Foi há 79 anos que foi erguido o hospital do Sabugal, equipamento que permitiu dar assistência na doença a uma população de mais de 36 mil habitantes que passava tempos difíceis.

hospitalEm 1995 tive ocasião de entrevistar para o jornal Sabugal, órgão informativo da Casa do Concelho do Sabugal, um grande sabugalense: o Ti Zé Cacau.
O velho carpinteiro, entretanto falecido, proporcionou-me a mais bela entrevista que já fiz e que, um dia, aqui reproduzirei. No meio da conversa, em que o Ti Cacau evocou os tempos antigos do Sabugal, falou-se na cerimónia de inauguração do hospital, onde o entrevistado estivera presente. Sendo senhor de uma memória prodigiosa, o Ti Cacau contou algo que recordava limpidamente:
«Da abertura do hospital, ainda recordo uma palavra do Padre Velho, de nome Manuel Nabais Caldeira, que a chorar disse: «Estou com os pés na sepultura, mas peço-lhes que nunca abandonem esta casa».
A recordação das palavras comovidas do velho carpinteiro foi-me agora proporcionada pelas preciosas fotografias e textos de João Duarte, que retratam os Cortejos de Oferendas, pelos quais se recolhiam donativos para construir e manter em funcionamento aquele equipamento público.
A história da construção do hospital do Sabugal merece ser contada. No frontispício do edifício, desde há quinze anos transformado em lar de idosos, está inscrita uma data: 1930. É essa a fotografia que ilustra este pequeno artigo e que serve de mote para o desafio que faço a que outros, à semelhança do João Duarte, contribuam para a recomposição da história do hospital do Sabugal.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

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