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A editora Bizâncio acaba de lançar o livro «Lince-Ibérico», o qual aborda diferentes aspectos da biologia do felino mais ameaçado do mundo, ilustrados por fotos de animais em habitat natural onde a sua existência se encontra ameaçada.

Lince Ibérico da Serra da MalcataA publicação é o resultado de uma colaboração do jornalista Paulo Caetano, autor dos textos, e do biólogo Joaquim Pedro Ferreira, responsável pelas fotos, enriquecida também por ilustrações de Jorge Mateus.
Numa altura em que o projecto nacional de reprodução do lince-ibérico dá um passo decisivo com o acolhimento de linces para o repovoamento do seu habitat tradicional em Portugal, chega aos escaparates um livro-álbum muito elucidativo.
Trata-se de uma publicação que apresenta o felino mais ameaçado do mundo nos vários aspectos da sua biologia, que vão desde os hábitos alimentares à reprodução, sempre ilustradas com fotos do esquivo carnívoro obtidas em meio natural em momentos nunca capturados da sua vida quotidiana.
Continuam a chegar linces ao centro nacional de reprodução, situado em Silves, no Algarve, num processo que deverá estar concluído até ao final deste mês, altura em que o centro de reprodução português deverá acolher os 16 animais previstos.
plb

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O tráfico de influências e a corrupção sempre existiram na nossa sociedade. A dúvida mesmo, é se algum dia deixarão de existir! Penso até que estes terríveis defeitos da nossa sociedade estão-nos na massa do sangue, fazem parte da nossa matriz cultural.

Amanitamuscaria

António Cabanas - «Terras do Lince»Naturalmente, que a é grande corrupção, de colarinho branco, a que mais nos preocupa, é essa que é objecto do interesse noticioso, que vende jornais e minutos de rádio e televisão, mas se olharmos para o nível mais baixo, para a arraia miúda, não há actividade na nossa sociedade onde o tique do tráfico não se faça sentir. Desde o pequeno favor, pago com outro favor, com a prenda ou com o voto, ao emprego que se pede para a filha, ao benefício público ou particular de toda a espécie, para já não falar da corrupção na extinta actividade de contrabando, são imensos os exemplos.
Uma amiga recente, da área alimentar, citando Paracelso, dizia, há dias, ao almoço que «o que faz o veneno é a dose». Qual será afinal a dose adequada para a nossa corrupção?
É quase impossível ficar indiferente à avalanche noticiosa de escândalos que nos entra portas adentro, todos os dias. Ainda mal refeitos do escândalo do Freeport, já a Face Oculta atormenta a nossa consciência colectiva.
A verdade é que já nos vamos habituando a ver os alicerces morais da nossa sociedade abalados por autênticos vendavais. Temos na memória casos e mais casos, mal resolvidos, onde sobressai de forma repugnante o inimaginável escândalo da pedofilia. Confesso que esse me custou a engolir, como português senti-me até envergonhado. Inicialmente não acreditava que ídolos da comunicação, diplomatas, políticos, advogados e outros homens famosos, símbolos de virtude e de sucesso, pudessem cometer tão hediondos crimes e que rapidamente se faria o desmentido, com os respectivos pedidos de desculpa. Um dos acusados apressou-se a fazê-lo na TV, chorando em frente às câmaras que lhe eram tão familiares e fiquei aliviado. Tudo não passava, afinal, de pura difamação! Sol de pouca dura! Estava ainda para cair em catadupa «o Carmo e a Trindade», com as histórias mais sórdidas, contadas em pormenor, vasculhadas até ao tutano, a alimentar o nosso mais profundo e mórbido voyeurismo.
Porém, ao fim destes anos todos, de processo em processo, de juiz em juiz e de requerimento em requerimento, já ninguém acredita que haja condenados. Receamos até que alguns acusados, em vez de acusados se transformem em vítimas e venham a receber do Estado, ou seja, do nosso bolso, chorudas indemnizações.
É que, se os acusados são gente da alta, os seus advogados são autênticas vedetas, recrutados na nata dos melhores, dando àqueles a tranquilidade e a segurança de uma absolvição anunciada.
Como se de uma novela brasileira se tratasse, as alegadas práticas criminosas que têm sido noticiadas nas últimas semanas, mais uma vez, alimentam as conversas do dia a dia, motivando-nos sentimentos de repulsa e de inquietação, como se os vivêssemos por dentro. Agitam as nossas vidas, envolvem o nosso dinheiro e pessoas nas quais acreditámos ou que deviam merecer a nossa confiança. Põem em causa os sistemas conexos ao aparelho de estado.
Mais uma vez, a comunicação social, mormente as televisões, tratam do assunto, de forma necrofágica, e vampírica, esquecendo-se imediatamente dele, caso deixe de cheirar mal, ou se outro assunto que cheire ainda pior lhes atraia o sentido.
Mais uma vez a languidez da Justiça deixa-nos a sensação de que os criminosos ricos e poderosos ficarão impunes. É verdade que são «condenados» na praça pública, esmagados pelo poder imenso da comunicação social e nesse rolo compressor, algumas vezes, são apanhados também os inocentes, que nunca mais voltam a endireitar as costas. Mas a verdadeira justiça, a da própria Justiça, essa, raramente se faz.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

