu último mandato à frente dos destinos de Trancoso.
A figura do provedor de munícipe, tem sido advogada e adoptada em várias autarquias do País, sendo entendido como um sinal de reforço da democracia participativa e da salvaguarda dos interesses das populações.
Os provedores têm tido um papel relevante em situações relacionadas com a defesa do ambiente, o acesso aos responsáveis pela gestão autárquica, a ineficiência dos serviços públicos sedeados no concelho, a defesa das pessoas com deficiência, das famílias carenciadas e dos idosos. A acção dos provedores decorre do recebimento de queixas dos munícipes relativas à generalidade dos serviços sedeados no município. Compete-lhes apreciar as questões e encaminhá-las ao Executivo Camarário, à Assembleia Municipal, bem como a outros serviços públicos.
Júlio Sarmento, para além do anúncio da intenção de criar a figura do provedor, assumiu como áreas de actuação prioritárias o comércio, os serviços e o turismo. Disse estar sobretudo preocupado com o emprego dos mais jovens e anunciou a disponibilização de apoios para as situações sociais mais prementes. Deixou também uma mensagem para a oposição, desafiando os vereadores eleitos pelo PS a encontrar com a maioria social-democrata pontos de convergência para que o concelho ganhe uma maior dinâmica.
plb

Ramiro Matos é o novo Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal. O cabeça-de-lista do Partido Socialista venceu por 39 votos contra 38 (com três brancos e um nulo) as eleições realizadas no primeiro plenário após as autárquicas de 11 de Outubro. O Capeia Arraiana foi até Alverca ao encontro deste sabugalense que pensa e sente, activamente, o presente e o futuro do Sabugal… de um Sabugal Melhor.

