A A23, popularmente conhecida como a Auto-estrada da Beira Interior, passa pelos distritos de Santarém, Portalegre e pelas cidades da Beira Baixa, Castelo Branco, Fundão e Covilhã. Do troço de Castelo Branco à Guarda, existem treze variantes às cidades, vilas e povoações da Beira Baixa e nenhuma na Beira Alta, a não ser no seu terminus no nó com a A25, na Guarda. A bem da verdade deveria ser conhecida como a auto-estrada da Beira Interior Sul.

José MorgadoAssim, tem três variantes à cidade de Castelo Branco (Castelo Branco – Sul – Benquerenças com ligação à N3; Castelo Branco – Oeste com ligação à N233; Castelo Branco – Norte com ligação à N3) a Alcains (N352), a Lardosa (N18), a Soalheira (N18) ao Fundão (Fundão/Sul; Fundão/Norte Zona Industrial; Fund. /Sul Zona Industrial com ligação N18), à Covilhã (Covilhã/Sul; Covilhã/Norte), a Caria (com ligação à Nacional 18-3), a Belmonte (com ligação à R571), à Benespera (com ligação à N18).
A mais de dez anos após a sua construção, esta auto-estrada, permitiu elevar os índices de desenvolvimento económico das cidades que a ela têm acessos de qualidade, mas o mesmo não se passa em relação aos concelhos e povoações limítrofes onde continua a verificar-se acréscimos preocupantes de desertificação e envelhecimento da população.
Está prevista uma via «estruturante» que é fundamental para o concelho do Sabugal, que segundo os responsáveis começa dois quilómetros antes de Vale Mourisco, a partir da estrada de ligação à Guarda, passa no Alto de Penalobo, segue pela Quinta da Ribeira (Bendada), até ao limite do concelho, terminando na zona de Maçainhas (Penamacor).
Os comentários de Virgílio Janela e Jorge Clemente ao último artigo é um óptimo ponto de partida para debater o tema e espera-se que pessoas mais habilitadas e informadas do assunto, dêem o seu contributo.
Segundo as estatísticas do Eurostat do início de 2008, Portugal tinha 2613 quilómetros de auto-estrada; sexto país da EU com maior extensão; 244 metros por cada português.
Com as novas concessões se forem avante, o país vai continuar a subir nas tabelas e a assumir cada vez mais o seu gosto pelas auto-estradas, passando a ter mais de 3000 quilómetros destas vias, onde os carros podem circular até 120 Kms/hora, ficando Portugal como o segundo país com mais metros de auto-estradas por habitante e o quinto em termos de densidade geográfica. As últimas seis concessões (Douro Interior, Transmontana, Baixo Tejo, Baixo Alentejo, Litoral Oeste e Algarve Litoral, com um custo inicial de 2790 milhões de euros, sofreram uma derrapagem (na adjudicação) de 1110 milhões de euros.
O Tribunal de Contas já recusou o Visto à da Douro Interior e à Transmontana, curiosamente as que menos contribuem para a derrapagem – 120 e 177 milhões de euros – , respectivamente.
Os montantes das derrapagens davam para construir «N» variantes das auto-estradas existentes para as zonas mais interiores do país, contribuindo para o acesso e desenvolvimento, destas áreas esquecidas.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

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