kabanasa@sapo.pt

A Balada da Neve é o poema mais conhecido de Augusto Gil, escritor guardense cuja obra se inspira na cidade mais alta e na gente que a habita. Embora nascido (em 1870) no Porto, foi para a Guarda ainda petiz e ali cresceu e se fixou, mau grado alguns períodos de afastamento, nomeadamente em Coimbra enquanto estudante universitário e depois em Lisboa onde ocupou cargos na Administração Pública.

Gente de Palmo e MeioPara além da poesia, Augusto Gil também se aventurou pela narrativa, de onde se destaca o livro «Gente de Palmo e Meio» que é, afinal, uma colectânea de contos de grande profundeza humana. São trechos da vida de crianças, umas pobres outras ricas, ainda algumas remediadas, que evidenciam a enorme sensibilidade do autor para os dramas que o rodeiam. As histórias centram-se em Lisboa, e relatam curiosas peripécias de petizes, que comovem o leitor.
Alguns dos contos referem o sofrimento das crianças que vivem em extrema carência, ajudadas por uns e enxotadas por outros. Também retratam miúdos corajosos que, sozinhos, desafiam o mundo, num sinal da maturidade que a vida difícil lhes proporcionou. Ainda há outros onde impera a ironia ou o fino humor. O contos «O Pobrezinho Honrado» retrata a vida madrasta de um menino de Manteigas que desceu a Lisboa com o pai para o ajudar na profissão:
«- Donde és tu menino?
Ê cá sou de Manteigas…
– Sim? E tens pai?
Dilatou-se-lhe a boca num sorriso claro que acendeu um brilho maior na chama dos seus olhos límpidos.
Antão não havêra de ter pai!…
– E que vida é a dele?
– Vende fazenda coma mim…»
Augusto Gil relata em traços fortes esta gente pequena, que comia sopa desenxabida ou pequenos nacos de pão migado no leite, quando não apenas uma peça de fruta. São relatos de comida pobre, num mundo desventurado.
Mas, no que toca a comeres, ninguém fica indiferente ao conto «A Santinha», que expõe a bondade de uma menina, «linda como o luar, de boca fresca e rubra que nem uma cereja mordida». Filha de gente abastada, vivia numa grande quinta, brincando só, à sombra de um cedro gigante:
«A criada desceu com o lanche numa salva, poisou-lha no banco de sobro, ao pé do cedro e, furtando-lhe um beijo, foi-se.
Os dois filhos do feitor, nem que lhes tivesse dado o faro da pitança, surgiram do lado oposto e quedaram-se numa atracção muda, a dois passos da bandeja…
A Lili ergueu o guardanapo, a ver: e seis olhos caíram ao mesmo tempo sobre um pastel de folhado, uma fatia barrada de manteiga e um cacho d’uvas moscatéis.
Pegou no cacho e ofereceu-o ao mais velho.
Tirou o pastel e deu-o ao mais novo.
Por fim, erguendo o que restava – era a fatia – levou-a à boca…
Mas um cachorrito ladino, vindo d’algures, a dar à cauda, acercou-se do grupo, de focinho no ar e pupila reluzente, com os latidos e migalhices que estavam mesmo a dizer:
– E eu?!…
A Lili sorriu; e depois de reflectir por uns instantes, privou do pão a sua boca e chegou-o à boca do cãozito, num doce gesto, resignado e vagaroso…»
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

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