Ramiro Matos e esposa

– Assina no Capeia Arraiana, desde Setembro de 2007, a crónica semanal «Sabugal Melhor» que já ultrapassou as 100 publicações. Nas últimas eleições autárquicas apoiou António Dionísio e integrou como cabeça-de-lista a candidatura socialista à Assembleia Municipal. Este percurso «opinativo» teve como objectivo criar notoriedade?
– Não. Em primeiro lugar devo dizer que a minha ligação às questões do Sabugal não nascem com o Capeia Arraiana. Escrevo e penso o Sabugal desde 1968. Escrevi no «Amigo do Sabugal», fui correspondente no Sabugal do «Jornal do Fundão» e antes do 25 de Abril integrei um grupo de sabugalenses que, em Lisboa, pensávamos o Sabugal, como o João Leitão, o José Correia do Baraçal (que não vejo há muito tempo), o Álvaro Corte (que vive em Faro) e outros. Quando se deu o 25 de Abril tinha 21 anos e como pertencia à Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico fizemos lá a primeira reunião. Eu, o João Leitão e o José Gonçalves Sapinho. E assim nasceu a Casa do Concelho do Sabugal. A minha participação no Capeia Arraiana é quase como uma continuidade desta minha maneira de pensar o Sabugal. Mas na altura não se equacionava a minha participação activa na campanha eleitoral para a Câmara Municipal do Sabugal. Sou independente, não sou militante do Partido Socialista, mas desde há muito tempo que sou «compagnon de route» desse partido.
– Influenciou a escolha do nome do candidato socialista à presidência da Câmara sabugalense?
– Quando me perguntaram quem eu achava que devia ser o candidato socialista à Câmara do Sabugal nunca me veio à cabeça o nome do Toni. A primeira vez que me falaram nessa hipótese disse imediatamente que ele era o rosto indicado para uma estratégia de mudança para o concelho. É uma questão de confiança pessoal e de projecto político. Conheço o Toni desde sempre. As nossas famílias iam passar férias juntas para a praia da Nazaré. Apoiei publicamente o Toni desde a primeira hora – numa crónica muito comentada no Capeia Arraiana – e não estou arrependido.
– Mas António Dionísio não ganhou…
– Não ganhou mas o projecto que o Toni encabeçou mantém-se e apenas ficou atrasado por quatro anos. A não ser que as pessoas sejam suicidas muitas das propostas que o Toni tinha no seu programa vão ter de ser implementadas.
– O poder está no executivo camarário ou a Assembleia Municipal também tem um papel importante nas decisões sobre o futuro do concelho?
– O poder está, essencialmente, na Câmara. Há decisões do executivo que não passam pela Assembleia Municipal que não pode ser vista como oposição. Além dos 41 deputados municipais eleitos directamente há ainda os 40 presidentes de Junta de Freguesia que podem deliberar e orientar as propostas políticas do Partido Socialista, do Partido Social Democrata e do Joaquim Ricardo no sentido correcto. Digo Joaquim Ricardo porque o MPT não existe no Sabugal. O MPT é uma figura surrealista no concelho.
– Quando chegou à primeira reunião da Assembleia Municipal achava que ia ganhar?
– A Assembleia Municipal tem uma primeira questão que devia ser esclarecida. Durante a campanha eleitoral eu fui o número um da lista socialista. Quem elege a Mesa e o Presidente da Assembleia Municipal não são os eleitores. Mas, se me permite, não são… mas são. O Toni apresentou-me sempre, em todos os comícios, como o candidato a presidente à Assembleia Municipal. E… o primeiro nome da lista à Assembleia Municipal do PSD, por coerência e honestidade perante o eleitorado, deveria ser o candidato Manuel Rito. O meu opositor do PSD foi o número dois da respectiva lista. E ninguém percebeu porquê. Faltou uma explicação. Os senhores presidentes de Junta de Freguesia são figuras autónomas que apenas devem responder perante que os elege. Sobre a questão que me coloca é um facto que à partida era muito difícil definir uma vitória. Mas – recordo que concorri em conjunto com Vítor Neto (MPT) e Manuel Nabais (PS) – e para surpresa de muitos aconteceu a nossa vitória.
