You are currently browsing the daily archive for Quarta-feira, 4 Novembro, 2009.

Passadas as eleições, é tempo de vermos se as boas ideias e promessas feitas serão levadas à prática. Se é verdade, como diz o poeta, que o sonho comanda a vida, é na «praxis» que nos movemos.

Romeu BispoOs habitantes do concelho do Sabugal são os actores principais deste palco, mas as figuras de proa terão de ser os responsáveis porque deverão marcar o ritmo do andamento. Além de outras características terão de ter a sensibilidade para o que se passa no palco de modo a valorizar aspectos que valorizem a peça e lhe dêem futuro. Recentemente houve a defesa, promoção e aprovação do Parque de Campismo como uma obra inovadora e indutora de desenvolvimento. Alguém defendeu a necessidade de um parque temático para atrair turistas e fixá-los por alguns dias. Esta ideia do «Parque Temático» aflora à discussão pública/política como sendo a solução para atracção de turistas à nossa zona.
Perguntamos se será a falta de sensibilidade, desconhecimento do concelho ou dos diversos interesses dos turistas. Por vezes com a necessidade de apresentar trabalho ou apenas ideias fantásticas esquecemos aquilo que temos e que podemos aproveitar como sinergias multiplicadoras de resultados. O concelho do Sabugal pode ser transformado num PARQUE TEMÁTICO NATURAL, MONUMENTAL, DOS CASTELOS, OU DE VILAS MEDIEVAIS (ao todo temos cinco). Haverá concelhos que tenham esta variedade de motivos?
Alguém dizia que era preciso vender aquilo que temos e efectivamente é verdade, mas para isso temos que aprender muito e fazer uma grande caminhada, pois não há estratégia, não sabemos vender nem o que vender.
Já há vinte anos, numa viagem turística à ilha da Madeira fiquei admirado como eles aproveitavam cada lugar, cada recanto, cada miradouro para extasiar os turistas. Eles criavam e continuam a criar os cenários que é preciso vender e todos vendem: o Turismo, os hotéis, os taxistas, os comerciantes ou simples vendedores de rua. O conceito do turismo para os madeirenses está assumido há muitos anos: estão numa ilha e necessitam de quem vai de fora. O mesmo se deverá passar com os sabugalenses e todos os que estão na ilha do abandono, do subdesenvolvimento, do marasmo.
Temos cinco vilas históricas, cinco castelos medievais e temos paisagens que encantam os turistas. Querem melhor «parque temático»?
É difícil fazer melhor, apenas necessitamos de estudar a fundo a nossa história, criar centros de interesse e vendê-los a quem nos visita. Se o trabalho for bem feito aparecerão os restaurantes e todos os equipamentos hoteleiros ligados ao turismo.
É necessário e urgente ganharmos auto-confiança de forma a perdermos a vergonha e o complexo de inferioridade sobre o nosso concelho e as nossas coisas, porque estes sentimentos provêem da nossa ignorância sobre a valorização que outros fazem da nossa zona.
Teremos de fazer os roteiros necessários, as urbanizações necessários, os arranjos e ajardinamentos necessários, nas aldeias, vilas e monumentos a visitar. «Temos de fazer bem».
Os Romanos estiveram no concelho de SABUGAL? Onde? Temos algo a comprová-lo?
Será que todos sabemos da razão de existirem tantas vilas tão próximas? Porquê?
Haverá castelos templários no concelho de Sabugal? Qual o seu interesse? Quais os fundadores? Onde, Como e Porquê?
Tantas perguntas que o turista cultural quer ver respondidas e nós não temos respostas.
Nós não conhecemos a nossa história como é que a vamos «vender» a quem nos visita?
Como é que vamos criar um pólo de interesse turístico no centro do país?
Temos um longo caminho a percorrer, mas é necessário começar e estou convencido que os novos autarcas não irão deixar este tema no esquecimento.
Romeu Bispo
(Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal)

Relatório que fez Misael, anjo enviado à Terra, no ano 2009 da era de Jesus de Nazaré…

