Durante décadas e décadas, os mapas rodoviários, quase se podiam reeditar, sem alterações, porque não havia mais vias e a degradação das existentes, não eram passíveis de referência.

José MorgadoOs Fundos Comunitários trouxeram uma profusão de novas vias como auto-estradas, itinerários principais, complementares e outras vias de acesso. Entretanto, estradas nacionais começavam gradualmente a ser abandonadas, desclassificadas ou impróprias para circulação, por falta de manutenção.
Isto fez com que trajectos considerados ideais, perdessem rapidamente o interesse.
Quando em 1988 o IP5 (Aveiro-Vilar Formoso) abriu ao tráfego, passou a ser o acesso ideal à Guarda para quem vinha do Sul. Rapidamente saturado pelo transito dos camiões TIR e sofrendo de um traçado com vícios de concepção flagrantes por falta de pontos seguros de ultrapassagem, diferenças demasiado grandes de velocidade entre ligeiros e pesados nas íngremes subidas, passou a ser preterido em favor do então incompleto IP3 (Coimbra-Penacova-Santa Comba Dão-Carregal do Sal-Mangualde) que também antes de estar concluído, já dava sinais de saturação.
A abertura do troço do IP2, entre o Gavião (Arez) e a barragem do Fratel, fez com que a ligação Lisboa-Castelo Branco, se passasse a fazer, predominantemente por Coruche e Montargil. Mas quando a ligação Entroncamento-Abrantes, melhorou, começou a opção a ser a auto-estrada até Torres Novas e daí, até ao Entroncamento.
A inauguração da A23, resolveu o problema das opções.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

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