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GALERIA DE IMAGENS – 31-7-2009
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

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GALERIA DE IMAGENS – 31-7-2009
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

As estradas municipais para as freguesias de Ruivós e Vale das Éguas estão a ser alcatroadas. Junto ao Salão de Festas e sede da Associação dos Amigos de Ruivós está a ser construído um parque infantil com cinco equipamentos de diversão.

O mês de Julho transformou algumas das aldeias do concelho do Sabugal. Os melhoramentos levados a cabo pela Câmara Municpal do Sabugal incluem estradas alcatroadas e novos equipamentos de diversão para miúdos e graúdos.
Estão a ser alcatroados esta sexta-feira, 31 de Julho, os cerca de 1800 metros da estrada que liga Ruivós à Ruvina. Os trabalhos tiveram início logo de manhã e devem estar terminados ao final do dia proporcionando aos automobilistas um silencioso e perfeito tapete negro de acesso à freguesia de Ruivós.
Igualmente por iniciativa da autarquia está a ser construído um parque infantil junto ao Salão de Festas e sede da Associação dos Amigos de Ruivós e muito próximo da praça onde terá lugar no sábado à noite, 8 de Agosto, pelo segundo ano consecutivo uma capeia arraiana organizada pela associação.
No dia anterior, quinta-feira, a estrada de ligação entre Vale das Éguas e o cruzamento da Quinta da Telhada foi também alcatroada, 30 de Julho, melhorando de forma significativa o acesso à aldeia e à praia fluvial da freguesia presidida por Fernando Proença.
Em final de mandato o actual executivo procura deixar a sua assinatura nos mais variados melhoramentos em diversas freguesias.
jcl

O blogue da candidatura de Joaquim Ricardo apresentou Luísa Sanches, de Alfaiates, como o sétimo elemento da lista.

Luísa Sanches«A nossa equipa está agora completa!» é o título da informação disponibilizada no blogue de Joaquim Ricardo, candidato independente nas listas do MPT-Partido da Terra.
A escolha recaiu em Luísa Sanches, natural e residente em Alfaiates, de 34 anos, empregada de escritório.
Recorde-se que o independente Joaquim Ricardo (natural de Aldeia de Santo António) já tinha apresentado António Freitas (Sabugal), Graça Gralha (Nave), Ana Luísa Gomes (Sortelha), José Joaquim Gonçalves (Ozendo), Daniel Vicente (Bendada) e Luísa Sanches (Alfaiates).
Como curiosidade registe-se que a lista de Joaquim Ricardo não integra nenhum elemento natural ou a residir na vila do Soito.
jcl

O actual vereador da Educação e Cultural e candidato à Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, é o convidado este sábado do programa «Hora Informativa» da Rádio Caria.

António RobaloO candidato à Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, é o convidado do jornalista Sérgio Paulo Gomes, coordenador do programa «Hora Informativa» que vai para o ar este sábado entre o meio-dia e a uma hora da tarde na antena da Rádio Caria.
Fecha-se, assim, o conjunto de entrevistas iniciadas em Fevereiro aos três principais candidatos à Câmara Municipal Sabugal. Recorde-se que Joaquim Ricardo, em Fevereiro, e António Dionísio, em Março, estiveram neste mesmo programa a convite do jornalista Sérgio Paulo Gomes em parceria com o Capeia Arraiana.
Os candidatos e os seus apoiantes têm-se desdobrado nas últimas semanas em contactos e no fecho das listas para as Juntas de Freguesias e as praças e rotundas do concelho têm sido redecoradas com os placards das candidaturas de Joaquim Ricardo e António Dionísio.

Os previsões do tempo apontam para um mês de Agosto muito nervoso e politicamente a escaldar.
jcl

«Semana das Farras» em Valongo do Côa. Actuação do Grupo Etnográfico do Sabugal na quarta-feira à noite, 29 de Julho de 2009.

GALERIA DE IMAGENS – 29-7-2009
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

O programa da «Semana das Farras» em Valongo do Côa, incluiu na noite de quarta-feira uma caminhada até à Ponte de Sequeiros e a exibição do Grupo Etnográfico do Sabugal.

Grupo Etnográfico do Sabugal em Valongo do CôaA Junta de Freguesia de Valongo do Côa organizou entre os dias 25 e 31 de Julho a «Semana das Farras» com um programa cultural variado elaborado dinâmico autarca Alberto Pires Monteiro, por muitos conhecido como o Beto de Valongo.
O bem cuidado recinto de festas um bar, um palco para actuações, um recinto em cimento de boas dimensões rodeado de bancos para a assistência, um grelhador gigante em forma de casinha de pedra e pistas para o jogo da petanca que os nossos emigrantes importaram de França.
A população e os visitantes puderam assistir ao longo das noites às actuações da Ronda do Jarmelo, do Rancho Folclórico de Vila Boa, de grupos de bombos, de cantares, de concertinas e acordeonistas.
O programa de quarta-feira, dia 29, convidou a uma caminhada de ida e volta até à emblemática Ponte de Sequeiros, seguida da brilhante actuação do Grupo Etnográfico do Sabugal. O grupo, com os seus elementos sempre muito certinhos e afinados, apresenta-se com trajes que recordam e preservam ofícios e tarefas das nossas terras raianas que já acabaram ou cairam em desuso.
«Vamos tendo cada vez mais solicitações para actuar no concelho e fora», disse-nos um dos responsáveis do grupo acrescentando que «têm levado om orgulho o nome do Sabugal e sido bem recebidos em todos os lados onde actuam».
No final da actuação do Grupo Etnográfico do Sabugal a organização convidou todos os presentes para um convívio que incluiu carne grelhada e uma saborosa sopa de cornos confeccionada numa enorme panela de ferro.
O presidente de Valongo do Côa mostrou-se muito satisfeito com a adesão popular à «Semana das Farras». « Antecipamos o mês de Agosto com esta semana e depois continuamos com as tradicionais festas em honra de São Sebastião», explicando-nos, depois, que tanta actividade tem como objectivo «fixar os nossos emigrantes cerca de duas semanas na aldeia evitando assim que se concentrem apenas durante dois ou três dias e se dispersem durante os restantes dias de férias».
«Tudo temos feito para inverter o abandono das nossas casas. Felizmente têm sido feitas algumas recuperações e sentimos nos descendentes dos antigos proprietários vontade de manter os bens herdados», esclareceu-nos o autarca. «Em Valongo do Côa temos qualidade de vida e, claro, a emblemática ponte de Sequeiros que faz a diferença. Contudo o povo tem um conflito colectivo contra um proprietário que é dono de mais de metade das terras do nosso limite e que decidiu fechar com cancelas caminhos que sempre foram públicos. Vamos todos a tribunal em Setembro e acredito que temos a razão pelo nosso lado», concluiu Alberto Pires Monteiro.
jcl

Numa crónica com o título «Dois ilustres fiscalistras sabugalenses», em 21 de Dezembro de 2008, congratulei-me com o aparecimento de uma candidatura de um cidadão independente à Autarquia do Sabugal. Louvei-lhe a coragem!

Fiquei mais tarde decepcionado quando o mesmo aderiu, embora como independente (há tantos ditos independentes nos partidos que ficam mais dependentes que os próprios filiados), a uma formação partidária, sem tradição no Sabugal.
Embora pessoas experientes nestas lides me tivessem alertado para o facto de ser impossível criar um Movimento Cívico em torno de um candidato totalmente independente dos partidos, face ao elevado número de freguesias do Sabugal, com poucos eleitores, desmotivados e nada habituados a serem proponentes a este tipo de candidaturas.
Hoje, passados sete meses, dou-lhes inteira razão, não só porque os argumentos me convenceram, mas também porque na prática cheguei a essa triste conclusão.
Pertenço a um Grupo de Cidadãos Eleitores, associados livremente, que sem intervenção dos partidos políticos se propõe levar a cabo uma candidatura directa e independente para eleição dos seus representantes das freguesias e respectivo município.
O Simplex, além de aqui não ter cabimento, é substituído por um «Complex» de exigências (só para os independentes) cuja finalidade é afastar esses cidadãos a concorrerem em pé de igualdade com os cristalizados partidos que nos têm governado alternadamente.
Não sei se levaremos a «Carta a Garcia», isto é, conseguir concorrer, porque são necessários um monte de requisitos, a saber:
– As apresentações das candidaturas (uma por cada freguesia e município) são presentes ao juiz do tribunal de comarca até ao 55.º dia anterior ao dia das eleições (11 de Outubro de 2009);
– As apresentações são acompanhadas de Declarações de propositura ou lista de proponentes (só com os recenseados na respectiva circunscrição), lista de candidatos, declarações de candidatura, e certidão de inscrição no recenseamento eleitoral dos candidatos e mandatário.
O número necessário de proponentes é o resultado da relação entre o número de eleitores da autarquia e três vezes o número de membros que componham o órgão, não podendo resultar um número de proponentes inferior a 50 ou superior a 2000 e no caso de ser à Câmara ou Assembleia Municipal, o número de proponentes não pode ser inferior a 250 ou superior a 4000.
O número necessário de membros para candidatos, vai de 19 a 7 membros, consoante os eleitores inscritos.
A lista de proponentes deve conter em relação a cada um dos cidadãos proponentes os seguintes elementos: nome completo, número do Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão, número de eleitor, unidade geográfica (freguesia) e assinatura conforme o B.I.
Na recolha de assinaturas a maioria dos cidadão eleitores, quando, em trânsito, não são portadores de B.I. ou Cartão de Eleitor.
Na apresentação de candidatos, os grupos de cidadãos são obrigados a designar um mandatário da lista de entre os eleitores inscritos no respectivo círculo.
Na identificação dos candidatos e mandatário da lista deve constar, nome completo, idade, filiação, profissão, naturalidade, residência, número e data de B.I. e entidade emissora
A lista de candidatos deve ser ordenada de modo a que seja garantida a representação mínima de 33,3% de cada um dos sexos e não podem conter mais de dois candidatos do mesmo sexo colocados consecutivamente
Finalmente, o grupo de cidadãos eleitores estão obrigados a prestar contas e constituirem um mandatário financeiro para o efeito e pagar IVA ao contrário dos partidos que dele estão isentos.
Conclusão: Com tantas peias burocráticas exigidas aos Independentes, o melhor é criarem um partido que negoceie e aceite todas as propostas e listas de independentes, cobrando os respectivos honorários pelos serviços administrativos prestados, aos vários grupos de cidadãos que proponham candidatar-se e desta forma desblindar o acesso às eleições.

