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Teve lugar no Soito a Festa do Mundo Rural – Mostra Agro-Alimentar do Alto Côa. Em ano de três eleições os eventos públicos são lugares privilegiados para os candidatos às eleições autárquicas trocarem impressões com cidadãos e empresários. O candidato Joaquim Ricardo aproveitou o primeiro dia do certame para uma acção de campanha.

Joaquim Ricardo - Festa do Mundo RuralFaltam cerca de quatro meses para as eleições autárquicas de Outubro. As estratégias, com tempos diferentes, das três candidaturas estão muito personalizadas nos respectivos cabeças de lista. Os candidatos António Dionísio e António Robalo (por ordem alfabética) têm alimentado algum secretismo relativamente aos nomes dos seus acompanhantes nas listas eleitorais dando prioridade à constituição das listas de candidatos às 40 Juntas de Freguesia (algumas são plenário) do concelho do Sabugal.
O candidato independente nas listas do MPT-Partido da Terra, Joaquim Ricardo, apostando num marketing político com forte cunho pessoal, tem vindo a divulgar de tempos a tempos os elementos que constituem a sua lista à Câmara Municipal do Sabugal. Este fim-de-semana o blogue da candidatura apresentava mais um elemento. O economista Daniel Vicente, um jovem de 26 anos, da Bendada, aparece em números seis na lista de Joaquim Ricardo.
Entretanto decorreu este fim-de-semana na vila do Soito a «Festa do Mundo Rural – Mostra Agro-Alimentar do Alto Côa» que incluiu uma exposição de pequenos ruminantes, bovinos, equinos e espécies cinegéticas, máquinas e alfaias agrícolas, provas gastronómicas e animações várias. No domingo a iniciativa teve o seu epílogo com uma largada de touros e uma capeia arraiana.
Joaquim Ricardo visitou este sábado, 30 de Maio, a Festa do Mundo Rural na vila do Soito naquela que terá sido uma das primeiras acções colectivas da sua campanha.
Em declarações ao Capeia Arraiana o candidato Joaquim Ricardo confirmou que esteve no Soito acompanhado por alguns elementos que integram a sua lista à Câmara Municipal do Sabugal. «Visitámos com muito interesse todo o certame e aproveitámos para conversar com os responsáveis pelas diversas empresas presentes», destacou Joaquim Ricardo acrescentando que tomou «nota das suas preocupações e dificuldades».
«Estivemos presentes para dizer de viva voz às empresas do sector da agro-pecuária do nosso concelho que podem contar com o nosso apoio», concluiu Joaquim Ricardo.

Esta e outras notícias sobre a campanha autárquica no concelho do Sabugal podem ser relidas clicando na imagem «Campanha Eleitoral-Fórum dos candidatos» Aqui.
jcl

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Almeida iniciou o processo de candidatura da sua fortificação a Património Mundial da UNESCO, tendo para isso reunido já um vasto conjunto de apoios. Dentro dos objectivos da candidatura constam a valorização da região e do país.

Vila de AlmeidaOs ministros da Cultura e dos Negócios Estrangeiros apadrinharam o lançamento do processo, que para além de Almeida incluem ainda Elvas, Estremoz, Marvão e Valença. Os cinco respectivos Municípios pretendem avançar com uma candidatura comum a Património Mundial das Fortificações Abaluartadas da Fronteira entre Portugal e Espanha.
Em Almeida o processo está bem encaminhado, havendo a convicção de que a candidatura terá sucesso. O Presidente da Câmara, Batista Ribeiro, espera dali uma valorização do património de Almeida, o que potenciará a captação de mais turistas e fará aumentar os negócios. De facto, a declaração de Almeida como Património Mundial conferirá à vila fortificada uma notoriedade muito mais expressiva.
A Câmara Municipal apostou fortemente na valorização de Almeida, que aproveitou da melhor maneira os fundos disponibilizados através do programa de apoio às aldeias históricas e outros incentivos existentes. Efectuou-se a recuperação de uma boa parte das estruturas do forte que estavam em ruínas e requalificou-se todo o espaço urbano existente dentro das muralhas.
Com vista a juntar esforços, o Município optou por se aproximar dos outros municípios com fortalezas de fronteiras, assim surgindo os contactos com Valença e Elvas, e, mais tarde, com Estremoz e Marvão. O projecto alargado engloba ainda as fortalezas espanholas de Olivença, Badajoz e Ciudad Rodrigo, sendo o contacto entre Portugal e Espanha feito ao nível central, através do Governo. O assunto faz já parte da agenda para a próxima cimeira Ibérica, que deverá realizar-se em Dezembro, em Elvas.
plb

Daniel Vicente, de 26 anos, natural e residente na Bendada, licenciado em Economia, será o sexto elemento de lista de candidatos do MPT à Câmara do Sabugal, que é encabeçada por Joaquim Ricardo.

Daniel VicenteJoaquim Ricardo soma e segue na apresentação sucessiva dos elementos que o acompanharão na sua Lista. O blogue do Candidato anunciou agora o elemento que ocupará a sexta posição.
Trata-se de um jovem economista, licenciado pela Universidade da Beira Interior, que trabalha como gestor numa empresa do concelho. É também, há três mandatos, tesoureiro na direcção da Sociedade Filarmónica Bendadense, instituição à qual está ligado há já 15 anos como músico .
Embora jovem, Daniel Vicente tem já experiência enquanto autarca, pois ocupa o cargo de Tesoureiro no executivo da Junta de Freguesia da Bendada.
Relembramos que o candidato a presidente, Joaquim Ricardo, terá a secundá-lo António Freitas, do Sabugal, Graça Gralha, também do Sabugal, Ana Luísa Gomes, de Sortelha, José Gonçalves, do Ozendo, e Daniel Vicente, da Bendada.
Das candidaturas do PS e PSD apenas foram ainda anunciados os cabeças de lista.
plb

Segundo a jornalista Ana Tomás Ribeiro, Évora será o primeiro concelho do País a acolher, famílias que querem mudar de vida, deixando os grandes centros urbanos para viver no campo.

José MorgadoA Câmara Municipal de Évora e a empresa detentora do projecto «Novos Povoadores», deverão concluir o protocolo que define em traços gerais, as condições e estratégia de acolhimento das famílias. O documento (…) segundo o presidente do município, dentro de um mês, deverão estar reunidas as condições, para se começar a implementar o programa.
A prioridade, ao aderir a este projecto, é revitalizar o centro histórico da cidade eborense. Por isso, oferecerá aos novos povoadores casas para arrendar, T2 e T3, no centro histórico a preços que oscilam entre os 300 e 400 euros.
Com isto não quer dizer que a cidade não acolha famílias que preferem ir viver, para zonas rurais do concelho. Pelo contrário, estas também serão muito bem vindas.
Numa primeira fase, deverá receber 10 novas famílias, das 40 inscritas no programa, que indicaram o concelho como primeira opção. Mas o objectivo é chegar às cem (…) contrariando a tendência de desertificação.
Os projectos empreendedores apresentados pelos futuros habitantes de Évora, centram-se essencialmente, nas novas tecnologias.
O Sabugal já tem pelo menos dois empreendedores de referência que são a Casa do Castelo e o Bardo, este último com a particularidade do empresário de alem de revitalizar o centro histórico, nas áreas das novas tecnologias, quis mudar de vida, deixando um grande centro urbano, mas sem qualquer apoio municipal.
Os bons exemplos, neste campo, devem ser imitado e ninguém, pode acusá-los de plagiados.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Este sábado de manhã, a Lena Vaz, foi portadora de uma noticia muito triste. O Zé Manel Ramos, do Soito, faleceu vitima de uma queda, em França, onde se encontrava a passar uns dias.

