A Caritas da Guarda teme não conseguir prestar ajuda às famílias mais carenciadas da diocese, face a um inusitado aumento das solicitações, que duplicaram desde Novembro.

Pobreza aumentouA instituição diocesana de solidariedade social tem visto aumentar sucessivamente o número de pessoas que lhe batem à porta à procura de ajuda de alimentação e de vestuário. Face à nova realidade a Caritas Diocesana teme mesmo esgotar em breve os seus recursos.
No ano passado, antes de Outubro, a instituição era solicitada por duas a três pessoas por semana, mas a realidade alterou-se e desde há alguns meses que são atendidas todas as terças-feiras (dia da semana em que há atendimento), mais de cinco novos casos. Em média, 25 pessoas vão à Caritas da Guarda todos os meses, com o fim de solicitarem ajuda para a satisfação das necessidades mais básicas.
Face à situação social do distrito, com o aumento do desemprego, devido ao fecho de algumas empresas, os responsáveis da instituição temem passar um verão muito difícil, sem porventura poderem garantir a assistência mínima às famílias carenciadas.
Só um acréscimo nos donativos por parte de quem tem possibilidades financeiras, pode salvaguardar a situação,
A Guarda aparece mesmo como um dos casos mais preocupantes a nível nacional, registando situações de pobreza comparáveis com as sentidas em Beja, Évora, Setúbal, Viana do Castelo, Grande Lisboa e Grande Porto
plb

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