Ao fim da tarde de ontem, 23 de Julho, António Robalo apresentou publicamente a lista de candidatos que o acompanham nas eleições autárquicas de Outubro, tendo-se confirmado os nomes que o Capeia Arraiana havia antecipado.

A apresentação dos candidatos foi feita numa cerimónia simples, numa sala do Raihotel, no Sabugal, perante apoiantes da candidatura e alguns jornalistas.
A declaração de António Robalo esteve repleta de agradecimentos a Manuel Rito, actual presidente do Município, que será o cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal.
Porém António Robalo disse claramente que espera vir a ser melhor presidente do que o foram António Morgado e Manuel Rito. «Desculpa que diga isto, Manuel Rito, mas tenho obrigação de, como candidato a presidente da Câmara, ter a ambição de ser melhor presidente do que o foram aqueles que me precederam», justificou.
O candidato enalteceu depois o valor da equipa por si escolhida: «É uma equipa com pessoas com experiência autárquica, com pessoas empenhadas nas suas profissões e também com jovens que amam a sua terra.»
Sobre as suas linhas de actuação, António Robalo falou de um concelho maravilhoso com condições de desenvolvimento, onde é possível fazer um trabalho meritório. Porém, estando próxima a campanha e as naturais tentações eleitoralistas, o candidato deixou um aviso: «Não devemos prometer o sol e a lua, porque a arte de governar obriga a traçar prioridades e nem sempre pudemos fazer tudo o que ambicionamos.»
Na intervenção fez também alusão aos que o acusam de não ter ideias e projectos para o concelho. «Acham que o legado de 12 anos não é uma experiência que vale?», perguntou com ironia, dando ênfase ao seu trabalho enquanto vereador na Câmara.
O candidato comprometeu-se a, com a colaboração da sua equipa, elaborar um plano de acção que contenha as linhas mestras de actuação, que em breve será apresentado publicamente.
Anunciou ainda que o trabalho de formação das listas de candidatos às juntas de freguesia está quase concluído, estando já constituídas 33 listas.
Manuel Rito usou da palavra para manifestar o seu apoio ao candidato António Robalo. Fê-lo porém indicando que estão em curso projectos fundamentais para o desenvolvimento do concelho que não podem parar: as termas do Cró, a ligação Fronteira-A23, o parque de campismo. E acerca disso não tem dúvidas de que «o António é, dos candidatos conhecidos, o mais qualificado para levar estes projectos á sua conclusão, já que esteve na génese dos mesmos e acompanhou o seu desenvolvimento até agora».
Depois Manuel Rito lançou um cerrado ataque aos que, estando longe do concelho e apenas aqui vindo um ou outro fim-de-semana e alguns dias de férias, lançam críticas constantes e dão opiniões. «Nós os que cá estamos e cá passamos os 365 dias do ano é que sabemos o que nos faz falta», disse o agora candidato à Assembleia Municipal.
O presidente da junta de freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, cuja mulher integra a lista do PSD como suplente, usou da palavra para justificar o seu apoio à candidatura. «Estou com o António Robalo e apoio esta candidatura de forma convicta, pois foi nesta gente do PSD que encontrei sempre o apoio necessário para o desenvolvimento dos Fóios», justificou José Manuel Campos, que mais uma vez se candidatará a presidente da Junta de Freguesia da sua terra.
Houve ausências muito notadas nesta apresentação de candidatos. Desde logo a de Manuel Corte, presidente da concelhia do partido e vice-presidente da Câmara. Também António Morgado, actual presidente da Assembleia Municipal e ex-presidente da Câmara pelo PSD, não marcou presença.
No final da apresentação dos candidatos Capeia arraiana falou com o candidato António Robalo, que em exclusivo nos respondeu a algumas questões:
– Os candidatos hoje apresentados, que o secundam na lista, são todos militantes do PSD?
– Nem todos. O terceiro elemento, o Ernesto Cunha, não é militante, assim como não o são a Aldina Ricardo, que está em quinto lugar, e o José Henriques, que está em sétimo. Dentro dos suplentes também a Maria Natália Campos não é militante e o Norberto Pelicano julgo que também não o é.
– Há alguma razão para que o presidente da concelhia do PSD, Manuel Corte, não tenha marcado presença nesta apresentação de candidatos?
– Não me deu justificação nenhuma. Porém noto que a maioria dos elementos da comissão política concelhia estão presentes. Sete dos nove elementos que a constituem estão aqui.
– Mas o facto é que o presidente da concelhia não está cá isso pode ter uma interpretação política.
Sim, é um facto, e o normal seria estar presente. Mas não me disse nada quanto a isso e não sei se o terá transmitido a outro elemento da comissão política.
– Correm rumores de que alguns candidatos do PSD a presidentes de junta são quadros superiores da Câmara Municipal. Não considera que a candidatura destes funcionários deveria ser evitada face à previsível dificuldade em assumirem posições políticas, nomeadamente em eventual confronto com as opções da Câmara?
– Há de facto dois casos. É uma situação normal e que se tem repetido noutros anos, de funcionários da Câmara fazerem parte das listas e depois dos executivos das juntas, embora o mais normal seja nas posições de secretário e tesoureiro. Este ano haverá dois candidatos a presidentes de junta nas nossas listas que são de facto quadros superiores da Câmara, mas quero deixar claro que foram eles que se ofereceram para serem candidatos e fazer listas.
– Então também não é verdade que tenha havido pressões para se candidatarem?
– De modo nenhum. Repito que há apenas dois casos, nas candidaturas às juntas de vale de Espinho e do Soito, e foram eles que se propuseram candidatar-se. Além do mais não há qualquer incompatibilidade legal, que apenas existiria se eles exercessem cargos dirigentes, o que não é o caso.
plb

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