Ver o artigo relacionado. Aqui.
José Morgado

Capeia Arraiana soube que António Gata aceitou o convite de Joaquim Ricardo para encabeçar a lista de candidatos do Movimento Partido da Terra (MPT) à Assembleia Municipal do Sabugal nas eleições autárquicas de Outubro.

António GataAntónio Gata é natural de Vilar Maior, terra de onde foi presidente da Junta de Freguesia durante vários mandatos, mas que há alguns anos estava retirado da política activa. Desde sempre ligado ao PSD, o agora candidato pelo MPT, há muito que discordava das escolhas políticas do seu partido para o concelho do Sabugal, pelo que esse «divórcio» com os sociais-democratas culmina agora com a candidatura nas listas de Joaquim Ricardo.
Entretanto o blogue da candidatura de Joaquim Ricardo anunciou o sétimo e último elemento da lista de candidatos do MPT ao executivo camarário.
«Finalmente, temos o prazer de apresentar o número 7 da nossa lista à Câmara Municipal do Sabugal», diz-se na página oficial da candidatura, que apresenta Luísa Sanches, de 34 anos, natural e residente em Alfaiates, empregada de escritório.
Para o fecho da lista à Câmara o partido tem agora apenas de procurar três suplentes.
plb

O Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito acolhe, entre os dias 1 e 23 de Agosto, uma Feira de Saldos e Velharias, destinada a divulgar e promover os produtos e artigos do concelho do Sabugal.

velhariasA iniciativa e a organização são da Câmara Municipal do Sabugal, da Associação Cultural e Desportiva do Soito e da Empresa Municipal Sabugal +, que assim contam dinamizar o equipamento raiano recentemente inaugurado. A feira pode ser também uma boa oportunidade para os interessados adquirirem velharias a um baixo preço.
No local haverá ainda exposições de artesanato e de produtos regionais, alguns deles também comercializáveis a preços convidativos.
Esta pode ser também uma oportunidade para se conhecer o Centro de Negócios Transfronteiriços, cujo espaço estará aberto de segunda a sexta-feira, entre as 10 e as 20 horas, com fecho das 13 às 14 para almoço. Aos fins-de-semana o horário é das 14h30 até às 20h00.
plb

O acontecido no Hospital de Sta Maria em Lisboa com seis cidadãos que, por razões que ainda desconheço, correm o risco de cegar, e os depoimentos que vejo e ouço, leva-me a escrever esta crónica.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Sou miope desde praticamente a infância e há dois anos o meu oftalmologista propôs-me ser operado. Confiando no médico, lá fui uma sexta-feira à tarde a uma Unidade de Saúde particular ser operado a um dos olhos, tendo regressado a casa no mesmo dia.
No dia seguinte, sábado, fui observado pelo médico, estando tudo bem e vendo eu da vista operada sem óculos, pela primeira vez desde há várias décadas.
Domingo de manhã acordo cego da vista. Contactei o médico que, de imediato, me levou para o Hospital onde estive internado e em tratamentos cerca de duas semanas, após o que fui de novo operado, tendo felizmente recuperado 70% da visão.
E conto isto, porque durante aquele grave momento e mesmo agora, nunca me passou pela cabeça nenhuma destas hipóteses: Contactar os órgãos de informação; pedir uma indemnização à Clínica; pedir uma indemnização ao médico; ou, ainda, mudar de médico.
Será que estou errado?
É que o sucedido em Santa Maria coloca-me questões importantes e que passo a enumerar.
Quem e com que intenção passou a notícia para os órgãos de informação? (e sabendo hoje como isto resultou numa guerra comercial entre fabricantes de medicamentos…)
Qual a relação que os doentes afectados tinham com os médicos que os operaram? E que reacção tiveram estes médicos quando isto aconteceu? (a minha relação com o meu oftalmologista não foi afectada pelo que me aconteceu, saiu aliás mais reforçada, porque ele não me abandonou e desde o primeiro momento, mesmo sendo domingo, ficou do meu lado, garantindo-me todo o apoio técnico e, sobretudo, moral.)
Quem empurra as pessoas afectadas e os seus familiares a falarem desde já em indemnizações? (é que há organizações em Portugal como em todo o mundo que recebem à percentagem do total da indemnização conseguida).
Porque vivi na carne o drama que estas pessoas estão a passar, desejo-lhes que tenham a sorte que eu tive e que recuperem, pelo menos, os 70% que eu recuperei.
Aos médicos que estiveram e estão envolvidos neste problema só lhes peço que sejam bons tecnicamente, mas que, sobretudo, se envolvam emocionalmente com aquelas pessoas, e que saibam tirar as devidas ilações do que aconteceu.
E deixemos as questões das indemnizações e das responsabilizações para depois. É que já ouvi um depoimento que mais parecia querer dizer, «cego mas rico…».
Ou será que estou errado?

ps1: Morreu um amigo e uma pessoa bem conhecida de todos os sabugalenses – o Toninho Carteiro. Conhecia-o desde criança e sempre tive por ele uma grande consideração. A forma como ele e a sua mulher, a Dona Edite, souberam, apesar da doença grave que o Toninho, apoiar a minha mãe nas suas deslocações a Coimbra, são a prova de estarmos perante pessoas boas. Por isso o seu desaparecimento é uma má notícia… À Dona Edite e à restante família, permitindo-me destacar a Adozinda minha vizinha na Póvoa de Sta Iria as minhas sentidas condolências.
ps2: Não foi notícia em lado nenhum, mas no início deste mês um membro do Corpo de Bombeiros do Sabugal foi atingido por um fogo que combatia tendo ficado com queimaduras de 2.º grau num dos braços. Ao Jorge reitero publicamente os desejos de rápidas melhoras.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

O ministro do Ambiente, Nunes Correia e a sua homóloga espanhola, Elena Espinosa Mangana, assinaram em Penamacor esta terça-feira, 28 de Julho, Dia Nacional da Conservação da Natureza, um protocolo para a cedência de 20 linces nascidos em cativeiro em Espanha.

Reserva Natural da Serra da Malcata - Foto jusnmarO presidente da Câmara Municipal de Penamacor, Domingos Torrão, foi o anfitrião da cerimónia de assinatura do protocolo para a introdução na Serra da Malcata de linces nascidos em Espanha. O Fado, o Eucalipto, a Espiga e a Erika são alguns dos 20 linces (14 machos e seis fêmeas) integrados no Plano de Acção para a Criação em Cativeiro do Lince Ibérico que prevê a implementação em Portugal, no prazo máximo de três anos, de um programa detalhado para a reintrodução dos animais nas zonas de habitat histórico da espécie.
O ministro Nunes Correia afirmou que «a Serra da Malcata é uma zona de eleição e será uma das primeiras regiões a receber o lince». O governante e a sua homóloga espanhola sublinharam a importância do esforço conjunto dos dois países para a recuperação da emblemática espécie ibérica.
O presidente da Câmara de Penamacor, Domingos Torrão manifestou na sessão de assinatura do protocolo a vontade de receber linces. «O que queremos é o lince, porque o lince é de cá», acrescentando para reforçar o desejo que o município já registou a marca «Terras do Lince».
A Reserva Natural da Malcata, criada em 1981, está a tentar aumentar a densidade média de coelho-bravo (que representa 80 por cento da alimentação do lince). Em algumas zonas conseguiu passar de um coelho por hectare para cinco, no período de 1997 a 2006. Para isso promoveu o refúgio ao abrir clareiras e plantar centeio, construiu 180 abrigos e, em 1994 e de 1997 a 2003, repovoou a zona com 1200 coelhos.
Actualmente, Espanha tem 77 linces nos seus centros de reprodução em cativeiro. Os 20 animais que foram cedidos a Portugal virão de El Acebuche (em Doñana), La Olivilla (Raen) e de Jerez de la Frontera.

Os registos indicam 1992 para o último lince avistado em liberdade na Serra da Malcata «penamacorense».
jcl

A cantora dos sapatos vermelhos, Rita Redshoes, que vai integrar o cartaz do concerto de abertura do Festival dos Oceanos, dia 1 de Agosto, nos Jardins de Belém, passa no dia anterior pelo Sabugal, onde actua na Festa da Europa.

Rita RedshoesO Sabugal marca o início de uma digressão de Rita Redshoes pelo País durante o mês de Agosto, onde apresentará temas do seu álbum «Golden Era». Depois do Sabugal e de Lisboa, estará no dia 2 de Agosto em Nisa, no dia 8 em Vila do Conde, dia 9 em Óbidos, dia 14 em Sines, dia 20 em Alcobaça, dia 22 em Alcains, dia 30 em Grândola.
Na actuação que fará no Festival dos Oceanos Rita Redshoes actuará com convidados especiais. Terá a seu lado, para cantarem em dueto, Daniel Bacelar, cantor que se tornou popular depois de se sagrar vencedor no concurso «Caloiros da Canção», da Rádio Renascença, sendo o prémio a gravação de dois singles. O artista gravou seis EPs e foi acompanhado ao vivo por grupos como os Siderais, Fliers e os Gentleman. Também integrará a formação no concerto de abertura do festival José Pino, o guitarrista de bandas como The Blue Jeans Band, Conjunto Mistério ou Soul Music.
Rita Redshoes, nome artístico de Rita Pereira, é uma cantora portuguesa, ex-vocalista dos Atomic Bees e que actualmente canta com David Fonseca. Ficou neste último trabalho especialmente conhecida por dar a voz na canção Hold Still. Em 2008 lançou o seu primeiro álbum a solo como Rita Redshoes, de nome «Golden Era».
plb

O tema de hoje é sobre o processo de Galileu porque é sempre actual e interessante, quanto mais não seja, pela controvérsia que suscita.