– Sente alguma inibição ao ocupar o cargo por não viver no Sabugal?
– Nos dias de hoje, com as novas tecnologias, é tudo muito relativo. Mas permita-me que deixe uma pergunta – a Assembleia Municipal do Sabugal teve anteriormente presidentes que não viviam no concelho e será que isso contribuiu para a menorização do papel da Assembleia? – eu considero que não.
– Como «sente» as novas responsabilidades?
– Para começar fiquei abismado. Não me passava pela cabeça que o órgão de soberania, Assembleia Municipal, não tivesse instalações próprias. O Presidente não tem um gabinete para desenvolver a sua actividade. Não tem um telefone, não tem um fax, não tem um email. Neste momento se um cidadão se quiser dirigir à presidência ou à mesa da Assembleia Municipal tem que se dirigir à secretaria da Câmara. É uma indignidade que tem de ser alterada. Vou apenas dar tempo ao novo executivo para que se instale. Depois é necessário marcar até ao final de Dezembro a Assembleia Municipal para debater o Orçamento para 2010. Enquanto Presidente da Mesa e da Assembleia Municipal vou defender uma cooperação institucional e estratégica com o Presidente da Câmara. A Mesa vai apresentar – na primeira oportunidade – alterações ao Regimento como, por exemplo, o período «antes da ordem do dia» onde não está previsto que os deputados apresentem moções, requerimentos ou petições e, por isso, tem que ser modificado. Por outro lado penso que é importante que a Assembleia Municipal reúna fora do Sabugal. Sei que implica arranjar freguesias com salas para cerca de 120 pessoas mas é uma proposta pessoal que quero pôr em prática. A finalizar quero alterar o Regimento no ponto em que não permite a um grupo de cidadãos apresentar petições. Se, por exemplo, um grupo de cidadãos resolver apresentar uma petição para que o Sabugal volte a ser vila ela deve poder ser analisada e votada na Assembleia Municipal.
– As actas são disponibilizadas, oficialmente e publicamente, muito tempo depois de as reuniões acontecerem. Que pensa sobre isto?
– Enquanto eu for Presidente da Mesa e da Assembleia Municipal os órgãos de informação vão ter livre acesso às reuniões. Contudo, legalmente, as actas são aprovadas pelos deputados na reunião seguinte e, por isso, a Mesa da Assembleia não pode disponibilizar publicamente uma acta que ainda não foi aprovada.
– Tem experiência autárquica em Vila Franca de Xira. É uma vantagem?
– Gostaria de deixar uma clarificação. Vou «ocupar» dois lugares. O de Presidente – institucionalmente igual para todos – e de deputado municipal onde estarei a defender as posições do PS. É claro que por ter sido vereador na Câmara de Vila Franca de Xira onde assisti, mensalmente, às assembleias municipais – no Sabugal reúne-se cinco vezes por ano – possibilita-me uma maior experiência na abordagem política às questões que vão ser apresentadas. A partir de meados de Novembro vou começar a marcar com os Presidentes das Juntas de Freguesia do Sabugal as minhas visitas para ver e debater os problemas das populações.
– Considera que há alguma incompatibilidade entre ser Presidente da Assembleia Municipal e ter uma participação pública de opinião no Capeia Arraiana?
– Incompatibilidade não. Como cidadão não me sinto impossibilitado mas há algumas restrições. Vou ter alguma contenção responsável até porque há assuntos que, por inerência do cargo, devem ser debatidos em privado.
– Acredita no futuro do concelho?
– Tenho 56 anos. O momento mais crítico para o Sabugal foi nos anos 60 quando mais de metade da população teve de fugir do concelho e migrar para França, Lisboa, etc. Hoje temos é que encontrar os caminhos para que os vivem no Sabugal fiquem e «convençam» os outros a voltar. Vale a pena acreditar no futuro do concelho do Sabugal. Vale a pena acreditar num Sabugal Melhor.
jcl