José Manuel Carvalho PereiraFaleceu em França o engenheiro José Manuel Carvalho Pereira, na sequência de uma queda na descida de uma pequena montanha. Ao escorregar, bateu tragicamente numa pedra ou rocha, queda que lhe foi fatal.
Natural do Soito, vivia nos arredores de Lisboa, como tantos de nós. Reformou-se do Ensino, recentemente, como professor no ISEL.
A última vez que o vi, foi na Casa do Concelho do Sabugal, muito feliz e acompanhado de amigos de infância e antigos colegas do Seminário de Beja.
Èramos do mesmo ano de Inspecção Militar e no Soito, em virtude da forte emigração, só fomos três mancebos, o Zé Manel, por Lisboa, o Carlos Alberto Soares Tolda, pelo Porto e eu no Sabugal.
Por este meio,endereço os sentidos pêsames aos irmãos e esposa e aos demais familiares.
O Soito ficou mais pobre.
José Morgado

No meu tempo de catraio tinha, como os demais garotos da minha idade, um medo tenebroso aos agentes da autoridade e as pessoas em geral tinham-lhes um respeito absoluto. Nos dias de hoje tudo foi alterado, porque a autoridade deixou de se impor e com isso deixou também de ser respeitada.

Ventura Reis - TornadoiroUm polícia ou um guarda-republicano eram antigamente pessoas investidas de uma autoridade quase absoluta. Eu fui educado dentro dessa ideia, a pontos de ter fundado receio de passar defronte do posto da GNR da minha terra.
É que os guardas, ao contrário do que hoje acontece, eram homens de respeito. Usavam um bigode farto e tinham a cara angulosa, fazendo um esgar ríspido, pois nunca os vi sorrir. Usavam um barrete na cabeça e uma farda de cotim com botões reluzentes, com um número de metal fixado nas golas (os seus superiores tratavam-nos apenas pelo número). Tinham umas correias de cabedal atravessadas no tronco, seguras ao cinturão e às patilhas do dólmen. Usavam botas fortes e ferradas, a que se juntavam umas polainas sempre impecavelmente engraxadas.
Às vezes via-os passar defronte da minha casa de fuzil ao ombro. Seguiam sempre aos pares, cada qual do seu lado da estrada, com o tronco muito direito e as mãos atrás das costas. Era um perigo encontrá-los no caminho.
Agora os guardas já não nos metem respeito. A maior parte são rapazolas imberbes, com rosto de meninos tirados da saia da mãe, de cara muito simpática e sorridente. Não há quem os respeite, porque deixaram perder o ar severo que antes caracterizava os guardas-republicanos. Largaram a farda de cotim e vestem uniforme de fazenda azul, com camisa clara. Usam sapatos, bota-de-elástico (à maneira dos magalas) ou até botins de montar. Cada um parece andar segundo lhe parece, chegando a estar juntos à meia dúzia, cada qual com seu fardamento. Andam de carro ligeiro e até já os vi montados em bicicletas vestindo um calção amaricado.
A sociedade degrada-se e a GNR, instituição quase centenária, antes tão respeitada, deixa-se ir nessa perdição. E ainda se queixam de que os bandidos lhes perderam o respeito!
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

Natural do Concelho do Sabugal, Ventura Reis, aceitou o nosso desafio de escrever no Capeia Arraiana sobre alguns temas, onde predominará a saudade dos tempos idos da sua infância e juventude, vivida na sua terra natal, até que a necessidade o empurrou para outras paragens.
plb

O Festival Imaginarius, em Santa Maria da Feira, é um excelente meio para explorar abordagens fotográficas ousadas e alternativas.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Arrancou na passada quinta-feira, 28 de Maio, a 9.ª Edição do Festival Internacional de Teatro de Rua – IMAGINARIUS – em Terras de Santa Maria da Feira.
A diversidade de espectáculos e instalações que companhias nacionais e internacionais apresentam, em simultâneo, nas ruas e praças da cidade, transformada num palco gigantesco representam um manancial de oportunidades fotográficas.
Explorar conceitos com baixas velocidades de obturação ou até mesmo «congelar» movimentos, permite-nos abordar concepções ousadas e bastantes alternativas. Um festival cheio de cor, pirotecnia e formas abstractas que certamente faz encher muitos cartões de memória.

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

O Primeiro-Ministro, José Sócrates, esteve hoje, 29 de Maio, na Guarda, onde lançou a primeira pedra da obra de ampliação do Hospital, cumprindo assim uma velha promessa que sucessivos governos fizeram à cidade.

José SocratesA obra tem um prazo de execução de 22 meses e contempla a construção de um novo edifício, num investimento de cerca de 40 milhões de euros. Seguir-se-á depois uma segunda fase, com um investimento de 30 milhões de euros, que será lançada até ao final do ano e constará da remodelação dos edifícios que existem actualmente.
José Sócrates considerou o lançamento desta obra como «um elementar acto de justiça» para com as populações da cidade e do distrito da Guarda que esperaram vinte anos pela remodelação do Hospital.
«O mínimo que se pode dizer é que estamos a falar de pessoas com muita paciência», concluiu o primeiro-ministro, para depois afirmar que o Estado «não é digno de agradecimento quando apenas cumpre aquilo que é um dever de justiça para com o distrito da Guarda e para com a cidade da Guarda».
A Ministra da Saúde, Ana Jorge, também esteve presente, dizendo na cerimónia que com a construção do novo Hospital as 160 mil pessoas, de 12 dos 14 concelhos do distrito da Guarda, passarão a usufruir de melhores cuidados de saúde.
O presidente da Câmara Municipal, Joaquim Valente, disse que a obra representava não apenas o cumprimento de uma promessa, mas sobretudo o de uma legítima ambição das pessoas da Guarda.
O lançamento desta obra essencial para a cidade, não evitou os já habituais actos de protesto que acompanham as deslocações do primeiro-ministro. Desta feita, a poucos metros da tenda onde José Sócrates discursava, duas dezenas de sindicalistas assobiaram e gritaram palavras de ordem em protesto contra a política económica do governo.
plb

Uma mulher natural e residente no Sabugal, de 66 anos, suicidou-se ontem, conduzindo o carro em que seguia para o leito da barragem do Sabugal, o que lhe provocou a morte por afogamento, mau grado as imediatas tentativas de uma testemunha para a salvar.

Barragem do SabugalA vítima, que era residente no Bairro da Ponte, no Sabugal, já tinha um historial com outros episódios de tentativas de suicídio. Ontem porém a mulher, visivelmente perturbada, dirigiu-se à barragem do Sabugal, que dista apenas dois quilómetros de sua casa. Um vizinho ainda a seguiu à distância, sem contudo saber quais as suas intenções.
Dois homens que estavam no local viram-na chegar e sair do carro e olhar para a água, mas de repente voltou a entrar na viatura, e fê-la seguir em aceleramento por um caminho que conduzia ao leito da barragem, onde mergulhou o carro.
O vizinho, que entretanto se aproximara, entrou ainda dentro da água tentando por três vezes abrir a porta da viatura, esforço que porém foi infrutífero, acabando a mulher por morrer afogada.
Os Bombeiros do Sabugal, logo que avisados, dirigiram-se ao local, não chegando porém a tempo de evitar o afogamento. A GNR do Sabugal também se dirigiu ao local a fim de tomar conta da ocorrência.
plb

