Todos nós sabemos que o Concelho do Sabugal esteve assolado por incêndios florestais nos últimos dias do mês de Agosto e o primeiro dia de Setembro. Digo todos, porque a comunicação social a nível nacional, cobriu todos os acontecimentos inerentes a esses incêndios.

António EmidioComo começaram? Simples capricho da natureza? Não creio. Acredito que foi mão criminosa.
No dia 31 de Agosto pelas 16 horas, havia vários focos de incêndio à volta da cidade. Dizia uma habitante já idosa: «são as muchanas que andam no ar que deitam os fogos.» Pura inocência… O que pretendiam, a mão, ou as mãos criminosas, que os atearam? Arranjar pastos para animais? Madeira? Lucro que o fogo lhes viesse garantir por uma qualquer razão? Aterrorizar populações indefesas, criando insegurança e depois revolta?
Seja o que seja, praticaram-se actos de terrorismo, não só contra as pessoas, mas também contra a natureza e o meio ambiente. O fogo não perdoou, o verão tem sido severo com temperaturas altíssimas, e cada vez vai ser mais, tudo devido à mudança climática. Mãos criminosas e temperaturas elevadas são caldo de cultivo para incêndios florestais. Perdeu-se muito da nossa diversidade natural, perdeu a já pobre economia do Concelho, perdeu-se ainda mais o futuro, e serviu para aumentar a desertificação. Terrorismo não é só atentar contra um sistema político-económico. Terrorismo, e puro, foi o que sucedeu no nosso Concelho. Não se atentou contra pessoas inocentes e humildes? Não se aterrorizaram populações? Não lhes queimaram os haveres? E muitos!
Se isto não é terrorismo, o que é terrorismo? É só pegar em armas contra tiranos?
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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