O livro dos Génesis, que traz a história de Caim e Abel (Gen 4, 1-18), foi um dos muitos livros bíblicos, na versão sacerdotal, escritos durante o cativeiro da Babilónia. É por isso que a Bíblia traz histórias e mitos do Médio Oriente, como o mito de Abel e Caim que é uma reinterpretação do mito babilónico de Dumuzi e Enkidu, relacionando-o com o Deus dos judeus.

João ValenteDumuzi e Enkidu eram divindades do mito babilónico; o primeiro era a divindade dos povos sedentários (agricultores) e este, a divindade dos povos nómadas (pastores). Os dois ofereceram presentes a uma Deusa que ambos cortejavam. Esta aceitou apenas o presente de Enkidu. Dumuzi, com ciúmes, matou Enkidu semeando, assim, o ciúme, a vingança e o ódio eterno.
O mito nesta configuração fundamenta e legitima à partida os confrontos e conflitos entre os povos sedentários (agricultores) representados por Dumuzi e os povos nómadas (pastores) representados por Enkidu, constantes nessa época no vale da Mesopotâmia, pois muitas vezes as cabras e cabritos dos pastores comiam a produção dos agricultores, gerando conflitos.
Os pastores, nómadas foram por isso sendo afastados para locais mais remotos porque o seu modo de vida passou a ser incompatível com as regras sociais e as estruturas de poder que os povos sedentários estabeleceram.
Não esqueçamos que o patriarca Abraão era o chefe de um clã de pastores nómadas, originário da região de Ur, que em resultado da pressão agrícola das novas cidades (como Ur, Uruque, Lagach e Eridu) no crescente fértil, emigrou em busca das pastagens de Canaã.
E não é só na Bíblia que este conflito aparece. No D. Quixote, vol.I, cap. XII, XIII e XIV, Cervantes descreve a vida num acampamento desses pastores nómadas e os amores contrariados entre Crisóstomo e a bela pastora Marcela, que reflectem, ainda no séc. XVI, a diferença irreconciliável destes dois modos de vida.
Substituindo Enkidu, Dumuzi e a deusa babilónicos e pondo no seu lugar Caim, Abel e o Deus de Israel, compreendemos melhor o mito bíblico:
No mito babilónico, Dumuzi foi condenado a passar seis meses por ano no Inferno, tal como no mito grego a deusa Prosérpina.
No mito bíblico, depois da «punição» de Deus, Caim não pode mais ser agricultor, pois «Serás amaldiçoado por essa terra que abriu a boca para receber de tuas mãos o sangue do teu irmão. Ainda que cultives o solo, ele não te dará mais o seu produto. Tu andarás errante e perdido pelo mundo» (Gen 4,11-12).
Caim vai ter que andar errante e perdido pelo mundo (Gn 4,13) para ver como era a vida de seu irmão.
Apesar dos cabritos e cabras comerem a produção dos agricultores no mito de Dumuzi e Enkidu, eles adubavam o solo. Uns necessitam dos outros; complementavam-se.
Com a morte de Abel o solo torna-se infértil. E como tal, Caim tem de fazer pastor.
Por isso é muito importante conhecer o contexto em que os livros bíblicos foram escritos, para se interpretarem correctamente.
Esta passagem do Génesis não tem nada a ver com a crueldade de Deus. É também muito mais que um texto sobre a inveja entre os homens, pois apela à tolerância e cooperação entre os homens.
O que ele ensina é que a inveja é, sem dúvida, um dos sentimentos mais destrutivos. Quando nos deixamos dominar por este sentimento, perdemos a liberdade do ser e sujeitamo-nos à servidão do nada. Descemos às profundezas do inferno como Dumuzi. Andamos errantes e perdidos pelo mundo como Caim, numa vida sem o amor que dá o verdadeiro sentido à existência humana.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Hoje, 11 de Novembro, é o dia de São Martinho. Há um conhecido rifão popular que diz: no dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho. Associou-se também este dia aos magustos, por ser tempo de apanhar as castanhas.

São Martinho foi bispo da cidade de Tours, em França e foi um importante evangelizador do seu tempo. Nasceu em Sabária da Panónia, na Hungria, no ano de 315. Com apenas 12 anos foi alistado pelo pai no exército romano. Enquanto jovem oficial teve uma atitude que o deixou conhecido: deu metade da sua capa a um pedinte que encontrou na borda da estrada, assim o abrigando do frio.
Abandonou o exército romano, baptizou-se e viveu como eremita numa ilha ao largo da costa de França, aí fundando um mosteiro para uma comunidade religiosa que vivia em isolamento. Ordenado padre, foi depois nomeado bispo de Tours. Dedicou-se à evangelização, percorrendo a pé e a cavalo toda a sua diocese.
Na memória popular ficou conhecido o adágio: «No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho». Também é conhecido o provérbio «no dia de São Martinho prova o teu pipinho», que afinal é uma simples variante do primeiro. A sua ligação ao vinho decorre apenas da altura do ano em que o famoso bispo morreu, na data que ficou consagrada em sua memória. Depois da vindima, feita em Setembro ou no início de Outubro, o vinho ferve no lagar e depois nos pipos e nas cubas, sendo assim o dia de São Martinho, o apropriado para se fazerem as primeiras provas. Ao vinho novo juntam-se as castanhas assadas e assim se celebram os magustos, reunindo familiares e amigos. Este é portanto um tempo de convívio e de amizade.
Hoje já poucos particulares têm lagares para a produção própria de vinho. Vão também rareando as adegas para aí se abrirem os espiches e se provar o vinho que ainda fermenta nos pipos. Os tempos são outros, mas o espírito e a tradição mantêm-se, realizando-se magustos e outros encontros de convívio e a jeropiga, são as bebidas eleitas.
plb

Na Beira Interior, a campanha deste ano da azeitona promete ser das melhores dos últimos anos, facto que deixa satisfeitos os poucos produtores que ainda resta na região.