Aproxima-se o mês de Junho e, nas nossas paragens, as manifestações festivas são muitas e variadas, tal como acontece um pouco por todo o lado, dada a coincidência do calendário nos presentear com três simpáticos Santos.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaMas nem só lá em cima, por estes lados, embora um pouco fora deste contexto, mas não totalmente, para início deste mês, como é sabido, tem lugar a XXXI Capeia do Campo Pequeno, organizada pela Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa, sábado dia 6 de Junho, que em tempos não muito distantes, integrou as Festas da Cidade de Lisboa, constando do extenso programa da Capital, facto que honrou os mentores desta iniciativa, contando também com uma vasta equipa da Casa, participante nos Jogos Tradicionais, juntamente com as diversas Casas Regionais, a que nos reportaremos, quando retomarmos os escritos sobre mais alguns factos da história da Casa.
Viajando para o Concelho, as festas em honra de Santo António em algumas localidades, com algum destaque para Aldeia da Ponte, onde a tradição desta festa sempre se manteve, apesar da passagem para Agosto, constando do programa a Capeia, que os Mordomos levam a efeito, embora não sendo obrigatória, mas ainda assim, com a sua realização, quase todos os anos.
Subindo mais um pouco no calendário, eis que chega o São João, com as suas características próprias, abrilhantadas com vários espectáculos proporcionados por artistas consagrados, concentrando imenso pessoal, vindo de todas as Aldeias, rumando em direcção à cidade do Sabugal, trazendo grande animação nas várias noites de folia efervescente.
Também noutras localidades se festeja o São João, porventura com menos exuberância, como é natural, cada uma faz como sabe, dentro das possibilidades, com a queima da «mona», artilhada com foguetes numa roda de bicicleta para girar, ou simplesmente, empoleirada lá no alto do pau de pinho, coberto de rosmaninho, «prantado» numa qualquer praça ou largo, como bem manda a «sapatilha».
A fechar o mês de Junho, na nossa Aldeia, a Capeia do São Pedro, organizada pelos Mordomos dedicada a este simpático Santo, com a característica especial de trazer à memória Capeias de outros tempos, efectuadas na antiga Praça, no centro do povo, palco de inúmeras histórias, emoções bem fortes e algumas tragédias vividas no antigamente.
Em todas as Aldeias, o sentimento é o mesmo, ou seja, reviver e recrear as tradições, ajudando a sair de uma rotina, talvez um pouco monótona, que estas ocasiões proporcionam.
Festa é festa, não haja dúvidas nenhumas e, sempre que elas surgem, há que desfrutá-las o melhor possível, pois são momentos aguardados pacientemente, ao longo do ano, servindo o mês de Junho como aperitivo, para o que vai acontecer em Agosto.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

A 11.ª edição do «Portugal de Lés-a-Lés», organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal, conta com a participação de mais de 900 aventureiros motards e vai ligar, entre os dias 11 e 13 de Junho, Boticas (Alto Douro) a Olhão no Algarve com pernoita em Castelo Branco. A primeira etapa, no dia 12, passa pela Mêda (paragem para almoço) e pelo concelho do Sabugal com o lanche a ser servido no Castelo de Alfaiates.

Castelo de AlfaiatesOrganizado pela Federação de Motociclismo de Portugal, o «11.º Portugal de Lés-a-Lés», tem inserido no seu programa uma paragem em Alfaiates para uma visita e ao mesmo tempo retemperar forças com um lanche tendo como cenário o Castelo local. A paragem, no dia 12 de Junho, tem como patrono a Câmara Municipal do Sabugal, a colaboração da Junta de Freguesia de Alfaiates e do CCRA (Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates).
O Prólogo, a 11 de Junho, levará os participantes a conhecer a ruralidade do concelho transmontano por 92 quilómetros numa passeata muito diversificada, passando por muitos dos 52 lugares e 16 freguesias do concelho fundado no século XIX, no contexto da reforma administrativa de 1836. Traçado por montanhas e aldeias, através de bosques e carvalhais, passando por aldeias típicas como Torneiros, Curros Antigo, Fiães do Tâmega, Veral, Covas do Barroso, Vilarinho Seco, Alturas do Barroso, Atilhó, Carvalhelhos, Vilar e Codessoso, revelando a sua arquitectura tradicional, com casas graníticas e telhados de colmo, relógios de sol, pontões, cruzeiros e bebedouros. Num concelho com 256 moinhos accionados pela água serão visitados alguns que foram restaurados, bem como as termas e o Castro de Carvalhelhos, piscinas naturais ou a ponte românica sobre o rio Beça. Tudo servido por caminhos e estradas que, em vários locais, será necessário partilhar com o gado barrosão.
Boticas será o ponto de partida, às 7 horas do dia 12, para os 421 quilómetros da primeira etapa, até Castelo Branco onde as primeiras equipas deverão chegar por volta das 19 horas, ou seja, sobram 9 horas e 20 minutos, a uma média prevista de 45 km/h, tempo que inclui reabastecimentos e paragens para fotos.
À hora do almoço os pneus começarão a pisar docemente as calçadas das ruas de Mêda, sede de concelho da antiga província da Beira Alta, hoje denominada su-região Beira Interior Norte… O pelourinho de Mêda e a igreja de S. Bento serão sentinelas de tantas motos a descer a rua direita e a apertada travessa do Cautela. Passando pela frente da fachada trabalhada dos Paços do Concelho, os motociclistas cruzarão então toda a avenida principal de Mêda para se deterem no Parque de Campismo, novo, a estrear. Aí será servida uma refeição fresca e agradável.
A visita à aldeia histórica de Marialva será um dos ex-líbris da etapa seguindo depois a caravana para Coriscada, Ervedosa, Pinhel, Castelo Bom, Freineda e Malhada Sorda.
Chega então a hora de nova ronda histórica com a visita ao concelho de Sabugal. Vilar Maior, Alfaiates – com lanche no terreiro do castelo – Fóios, Quadrazais, Sabugal e Aldeia Histórica de Sortelha.
O percurso segue em direcção ao Fundão, Alpedrinha e Castelo Branco.
A segunda etapa, no sábado, atravessa o Alentejo interminável até à meta na cidade algarvia de Olhão.
jcl

Entre os dias 30 e 31 de Maio o Banco Alimentar contra a Fome da Cova da Beira vai levar a efeito mais uma campanha de recolha de alimentos. Nas 15 regiões aderentes a este projecto vão estar mais de 23.000 mil voluntários devidamente identificados estarão à porta dos estabelecimentos comerciais.

Banco Alimentar Contra a FomeNas Beiras Raianas a campanha mobilizará aproximadamente 500 voluntários, que recolherão as contribuições efectuadas em 25 estabelecimentos comerciais. Estas serão mais tarde enviadas para os armazéns do Banco Alimentar.
O produto da campanha, ainda com recurso ao voluntariado, será distribuído localmente a partir da próxima semana, através de 40 Instituições de Solidariedade Social previamente seleccionadas, a cerca de 3.000 pessoas com carências alimentares comprovadas.
O Banco Alimentar Contra a Fome de Cova da Beira apela por isso mais uma vez à solidariedade. No ano passado a instituição distribuiu em total de 168,8 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado de 246,6 mil euros), ou seja, um movimento diário médio de 680 kgs.
Está na nossa mão ajudar quem necessita.

Noutros tempos nas aldeias do Sabugal quando, em Dezembro, as famílias matavam o marrano era habitual deixar um quinhão de lado para esmolar as casas mais pobres ajudando a confortar a noite da Consoada. Os tempos são outros. Ou talvez não…
aps

A Biblioteca Municipal Dr José Vieira de Carvalho, na Maia, realizou, em conjunto com as bibliotecas escolares do concelho, um encontro com o escritor sabugalense Manuel António Pina, que aconteceu nos dias 26 e 27 de Maio.

Manuel António Pina - MaiaO projecto, designado «Manuel António Pina – o (des)construtor de histórias», surgiu no seguimento de outros encontros com escritores, que a Biblioteca promove anualmente.
No primeiro dia o Fórum da Maia encheu-se de alunos e professores das escolas do concelho, que assistiram atentos às declamações de poemas e leituras de histórias retiradas das obras literárias de Manuel António Pina. Também houve representações teatrais, dramatizações, apresentação de fantoches e até uma coreografia de hip-hop, apresentadas pelos alunos das escolas envolvidas, baseando-se nas obras do escritor homenageado. O entusiasmo foi geral e os aplausos sucederam-se ao fim de cada sessão.
No segundo dia o escritor veio em pessoa à biblioteca, onde se apresentou perante uma sala que o recebeu com muito entusiasmo e abundantes aplausos.
Os dois dias em que se desenvolveu o projecto de leitura, seguiram-se a muitos outros de divulgação da obra do escritor natural do Sabugal pelas escolas daquele concelho.
O projecto da Biblioteca Municipal da Mais tem por fim a promoção do livro e da leitura entre os jovens e sucedesse em cada ano, sempre dedicado a um escritor e à sua obra literária.
plb

