Os STRADIVARIUS surgiram no panorama musical sabugalense, no final dos anos 70. Antes de se chamarem STRADIVARIUS chamam-se CLAVE (havia quem pronunciasse «Claive», pensando que era um nome inglês), mas tinham outros elementos na formação.

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Joao Aristides DuarteEra um grupo de baile, mas que, também, tocava algumas músicas mais «pesadas».
O grupo era formado por Totó (guitarra), Horácio (teclas), François (baixo) e Rochita (bateria).
Adquiriram os amplificadores Marshall, as válvulas, aos Spartaks, da Guarda, então em fase de mudança da sua aparelhagem.
Estes amplificadores eram (e ainda são) do melhor do mundo em termos de som. Tanto que um membro dos Mão Morta e dos Mundo Cão, chamado Vasco Vaz, cujo pai é natural do Soito, tendo visto um desses amplificadores a servir de «altifalante» do arraial, nas Festas de S. Cristóvão, do Soito, em 1995, ficou todo admirado e referiu que se o proprietário o vendesse, ele comprá-lo-ia, já que não era muito vulgar encontrar ainda amplificadores a válvulas, nessa época.
Foi, aliás, com a aparelhagem de som dos STRADIVARIUS que os Faíscas realizaram o concerto, já que apenas trouxeram as guitarras e algum (pouco) material de percussão.
Os STRADIVARIUS ensaiavam no antigo Cinema-Teatro do Sabugal. Foram inúmeras as vezes que fui ver os ensaios do grupo a esse local.
Horácio, hoje advogado, com escritório no Sabugal, e na época professor no Externato Secundário do Sabugal, tocava com um órgão Farfisa, e um amplificador da mesma marca. Ao órgão estava, também, acoplado um «Lesley».
Os STRADIVARIUS, para além das «marchas» e dos temas de baile da época (ainda não estava inventada a música Pimba, que é, hoje, norma nos grupos de baile) tocavam temas de Uriah Heep, Beatles, John Miles, etc.
As fotografias dos membros do grupo (aqui reproduzidas, numa colagem) foram tiradas no dia 27 de Maio de 1978, no Sabugal, no dia do concerto histórico dos Faíscas, quando os STRADIVARIUS estavam a tocar no palco. O fotógrafo que tirou essas fotografias foi Viriato Lopes, um dos mais famosos do distrito da Guarda, à época, e que não falhava nenhum acontecimento do género Baile de Finalistas.
Estas fotografias foram, depois, reproduzidas num cartaz onde estava escrito o nome do grupo e que servia de promoção.
O François, que tocava baixo, era o benjamim do grupo e nunca mais o vi, desde essa época. Sei que era de Quadrazais, mas perdi-lhe, completamente, o rasto.
Os restantes membros estão estabelecidos no Sabugal, em diversas actividades.
A pergunta que se impõe é: para quando uma reunião do grupo para um espectáculo, que será, certamente, histórico?
Bem se sabe que os afazeres profissionais de cada um não deixarão grande margem de manobra, mas «matar saudades» era muito bom.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

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