João ValenteA verdade é que a Igreja não «condenou» Galileu Galilei por este acreditar na mobilidade da terra, e na centralidade e imobilidade do sol como se diz. Passo a explicar:
O sistema heliocêntrico, como hipótese astronómica baseada em cálculos matemáticos e observações reais, já havia sido formulado por Copérnico no seu De Revolutionibus orbium coelestium e há dois séculos e meio pelo Bispo de Lisieux, Nicolau de Oresme, e era aceite, como hipótese astronómica, por membros do clero como o cardeal Giovanni Ciampoli, o cardeal Maurizio da Savóia e o padre Orazio Grassi, grande adversário das «heresias» de Galileu.
Os motivos pelos quais estes membros do clero, embora o aceitando como hipótese, ainda não defendiam o heliocentrismo abertamente, eram dois: Prudência , pelo facto de não haver, até então, provas suficientes a tornar o heliocentrismo seguro (a completa superação do sistema tradicional Ptolemaico pelo heliocentrismo, atemorizava pela novidade revolucionária); e pela eficácia das medidas astronómicas baseadas no sistema geocêntrico (o sistema Ptolemaico baseava-se também em cálculos matemáticos e astronómicos a que se contrapunham os do heliocentrismo).
Esta reserva prudente explica-se também porque a Igreja, seguindo a «teoria da boa ciência» de Santo Alberto Magno entendia que a prova pelos sentidos [a indução] era a mais segura no estudo da filosofia natural, e situava-se acima da teoria sem observação (Meteoros 3, tr. 1, c. 21) e que a experiência, através de repetidas observações, é a melhor mestra no estudo da natureza (Sobre os animais 1. c. 19) competindo à ciência natural não aceitar simplesmente o que foi narrado. Cabendo-lhe, muito mais, a serviço da filosofia natural, buscar as causas das coisas naturais (Sobre os minerais 2, tr. 2, c. 1).
Resumindo: Para os membros da Igreja que já admitiam no tempo de Galileu a hipótese do heliocentrismo, este ainda não possuía observações que o comprovassem seguramente, nem experiências, com observações repetidas, e muito menos buscava a sua demonstração em causas naturais.
O Padre Cristophoro Grienberg, matemático jesuíta, interlocutor científico favorável a Galileu e seu contemporâneo, também admitia como hipótese científica o heliocentrismo, mas expressou algumas reservas, precisamente porque nenhuma experiência ou demonstração permitia tornar certa e segura a verdade copernicana (Apud. Pietro Redondi, Galileu Herético, Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, p.18.).
Por isso se compreende que o próprio inquisidor de Galileu, São Roberto Bellarmino (cardeal), afirmasse numa carta ao padre Foscarini, que também havia publicado uma teoria sobre o heliocentrismo, o seguinte:
«[…] eu digo que se houvesse uma demonstração verdadeira de que o Sol está no centro do Mundo e a Terra no terceiro Céu, e que o Sol não circula a Terra, mas a Terra circula o Sol, então, ter-se-ia de proceder com grande cuidado em explicar as Escrituras, na qual aparece o contrário. E diria antes que nós não as entendemos, do que, o que é demonstrado é falso. Mas, eu não acreditarei que exista tal demonstração até que esta me seja mostrada.» (Carta do Cardeal São Roberto Bellarmino ao padre Foscarini, 12 de Abril de 1615).
Isto é; para São Roberto Bellarmino, a haver qualquer discordância entre o heliocentrismo e as Sagradas Escrituras, seria porque não as entendíamos e não porque estas fossem falsas. Contudo, admitindo-o como hipotético, não acreditava que o heliocentrismo estivesse provado, até que lhe fosse cabalmente demonstrado.
GalileuEsta doutrina do cardeal Bellarmino sobre a relação complementar e não necessariamente antagónica entre a ciência e a fé, viria a ser consagrada alguns séculos depois na seguinte passagem da encíclica Providentissimus Deus de Leão XIII:
«Nenhum desacordo real pode certamente existir entre a teologia e a física, desde que ambas se mantenham nos seus limites e segundo a palavra de Santo Agostinho, tomem cuidado de nada afirmarem ao acaso, nem tomarem o desconhecido pelo conhecido» e «Quanto a tudo o que, estribando-se em provas verdadeiras, nossos adversários nos puderem demonstrar a respeito da natureza, provemos-lhes que não há nada contrário a esses fatos nas nossas Santas Letras. Mas, quanto ao que eles tirarem de certos livros seus e que invocarem como estando em contradição com essas Santas Letras, ou seja, com a Fé católica, mostremos-lhes que se trata de hipóteses, ou que absolutamente não duvidamos da falsidade dessas afirmações.» (In Gen.op. imperf.,IX,30) (Documentos Pontifícios, Providentissimus Deus, pg.28).
Isto é; se alguma tese da ciência moderna contradiz as Sagradas Escrituras, isso abre duas possibilidades: ou a contradição é aparente, ou a ciência moderna errou.
Como vemos, é o próprio inquisidor de Galileu, muito antes de Leão XIII, que afirma que o heliocentrismo nunca porá em causa as Escrituras. Não foi portanto esse o motivo da condenação de Galileu.
A verdade é que as teorias de Galileu eram muito mais do que científicas; tinham um profundo misticismo com raízes cátaras e pagãs.
Para Galileu, havia um espírito que aquecia e fecundava todas as substâncias corpóreas, o qual partindo do corpo solar se propagaria com enorme velocidade pelo mundo inteiro.
Este espírito que aquece e fecunda é curiosamente a mesma Luz Primordial e agente criador, adoptado no simbolismo maçónico, que irradiando por todos os lados em simultâneo, emana de um centro que não está localizado em parte alguma, mas que cada ser pode encontrar em si. (Oswald Writh, O Simbolismo Hermético Na Sua Relação Com A Franco-Maçonaria; Hugin Editores Lda. 2004, pág.122).
Falando dessa mesma Luz, numa carta ao padre Pietro Dini (felizmente os sábios do renascimento trocavam correspondência entre si), dizia Galileu que era uma substância espiritualíssima, sutilíssima e velocíssima que difundindo-se pelo universo penetra tudo sem resistência, aquece, vivifica e torna fecunda todas as criaturas viventes. (Carta de Galileu a monsenhor Pietro Dini, 23 mar.1615, Opere, V, p.289).
A substância espiritualíssima de que fala Galileu é também curiosamente o Fogo Vital da simbologia maçónica, «inerente a toda a célula orgânica e a todos os átomos minerais», que «propaga indefinidamente os seus raios, de tal modo que de todos os seres individualizados desprende-se uma radiação luminosa difundida através do espaço.» (ainda Oswald Writh na obra citada, pág. 123). A substância espiritualíssima ou fogo vital, seriam o «sopro divino» que existe em todas as criaturas.
Galileu defendia portanto mais que o heliocentrismo. Defendia, exemplificando com este, uma metafísica do Sol como símbolo de Deus, um verdadeiro triunfo da Luz, com referências textuais ao livro do Génesis e aos salmos:
«No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo… Deus disse: Faça-se a luz. E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas…» (Génesis)
«Deus colocou no sol o seu tabernáculo (…). Ele tal qual esposo que sai do próprio tálamo, saltou como um gigante para escapar.» (Salmo XVIII).
É certo que, sob a escolta de Dionísio Areopagita, Galileu fez a concordância do Génesis e do Salmo XVIII com as ideias sobre a emanação da luz celeste e terrestre, baseada em Hermes Trimegisto, que via a Luz como um espírito emanado de uma fonte eterna; o Sol.
Mas de facto, para Galileu, o Sol simbolizava Deus; e contemplar a Luz era apreciar o «sopro divino» que emana de todas as criaturas.
A condenação de Galileu nunca foi portanto a negação do heliocentrismo como verdade científica, mas a forma de eliminar este simbolismo hermético, que ao difundir-se através de uma figura de prestígio, ameaçava tornar-se uma séria heresia pela semelhança com o pagão culto de Mitra (Deus-Sol).
Sendo assim, a Igreja condenou em Galileu as crenças esotéricas; nunca a teoria do heliocentrismo que ela própria já admitia com hipótese.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

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Autoria: Fredo Soito
Os DVD’s do Fredo do Soito podem encomendados:
pelo email: fredosoito@hotmail.fr, pelo telefone: +33 6 74 90 55 38,
ou pessoalmente na maioria das Capeias do mês de Agosto nas aldeias da raia sabugalense.
jcl

A sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal exibe, entre 30 de Julho e 14 de Setembro, a colecção «Jogar a tradição» da Associação de Jogos Tradicionais da Guarda.

Jogo do PiãoA empresa municipal «Sabugal+» em colaboração com a Associação de Jogos Tradicionais da Guarda (AJTG) apresentam a exposição «Jogar a Tradição» na sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal.
A exposição é constituída por cerca de 500 peças que fazem parte de uma colecção composta por mais de duas mil recolhidas ao longo dos 26 anos de existência da AJTG.
Objectos que preencheram o imaginário e as brincadeiras de tempos passados como bonecas de trapos, marionetas, fisgas, jogos de tabuleiro, aviões e carrinhos de madeira e metal, cavalos de pau foram recolhidos e catalogados por todo o distrito da Guarda, pelo País e pelo mundo. As linhas do jogo da macaca, a luta de tracção com a corda, o rapa, o salto à corda, jogo das linhas e a malha podem também ser recordados nesta mostra.
A Associação de Jogos Tradicionais da Guarda é uma colectividade com mais de um quarto de século de existência. Desde 1979 que recolhe, sistematiza e incentiva a prática de jogos tradicionais. Apesar ter um âmbito distrital, a sua acção tem-se desenvolvido, pontualmente, pelo país e também no estrangeiro.
Os promotores da exposição recordam que a AJTG participou, desde a sua criação, em vários projectos «perspectivando salvaguardar a cultura lúdica tradicional salientando as actividades de recolha e filmagem, realização de encontros de jogos tradicionais e a participação na 17.ª Exposição de Arte, Ciência e Cultura».
O historial da AJTG inclui as publicações de diversos estudos ligados à temática dos jogos e do seu papel na sociedade e as publicações «A Capeia Raiana, uma Mostra de Força Colectiva», «O Jogo do Galo por Terras da Beira» e «O Magusto da velha em Aldeia Viçosa».
A inauguração da exposição, aberta ao público até 14 de Setembro, decorrerá no dia 30 de Julho de 2009, pelas 18h00, no Museu Municipal.
jcl

Li num jornal que o líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, quer que se proíba constitucionalmente o comunismo. Ao vir de quem vem a proposta, não é de levar muito a sério, todos nós portugueses sabemos que ele governa há muitos e muitos anos, numa ilha onde há uma grande produção de bananas, e é um político com uma acentuada personalidade folclórica.