O conhecimento da realidade de um território é a base essencial para a definição de uma estratégia de desenvolvimento do mesmo.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Continuo hoje a análise dos dados estatísticos mais recentes (2006 e 2007), conforme constam do Anuário Estatístico da Região Centro – 2007, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística em Janeiro de 2009.
No entanto, e antes de me debruçar sobre os indicadores do sector da Educação referentes ao ano escolar 2006/2007, dou conta de mais alguns aspectos da questão demográfica.
No ano de 2007 nasceram no Concelho somente 45 crianças, contra 303 sabugalenses falecidos, isto é mais de 7 óbitos para cada nado-vivo, o valor mais desfavorável da BIN, que tem uma média de 2,4 cidadãos falecidos por nado-vivo.
Passemos então ao sector da Educação.
Os indicadores mais importantes neste sector são:
Taxa de pré-escolarização – O Concelho tinha uma taxa de pré-escolarização de 81,1% (o que significava que somente 81,1% das crianças com idades entre os 3 e os 5 anos estavam matriculados neste ciclo de ensino) contra os 98,5% da média da BIN, e onde apenas Almeida apresentava um valor inferior;
Taxa bruta de escolarização – Ensino Básico – O valor registado de 123,8%, superior a 100, significa que frequentavam este ciclo crianças com idades superiores aos 14 anos, o que pode revelar um taxa de insucesso escolar muito elevada. Este valor é aliás superior à média regional (115,7%), e é ultrapassado mais uma vez apenas pelo concelho de Almeida;
Taxa bruta de escolarização – Ensino Secundário – O valor de 66,7% registado, mostra que 1 em cada 2 jovens com idades entre os 15 e os 17 anos não frequenta o Ensino Secundário. Somente Celorico da Beira com 53,5% apresenta um valor mais negativo que o do Sabugal;
Taxa total de retenção e desistência no Ensino Básico – 10,1% dos alunos do Ensino Básico registaram no ano lectivo 2006/2007 insucesso, valor superior aos 8,1% do total da BIN, apresentando os concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda e Pinhel valores ainda mais gravosos. Por ciclo, os valores são muito negativos sobretudo no 1º Ciclo (8,7% contra uma média de 2,9%), e mais favoráveis no que diz respeito ao 3º Ciclo (12,4% contra 14,4% de média regional;
Taxa de transição/conclusão no Ensino Secundário – Esta taxa que na prática mede o sucesso escolar dos jovens que frequentavam o 12º, tem um valor de 66,7%, que sendo positivo é, no entanto, inferior à média da BIN (73,2%), cabendo a Pinhel o único valor inferior ao do Concelho.
Os indicadores apresentados permitem aferir da capacidade que o próprio Concelho possui para criar uma população activa com formação de nível secundário, condição essencial para que um sector empresarial forte e moderno considere o Sabugal como um destino natural para a sua localização.
Um território onde um terço dos seus jovens não possui mais que o Ciclo Básico, não será nunca um território atractivo e competitivo a nível regional.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

A Resiestrela, através da promoção da recolha de embalagens de materiais recicláveis, vai apoiar os estabelecimentos de ensino com material de apoio pedagógico. A apresentação da campanha «Operação Alegria» realiza-se no Auditório Municipal do Sabugal esta quinta-feira, 28 de Maio.

ResiestrelaA Resiestrela com o intuito de despertar a população, sobretudo a mais jovem, para a importância da reciclagem, vai desenvolver uma campanha apoiada pela Sociedade Ponto Verde, denominada «Operação Alegria» onde é proposto um desafio às escolas, empresas e demais instituições dos municípios integrantes do Sistema para a promoção da recolha de embalagens de plástico, metal e de cartão para alimentos líquidos (ECAL). As entidades que se solidarizem com a acção terão à sua disposição o conjunto «Operação Alegria» contendo os materiais associados à campanha e cartaz de divulgação e folhetos que colocarão nas suas instalações para promover a correcta recolha e separação dos materiais recicláveis.
A empresa é responsável, desde 1 de Janeiro de 2009, pela concessão Sistema Multimunicipal de Triagem, Recolha Selectiva, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) da Cova da Beira e assegurará o encaminhamento para reciclagem dos materiais recolhidos na «Operação Alegria».
Uma parte do valor apurado da retoma dos materiais será utilizada para a aquisição de material de acção pedagógica, a ser entregue a título de apoio pela Resiestrela aos estabelecimentos de ensino dos municípios do Sabugal, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel e Trancoso.
A Resistrela serve actualmente uma população de 221.195 habitantes (abrangendo o total de 166.000 habitantes na recolha selectiva), que equivale a cerca de 2% da população nacional, com uma área de 6.160 Km2, que corresponde a cerca de 7% do território português.
O quantitativo de materiais recicláveis (papel/cartão, plástico, metal e vidro) provenientes da recolha selectiva realizada em 13 Municípios, ascendeu em 2008 às 2.834 toneladas, traduzindo-se num crescimento perto dos 20% relativamente a 2007.
Em 2009, a Resiestrela pretende superar este valor de crescimento da recolha selectiva. Para a concretização destes objectivos contribuirá em muito o empenho de todos os cidadãos que quotidianamente aderem à recolha selectiva, fazendo a correcta separação e deposição das suas embalagens usadas.
A apresentação da campanha «Operação Alegria» está marcada para as 15 horas desta quinta-feira, 28 de Maio, no Auditório Municipal do Sabugal.
jcl

A GNR da Guarda informou que, no período de 18 a 24 de Maio, foram registadas 59 ocorrências de natureza criminal e detidos sete indivíduos, três por mandato judicial, um por condução sem habilitação legal e três por condução sob o efeito do álcool. No concelho do Sabugal decorreram acções de sensibilização sobre a temática «Segurança Rodoviária» e «Violência na Escola».

Escola Segura da GNRA actividade operacional do Comando Territorial da Guarda da GNR registou, durante o período de 18 a 24 de Maio, 59 ocorrências de natureza criminal.
As forças militares detiveram sete indivíduos: por mandato judicial (três) e por flagrante delito de condução sem habilitação legal para conduzir (um) e por condução sob o efeito do álcool (três).
Os 22 furtos ocorridos dividem-se em carteirista (um), de veículos (três), em veículos (dois), em edifícios (três), em residência (um), em estabelecimento comercial (um) e mais 11 outros roubos não discriminados.
No mesmo período foram elaborados 375 autos de contra-ordenação por infracções à legislação rodoviária (362), à legislação da Natureza e Ambiente (oito) e à legislação policial (cinco).
No dia 22 de Maio, o Comando Territorial da Guarda, através do Destacamento Territorial da Guarda, levou a efeito uma Operação destinada a detecção da condução sem habilitação legal e sob o efeito do álcool, bem como abordagem de indivíduos suspeitos da pratica de ilícitos criminais. Durante a Operação foram fiscalizados 163 veículos, tendo como resultado a elaboração de um auto de contra-ordenação à Legislação Rodoviária e a detenção de um condutor por condução sob influência de álcool (TA’s de 1,21 gl).
A GNR da Guarda registou 22 acidentes de viação sendo nove por colisão, 11 por despiste e dois por atropelamento, dos quais resultaram dois feridos graves e oito feridos leves.
Foram efectuadas sete acções de sensibilização pelos Núcleos Escola Segura (NES), nos concelhos do Sabugal, Guarda e Manteigas e Sabugal subordinadas aos temas «Segurança Rodoviária» e «Violência na Escola» tendo participado cerca de 650 alunos.
O Comandante do Destacamento Territorial da Guarda, realizou uma acção de sensibilização na Escola Superior de Educação e Desporto subordinada ao tema «Consumo de Estupefacientes» onde estiveram presentes 35 alunos.
jcl

Diogo Nabais, filho dos soitenses Maria de Lurdes Manso Nabais e de Hélder Nabais, conquistou o segundo lugar no concurso de economia da Universidade Católica. O prémio foi entregue por Manuel Pinho, ministro da Economia e da Inovação.

