O Primeiro-Ministro, José Sócrates, esteve hoje, 29 de Maio, na Guarda, onde lançou a primeira pedra da obra de ampliação do Hospital, cumprindo assim uma velha promessa que sucessivos governos fizeram à cidade.

José SocratesA obra tem um prazo de execução de 22 meses e contempla a construção de um novo edifício, num investimento de cerca de 40 milhões de euros. Seguir-se-á depois uma segunda fase, com um investimento de 30 milhões de euros, que será lançada até ao final do ano e constará da remodelação dos edifícios que existem actualmente.
José Sócrates considerou o lançamento desta obra como «um elementar acto de justiça» para com as populações da cidade e do distrito da Guarda que esperaram vinte anos pela remodelação do Hospital.
«O mínimo que se pode dizer é que estamos a falar de pessoas com muita paciência», concluiu o primeiro-ministro, para depois afirmar que o Estado «não é digno de agradecimento quando apenas cumpre aquilo que é um dever de justiça para com o distrito da Guarda e para com a cidade da Guarda».
A Ministra da Saúde, Ana Jorge, também esteve presente, dizendo na cerimónia que com a construção do novo Hospital as 160 mil pessoas, de 12 dos 14 concelhos do distrito da Guarda, passarão a usufruir de melhores cuidados de saúde.
O presidente da Câmara Municipal, Joaquim Valente, disse que a obra representava não apenas o cumprimento de uma promessa, mas sobretudo o de uma legítima ambição das pessoas da Guarda.
O lançamento desta obra essencial para a cidade, não evitou os já habituais actos de protesto que acompanham as deslocações do primeiro-ministro. Desta feita, a poucos metros da tenda onde José Sócrates discursava, duas dezenas de sindicalistas assobiaram e gritaram palavras de ordem em protesto contra a política económica do governo.
plb

Anúncios