Já muito se escreveu neste blogue, sobre a candidatura da arte de lidar o touro, característica única das terras arraianas do Riba-Côa a património Imaterial.

José MorgadoSegundo Luís Marques, director regional de Cultura de Lisboa, deveria ser criado para o Património Imaterial, um Instituto como existe para o património construído.
Há por todo o País uma série de manifestações e práticas culturais que vão de canções de trabalho, a procissões, de fórmulas mágicas a cantos de desafio e outras manifestações culturais, que merecem ser inventariadas e registadas, como a gíria quadrazenha e a Capeia Arraiana.
Para Manuel Maria Carrilho, embaixador de Portugal na Unesco, deve-se garantir a protecção de práticas que estejam ameaçadas de desaparecimento.
Desde Agosto de 2008 que em Portugal, existe um regime jurídico, para a protecção deste tipo de património, conforme Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.
Assim, qualquer grupo, associação, município ou outra entidade pode candidatar uma «prática, representação, expressão, conhecimento e aptidão, tais como os instrumentos, objectos, artefactos e espaços culturais que lhes estão associados».
Para tal é preciso haver registos e documentação e uma aposta politica clara dos intervenientes.
Deixo aqui este pequeno apontamento, para relembrar, aos que tiveram a ideia, que a não a devem deixar morrer à nascença.
Pior que perder ou não conseguir é não tentar.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

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