Diogo Nabais - Manuel PinhoDiogo Nabais e o colega José Ferreira são alunos do 11.º ano do Colégio Amor de Deus, em Cascais, e conquistaram o segundo lugar na edição 2009 do Concurso Inter-Escolas Católica Professor Xavier Pintado. O prémio é fomentado pela Universidade de Ciências Económicas e Empresariais e conta com as parcerias do «Jornal de Noticias», da RTP e da EDP Renováveis, e o patrocínio da Sinfic, da TMN e do Montepio
Esta foi a 5.ª edição da iniciativa que tinha como objectivo a feitura de um ensaio segundo o mote da «Sustentabilidade e Energias Renováveis».
Após o processo de avaliação dos trabalhos a concurso de 131 equipas, a nível nacional, dos 11.º e 12.º anos, o júri divulgou a decisão no dia 12 de Maio de 2009 na Universidade Católica portuguesa onde foram entregues aos vencedores os respectivos prémios, intitulados Xavier Pintado, em jeito de tributo a um dos vultos da economia Nacional.
Na entrega dos prémios estiveram presentes Manuel Pinho, ministro da Economia, Luís Adão, da EDP Renováveis e Fátima Barros, directora da faculdade de Economia.
jcl

No âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco (31 de Maio), a Sociedade Portuguesa de Pneumologia lança uma campanha de sensibilização que tem como objectivo alertar para os malefícios do tabaco e da exposição ao fumo passivo. Os cartazes começam a ser espalhados em todo o país na próxima semana.

Dia Mundial sem Tabaco - 31 Maio 2009A campanha da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) procura chamar a atenção para as lacunas na Lei do Tabaco, que permite que se fume nos espaços públicos como restaurantes e espaços de diversão nocturna porque «a fiscalização não está a ser suficiente e não estamos a conseguir promover ambientes 100 por cento livres de fumo, sendo que desta forma as recaídas dos fumadores são muito mais frequentes e o tabagismo nos adolescentes e jovens mais difícil de prevenir», explica Ivone Pascoal, coordenadora da Comissão de Tabagismo da SPP.
A especialisa considera que «a principal mensagem desta campanha vai para o tabagismo na gravidez e para o perigo do fumo passivo, uma vez que traz graves consequências de saúde para as crianças e grávidas. Infelizmente, em Portugal as mulheres em idade fértil fumam cada vez mais, o que faz com que nasçam bebés prematuros e com baixo peso. A intenção não é culpabilizar a grávida mas reforçar a importância de uma gravidez sem tabaco. A mulher deve ser ajudada a parar de fumar, idealmente antes de engravidar. A cessação tabágica deveria fazer parte da preparação para a gravidez e o tabagismo do pai também não deve ser esquecido».
O cartaz da iniciativa inclui ainda a mensagem positiva «deixar de fumar é possível», pois a cessação tabágica é uma das vertentes fundamentais do controlo do tabagismo e os fumadores devem ter acesso a tratamentos eficazes. Pretende-se chamar a atenção para o facto de todos juntos conseguirmos um mundo mais saudável e igual, pois segundo a especialista «o tabagismo além das consequências para a saúde agrava as desigualdades sociais e constitui um entrave ao desenvolvimento sustentável».
O Dia Mundial Sem Tabaco tem como objectivo chamar a atenção para os malefícios do tabaco, a primeira causa de morte evitável em todo o mundo. Este ano, a Organização Mundial de Saúde tem como tema a importância das imagens nos maços de cigarros e de que forma estas podem ser eficazes na persuasão para deixar de fumar.
Um recente Eurobarómetro refere que 31 por cento dos europeus considera que as imagens nos maços de tabaco são eficazes a informar as pessoas sobre os malefícios do tabagismo e 55 por cento considera que imagens a cores reforçam a sua eficácia.
Até à data, apenas quatro países assumiram as imagens nos maços de tabaco, como é o caso da Bélgica, Roménia, Reino Unido e Suíça. Estas imagens não podem ser impressas nos maços de tabaco vendidos em Portugal, pois a legislação não o contempla.
Para os fumadores que querem deixar de fumar é fundamental identificar as razões pelas quais pretende deixar de fumar; criar ambientes livre de fumo (dentro de casa, no carro); escolher o dia e pedir ajuda ao médico.
Associaram-se a esta Campanha a Sociedade Portuguesa de Tabacologia, o Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva, a Associação Portuguesa de Pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e Outras Doenças Respiratórias Crónicas, a Associação Portuguesa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo de Braga, a Associação Portuguesa de Asmáticos e a Associação Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral e os Laboratórios Pfizer.
Vera Villanova

Naquele tempo…

João ValenteA gente saía da escola, atravessava a ponte do matadouro,
poisava os bibes e as mochilas no muro do chafariz
– defronte ao comércio do senhor Melo – e com uma bola de jornais
bem atada com guita
… a gente fazia uma partida…
O Tó Fernando
Que era vizinho da Maria S. Pedro
E vivia no Largo do Chafariz
O Etelvino
Que morava numa casa muito estreita, a subir três andares em altura
Acima da farmácia do Braulio
Era o capitão
E chamava-nos das escadinhas do Luís «estofador»: Faraó; Cabito; venham!
Andou por esse mundo fora, esteve emigrado na Suíça
(casou agora aos quarenta e picos)
«Finalmente, assentou; trabalha na serração, quando se vai par a o campo da bola»
– informaram-me na antiga casa Anita.
O Aires «Pacharra» era o guarda-redes
(Quantos frangos, meu Deus!
Có có ró có! – gritava em delírio a malta a cada golo)

Morava à esquina da Igreja da Misericórdia,
Trabalhou na ‘Sotave» como o pai e depois emigrou
Dizem que nunca mais voltou
Depois que os pais morreram.
Mas eu lembro-me bem é do João «Pelado»
Sempre de calças a meia canela
Franzino na sua fome constante o João «Pelado»!
Havia também
O Zezinho «Pepe», o João do café Sky…
– Coitado do João do Sky!
Morreu afogado na Lagoa Escura
(uma congestão depois de almoço
num dia quente de Verão, há muitos anos);
– O Sérgio «Brasileiro» foi para Lisboa
E o «Passa e Anda», que uma vez encontrei no comboio,
Também lá ficou por Lisboa.

– E o Sérgio «Cariano»? Que é feito do Sérgio «Cariano»?
– Sei que foi para África do Sul, como empresário
Estive com ele há uns tempos mais o Luís Vinagre.

É verdade, e o Policarpo?
Que é feito, que é feito do Policarpo?
Aquele rapaz corpulento apertado num bibe curto,
Com braços de sobra, parecia um gigante!
Fujam… Fujam todos!
Quando ele pegava na bola era um carro de assalto
Naquelas botas cardadas de pastor da serra.

E o António? Que era pitosga
E vivia no Eiró?
Ninguém sabe do António.

Nunca mais! Nunca mais!
O tempo da minha feliz meninice, não volta mais!…
Que bons tempos, aqueles!
Que boa era a vida de gazeta aos trabalhos da escola, a nadar no rio nu,
a roubar a fruta na quinta dos Portugais,
a jogar o berlinde no jardim
A brincar aos soldadinhos na praça:
Alto! Meia volta, volver!
tinham sabor emocionante de aventura
as descidas do Eiró nos carinhos de rolamentos
fugindo aos guardas
– Que cagaçal por ali abaixo, até ao ensaio da «Banda Nova»!
…os muros dos quintais que pulávamos…
– Vamos fazer escolha; vamos medir!
…e a gente jogava uma partida…

Oh, como eu gostava!
Eu gostava de um dia destes
de voltar a fazer a medição com o Etelvino
– O Aires «Pacharra» perdeu-se nesse mundo de ninguém –
escolhia o Policarpo, o João de Deus, O João «Pelado», O Sérgio «Cariano»
o Zezinho «Pepe» e o Arlindo do Matos & Prata
e íamos fazer uma partida como antigamente!
Ah, como eu gostava…
Mas talvez um dia…
quando as cerejeiras do Jardim pintarem
quando as mimosas tingirem de amarelo a vertente do Vale de Leandres,
para lá da Casa do Guarda, até ao Poço do Inferno,
quando a sombra dos amieiros for mais agradável
no Açude de S. Gabriel
E as macieiras da quinta dos Portugais
Que agora são do Luizinho Melo, estiverem carregadas,
nos encontraremos como antigamente no Largo do Chafariz
talvez a gente poise despreocupadamente
o nosso saco cheio das amarguras da vida
no mesmo muro do chafariz
defronte ao comércio do senhor Melo,
e o meu pai assome de bivaque à janela do posto como antigamente
e a minha mãe atravesse o largo a caminho da horta de Santa Luzia
vamos então fazer um grande partida…
E depois
Vamos saltar o muro dos Portugais,
Para roubar maças
Como naquele tempo…
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Visto que a memória é curta, junto se reproduz ipsis verbis a minha resposta a um artigo do Sr. Paulo Leitão Batista, publicado no blogue «Capeia Arraiana», em 19 de Novembro de 2008, com o título «A Ligação à A23».