António EmidioMas o pior de tudo, é que ele diz em voz alta o que muitos pensam em silêncio. Há uma explicação para isto tudo. O sistema, o neoliberalismo, agita o espantalho do totalitarismo, seja ele de esquerda, ou de direita, para criminalizar qualquer atitude de revolta, e até de descontentamento, o que acontece presentemente.
Quer fazer-nos ver também, que fora da «democracia neoliberal» só há regimes tirânicos. Mas se por acaso se abrir a janela das proibições e perseguições políticas, nem que seja só uma pequena fisga, o ar gelado da idade das trevas e da intolerância vão encher toda a casa. Se tivermos que proibir, que sejam crimes, nunca ideias.
O gulag estava no pensamento de Marx? A inquisição estava no pensamento de Cristo? O terrorismo está no Corão? O gulag foi obra de intolerantes e fanáticos, o terrorismo islâmico é obra de intolerantes e fanáticos, a inquisição foi obra de intolerantes e fanáticos. E os crimes que se cometeram e cometem em nome da Democracia? O que vão pensar dela aqueles povos que foram invadidos e massacrados, e ainda estão a sê-lo, em nome da Democracia e da Liberdade? E será que a Democracia é um regime tirânico? Não é o mais perfeito dos regimes políticos? Não é tolerante?
Já Mahatema Gandhi dizia dos que andavam a «democratizar»: Que lhes importa os mortos, os órfãos, e os que perderam as casas? Se a destruição sem sentido se levar a cabo no santo nome da liberdade e da democracia?
O ideal de Democracia também está a se deturpado, como foram todos os outros ao longo da história.
Vamos deixar este recado ao Alberto João Jardim e aos que pensam como ele: a verdadeira constituição de um povo está na sua cultura política e na ética (moral) de cada um dos cidadãos que compõem esse povo.
E agora um aparte leitor(a), um desabafo…Porque é que o homem sempre teve e continua a ter, a maldita tendência de se destruir a ele próprio e destruir os outros? Alguém dirá que isso não é verdade, passem os olhos então pela história da humanidade e verão que esta não passa quase exclusivamente da crónica dos crimes do homem ao longo dos séculos.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O Bravo’s Bar (Tó de Ruivós) e o Coyote Bar (Danilo) do Sabugal organizaram no sábado, 25 de Julho, a segunda edição da «Garraiada dos Pontões».

GALERIA DE IMAGENS – 25-7-2009
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

A União de Associações de Caça e Pesca do Sabugal (Côacaça), pretende recrutar um jovem para trabalhar na área do concelho do Sabugal.

caçaO perfil da pessoa pretendida pela associação é o seguinte: homem ou mulher com idade inferior a 30 anos, que tenha como habilitações mínimas o 12.º ano de escolaridade, possua conhecimentos de Informática, carta de condução, tenha boa apresentação e seja uma personalidade ambiciosa, proactiva e dinâmica. O candidato terá ainda que revelar vocação na área comercial.
A Côacaça pediu ao Capeia Arraiana a divulgação desta oportunidade de emprego para um jovem no concelho, informando ainda que os interessados deverão enviar os seus curriculum vitae até 20 de Agosto para a seguinte morada:
Rua de Santa Catarina nº 2, 6320-271 Rebolosa.
Para qualquer esclarecimento adicional poderá contactar-se a associação pelo telefone: 969559935.
plb

Na semana passada, de 20 a 26 de Julho, o Comando Territorial da GNR da Guarda registou 67 ocorrências criminais e efectuou 14 detenções a maior parte das quais em flagrante delito.

gnrSegundo o comunicado semanal da GNR do distrito da Guarda, dentre os 67 crimes destracam-se 21 que foram furtos, nomeadamente de veículos, residências, e estabelecimentos comerciais.
Quantos às detenções, 13 foram em flagrante delito: uma por condução sem habilitação legal, quatro por condução sob o efeito do álcool, quatro por furto de cobre, uma por furto de veiculo, uma por posse ilegal de estupefacientes, uma por ameaças e coação à patrulha da GNR, uma por desobediência (condução de veiculo apreendido). Os militares da GNR detiveram ainda um indivíduo no cumprimento de mandado judicial.
Na mesma semana foram ainda elaborados 313 autos de contra-ordenação, pelas seguintes infracções: 282 à Legislação Rodoviária, 25 à Legislação da Natureza e Ambiente e seis à Legislação Policial.
No dia 24 de Julho, o Comando Territorial levou a efeito uma operação distrital, direccionada
para fiscalização de trânsito e prevenção geral da criminalidade. Na acção foi detido um indivíduo de 31 anos de idade por posse ilegal de estupefacientes (3,8 gramas de cogumelos alucinogeneos e 0,3 gramas de haxixe). Foi ainda notificado um outro para comparecer na GNR do Porto, por posse de 0,7 gramas de haxixe e 0,5 gramas de cocaína. Foram ainda elaborados cinco autos de contra-ordenação por infracção à legislação rodoviária.
No mesmo dia 24 de Julho, militares dos Postos Territoriais de Seia e Paranhos da Beira, detiveram em flagrante quatro indivíduos de 31, 22, 18 e 17 anos de idade, residentes em Canas de Senhorim, por crime de furto de cobre. Na ocasião foram-lhes apreendidos 28,6 quilos de material furtado.
Ainda no dia 24 de Julho, militares do Posto Territorial de Almeida detiveram durante a madrugada, em flagrante delito um individuo estrangeiro, de 29 anos pelo crime de furto de veiculo, o suspeito foi constituído arguido e sujeito a Termo de Identidade e Residência.
No período em referência foram realizadas sete operações no âmbito da fitossanidade florestal, na zona de fronteira com Espanha, direccionadas para a fiscalização do Nemátodo do Pinheiro, tendo sido fiscalizados 240 veículos e elaborados cinco autos de contra-ordenação.
No que respeita a acidentes rodoviários, registaram-se 31, sendo: 16 por colisão, 14 por despiste e um por atropelamento. Dos sinistros resultaram um morto, um ferido grave e 14 feridos leves.
plb

Galeria de imagens do «Fórum Autárquico da Guarda» do PSD que decorreu no sábado, 25 de Julho de 2009, no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.

GALERIA DE IMAGENS – 25-7-2009

O Sabugal foi o palco este sábado, 25 de Julho, do Fórum Autárquico «Falar Verdade» do PSD do distrito da Guarda. Marcaram presença nos trabalhos a deputada Ana Manso e a maioria dos candidatos laranjas aos 14 municípios guardenses. A líder do partido, Manuela Ferreira Leite, adoentada com uma gripe não se deslocou ao Sabugal tendo sido substituída pelo vice-presidente Paulo Mota Pinto. Álvaro Amaro aproveitou para deixar um recado à presidente do partido: «Na Guarda não aceitaremos nomes nacionais na lista de deputados.»

