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GALERIA DE IMAGENS – 11-11-2009
Fotos Paulo Adão (Raiar) – Clique nas imagens para ampliar

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Estava marcado para dia de São Martinho, o primeiro Magusto da Raia, organizado pela Associação Raiar, na região de Paris. A meio da manhã, membros da associação, começaram a preparar o local, para receber como pertence todos os convivas raianos que queiram aparecer.

Paulo AdãoNo local, foram expostos vários artigos, alguns muito antigos, artigos das alfaias agricolas da nossa região, o forcão em miniatura, peças de artesanato e várias obras de arte, concretamente as pinturas do Francis Veras da Silva, de Aldeia do Bispo. Foram também expostas algumas fotografias antigas que relembraram actividades agricolas e ainda duas serigrafias, amplamente conhecidas, da autoria de Alcinio Vicente, reprensentando Cristo e o Encerro.
O dia levantou-se com algum nevoeiro, mas rapidamente o sol apareceu e deu lugar à uma tarde fresca mas «ensoleillé».
Os participantes foram chegando ao local, os assadores começaram a fumejar e pouco tempo depois começou à saborear-se as excellentes castanhas e a jeropiga, vindos da nossa região. O bom ambiente amigavel, da raia, não faltou, o David (filho do Francis Veras) deu ainda alguns «toques» de acordeão, houve castanhas e jeropiga (filhós, bolos, sumos e cerveja), durante toda a tarde.
Como anunciado, organizou-se um mini-torneio de petanque. Seis equipas divertiram-se e mostraram as suas habilidades neste jogo. No final foram distribuidos prémios aos vencedores.
O número de participantes, (um pouco mais de 50 pessoas), ficou aquém das expectativas da organização, sendo dia feriado, esperava-se maior número de participantes, mas para o ano haverá mais, se Deus quiser.
Um abraço desde Paris
«Um lagarteiro em Paris», opinião de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Dois mundos em conflito surgem em «BirdWatchers – A Terra dos Homens Vermelhos», um filme de propaganda a favor dos índios da Amazónia e das suas terras roubadas pelos conquistadores europeus.

Pedro Miguel Fernandes - Série BPassado nos dias de hoje, o filme «BirdWatchers» centra-se na história de um grupo de índios da Amazónia que deixam a reserva onde estão confinados, como animais num jardim zoológico, para se estabelecerem perto da terra de um fazendeiro, que dizem ser a sua terra de origem. Só que chegados aqui, de início um punhado de homens e no final praticamente uma tribo inteira, nem tudo são rosas. O que antes era mato e lhes garantia sustento, agora são plantações ao serviço do fazendeiro.
Neste cenário sem esperança o líder da tribo mostra-se bastante fiel aos seus princípios e recusa abandonar o espaço que já foi dos seus antepassados. Uma das provas, e talvez uma das cenas mais fortes do filme, é quando este personagem agarra um bocado de terra e a come, para espanto dos fazendeiros que o tentam expulsar, temendo que esta ocupação seja vista como exemplo e acabe por ser imitada por outros.
BirdWatchersMas por mais que tenhamos pena (ou não) dos índios, que correm o risco de perder as suas tradições em prol do dito progresso, há também o lado do fazendeiro, que defende que aquela terra também é dele, pois foi comprada pelo seu pai. É aqui que o BirdWatchers nos coloca perante um dilema: quem tem razão? O ocupante ou o ocupado?
Para quem vê o filme é claro o ponto de vista do realizador, Marco Bechis. O mau é o homem branco, que tudo faz para expulsar a tribo. Não só lhe ocupou a terra, como tudo faz para o afastar outra vez. Começa por acampar um lacaio ao pé do acampamento, cuja única tarefa é meter medo aos ocupantes e acaba por ter de matar o chefe da tribo, com a ajuda de outros fazendeiros. Como consequência foge da região para deixar acalmar os ânimos.
Mas o destino dos índios está traçado: a extinção iminente. Pelo menos é a mensagem que acaba por ser transmitida em jeito de conclusão, num texto onde Marco Bechis opta por pedir aos espectadores para ajudarem os índios doando dinheiro para a sua causa. É o chamado cinema de causas, mas afinal, quem tem razão?
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Sábado de trabalho que me impediu de participar no almoço promovido pela Confraria do Bucho e saborear a iguaria que, faz alguns anos, não como. Entre saliva e recordações dos cheiros e sabores, vou até àquelas frias manhãs de Inverno em que o porco criado e engordado com os produtos menores da horta e restos de comida – a vianda – faria parte da alimentação, em boa parte do ano da família, não sem que antes tivesse já parido uns bons bácoros que, vendidos, contribuíram para o amealhar de mais uns cobres.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Bem cedo, a azáfama é grande. Na cozinha, preparam-se os alguidares de barro que irão apanhar o sangue quente do marrano, que mãos de mulher irão mexer para não coalhar e, mais tarde, dar origem a morcelas – «despejem bastantes cominhos que é como eu gosto». A prova será feita deitando a massa na sertã, naquela mesma noite.
Lá fora, homens e garotada preparam o banco, qual altar de sacrifício, onde o animal será deitado e morto. Sem traumas, fazendo parte da realidade da nossa terra, os garotos ajudam naquilo que podem. Momentos mais tarde, brincarão com as unhas do porco, metendo-os nos bolsos uns dos outros.
Entre grunhidos de agonia, alquidar no regaço, molídea ao ombro, a mulher apanha o sangue.
Morto o animal, começa a amanhar-se. Chamusca-se com palha. Mais tarde, virão os maçaricos, raspa-se com facas e navalhas, lava-se com pedras de granito e água que vai gelando nas mãos duras e ásperas dos homens.
Lavado e bem tratado, deixou de ser porco, tomou o seu primeiro banho, diziam os garotos numa atitude de gozo perante o animal. Corta-se a «passarinha», que assada na brasa irá ser comida somente pelos homens.
MatançaLá dentro, o chambaril espera que o porco nele seja dependurado. Será depois aberto e retiradas as tripas que caem sobre o tabuleiro a fumegar.
Tabuleiro à cabeça, equilibrado pela rodilha, as tripas serão depois lavadas no rio. Delas se espera serem suficientes para se transformarem em morcelas, bucheiras, chouriças e chouriças de osso, farinheiras e mioleiras.
No dia seguinte inicia-se a desmancha. A salgadeira, já cheia de sal, espera pela carne (a gorda) que irá curtir, conjuntamente com os presuntos e outras peças do porco. As febras, essas, serão cortadas, temperadas no barranhão de barro e, passados uns dias, com a ajuda de uma enchedeira, farão chouriças.
Do fumeiro noites mais tarde, se cortará algum enchido que a família à volta do lume assará na brasa.
Com esta pequena crónica, não pretendi produzir qualquer texto literário, mas somente evocar e trazer para os dias de hoje um conjunto de regionalismos, muito deles já em desuso, porque a realidade que eles representam deixou de existir.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

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