Manuel Rito AlvesDiz o Sr. Paulo Leitão que os signatários de poder autárquico Sabugalense estão há onze anos a marcar passo.
E a marcar passo foi possível financiar 60 projectos no âmbito do QCA III.
Desde logo na sede do concelho as mais emblemáticas serão o pavilhão e as piscinas municipais e o auditório e museu, ambas com utilização intensa e diária com financiamento total de 2,898.308€, e os acessos à ponte açude com a respectiva requalificação urbana com financiamento de 938,520.51€, para não falar da envolvente ao cemitério, do antigo colégio, do campo de futebol, pista de atletismo, dos diversos jardins, etc.
A Infra-estruturação do Cró, depois de resolvido todos os problemas burocráticos/legais relativos à concessão, foi financiada em 1,213.665€. O balneário que está adjudicado e em fase de arranque custará 4.600.000€. Tem boas hipóteses de vir a ser financiado pelo QREN, cuja entrada em vigor efectivo deveria ter ocorrido em Janeiro de 2007, mas que os signatários do poder central (da cor do Sr. Paulo Leitão Batista) têm protelado até hoje.
Foram executados saneamentos novos em 20 freguesias e concluídas em outras três, com pavimentação incluídas, tendo já sido financiados os de Bendada (365.528,51€), Baraçal (204.185,87€), Casteleiro (334.020,69€), Bismula (332.357,30€), Rendo (307.912,45€), Rapoula (204.155,76€), Aldeia do Bispo (146.241,35€), Vila Boa (324.419,95€), Pousafoles (144.204,11€), Vila do Touro (113.480,44€), Quintas de S. Bartolomeu (289.986,17€), Aldeia de Santo António e anexas (286.405,39€), Forcalhos (296.336,77€), Vilar Maior, com enterramento das infra-estruturas eléctricas e telefónicas (696.974,00€), Aldeia da Ribeira (72.976,25€), Rebolosa (306.817,00€), Penalobo (128.203,64€), Ruvina (245.116,88€), Moita e Terreiro das Bruxas (241.071,01€).
Aguarda-se ainda a homologação do saneamento de Águas Belas e Espinhal e não se pode esquecer que em todas as outras freguesias (com excepção da Lomba, Ruivós, Vale das Éguas, Badamalos e algumas anexas, onde não foi feito o saneamento porque não entrou em vigor o QREN e logo não há financiamento), foram executadas todas as pavimentações. Ou seja a infra-estrutura básica do concelho está quase concluída.
No âmbito da floresta, além da constituição de duas equipas de Sapadores e financiamento de outras seis (40 postos de trabalho, que quase acabaram com os incêndios no Sabugal) houve intervenção ao nível do melhoramento de caminhos, pontos de água e silvicultura preventiva e a constituição da Reservas Municipais de Caça.
Foram feitas e/ou apoiadas estradas, intervenções em polidesportivos, fornos comunitários e açudes, alargamentos ruas ou estradas, zonas de localização empresariais e Centros de Negócios, Jardins-de-infância, requalificações urbanas, requalificações de monumentos, etc, etc.
Com a intervenção directa do estado ou dos seus organismos, foi requalificado o Centro de Saúde, recuperado o Castelo do Sabugal, repavimentadas todas as Estradas Nacionais (Terreiro das Bruxas-Casteleiro; Sabugal-Guarda; Sabugal-Penamacor-Sabugal-Cerdeira e Sabugal-Vilar Formoso, excepto nas travessias de povoações, tendo sido garantida a sua requalificação ainda não executadas), regadio do Sabugal e baixa de Alfaiates e há um contrato-Programa assinado com o INAG, para financiamento da obra de requalificação do Rio entre pontes que brevemente será lançada a concurso.
Foi possível garantir com as águas do Zêzere e Côa o tratamento de todo o concelho (cerca de 35.000.000€ de investimento), etc, etc. O passo que temos marcado é passo acelerado.
Quanto à ligação A 23-Fronteira, o troço da variante e Aldeia da Ponte, foi financiado pelo Interreg (539.563,64€).
A ligação Soito-Alfaiates, idem (240.340,70€). A variante ao Soito e ligação Sabugal-Soito fêm financiamento garantido pelo PO centro via contratualização com a Comurbeiras. Sobre a variante ao Sabugal e a ligação Sabugal-A23, além da intervenção do exército poderá a breve prazo haver boas notícias.
Aguardemos a marcar passo.
Manuel Rito Alves
Presidente da Câmara Municipal do Sabugal

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 24 de Maio de 2009.

Local: Casa do Castelo, Sabugal.

Legenda: Dádiva da Natureza. Exposição de cogumelos comestíveis.

Autoria: Kim Tomé (Tutatux).

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«O forte faz o que quer, o débil sofre como deve», Tucídides.

António EmidioAcredito, por isso tanto luto contra ela, que a ideologia político / económica que rege presentemente o Mundo, a Globalização Capitalista Neoliberal, é má. Digo isto porque se o leitor(a) estiver atento verá que não passa do egoísmo socialmente institucionalizado, o lucro excessivo o mais rápido possível, o reconhecimento oficial da exploração do homem pelo homem, e a escravidão de muitos ao jugo da prosperidade de poucos.
A forma de governo adoptada pela esmagadora maioria dos países é a democracia representativa, mas trata-se de uma democracia formal. Na realidade, as sociedades são dirigidas pelas grandes empresas, pelos seus negócios e pelos seus interesses. Esta é a razão pela qual o Mundo está em decadência e regressão, por mais que digam o contrário os arautos do sistema e os corifeus da comunicação social.
Este intróito serve para confirmar o que afinal é um programa de televisão, um Reality Show que a cadeia de televisão americana Fox vai emitir, e que se intitula «Alguém Tem Que Sair». Consiste, mais ou menos, no seguinte: os empregados de empresas em crise, decidem entre eles quem será despedido, quem irá para o desemprego, e os outros sobreviverão até ao próximo programa. Tudo isto diante das câmaras de televisão. Tipo circo romano em que os gladiadores, escravos, se matavam uns aos outros diante de numerosa assistência, e os vencedores sobreviviam até aos próximos jogos.
Esta imoralidade e humilhação aos trabalhadores vai dar milhões de dólares de lucro à cadeia de televisão Fox, conseguindo com isso suplantar a sua rival CNN. Assim é a concorrência, coisa tão querida do sistema neoliberal. Os directores da Fox vão dizendo: «Estamos convencidos que milhões de americanos que temem perder os seus empregos, ou já perderam, irão ver este programa.»
Tudo isto leitor(a) não passa do regresso à lei da selva, disfarçada de modernidade e progresso.
E quando este Reality Show chegar a Portugal? Talvez no canal de televisão privado do doutor Pinto Balsemão, ou outro qualquer. Milhares de infelizes vítimas portuguesas irão ver outras vitimas caírem no desemprego. Têm coragem para isso? Não se revoltam perante esta indignidade? Não! E porquê? Porque os grandes poderes mediáticos têm uma influência incontrolável na formação das opiniões. E essa não revolta é também a expressão de uma profunda decadência cultural.
Nenhuma ditadura se atreveu, nem se atreve, a torturar as suas vítimas diante das câmaras da televisão, tinham, e têm medo a revoltas populares, mas esta democracia atreve-se…
Até quando tudo isto? Até que não tenhamos a lucidez necessária e a coragem cívica de chamar pelo verdadeiro nome a esta farsa e impostura reinante, que não é mais nem menos o poder ilimitado dos estratos oligárquicos, a que deram o nome de democracia representativa, cujos partidos políticos se transformaram em correias de transmissão dos interesses dos oligarcas.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A povoação espanhola que tem nome Hoyos está geminada com uma outra povoação francesa que tem por nome Sainte Verge e visitam-se todos os anos, alternadamente.