Fórum Autárquico

Respondendo ao repto lançado na quinta-feira na sessão de apresentação no RaiaHotel do candidato, António Robalo, cerca de 300 militantes e simpatizantes sabugalenses encheram o salão de festas da Junta de Freguesia do Sabugal. A presença da líder social-democrata e dos candidatos às 14 Câmaras Municipais do distrito da Guarda ajudaram a aumentar a curiosidade e a militância. Quase em cima da hora ficou a saber-se que Manuela Ferreira Leite não marcaria presença em virtude de estar adoentada com uma arreliadora gripe. Em seu lugar enviou o vice-presidente Paulo Mota Pinto que encerrou a sessão mas que, curiosamente, não era portador de nenhuma mensagem da líder ausente para os sabugalenses e guardenses presentes.
Os trabalhos do Fórum Autárquico «Falar Verdade» foram conduzidos pelo coordenador distrital, João Prata, que foi introduzindo os temas e apresentando os muitos oradores do dia com direito a cinco rigorosos minutos.
A sessão de abertura esteve a cargo do presidente da Comissão Política do Sabugal, Manuel Corte. Seguiram as intervenções de Tânia Cameira e António Agostinho Lucas da Silva, respectivamente, representantes dos candidatos a presidentes de Junta de Freguesia, Tânia Cameira, e dos candidatos às Assembleias Municipais.
Os candidatos aos municípios guardenses tiveram direito a cinco rigorosos minutos e discursaram sobre diferentes temas: António Batista Ribeiro (Almeida), «Cooperação transfronteiriça»; Vítor Martins Santos (Celorico da Beira), «Sustentabilidade e aproveitamento dos recursos naturais»; António Edmundo Ribeiro (Figueira Castelo Rodrigo), «Potenciar recursos endógenos»; José Miranda (Fornos de Algodres), «Potencialidades das novas acessibilidades»; Álvaro Amaro (Gouveia), «Um combate pelo Interior»; João Mourato (Mêda), «Incentivo à inovação»; António Luís Ruas (Pinhel), «Ordenar o território, vencer o despovoamento»; António Robalo (Sabugal), «Educação e Formação»; Luís Caetano (Seia), «A Serra da Estrela como pólo aglutinador»; Júlio Sarmento (Trancoso), «Saúde e Solidariedade Social» e Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa), «Aproveitamento turístico da Beira e do Douro».
O recandidato a Gouveia, Álvaro Amaro, considerou como grande desafio para as próximas gerações a cooperação transfronteiriça e defendeu a necessidade de empunhar a bandeira do Interior que «tem sido muito sacrificado pelo poder central com política imorais que têm levado ao despovoamento do território» tendo apontado como solução «uma nova rede do ensino superior em Portugal, com as universidades e os politécnicos a criarem pólos com cursos nos diferentes concelhos».
João Mourato, actual presidente da Mêda, lembrou que «os autarcas do PSD têm sido discriminados pelo Governo» e António Ruas (Pinhel) pediu que o poder central «assuma de uma vez por todas a aposta no investimento no Interior, nos parques eólicos e nas fontes hídricas como factor de desenvolvimento local». Júlio Sarmento (Trancoso) animou a plateia com alguns sorrisos quando iniciou o discurso olhando para João Prata dizendo que sabia «da tolerância mas não sou dos que me calo com facilidade» para logo de seguida acrescentar: «Não temos gente. Porque não temos aquilo que nos falta vai continuar a faltar-nos aquilo que não temos.» De seguida atacou o Serviço Nacional de Saúde e o processo do Hospital da Guarda: «É uma telenovela. Temos assistido na Guada a revoada de ministros que vêm lançar mais uma pedra no novo hospital. O último vai ser o ministro da Justiça quando vier explicar a providência cautelar. A Segurança Social é uma autêntica quinta rodeada de um muro de compadrio.» A terminar o actual presidente de Trancoso deixou ainda um pensamento: «É mais importante morrer na luta do que morrer na hesitação.»
Encerrou a participação autárquica o candidatos Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa) lembrando que os extremos do distrito, Sabugal e Foz Côa, tocam-se pela afinidade de um rio que une. «A arrogância do primeiro-ministro reproduziu-se nas nossas terras. Muitos socratezinhos foram crescendo pelo País e Foz Côa parou. Temos muito a recuperar especialmente no turismo até porque seis das aldeias históricas estão na nossa região.»
Da intervenção de António Robalo subordinada ao tema «Educação e Formação» (disponível para consulta e cópia no final deste artigo) destacamos os compromissos de desenvolver no Centro Social João Paulo II um Centro de Ciência e Actividades Criativas e a abertura no Sabugal de uma Universidade Sénior.
Os autarcas presentes fizeram questão de iniciar os discursos agradecendo ao actual presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, toda a disponibilidade e cooperação ao longo dos últimos anos e felicitando-o na hora da despedida.
Na sessão de encerramento usaram da palavra Álvaro Amaro, presidente da Comissão Política Distrital da Guarda e Paulo Mota Pinto, vice-presidente da Comissão Política Nacional em representação da presidente Manuela Ferreira Leite.
Álvaro Amaro, sem limites de tempo, utilizando um tom inflamado próprio de um comício, começou por informar que apesar de ter tentado falar telefonicamente com a presidente do partido tal ainda não tinha sido possível pedindo por isso a Paulo Mota Pinto que servisse de mensageiro para o desejo de melhoras de todos os guardenses. «Fomos o primeiro distrito a fechar as listas de candidatos. Os autarcas do PSD são o colchão do partido nos bons e maus momentos porque tal como disse Zeca Afonso – a Académica não é um clube, é uma causa – e também nós somos uma causa», disse Álvaro Amaro perante uma atenta plateia. Depois deixou alguns recados para dentro do partido. «Todos nós sentimos a causa do Interior. Nenhum Governo do PSD deixará de contar com vozes muito críticas se não perceber. Esteja onde estiver jamais – jamais não porque pareço o outro – nunca, nunca calarei a minha voz sobre os novos valores da política. É inaceitável que 10 autarcas PSD do distrito da Guarda tenham estado um ano à espera que um secretário de Estado do Turismo os recebesse. A política do carneirismo não tem mais espaço e não podemos viver num país a duas velocidades no litoral e no interior». A finalizar pediu novamente a Paulo Mota Pinto que fosse portador de um aviso dos sociais-democratas do distrito da Guarda. «Soube hoje de manhã que o cabeça-de-lista socialista pela Guarda é Fernando Assis. Como social-democrata sinto-me ofendido. É esta a política velha de quando nos diziam – não têm aí pessoas válidas por isso lá vai mais um – mas nós queremos dizer aqui à presidente do Partido Social Democrata que não aceitamos que nos imponham nenhum nome de fora da Guarda. Não rasgarei o cartão mas saberei tirar conclusões políticas.»
Encerrou o Fórum Autárquico, o vice-presidente Paulo Mota Pinto que esteve no Sabugal em substituição de Manuela Ferreira Leite retida em Lisboa a muitos quilómetros de distância com gripe. O dirigente discursou sobre os grandes desafios nacionais que se colocam ao partido em ano de três eleições. Sobre José Sócrates considerou: «Foram quatro anos de grandes erros. O Governo desistiu de governar. O Governo está esgotado.» Para o Interior não apontou soluções porque «os problemas do Interior não se resolvem do pé para a mão».
No final os participantes foram convidados a dirigirem-se, a pé, até aos jardins do Auditório Municipal onde decorreu um lanche.

Curiosamente Paulo Mota Pinto não foi portador de nenhuma mensagem da presidente laranja para os simpatizantes e militantes presentes no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.

António Robalo – Discurso de apresentação da candidatura. Aqui.
António Robalo – Discurso no Fórum Autárquico. Aqui.
jcl

John Huston está a ser alvo de uma retrospectiva na Cinemateca. Na semana passada foram projectados três filmes curiosos do realizador de «Relíquia Macabra»: três documentários rodados para o Governo dos EUA durante a II Guerra Mundial.

Pedro Miguel Fernandes - Série BEstes três documentários são bons exemplos de como o cinema, tal como outras artes, foi utilizado como propaganda em tempos de guerra, com o objectivo de moralizar a população. No caso de John Huston os três filmes são completamente diferentes, pois cada um aborda um tema especifico e de maneira diferente: desde as batalhas nos céus do Pacifico ao regresso a casa dos soldados com problemas psiquiátricos resultantes do conflito, passando pelas batalhas em território italiano.
O primeiro a ser rodado, em 1943, foi «Report From the Aleutians», onde a câmara acompanhou um grupo de aviadores da Força Aérea norte-americana de serviço no Alasca que tinham como missão destruir as bases japonesas do Pacifico que estavam a começar a ganhar força naquela região para atacar os EUA. Aqui o documentário foca a preparação e o desenrolar de uma das missões, explicando como é que os soldados passavam o tempo e alguns aspectos que nos ensinam bem como era uma missão naquela altura, pois os últimos minutos do filme são passados a bordo dos aviões de uma esquadrilha durante o ataque.
Dois anos depois, em 1945, John Huston volta a ser contratado, desta vez para filmar o avanço das tropas norte-americanas em Itália. Em «The Battle of San Pietro» pode-se dizer que o realizador entra mesmo na acção, pois muitas das filmagens foram feitas durante ataques reais o que colocou em risco a vida do realizador. O próprio admitiu posteriormente que este período o marcou para sempre, deixando-lhe sequelas na memória. Tal como o próprio nome do filme indica, a acção é uma batalha pela conquista de San Pietro, uma pequena vila italiana que tinha de ser conquistada devido à sua posição estratégica. Neste caso o documentário é um pouco mais forte, pois as imagens da batalha mostram a verdadeira dificuldade das tropas em avançar, e é comum ver explosões muito perto da câmara e os corpos de alguns soldados mortos em acção.
O último filme desta trilogia de documentários de guerra filmados por John Huston é «Let There Be Light». Este é o mais polémico dos três, pois esteve proibido pelo próprio Governo dos EUA e apenas nos anos 1980 pôde ser visto. Aqui o cenário não é o teatro de guerra, mas sim um hospital psiquiátrico, para onde eram enviados os soldados com problemas psicológicos, que segundo dados oficiais foram 20 por cento do total das baixas durante a II Guerra Mundial. Em «Let There Be Light» contam-se as histórias de um grupo de militares que sofreu os horrores do conflito e alguns métodos utilizados para os ajudar a voltar a uma vida normal. O que terá causado alguma polémica na altura foram os tratamentos utilizados e algumas imagens mais fortes que surgem no filme. Talvez as autoridades tivessem ficado arrependidas do trabalho final por mostrar a utilização de algumas técnicas pouco usuais e acabaram mesmo por proibir o filme. As razões oficiais nunca foram conhecidas.
John Huston foi apenas um dos vários realizadores norte-americanos a filmar a II Grande Guerra para propósitos de propaganda. Outros também foram contratados, mas optaram por fazer filmes ficcionados, sendo estes três os poucos documentários do conflito filmados por um grande nome da Sétima Arte.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

A associação Movimento Independente de Manteigas (MIM), com a colaboração de outras associações do concelho, vai realizar nos dias 1 e 2 de Agosto a iniciativa «Manteigas Sport’s Alive», que inclui um conjunto de actividades de cariz cultural e desportivo.

DJ's_webHaverá torneio de futebol de praia, orientação pedestre, esqui, rapel, escalada, canoagem, parapente, ginástica. Está ainda previsto um serão musical com diversas actuações e ainda muitos e variados jogos tradicionais. Os participantes poderão também acampar.
Destaque para o primeiro dia, às 23 horas, dm que haverá um espectáculo de música e dança com a intervenção de diferentes artistas.
As actividades previstas no «Manteigas Sport’s Alive» têm por objectivo promover aquele concelho serrano e o Complexo Lúdico/Desportivo da Relva da Reboleira, onde as mesmas se realizarão.
O MIM é um movimento independente que pretende contribuir positivamente para o desenvolvimento de Manteigas a diversos níveis, sentido em que se inscreve esta interessante iniciativa repleta de actividades desportivas e culturais.
plb

As primeiras eleições autárquicas, depois da Revolução de Abril, em Portugal, tiveram lugar em Dezembro de 1976. O primeiro Presidente da Câmara Municipal do Sabugal eleito em Democracia foi o Dr. João Lopes, natural de Vale de Espinho, que tomou posse em 1977.