João ValenteA Terra era uniforme e vazia e as trevas cobriam o abismo. Deus decidiu fazer o céu, a terra e a luz.
Traçou um esboço a guache creme. Primeiramente pintou uma aguada em toda a área, deixando as zonas claras com a cor do vazio. A cor foi obtida misturando branco opaco, negro-de-fumo, anil e um toque de carmesim. Pintou tons mais escuros da mesma mistura sobre a aguada inicial, ainda húmida. As áreas suaves do céu, mais claras, obteve-as passando uma esponja. As colinas, os fundos e alguns recortes do céu foram acrescentados depois de o resto ficar seco.
O efeito dos raios solares e o efeito do nevoeiro obteve-os com aguadas transparentes de branco opaco e um pouco de ocre amarelo.
Afastando-se do cavalete, Deus viu que tudo isto era belo. Então pintou todos os animais que existem nos oceanos, na terra e no céu; abençoou-os e ordenou que se multiplicassem.
E apreciando a magnífica obra que saíra do seu pincel, ficou satisfeito. Disse então: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra.»
Depois, entre os Querubins do sétimo céu que presidem às galáxias do universo, pôs Uriel num lugar proeminente, encarregando-o do departamento da via láctea, sistema solar, coadjuvado por vários arcanjos e anjos numa cadeia hierárquica de importância em função dos continentes, terra, mar e céu, por que respondiam.
E nesta hierarquia celeste, atribuiu Deus ao arcanjo Rafael a Terra, a Gabriel a porção da Terra que viria a ser Portugal e a mim, Misael, uma língua de terra da Malcata à Marofa.
Certa manhã, enfadado da rotina da corte celestial, desceu Uriel até mim e acordou-me:
– Misael, a estupidez e as discórdias dos teus protegidos irritaram o Senhor; de forma que se reuniram em concílio os querubins para decidirem se deviam castiga-los ou destruí-los. Vai a essa terra, examina tudo e conta-me o que vires, para que decida conforme o que me relatares.
Mas, chefe – observei, ainda ensonado – não conheço ninguém naquele fim do mundo…
Melhor ainda – retorquiu Uriel – assim serás imparcial.
Disfarçando-me de viajante, montei uma nuvem, e parti. Ao cabo de alguns dias, encontrei finalmente nas margens de um rio um grupo de operários que aparelhavam umas pedras; e junto a eles um grupo de três homens que orientavam os trabalhos.
Dirigi-me primeiro a um dos operários que encontrei. Falei-lhe, e perguntei que obra era aquela em que trabalhavam.
Não sabemos – replicou o operário; e apontando para o grupo dos três homens – mas se queres saber, pergunta ali aos capatazes.
Acerquei-me então dos capatazes e perguntei-lhes que obra era aquela que faziam.
É uma ponte – respondeu o primeiro.
Qual ponte, qual carapuça – respondeu o segundo – aqui vai ser um açude.
Nada disso – respondeu o terceiro – um moinho é que faz aqui falta.
Espantado, misturei-me então com os operários, e conquistando-lhes a simpatia, pude assim saber que, por causa daquela discórdia que durava há anos, se acumulavam toneladas de pedra na margem com grande dispêndio de recursos e trabalho, sem que se visse algum resultado daquilo.
Naquela terra aliás – explicaram os operários – todos sofriam do mal de inveja, não se entendendo para coisa nenhuma. Por isso nada se fazia de útil para o bem comum, com grave prejuízo de todos.
Despedi-me dos operários e desci o rio, numa extensão de uma légua, atravessando tapadas, terras férteis cobertas de mato e giestas, alcançando um alto aberto com uma vista panorâmica, sobre uma paisagem deserta e calcinada. Numa ligeira elevação, a torre de menagem de um castelo, erguendo-se sobre os telhados vermelhos do casario, cuja ruína ofendia a vista.
Chegando à cidade, depois de outro quarto de légua a pé, atravessei as ruas completamente desertas e fui dar a uma praça onde, sentada na escadaria do chafariz, a meio do recinto, vi uma velha que gozava o sol da tarde.
Abeirando-me, perguntei-lhe:
– Boa velha, que é feito dos habitantes desta terra?
Saiba o senhor – retorquiu a velha, levantando os olhos da renda em que trabalhava – que os novos partiram e os velhos foram morrendo.
O sol começava a descer no horizonte. Seguindo caminho, pela rua principal, que tinha um aspecto abandonado e desagradável, entrei num terreiro onde brincava uma criança. Aproximando-me:
– Qual o teu nome?
– João…
E fazendo-lhe uma festa – Brincas a quê?
– Ao faz de conta…
E não avistando mais ninguém – Com quem?
– Com os meus amigos…
– Mas que amigos?
– Amigos de faz de conta…
Afeiçoando-me à criança, a única que vi no meu passeio, temi que aquela terra fosse condenada. Sentando-me num banco de pedra que ali havia, pus-me a cismar sobre o relatório que havia de apresentar a Uriel.
Eis como me desenvencilhei para apresentar esse relatório. Chamei a criança e levei-a a Uriel.
– Destruirias – disse – aquela terra, apesar deste único inocente?
Uriel compadeceu-se, deixando tudo como estava. E apanhando uma corrente ascendente, juntando-se aos outros querubins, desapareceu no espaço sideral.
É que para pior – desabafou Uriel – assim bastava!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

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