José Manuel CamposNo passado ano de 2008 veio de Sainte Verge a Hoyos uma delegação com cerca de cinquenta pessoas.
A Presidente do da Associação de Hermanamientos de Hoyos, Ana Maria, convidou os Presidentes de Junta de Foios e Soito pelo facto de estas duas freguesias portuguesas estarem geminadas com Eljas (Espanha) e Porge (França), respectivamente. Esteve também presente o Francisco em representação do Ayuntamiento de Eljas.
Foi um convívio muito interessante tendo o Alcalde, Marcelo, feito uma visita guiada e pormenorizada já que Hoyos é uma vila tipicamente espanhola com um rico património.
Passado algum tempo foi a Junta de Freguesia do Soito que convidou uma delegação de Hoyos e de Foios aquando da visita dos amigos de Le Porge ao Soito.
Já no mês de Novembro foi a Junta de Freguesia de Foios que convidou os representantes das referidas povoações quando teve lugar o magusto com Eljas.
O efeito bola de neve tem acontecido. Cada vez nos vamos aproximando mais e as actividades vão surgindo.
Sábado, dia 23 de Maio, veio um autocarro de Hoyos com quarenta e cinco pessoas para fazerem uma visita aos castelos do concelho de Sabugal. O autocarro subiu a Sierra de Gata, passou por El Payo, Navasfrias e chegou a Aldeia do Bispo, já pela estrada nova, às oito horas. Aí estava o Presidente da Junta de Foios para receber o grupo. Visto que o Xalmas Bar, de Aldeia do Bispo, ainda se encontrava fechado o grupo tomou café no Quim, em Aldeia Velha.
Por volta das 9 horas chegava o grupo a Alfaiates. Nesta simpática localidade visitou-se o castelo, o espaço EMA, a biblioteca, a igreja e o largo onde se realiza a capeia e onde também se situa a Igreja da Misericórdia.
Juntou-se ao grupo o Matias, Presidente de Junta do Soito, tendo proposto passagem por essa simpática vila para também aí se poder visitar a Igreja Matriz. Após a visita o Matias fez questão de oferecer uma bebida no «Bar Azul» tendo alguns dos elementos provado, pela primeira vez, o vinho moscatel.
Hoyos e Saint VergeAo atravessar a vila o Matias teve o cuidado de chamar a atenção da comitiva para os aspectos mais importantes. Referiu os bombeiros, a Univest, o Centro de Negócios Transfronteiriço e, por fim, a praça de toiros e as fábricas de mármores e granitos.
Por volta das 11,30 horas o grupo chegava à cidade do Sabugal que atravessou, sem parar, em direcção à monumental vila de Sortelha. Aí esperava a delegação o Luís Paulo, Presidente de Junta. Depois de uma livre visita a delegação dirigiu-se às instalações da Junta tendo o Presidente oferecido um galhardete ao Alcalde de Hoyos, e um livro das aldeias históricas aos colegas de Foios e Soito.
Feitas as fotos da praxe o grupo regressou ao Sabugal onde os esperava o almoço na Albergaria Santa Isabel. Aqui tenho que realçar um mal entendido de nuestros hermanos. Quando lhes foi comunicado que havia as entradas, para se servirem, livremente, julgaram que fosse o primeiro e principal prato, tendo cada um e cada uma servido um prato deveras abundante a ponto dos empregados terem que trazer comida mais duas ou três vezes. De seguida veio a sopa e por fim vitela estufada com arroz e batatas fritas. Começaram a olhar uns para os outros quando nos disseram que se haviam equivocado con los platos visto que em Espanha os hábitos são diferentes. De seguida vieram as sobremesas que a todos agradaram. Finalmente foi servido o café, com leche, pelo menos para a maioria.
Uma palavra de agradecimento para a gerência e funcionários do hotel pela maneira simpática como trataram a delegação. No final os comentários eram unânimes. Comemos bem e barato. Viremos mais vezes.
Após o almoço o grupo deslocou-se, a pé, até ao castelo que todos eles admiraram pela imponência e pela maneira com está bem tratado. Visitou-se igualmente a casa da Talinha e o bar do Kim Tomé.
De seguida um saltinho ao museu e ao espaço de exposições da empresa Sabugal+. Depois das vistas adquiriram alguns artigos e produtos e registaram no livro de visitas algumas opiniões.
Desceu-se, a pé, a rua das tílias até ao autocarro que ficou estacionado no novo parque, em frente ao tribunal.
Fez-se, de seguida, a curta viagem até ao viveiro das trutas tendo, a maioria das pessoas, ficado deslumbradas já que era a primeira vez que visitavam o local. Alguns pescaram algumas e outros adquiriram alguns quilos no local de venda.
Depois de muitas fotos e algumas bebidas, no quiosque, fez-se a viagem até Foios. Entrou-se no auditório do Centro Cívico com a música «Viva España» que a todos surpreendeu. De imediato se iniciou o baile tendo a maioria das pessoas subido ao palco onde cantaram e dançaram à boa maneira espanhola.
Por fim o Presidente da Junta de Foios ofereceu também um galhardete ao Marcelo, alcalde de Hoyos, que agradeceu.
Ficou combinado que muito brevemente voltariam para completarem a rota dos castelos visto não ter havido tempo para visitarem o de Vilar Maior e de Vila do Toiro.
Alguns voltarão com a família, visto que ficaram deveras surpreendidos e satisfeitos com o passeio. Muitos diziam que já haviam estado nas cidades da costa portuguesa e em Fátima, Tomar, Porto e Lisboa e que desconheciam, por completo, um tesouro que tinham aqui tão perto.
Venham mais vezes.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

O candidado do Partido Socialista à Câmara Municipal do Sabugal proferiu uma intervenção na Convenção Autárquica socialista realizada no domingo, dia 24 de Maio, em Manteigas.

A Convenção Autárquica foi organizada pela Federação Distrital do PS e contou com a presença de dois ministros e um secretário de estado, concretamente, Ana Jorge, Ministra da Saúde, Mário Lino, Ministro das Obras Públicas, e Humberto Rosa, Secretário de Estado do Ambiente. Para além dos governantes e dirigentes partidários, a convenção contou ainda com a presença de todos os candidatos do PS aos Municípios do distrito, dentre os quais António Dionísio.
A necessidade da mudança foi o mote do discurso do candidato socialista à Câmara do Sabugal. «Doze anos de políticas erradas levadas a cabo pelos Executivos Municipais do PSD, conduziram o Concelho do Sabugal a uma situação muito grave de declínio das nossas terras, com o agravamento das condições de vida e crescente desertificação», disse o candidato, que acusou ainda os mesmos executivos de perderem sucessivas oportunidades de afirmação regional ao terem «desperdiçando as oportunidades criadas pelos recursos que os Quadros Comunitários de Apoio colocaram ao dispor dos Municípios da Região Centro».
Contundente, o candidato socialista concluiu que «esta actuação errada demonstra uma incapacidade total para definir uma estratégia de desenvolvimento sustentado para o Concelho do Sabugal». Depois, usando sucessivamente a palavra «mudar», António Dionísio expôs um rol de razões para que o concelho escolha a opção PS nas próximas autárquicas.
A curta intervenção, de cerca de cinco minutos, concluiu-se com a descrição dos principais compromissos para com o povo sabugalense, no caso de ser eleito presidente da Câmara: Definir um projecto de Concelho, mobilizador e com metas ambiciosas mas realistas a alcançar; apostar na qualificação dos seus habitantes; desenvolver de forma sustentada a economia; desenvolver a actividade turística; construir um território coeso, identitário e inclusivo, promovendo a cidadania.
A convenção autárquica distrital do PS ocorrer no espaço do Auditório Municipal e no Mercado Municipal de Manteigas, que se encheu com socialistas vindos dos quatro cantos do distrito.
plb

A divulgação da gastronomia de Almeida através do bacalhau, veio para ficar e transformou-se em iniciativa anual, cuja 3ª edição vai realizar-se nos dias 29, 30 e 31 de Maio.