Tomada de posse do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal em 1977

Joao Aristides DuarteA Câmara do Sabugal não era nada do que é hoje, em termos de equipamentos, por exemplo. A velha camioneta Barreiros era um dos únicos veículos de que a Câmara Municipal dispunha para acudir às mais variadas situações. Os orçamentos eram reduzidíssimos. Só com a aprovação da Lei das Finanças Locais se notou algum progresso em termos financeiros nas autarquias de todo o país. Até dava vontade de rir, se não fosse tão trágico, alguém dizer que antes é que era bom.
No Sabugal o candidato que saiu vencedor, e foi eleito o primeiro Presidente da Câmara Municipal em Democracia, foi o Dr. João Lopes, natural de Vale de Espinho.
Esta fotografia refere-se à sua tomada de posse, como Presidente da Câmara.
O Dr. João Lopes, à direita em grande plano, prepara-se para assinar o documento da sua tomada de posse, enquanto a médica Dr.ª Maria de Lurdes, que exerceu durante muitos anos o cargo de Delegada de Saúde, no Sabugal e vereadora eleita nas eleições de Dezembro está a discursar.
Ao lado da Dr.ª Lurdes está o Sr. José Fernandes de Oliveira, do Soito, também vereador eleito nessas eleições.
O terceiro a contar da esquerda é Abílio Curto, que tinha sido eleito para o seu primeiro mandato como Presidente da Câmara Municipal da Guarda e se deslocou ao Sabugal para assistir à tomada de posse.
Do lado direito de Abílio Curto encontra-se a (já falecida) funcionária da Câmara Municipal, D.ª Lena.
As restantes pessoas nesta fotografia não as consigo identificar. Se algum dos leitores desta crónica puderem ajudar (através de comentários) agradecia.
O Dr. Lopes faleceria passados poucos anos da sua tomada de posse, atingido por uma doença fatal que o vitimou. Hoje, há, no Sabugal, uma rua com o seu nome.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

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Situada na face Noroeste da Serra da Estrela, Linhares da Beira foi colonizada pelos romanos que aqui deixaram alguns vestígios, sendo exemplo disso a estrada romana – ainda visível na calçada – que ligava Emerita Augusta (actual Mérida, Espanha) a Braccara Augusta (Braga), assim como os marcos milionários existentes na margem direita do rio Mondego.

José MorgadoLINHARES DA BEIRA – Não existem registos históricos que indiquem quando e quem fundou esta vila, cujo nome primitivo terá sido Lenio ou Leniobriga. Invadida por visigodos e muçulmanos, Linhares passou a ser definitivamente portuguesa com a conquista de D. Afonso Henriques. O primeiro rei de Portugal concedeu-lhe foral em 1169, o qual foi renovado por D. Manuel em 1510.
No entanto, a paz não durou muito tempo e o período de instabilidade prosseguiu no reinado de D. Sancho II. As tropas de Leão e Castela cercaram a região para se apoderarem do Castelo de Celourico da Beira. Linhares «correu» em auxílio de Celourico e, juntas, derrubaram o inimigo. Conta a tradição que este combate terá sido travado ainda de noite e ter-se-á comportado a lua como o mais poderoso aliado dos defensores da praça. Por esta razão, a bandeira de Linhares exibe uma crescente e cinco estrelas.
Linhares da BeiraAo vaguear pela povoação, irá deparar-se com uma aldeia em que impera uma nobreza de raro encanto. As habitações possuem características que rapidamente nos chamam a atenção: fachadas de granito, lápides com as datas referentes à sua construção, brasões e janelas do século XVI em estilo manuelino. O conjunto da aldeia é «coroado» pelo castelo, que se situa a 800m de altitude, reconstruído no século XIII por D. Dinis. Baluarte de defesa na época da reconquista e das guerras com Castela, o castelo ostenta uma forte torre de menagem com balcões abertos no último piso. Da torre partem duas muralhas formando um rectângulo, onde se supõe ter funcionado a primeira povoação.
A Igreja Matriz, reconstruída no século XVII, guarda no seu interior três valiosas tábuas atribuídas ao mestre Grão Vasco. Numa praça de Linhares ergue-se outra preciosidade histórica, falamos de um rústica tribuna – ruína de um fórum medieval – elevada sobre um banco em redor de uma mesa, onde eram tomadas decisões comunitárias e se realizavam os julgamentos.
No séculos XVIII e XIX, o aparecimento de diversos solares atesta a prosperidade económica que nesta época desenvolveu Linhares da Beira, referência para a casa Corte Real e a casa dos Pinas.
Por fim, para rechear de sabor a sua visita, nada como deixar-se levar pelas especialidades gastronómicas da região. Aqui, o destaque vai para a sopa de grão, o cabrito assado, bucho recheado, enchidos, arroz doce com queijo de ovelha e cavacas.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Os Bombeiros Voluntários do Sabugal comemoram no dia 7 de Agosto, 114 anos de actividade. As festividades estão marcadas para sábado, 8 de Agosto, no terreno junto ao Estádio Municipal onde vai ser construído o futuro quartel da corporação.

Bombeiros Voluntários Sabugal - 114 anos«Cumprem-se precisamente amanhã cem anos, da data em que um grupo de homens bons tiveram a ousadia de comparecer no Governo Civil da Guarda com um projecto de estatutos, e disseram a quem os recebeu, que o povo de Sabugal, essa Vila de cinco quinas perdida nas serras a raiar Espanha, portuguesa pelo tratado de Alcanizes, também queria juntar esforços para protecção de vidas e bens, seus e dos seus vizinhos.»
Assim começava, em 6 de Agosto de 1995 a intervenção do Presidente da Direcção da altura (por acaso o mesmo de hoje), na sessão solene da comemoração do centenário da Associação.
Em 7 de Agosto de 2009, comemorar-se-ão 114 anos.
Quisemos este ano comemorá-los de forma diferente: Porque cada vez mais as Associações se dissociam das populações, ou vice-versa, quisemos comemorá-los com a população, sócios ou não, pouco importa, já que a associação e sobretudo o seu Corpo de Bombeiros, serve a todos, independentemente de ser ou não sócio, independentemente da sua raça ou credo.
Assim, convidamos todos, a testemunhar connosco, no dia 8 de Agosto, a escritura do terreno que vai servir para a construção de novas instalações, mais modernas e mais adaptadas às necessidades de agora, e depois conviver connosco num lanche convívio aberto a todos que desejem participar.
Queremos que venhas… e tragas um amigo, sejas ou não sócio, tenhas ou não ideia de contribuir para que o novo quartel seja uma realidade.
Com a ajuda de todos, há-de sê-lo.
A Associação e o seu Corpo de Bombeiros, mas sobretudo as populações que poderão vir a ter melhor serviço, vo-lo agradecerão.
Luís Carriço

A Junta de Freguesia de Valongo do Côa, presidida por Alberto Pires Monteiro, organiza entre os dias 25 e 31 de Julho no recinto de festas a Semana da Farra em Valongo do Côa.

Ponte de Sequeiros - Valongo do Côa - Foto de Luís SilvestreAs festas estão a chegar. Antecipando o mês de Agosto a Junta de Freguesia de Valongo do Côa organiza, entre os dias 25 e 31 de Julho, a «Semana da Farra» com «comes e bebes» oferecidos a todos os visitantes.
Programa das Farras:
Dia 25 de Julho (sábado) – Actuação dos Bombos de Badamalos (20.00 horas), Churrasco na brasa (21.00) e actuação do acordeonista Aurélio Coelho (22.00);
Dia 26 – Actuação do grupo de Cantares da Arrifana (Guarda), sardinhada/grelhados na brasa (21.00) e actuação do grupo de concertinas da Ribeirinha de Trancoso (22.00);
Dia 27 – Ronda do Jarmelo (20.00), grelhados na brasa (21.00) e acordeonista José Augusto (22.00);
Dia 28 – Rancho Folclórico de Vila Boa (20.00), churrasco na brasa (21.00) e Grupo de Concertinas de Figueira de Castelo Rodrigo;
Dia 29 – Caminhada à Ponte de Sequeiros (19.15), «sopa de cornos» e grelhados (21.00) e Rancho Folclórico do Sabugal (22.00);
Dia 30 – Grupo de Cantares do Sabugal (20.00), churrasco na brasa (21.00) e Grupo de Cantares.
As «Farras» termina no dia 31 de Julho com o Grupo de Cantares da Senhora do Mosteiro (Fundão) pelas 20 horas, seguido de grelhados de aba de vitela às e da actuação de um Grupo de acordeonistas.
jcl

Somos um povo de emigrantes e estamos espalhados pelo mundo inteiro, mas muitos dos portugueses que optaram por sair do País para buscarem melhor vida tiveram de comer o pão que o diabo amassou.