AzeitonasSegundo notícia veiculada pela Agência Lusa, a produção sobe em todo o país, à excepção de Trás-os-Montes onde se verificará uma ligeira queda, que porém é compensada por uma melhoria na qualidade.
A Lusa ouviu João Pereira, presidente da Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (APABI), que disse que a produção média de azeite na região oscila entre as quatro a cinco mil toneladas por ano, «mas desta vez pode chegar às seis mil». Garantiu ainda que os preços ao produtor se mantêm entre «os 35 a 45 cêntimos por quilo de azeitona».
No Alentejo, a região que mais azeite produz, estima-se um aumento de produção de 20 por cento na campanha deste ano. O crescimento no Alentejo deve-se, segundo Henrique Herculano, do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, à «gradual entrada em produção dos novos olivais». As previsões para cerca de 165 mil hectares de olival apontam para «80 a 100 milhões de quilos» de azeitona e «entre 12 a 15 milhões de quilos de azeite», cuja qualidade «será boa porque o ano não foi problemático».
Manuel Fialho, gerente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, com 1200 olivicultores, prevê receber mais cinco milhões de quilos de azeitona, para atingir os 30 milhões de quilos, correspondentes a perto de seis milhões de quilos de azeite. «No ano passado estávamos no limite da nossa capacidade e, apesar da crise, fomos obrigados a investir para a duplicar», afirma.
Em Trás-os-Montes, os olivicultores prevêem uma diminuição da produção na ordem dos 30 por cento. «Foi um ano muito atípico, muito seco e se há zonas onde se consegue garantir alguma manutenção dos anos anteriores, em outras a seca provocou grandes reduções», diz o presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, António Branco. A produção estimada é de apenas 80 a 90 milhões de quilos de azeitona. Em contrapartida, tudo aponta para um ano «excepcional em termos de qualidade».
No concelho do Sabugal as freguesias mais a Sul, como Bendada, Sortelha, Moita, Casteleiro e Santo Estêvão, são produtoras de azeite. Porém os olivais vão sendo progressivamente abandonados por falta de mão-de-obra e em consequência dos incêndios que tem devastado o território.
Portugal, embora sendo um importante produtor e exportador de azeite, compra a Espanha quase metade do azeite que consome. Esta situação pode porém ser ultrapassada devido ao crescente aumento da capacidade de produção nacional. De facto há, sobretudo no sul do país muitos olivais recentemente plantados que dentro de alguns anos estarão em plena produção.
plb

O alemão Robert Enke, antigo guarda-redes do Benfica, morreu nesta terça-feira aos 32 anos em circunstâncias não totalmente esclarecidas. Os primeiros indícios, segundo a polícia germânica, apontam para suicídio.

Robert EnkeA notícia da morte do guarda-redes alemão, Robert Enke, supreendeu o mundo do futebol. Representou os «encarnados» entre 1999 e 2002, jogava actualmente no Hannover, clube da Bundesliga ao serviço do qual era o habitual titular.
Os primeiros indícios, de acordo com o assessor da polícia de Niedersachsen, apontam para suicídio. O corpo do internacional alemão foi encontrado junto a uma passagem de nível a 25 quilómetros de Hanover. Um dos seus amigos e conselheiros, Jorg Neblung, defendeu a mesma tese em declarações à agência alemã SID: «Posso confirmar que se tratou de suicídio. Os detalhes serão dados numa conferência de imprensa amanhã.»
O seleccionador germânico, Joachim Löw, já lamentou o sucedido: «Quando soubemos da morte de Enke foi um choque. Estamos sem palavras, estamos consternados.»
Robert Enke, conhecido igualmente por ser um activista na defesa dos direitos dos animais, representou sucessivamente o Carl Zeiss Jena, o Borussia Mönchengladbach, o Benfica, o Barcelona, o Fenerbahçe, o Tenerife e o Hannover. A primeira internacionalização «A» chegou tarde, aos 29 anos, num jogo com a Dinamarca.
Entre Agosto de 2008 e Agosto de 2009 fez mais sete jogos, cinco deles na fase de qualificação para o Mundial 2010, antes de um vírus no estômago o ter afastado dois meses da competição. Neste período, viu René Adler (Bayer Leverkusen) aumentar as suas hipóteses de ser o titular da baliza germânica no Mundial. Mas Joachim Löw já tinha dito que ele era um dos fortes candidatos a estar na África do Sul.
jcl (com agência Lusa)

Militares da GNR do Posto Territorial de Pinhel detiveram ontem, 9 de Novembro, quatro homens quando tentavam praticar o furto nas instalações da Junta de Freguesia de Pinhel.

