Um grupo de clientes do Banco Português de Negócios (BPN), de Seia, Guarda e Sabugal, entrou hoje de manhã na dependência bancária em Seia, para reclamar os depósitos feitos naquele balcão.

No total, encontram-se no interior do Banco, desde manhã, cerca de 30 clientes, cujo valor de investimentos feitos junto do BPN de Seia ascende a vários milhões de euros.
Os clientes de Seia, a que se juntaram outros vindos da Guarda e do Sabugal, permaneceram no interior da agência bancária, assim manifestando o seu descontentamento, pelo facto de terem sido lesados, sem que o banco lhes aponte soluções satisfatórias para reaverem o seu dinheiro.
Os manifestantes reivindicaram a devolução dos depósitos a prazo, cujo resgate estava previsto para Agosto, e que alegam terem sido transformados, sem a sua autorização, em papel comercial da Sociedade Lusa de Negócios.
Um outro grupo de clientes, que se diz enganado pelo BPN, foi recebido no Ministério das Finanças, onde apresentaram as suas queixas. Este grupo que representa cerca de 1700 pessoas que se dizem lesadas em mais de 200 milhões de euros.
Os clientes lesados dizem possuir um dossier com mais de 40 páginas onde está explicita a forma como foi vendido o papel comercial sem consentimento dos clientes. As queixas já foram transmitidas ao Banco de Portugal e à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, esperando agora os lesados ser recebidos em breve pelo Provedor de Justiça e pelos principais partidos políticos.
Os protestos dos clientes do BPN poderão dispersar-se por diversas agências do banco. Depois de Viseu, os protestos foram até Seia e poderão seguir-se outras acções de contestação.
plb