Apesar de já terem passado alguns dias, decorreram bem as Festas de Santo António, organizadas pelos Mordomos deste Santo em Aldeia da Ponte. Como tem sido habitual ao longo dos anos, desde que as nossas festas foram transferidas para Agosto, todos os Mordomos nunca as deixaram de efectuar na data certa, ou seja 13 de Junho.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaEstas têm um carisma especial, sendo mais calmas, já o tenho referido anteriormente, pois raros são os emigrantes que se podem deslocar, devido sobretudo à distância, acolhendo os que por cá vivem, galgando a distância, que não é longa, em menos de um fósforo. É apenas a circunstância da data, nada mais.
Em Agosto, o reboliço aumenta, como é normal, fruto da altura certa para os que vivem lá bem longe se deslocarem em pleno gozo das suas férias, demandando a nossa Aldeia, num caudal abundante.
Este ano as festas fugiram um pouco do figurino, pois juntou-se a festa profana e religiosa no mesmo dia 13, num programa extenso que abarcou todo o dia.
Pela manhã, decorreu o habitual Encerro dos touros, cerca das 10 horas, rápido e inúmeros cavaleiros, até parecia Agosto, seguindo-se o touro da prova e, após este, o arrumar as cancelas.
Depois de um banho retemperador e troca de indumentária, irrompeu o Passeio dos Mordomos e a missa solene em honra de Santo António, com a procissão e, novamente, o Passeio nas imediações da Capela, rumando em seguida para o almoço nos Balneários.
Santo António em Aldeia da PonteTerminado este, toca de abalar até à Praça, onde decorreria a Capeia pela tarde dentro, precedida pelo Passeio dos Mordomos a cavalo e pedido da Praça, seguindo-se a espera dos touros ao Forcão e a consequente lide dos mesmos, como é habitual acontecer.
Mais uma bela tarde passada na nossa Aldeia, onde a Capeia serviu os objectivos que estes momentos proporcionam.
À noite, prosseguiu a festa nos Balneários com a actuação do «Grupo Coral e Cantares do Sabugal», que entoou belas melodias e, nada melhor neste início de noite, que o encontro de três amigos, que fazem parte deste agrupamento.
São os chamados reencontros e as boas surpresas das festas, que quando menos se espera, logo acontecem. Apenas um lamento, mereciam mais gente a apreciar o seu canto, mas convenhamos, em dia de Capeia, com a saída tardia da Praça e, àquela hora marcada, dificilmente arrastará mais pessoas. Acontece aos melhores, o Grupo Coral merecia, sem dúvida, outra moldura de ouvintes.
Passada esta magnífica exibição, a festa continuou até às tantas, como sempre acontece nas festas em honra de Santo António.
Agosto está aí a chegar…
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

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