O Capeia Arraiana acompanhou, a par e passo, a edição deste ano do festival «Oh Forcão Rapazes», que aconteceu na praça de touros de Aldeia da Ponte no dia 22 de Agosto.

Jovens de Alfaiates revêm actuação

Touros fortes e combativos proporcionaram excelentes lides às equipas representativas das aldeias da raia. Todas pegaram ao forcão com brio e determinação e os melhores desempenhos das lides resultaram apenas da melhor qualidade dos touros que lhes couberam em sorte.
No final do festival todos sentiram que cumpriram o seu dever e possibilitaram que o público vivesse horas de grande entusiasmo, para além de uma excelente divulgação na nossa tradição raiana.
Não foram apenas ou touros e o forcão a prender as atenções. Capeia Arraiana esteve atenta ao que se passou nos bastidores. Em ano de eleições autárquicas, os principais candidatos estiveram na praça, distribuindo cumprimentos, falando com as pessoas, convivendo com os protagonistas da tarde, quiçá passando até mensagens de campanha. Dessa atenção saiu a fotografia da semana que apresentámos já, e que tem merecido uma imensidade de comentários: um dos candidatos acompanhado pelo ex-presidente da Câmara, António Morgado. Essa foi a constatação da tarde, o que não esmoreceu os restantes candidatos, que igualmente falaram, beberam e conviveram com a população.
No final do Festival, estivemos no restaurante O Pelicano, em Alfaiates, onde três equipas da raia jantavam: Alfaiates, Forcalhos e Lageosa. Acompanhámos em particular a equipa de Alfaiates que nos convidou a jantar com os bravos que pegaram ao forcão essa mesma tarde.
Foram momentos de comoção, com os jovens alfaiatenses contando os pormenores da sua lide, e falando com orgulho na origem de todos os jovens que ali acorreram: Uns vivem da aldeia, outros vieram de fora, porque residem longe: de Lisboa e de França, sobretudo.
Foi bom conhecer por dentro este espírito bairrista e de irmandade dos bravos jovens de Alfaiates. A coroar esse mesmo espírito esteve a atitude dos alfaiatenses após o jantar: juntos, rumaram para o centro da aldeia e depois iniciaram uma longa ronda por bares, cafés e adegas, bebendo e convivendo com alegria. Assim terminaram o dia de festa, mostrando que a Raia está bem viva e unida, juntando os «de dentro» e os «de fora», porque todos, perto ou longe, são raianos e amam a sua terra.
plb

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