Cresci entre muros, muros de cimento mas também muros mentais.

Kim Tomé (Tutatux)Talvez por defeito congénito sempre tive um impulso para olhar o outro lado dos muros, por isso foi com grande esperança que vi cair um grande muro.
Foi um dia de grande alegria que partilhei com a minha família e amigos, bebemos e festejamos de jubilo.
O pior foi a ressaca.
O pior foi perceber que os muros estão por todo o lado.
Os acontecimentos que se seguiram, fizeram-me tomar a consciência que os mais cruéis e trágicos muros não são os de cimento ou pedra.
Os piores dos muros estão na cabeça das pessoas e, quem dera que fossem tão fáceis de derrubar como os de pedra ou de cimento.
Há 20 anos constatei que uma pessoa só não derruba um grande muro, mas pode fazer um buraquinho, e se você ai sentado no computador a olhar este texto fizer outro, já somos muitos e conseguiremos derrubar alguns destes muros.
Juntos talvez consigamos fazer desta terra um local onde se possa viver feliz por oposição a uma terra de morte que é no que o Sabugal se tornou nos últimos anos.
Vamos lá derrubar muros!

P.S. Dedico este meu post aos administradores deste blogue e aos Tarrentos, que nos últimos tempos têm sentido a pressão das tentativas de alguns em manter muros, enquanto outros fazem buraquinhos. Vocês são a voz livre do Sabugal, têm o vosso papel a desempenhar para derrubar muros nesta terra. A vossa picareta… é esta, usem-na com mestria, aqui deste lado têm muita gente que dá valor ao vosso trabalho voluntário em prol do Sabugal e que à sua maneira vai abrindo uma brecha aqui, outra ali convosco. Olhando bem, somos tantos com vontade de contribuir para esta terra crescer, estamos é dispersos.
🙂

«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com