Conhecia André Jordan, indirectamente, através de relatos de um amigo próximo que com ele colaborava na ex. Planal, Quinta do Lago e Vilamoura.

José MorgadoTive a oportunidade de o conhecer pessoalmente em Janeiro do corrente ano, na cerimónia de entrega dos Prémios de Turismo de Portugal 2008, cujo júri era por ele presidido e onde constava o projecto da Casa do Castelo do Sabugal.
Ao ter conhecimento do lançamento do seu livro «Posto de Observação 2», não resisto a transcrever, algumas das suas passagens, da maneira de pensar e agir deste grande empreendedor, que era bom que se virasse para o turismo rural em Terras do Riba-Côa, como a Natália Bispo lhe sugeriu na altura.
Judeu, nascido na Polónia, fugiu aos 11 anos com os pais para os Estados Unidos e na sua longa existência, já viveu no Brasil, Argentina, Venezuela, França e Portugal (onde ainda vive). Grande parte da sua família morreu em campos de concentração nazis e só na família directa, tem hoje 11 nacionalidades diferentes.
São dele as seguintes afirmações:
«Visitei o Salazar em 1967, com a minha primeira mulher (casou quatro vezes). Foi uma sessão fascinante e eu que era uma espécie de jornalista, fiz-lhe uma espécie de entrevista; vivi como participante e como observador o 25 de Abril de Portugal; foi uma experiência esquizofrénica, porque eu era um homem de centro-esquerda, democrata; estava então a tentar fazer a Quinta do Lago, mas esta foi intervencionada e voltou tudo à estaca zero, obrigando-me a regressar ao Brasil (…)
«Emociono-me com a arte; também me emociono com música e com livros. (…) Com as mulheres, sou basicamente fiel.A fidelidade é uma característica dos que casam muitas vezes (…) Olhar para um lote de terreno é como olhar para uma mulher bonita. Sempre vem à ideia muitas coisas interessantes para fazer com ela (…)
Tenho com o dinheiro uma relação de respeito, o que não quer dizer que seja obcecado. Sempre me fascinou a mentalidade dos forretas (…) Não pretendo figurar na lista dos milionários. Um dia a Forbes, trazia a famosa lista dos homens mais ricos do mundo e achei graça porque estavam lá todas as pessoas com quem eu tinha acabado de jantar, entre elas David Rockfeller».
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

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