Preso algemadoA acção desenrolou-se pelas 3 horas da madrugada, após conhecimento que quatro indivíduos com comportamentos suspeitos rondavam as instalações da Junta de Freguesia.
No momento da abordagem os suspeitos tinham na sua posse vários objectos utilizados na prática de crimes, como pé-de-cabra, ventosa e diamante de corte. Os suspeitos, com idades compreendidas entre 20 e 30 anos, sendo dois deles de nacionalidade espanhola, possuem antecedentes criminais pela prática de roubos, furtos, tráfico de estupefacientes e armas. Após detidos foram presentes ao Tribunal Judicial da Comarca de Pinhel.
O Comando Territorial da Guarda da GNR informa ainda no seu comunicado semanal que entre 2 e 8 de Novembro foram registadas 53 ocorrências de natureza criminal. Dentre os crimes destacam-se 11 furtos, seis situações de condução sem habilitação Legal, quatro de fogo posto. Quatro de violência doméstica, dois de condução sob efeito do álcool, um de desobediência.
Na mesma semana foram detidos 16 Indivíduos pelos seguintes motivos: seis por crime de condução de veículo sem habilitação legal, dois por crime de condução sob o efeito do álcool (TAS entre 1,67 e 2,65 g/l), dois por crime de furto em veículo, um por crime de desobediência (condução de veículo apreendido), um por crime de posse ilegal de arma de fogo, um por permanência ilegal em território nacional,e três por mandado judicial.
Foram ainda elaborados 255 autos de contra-ordenação pelas seguintes infracções: 244 à legislação rodoviária, oito à legislação da natureza e ambiente, três à legislação policial.
Em 5 de Novembro, realizou-se uma operação direccionada para a fiscalização de trânsito, com incidência na condução sem habilitação legal e sob o efeito do álcool, bem como intercepção/abordagem de suspeitos da prática de crimes. Na operação foram elaborados quatro Autos de Contra-Ordenação.
Nos dias 2, 3, 4 e 5 de Novembro, realizaram-se operações, em diversos concelhos do distrito, para fiscalização aos resíduos, construção e demolição de estruturas, tendo sido fiscalizados 24 veículos, cinco obras e dois produtores. Foram elaborados seis Autos por contra-ordenação.
Na zona de fronteira com Espanha, foram realizadas seis operações no âmbito da fitossanidade florestal, direccionadas para a fiscalização do nemátodo do pinheiro, tendo sido fiscalizados 189 veículos.
O comunicado diz ainda que se registaram 33 acidentes de viação, sendo 18 por colisão, sete por despiste e oito por atropelamento. Dos sinistros resultaram dois feridos graves e seis feridos leves.
No período em apreço, o Núcleo de Programas Especiais do Destacamento Territorial de Pinhel realizou três acções de sensibilização em escolas dos concelhos de Trancoso e Meda, subordinadas aos temas «Prevenção Rodoviária e Cuidados a ter no Caminho de e para a Escola». Estiveram presentes 20 alunos e três professores.
Numa outra vertente, os Núcleos de Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais da Guarda, Pinhel, Gouveia e Vilar Formoso, levaram a efeito várias acções de sensibilização, em localidades e Lares de Terceira Idade, dos concelhos da Guarda, Meda, Seia e Figueira de Castelo Rodrigo, inseridas no programa «Apoio 65 –Idosos em Segurança». Estiveram presentes 103 idosos.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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