Ventura Reis - TornadoiroNoutro tempo não era qualquer um que decidia emigrar. É que isso não era livre. A Junta da Emigração definia o contingente de emigrantes autorizados a sair, por região e por profissão e isso condicionava as opções de cada um.
Claro que havia a possibilidade de sair a salto, pela fronteira terrestre, como muitos sabugalenses vieram a fazer, correndo os seus riscos, mas quem queria seguir a via legal metia-se no cabo dos trabalhos.
A pessoa que queira emigrar tinha de pedir uma licença na Câmara Municipal, a qual, depois de colher informações acerca do requerente, o remetia para a Junta da Emigração. Muitas vezes a autorização apenas era possível com uma carta de chamada devidamente reconhecida pelo consulado português do país onde fora emitida. Tratando-se de mulher, tinha de apresentar uma autorização escrita do marido e os menores de 21 anos uma autorização dos pais.
Depois de emitida a autorização o candidato a emigrante apresentava-se no ponto de embarque, onde era sujeito a uma inspecção médica. Só após a inspecção médica lhe era entregue o passaporte.
O meu tio José Reis, que embarcou para o Brasil em 1948, em busca de melhor vida, teve que cá deixar a família e avançar ele só na aventura, levando todas as poupanças que arranjou mais o dinheiro que pediu emprestado a familiares e amigos.
A Junta da Emigração andava atenta, pretendendo evitar que homens com actividade política considerada subversiva abandonassem o país, assim se eximindo à prisão. Por isso as Câmaras tinham ordens muito claras para fazerem rigorosas averiguações. E meu tio, que era um homem culto e que cada vez que ia ao Sabugal comprava o jornal para se manter informado, foi alvo da recomendação especial para os casos em que havia dúvidas: o recurso à PIDE.
Um dia foi chamado à Câmara Municipal e daí conduzido por dois homens desconhecidos e bem falantes ao posto da Guarda Republicana, onde foi sujeito a rigoroso interrogatório. Teve de explicar a razão por que um campónio, que vivia da lavoura, comprava jornais e qual o destino que dava aos mesmos.
Apenas passados dois anos o meu tio foi chamado a Lisboa para embarcar. Passado algum tempo a sua família juntou-se-lhe e por lá ficaram todos.
Conto esta história para fazer ver a dificuldade que era emigrar naquele tempo de ditadura, que nada tem a ver com as facilidades que se colocam, nos dias de hoje e, neste caso, ainda bem que assim é.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

Ao fim da tarde de ontem, 23 de Julho, António Robalo apresentou publicamente a lista de candidatos que o acompanham nas eleições autárquicas de Outubro, tendo-se confirmado os nomes que o Capeia Arraiana havia antecipado.

A apresentação dos candidatos foi feita numa cerimónia simples, numa sala do Raihotel, no Sabugal, perante apoiantes da candidatura e alguns jornalistas.
A declaração de António Robalo esteve repleta de agradecimentos a Manuel Rito, actual presidente do Município, que será o cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal.
Porém António Robalo disse claramente que espera vir a ser melhor presidente do que o foram António Morgado e Manuel Rito. «Desculpa que diga isto, Manuel Rito, mas tenho obrigação de, como candidato a presidente da Câmara, ter a ambição de ser melhor presidente do que o foram aqueles que me precederam», justificou.
O candidato enalteceu depois o valor da equipa por si escolhida: «É uma equipa com pessoas com experiência autárquica, com pessoas empenhadas nas suas profissões e também com jovens que amam a sua terra.»
Sobre as suas linhas de actuação, António Robalo falou de um concelho maravilhoso com condições de desenvolvimento, onde é possível fazer um trabalho meritório. Porém, estando próxima a campanha e as naturais tentações eleitoralistas, o candidato deixou um aviso: «Não devemos prometer o sol e a lua, porque a arte de governar obriga a traçar prioridades e nem sempre pudemos fazer tudo o que ambicionamos.»
Na intervenção fez também alusão aos que o acusam de não ter ideias e projectos para o concelho. «Acham que o legado de 12 anos não é uma experiência que vale?», perguntou com ironia, dando ênfase ao seu trabalho enquanto vereador na Câmara.
O candidato comprometeu-se a, com a colaboração da sua equipa, elaborar um plano de acção que contenha as linhas mestras de actuação, que em breve será apresentado publicamente.
Anunciou ainda que o trabalho de formação das listas de candidatos às juntas de freguesia está quase concluído, estando já constituídas 33 listas.
Manuel Rito usou da palavra para manifestar o seu apoio ao candidato António Robalo. Fê-lo porém indicando que estão em curso projectos fundamentais para o desenvolvimento do concelho que não podem parar: as termas do Cró, a ligação Fronteira-A23, o parque de campismo. E acerca disso não tem dúvidas de que «o António é, dos candidatos conhecidos, o mais qualificado para levar estes projectos á sua conclusão, já que esteve na génese dos mesmos e acompanhou o seu desenvolvimento até agora».
Depois Manuel Rito lançou um cerrado ataque aos que, estando longe do concelho e apenas aqui vindo um ou outro fim-de-semana e alguns dias de férias, lançam críticas constantes e dão opiniões. «Nós os que cá estamos e cá passamos os 365 dias do ano é que sabemos o que nos faz falta», disse o agora candidato à Assembleia Municipal.
O presidente da junta de freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, cuja mulher integra a lista do PSD como suplente, usou da palavra para justificar o seu apoio à candidatura. «Estou com o António Robalo e apoio esta candidatura de forma convicta, pois foi nesta gente do PSD que encontrei sempre o apoio necessário para o desenvolvimento dos Fóios», justificou José Manuel Campos, que mais uma vez se candidatará a presidente da Junta de Freguesia da sua terra.
Houve ausências muito notadas nesta apresentação de candidatos. Desde logo a de Manuel Corte, presidente da concelhia do partido e vice-presidente da Câmara. Também António Morgado, actual presidente da Assembleia Municipal e ex-presidente da Câmara pelo PSD, não marcou presença.
No final da apresentação dos candidatos Capeia arraiana falou com o candidato António Robalo, que em exclusivo nos respondeu a algumas questões:
– Os candidatos hoje apresentados, que o secundam na lista, são todos militantes do PSD?
– Nem todos. O terceiro elemento, o Ernesto Cunha, não é militante, assim como não o são a Aldina Ricardo, que está em quinto lugar, e o José Henriques, que está em sétimo. Dentro dos suplentes também a Maria Natália Campos não é militante e o Norberto Pelicano julgo que também não o é.
– Há alguma razão para que o presidente da concelhia do PSD, Manuel Corte, não tenha marcado presença nesta apresentação de candidatos?
– Não me deu justificação nenhuma. Porém noto que a maioria dos elementos da comissão política concelhia estão presentes. Sete dos nove elementos que a constituem estão aqui.
– Mas o facto é que o presidente da concelhia não está cá isso pode ter uma interpretação política.
Sim, é um facto, e o normal seria estar presente. Mas não me disse nada quanto a isso e não sei se o terá transmitido a outro elemento da comissão política.
– Correm rumores de que alguns candidatos do PSD a presidentes de junta são quadros superiores da Câmara Municipal. Não considera que a candidatura destes funcionários deveria ser evitada face à previsível dificuldade em assumirem posições políticas, nomeadamente em eventual confronto com as opções da Câmara?
– Há de facto dois casos. É uma situação normal e que se tem repetido noutros anos, de funcionários da Câmara fazerem parte das listas e depois dos executivos das juntas, embora o mais normal seja nas posições de secretário e tesoureiro. Este ano haverá dois candidatos a presidentes de junta nas nossas listas que são de facto quadros superiores da Câmara, mas quero deixar claro que foram eles que se ofereceram para serem candidatos e fazer listas.
– Então também não é verdade que tenha havido pressões para se candidatarem?
– De modo nenhum. Repito que há apenas dois casos, nas candidaturas às juntas de vale de Espinho e do Soito, e foram eles que se propuseram candidatar-se. Além do mais não há qualquer incompatibilidade legal, que apenas existiria se eles exercessem cargos dirigentes, o que não é o caso.
plb

«É uma obra de que muito me orgulho», remata à nossa chegada Joaquim Ricardo. O candidato à presidência da Câmara Municipal do Sabugal esperava-nos junto ao portão da Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António. Após uma visita guiada às instalações era tempo de seguir viagem até à sede de campanha instalada numa vivenda com vista para o rio Côa. Na entrevista, sem limitações nem temas tabu, aproveitámos para perceber melhor o que move este sabugalense numa corrida em que participa como independente nas listas do MPT-Partido da Terra.

Joaquim Ricardo - MPT-Partido da Terra

– Em que momento considerou que devia avançar para a presidência da Câmara Municipal do Sabugal?
– Foi neste mandato. Foi a meio do mandato. Eu não hostilizo o actual presidente Manuel Rito que é um homem de decisão. Mas quando disse que não estava disponível para a recandidatura eu pensei – então para onde vamos? fica tudo na mesma? – apercebendo-me que os nomes que se perfilavam não eram alternativa para o concelho.
– Se Manuel Rito se recandidatasse então Joaquim Ricardo não estaria na corrida?
– Não. Decididamente não.
– Houve uma tentativa de aproximação ao Partido Socialista que não se concretizou…
– Não sei o que se passou. Mas há uma coisa que tem de ficar clara. Eu disponibilizei-me publicamente para o concelho fosse qual fosse o partido. Está escrito numa crónica que publiquei no Capeia Arraiana. Sei que houve jogos de bastidores tanto no PS como no PSD para que eu fosse o candidato. Mas não sei o que correu mal. Eu não sou político. Houve, inclusivamente, elementos ligados ao Partido Socialista do Sabugal que me pediram para aguardar. De um momento para outro aparece outra escolha. Elementos ligados aos dois partidos defenderam que eu era o candidato com melhor perfil, mais preparado, com melhores qualificações profissionais e que mais garantias dava aos sabugalenses.
– Mais bem preparado? Porquê?
– Pelo meu curriculum e pelas ideias que transmiti ao longo destes últimos anos. Sobre o que pensam os outros candidatos tudo é desconhecido. Quais são as ideias dos outros candidatos? As minhas são conhecidas. Será que os outros estão à espera que eu avance com ideias? Quer um exemplo? O nome do candidato socialista foi anunciada à pressa. Pergunte-se aos militantes do PSD e do PS Sabugal se foram ouvidos ou achados para a decisão da escolha dos respectivos candidatos. Terá sido uma decisão democrática? E onde está escrita. Apresentaram-se e disseram – o nome é este – e não houve mais nenhuma hipótese em cima da mesa. Na última assembleia municipal os deputados socialistas demitiram-se questionando se o PS não tinha militantes e era necessário escolher um candidato que sempre esteve identificado com o PSD.
– Como tem decorrido a elaboração de listas do MPT para as Juntas de Freguesia?
– Costumo dizer que partimos um quilómetro atrás dos outros candidatos. Assumimos desde o início a independência da nossa candidatura. Só não é despida de qualquer apoio partidário devido às dificuldades burocráticas. Recordo que são necessárias cerca de 2000 assinaturas para legitimar uma candidatura independente à Câmara, à Assembleia e às Juntas de Freguesia. O Partido da Terra, com valores ambientais com os quais me identifico, aparece para me ajudar a ultrapassar a burocracia eleitoral.
– A aposta é na juventude ou na experiência…
– Na juventude. Precisamos de renovação das ideias. A mudança só pode ser protagonizada por gente jovem e nunca por pessoas com vícios. A evolução do Sabugal passa pela mudança das mentalidades, das políticas e dos comportamentos. E isso não se faz com um candidato da continuidade. Há mais de 30 anos que o concelho do Sabugal tem sido governado, praticamente, por dois partidos. Estamos estagnados quando ao nosso redor todos os concelhos evoluiram.
– O que deveria ter sido feito de forma diferente?
– As grandes decisões políticas deviam ter privilegiado a criação de empregos e incentivos às empresas com a eliminação de barreiras burocráticas, elaboração de projectos de investimento e a captação de investidores de fora para dentro. Nas freguesias do Sabugal há um bairrismo que não faz sentido. O Soito é um caso muito especial que nunca teve aquilo que merecia. O Soito sempre foi prejudicado por liderar a autarquia. O Soito tem o seu lugar de direito no concelho e merece ser tratado de outra forma. Não com esmolas nem como elefantes brancos que não criam empregos. O Soito já foi a aldeia mais industrializada do País e agora é a vila mais pobre.
– Mas o Soito tem o Centro de Negócios Transfronteiriço…
– Não. Está enganado. Aquilo é um centro comercial. Perderam-se grandes oportunidades com investidores que não encontraram nas autoridades locais o apoio que procuravam.
– Estamos muito longe de tudo ou estamos mais perto da Europa?
– Os camiões TIR têm muita dificuldade em chegar ao Sabugal. Defendo como prioridade as ligações à Guarda e à Covilhã por via rápida e a Vilar Formoso por uma estrada nacional que não passe pelo centro das localidades. A solução não passa por ligações à A23 onde somos obrigados a andar para trás.
– Como é que se combate a desertificação?
– Já escrevi – não mandei nem pedi a ninguém para o fazer por mim – que o problema da desertificação se combate criando condições para a fixação dos jovens e oferecendo qualidade de vida aos idosos. Nós temos 29 IPSS’s que significam 800 postos de trabalho directos. Num espaço de quatro anos podem ser alargados para cerca de mil se as instituições forem bem apoiadas. Eu proponho a criação no concelho de cursos em geriatria promovendo a fixação dos jovens.
– Defendeu recentemente a «importação» de idosos para os lares do Sabugal… Essas ideias vão de encontro ao projecto anunciado para a Malcata?
– Ainda bem que fala nisso. Na instituição que fundei e que tenho a honra de presidir estão idosos de vários pontos do País. Se a isso se chama importar idosos não me incomodo. Temos que alargar horizontes para cativar idosos de todo o País e dos países de acolhimento dos nossos emigrantes. A ideia do hospital da Malcata surgiu quando foram lançadas a minha candidatura e do candidato do PS para minimizar a sua importância. No entanto, desde o primeiro momento, a ideia do investimento de 40 milhões de euros para a criação de um hospital teve todo o meu apoio. Se, para a sua concretização, fosse necessário sacrificar a minha candidatura não pensaria duas vezes. Eu amo em primeiro lugar o meu concelho. Mas, infelizmente, ainda ninguém viu a cara do investidor. Gostaria que ficassse escrito que não acredito nesse projecto.
– O que quer dizer com «Um presidente a sério e igual para todos»?
– Considero que tenho capacidades para a concretização de projectos. Para mim sabugalenses são todos aqueles que estão ligados a este concelho independentemente de serem naturais ou descendentes e do lugar onde residam. Vou governar para que todos os que vivem foram coloquem a hipótese de regressar colocando os seus conhecimentos adquiridos ao serviço do concelho.
– Há quem diga que esteve ausente do concelho e só aparece agora…
– Nunca estive ausente. Fundei em 1998 a Liga dos Amigos da Aldeia de Santo António e criei 20 postos de trabalhos. É estar ausente e investir um milhão e oitenta e seis mil euros? Então quem está presente que diga o que fez. Os meus adversários que digam o que já fizeram.
– Como vai ser depois das eleições…
– Só coloco o cenário de vencer as eleições e ser um presidente disponível 24 horas para servir o concelho. Mas se não tiver o apoio dos sabugalenses levarei o cargo de vereador até ao final do mandato e não me voltarei a candidatar.
– O que gostaria que não acontecesse nesta campanha eleitoral?
– É uma questão muito importante. Infelizmente estou a sentir que os candidatos usam os cargos pelos quais estão a ser pagos e os dinheiros que estão à sua disposição colocando-os ao serviço dos seus interesses pessoais. Utilizam dinheiros e o cargo para pressionarem sabugalenses com compromissos já assumidos com outras candidaturas. As pessoas não querem dar a cara com medo. Eticamente é reprovável. Eu nunca faria isso estando no poder. Isso só prova que essas pessoas estão inseguras do reconhecimento que o povo tem pelo seu trabalho. Eu seria incapaz de prometer empregos que não tenho para oferecer.
jcl e plb

Capeia Arraiana está em condições de antecipar os nomes escolhidos por António Robalo para o acompanharem na candidatura do PSD à Câmara Municipal do Sabugal.

robalo1Delfina Leal, natural de Famalicão da Serra, concelho da Guarda, mas há longos anos radicada no Sabugal, onde é professora na Escola Secundária, é a primeira mulher da lista encabeçada pelo actual vereador António Robalo.
Ernesto Cunha, natural de Penalobo, engenheiro técnico agrário, e actual vereador, volta a fazer parte da lista de candidatos do PSD à Câmara Municipal.
Vítor Proença, natural de Vale das Éguas, funcionário bancário e actual chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal, ocupará o quarto lugar na lista de candidatos.
Aldina Ricardo, jovem natural de Aldeia de Santo António, empregada comercial a trabalhar no Sabugal, é a segunda mulher de uma lista que, tal como as que até agora foram divulgadas, cumpre a Lei da Paridade.
João Nunes, natural de Aldeia da Ponte e residente na Guarda, presidente da Associação Juventude Pontense, é o outro jovem da lista.
José Henriques Silva, natural do Sabugal, empresário e membro do corpo activo dos Bombeiros Voluntários do Sabugal, encerra a lista dos candidatos elegíveis escolhidos por António Robalo.
É dado também como certo que Manuel Rito, actual presidente do município, encabeçará a lista de candidatos à Assembleia Municipal pelo PSD. O presidente, que decidiu não se recandidatar ao lugar, fará ainda parte da lista de candidatos à Junta de Freguesia da sua terra, o Soito.
O vice-presidente do Município e presidente da concelhia do PSD, Manuel Corte, ficou fora das opções políticas do partido para as autárquicas de Outubro.
plb

Vodpod videos no longer available.

Os ingleses chamam a esta época de Verão a «silly season», que os brasleiros traduziram pela «estação da bobagem»…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»É a altura em que nada havendo para noticiar, chegam aos jornais e às televisões tudo o que vem à cabeça, desde os fenómenos do Entroncamento aos candidatos aos Livros de Recordes…
Parece que tal está a acontecer um pouco neste Blogue onde já vieram a terreiro desde as questões do homossexualismo, ao magno problema dos «escarradores» e do «respeitinho pela autoridade», passando por aquele tristemente célebre homem «que ainda usava ceroulas», mais conhecido por Salazar…
Felizmente estamos perto de eleições e o Blogue não tem descurado esta situação, e ainda bem…
Mas chegou também a minha altura de integrar o espírito da época e me afastar um pouco dos problemas reais do nosso Concelho. Mas, não conseguindo encontrar nada de verdadeiramente estival, decidi falar sobre isto…
O mundo que se vivia há quarenta anos não era, custe a quem custar, o que alguns tentam hoje fazer passar.
O capitalismo industrial mais retrógrado, associado a um capitalismo rural de terratenentes cujos lucros resultavam da exploração extensiva das planícies alentejanas e da sobreexploração das populações rurais, associado ainda à exploração desenfreada das colónias, este o cenário onde Salazar e os seus acólitos (incluindo o inenarrável Tomás), eram o garante da sobrevivência daquelas classes.
Ao cidadão comum (hoje podemos dizer assim pois naquele tempo este era um termo não muito bem visto…), pouco restava do bolo, e para mim chega o exemplo do meu pai que, gerente e guarda-livros do Grémio da Lavoura, tinha em 1974 um vencimento mensal de pouco mais de mil quinhentos escudos, obrigando-se a fazer escritas um pouco por todo o lado, para poder ter os filhos a estudar.
E éramos mesmo assim uma minoria os jovens que nos podíamos dar ao luxo de dizer que estudávamos…
O respeitinho era uma coisa para os pobres ou já esquecemos os colégios que havia pelo o País onde se metiam os filhos das famílias bem para serem controlados? Ou de outra forma, as jovens criadas engravidadas pelo filho do patrão? Ou já ninguém se lembra do célebre escândalo dos «ballet rose» que obrigou um certo ministro de Salazar a ser punido com o cargo de Governador-Geral de Moçambique.
Havia insegurança, mesmo que alguns queiram esconder isso, pois se não, para que eram as cadeias que havia em todos os Concelhos, incluindo o Sabugal?
E parte da insegurança que hoje se sente tem entre outras, origem nos bairros de lata que, curiosamente, têm a sua génese no regime derrubado em 1974… E só quem não viveu, como eu vivi, junto a um bairro da lata é que não sabe como na década de setenta a polícia não entrava nesses bairros que eram verdadeiras terras sem lei.
Claro que muita coisa mudou, a maior parte, penso, para melhor, alguma para pior. Para uns, a quem interessa louvar o «antigamente», tudo serve para denegrir a sociedade portuguesa actual.
Mas quando coloco o que está melhor num dos pratos da balança e o que está pior no outro, nem com todas as «águas-bentas», nem com a minha elevada miopia, consigo ver a balança a pender para o lado do pior.
Nem nesta época estival…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

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