bacalhauA Feira das Artes e da Cultura e Festa do Bacalhau estava integrada no plano das actividades culturais de 2009 da Câmara Municipal de Almeida. E este ano o evento irá conhecer um formato, com diversos espaços exposição, oferecendo assim aos visitantes a arte e a cultura popular. Por outro lado, a edição de 2009 conta com uma boa representação internacional, com países como França, Ucrânia, Polónia, Itália, Noruega e Equador.
A gastronomia, que tem por base à confecção de pratos tradicionais de bacalhau, será a principal atracão do evento, mas haverá também um variado leque de actividades e espectáculos musicais.
O programa conta, de entre outras coisas, com animação de rua, exposições, workshops, hipismo, lançamento de livro e espectáculos musicais.
No primeiro dia, 29 de Maio, haverá a inauguração de uma exposição de Trajes dos Povos Europeus, seguida de actividades de expressão plástica em tela gigante. Depois virá a Hora do Conto, com dramatização e música, contando-se com a presença da escritora Helena Magalhães e da ilustradora Marguerete Barbosa.
O dia do arranque do certame tem ainda prevista uma demonstração de Arte Urbana em painéis gigantes, um workshop sob o tema «Graffiti – Uma Cultura de Rua», uma demonstração de Hip-Pop e um encontro de autocaravanistas luso-franceses.
A jornada encerra com o espectáculo musical de José Malhoa.
No sábado, 30 de Maio, haverá animação de rua, a 3.ª edição do «Pintar Almeida» e uma exposição e desfile de Bicicletas antigas. À tarde terá lugar uma demonstração de habilidades de cavalos seguida de demonstração de raças de cavalos. Depois será lançado o livro «Postigos de Memória» de Francisco Monteiro, a que se seguirá a actuação do Grupo Coral Metropolitano de Lisboa. À noite actuará José Cid.
No Domingo, dia 31 de Maio, de manhã, celebra-se uma missa solene na capela do Senhor da Barca. À tarde será a vez de se realizar uma exposição e desfile de motas, seguindo de um outro desfile: ranchos folclóricos na Quinta do Senhor da Barca.
Durante o evento a Câmara Municipal de Almeida celebrará protocolos de cooperação com o Centro Histórico de Além Mar, a Direcção de História e Cultura Militar, a associação Vox Populi e a Associação Amigos de Almeida.
plb

O cinema português ficou mais pobre na semana passada com a morte de João Bénard da Costa, vítima de cancro aos 74 anos e uma vida inteira dedicada à Sétima Arte.

Pedro Miguel Fernandes - Série BUma das figuras de proa do cinema que se faz em Portugal, apesar de nunca ter realizado nenhum filme, João Bénard da Costa deixa saudades a todos os que gostam de cinema e aprenderam a ver filmes na Cinemateca com a ajuda das míticas folhas escritas por ele. Figura incontornável da cultura nacional e reconhecido internacionalmente, Bénard da Costa liderou a Cinemateca desde 1991 até ao início deste ano, quando abandonou o cargo por problemas de saúde. No seu lugar ficou Pedro Mexia, que agora deverá passar a comandar a instituição nos próximos tempos.
Não tive oportunidade de privar com esta autêntica lenda viva do cinema, como vários frequentadores mais habituais da Cinemateca Portuguesa, mas ainda consegui assistir a algumas apresentações de ciclos feitas por Bénard da Costa no final de 2008, quando comecei a ir com mais regularidade a esta sala. Recordo-me de um homem simpático que se notava ter um gosto extraordinário quando falava sobre os filmes que ia apresentar, mesmo os que já tinha visto inúmeras vezes.
João Bénard da CostaNuma das últimas vezes que o vi, já no final do ano passado, foi durante o ciclo dedicado a Manoel de Oliveira, que contou com a presença dos dois gigantes e já se notava uma certa debilidade, tendo mesmo comentado com alguém que o realizador centenário estava com melhor aspecto que o director da Cinemateca. Desde essa altura, poucas vezes apareceu em qualquer uma das duas salas do edifício da Barata Salgueiro, onde tantas vezes assistia aos filmes com o público.
Para a história fica um homem que deu tudo ao cinema, trouxe a Lisboa vários nomes da Sétima Arte e grandes ciclos de cinema e chegou mesmo a aparecer como actor em alguns filmes de Manoel de Oliveira ou de João César Monteiro, com o nome de Duarte de Almeida.
Um legado que dificilmente será difícil de esquecer e que deve ser respeitado para sempre como uma das grandes figuras culturais da segunda metade do século XX e início do século XXI.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Os STRADIVARIUS surgiram no panorama musical sabugalense, no final dos anos 70. Antes de se chamarem STRADIVARIUS chamam-se CLAVE (havia quem pronunciasse «Claive», pensando que era um nome inglês), mas tinham outros elementos na formação.

(Clique na imagem para ampliar.)

Joao Aristides DuarteEra um grupo de baile, mas que, também, tocava algumas músicas mais «pesadas».
O grupo era formado por Totó (guitarra), Horácio (teclas), François (baixo) e Rochita (bateria).
Adquiriram os amplificadores Marshall, as válvulas, aos Spartaks, da Guarda, então em fase de mudança da sua aparelhagem.
Estes amplificadores eram (e ainda são) do melhor do mundo em termos de som. Tanto que um membro dos Mão Morta e dos Mundo Cão, chamado Vasco Vaz, cujo pai é natural do Soito, tendo visto um desses amplificadores a servir de «altifalante» do arraial, nas Festas de S. Cristóvão, do Soito, em 1995, ficou todo admirado e referiu que se o proprietário o vendesse, ele comprá-lo-ia, já que não era muito vulgar encontrar ainda amplificadores a válvulas, nessa época.
Foi, aliás, com a aparelhagem de som dos STRADIVARIUS que os Faíscas realizaram o concerto, já que apenas trouxeram as guitarras e algum (pouco) material de percussão.
Os STRADIVARIUS ensaiavam no antigo Cinema-Teatro do Sabugal. Foram inúmeras as vezes que fui ver os ensaios do grupo a esse local.
Horácio, hoje advogado, com escritório no Sabugal, e na época professor no Externato Secundário do Sabugal, tocava com um órgão Farfisa, e um amplificador da mesma marca. Ao órgão estava, também, acoplado um «Lesley».
Os STRADIVARIUS, para além das «marchas» e dos temas de baile da época (ainda não estava inventada a música Pimba, que é, hoje, norma nos grupos de baile) tocavam temas de Uriah Heep, Beatles, John Miles, etc.
As fotografias dos membros do grupo (aqui reproduzidas, numa colagem) foram tiradas no dia 27 de Maio de 1978, no Sabugal, no dia do concerto histórico dos Faíscas, quando os STRADIVARIUS estavam a tocar no palco. O fotógrafo que tirou essas fotografias foi Viriato Lopes, um dos mais famosos do distrito da Guarda, à época, e que não falhava nenhum acontecimento do género Baile de Finalistas.
Estas fotografias foram, depois, reproduzidas num cartaz onde estava escrito o nome do grupo e que servia de promoção.
O François, que tocava baixo, era o benjamim do grupo e nunca mais o vi, desde essa época. Sei que era de Quadrazais, mas perdi-lhe, completamente, o rasto.
Os restantes membros estão estabelecidos no Sabugal, em diversas actividades.
A pergunta que se impõe é: para quando uma reunião do grupo para um espectáculo, que será, certamente, histórico?
Bem se sabe que os afazeres profissionais de cada um não deixarão grande margem de manobra, mas «matar saudades» era muito bom.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Realizou-se no passado dia 23 de Maio, o torneio comemorativo dos 52 anos do Clube de Judo de Beja, conhecido por «Taça Cruz Martins». O distrito da Guarda participou neste evento com judocas do Clube de Judo da Guarda (dois) e do Sporting Clube do Sabugal (três) num total de 154 judocas de 14 clubes.

Judocas Sporting Clube SabugalA «Taça Cruz Martins» realiza-se todos os anos em Beja inserida nas actividades das festas da cidade e é destinada aos escalões mais jovens, infantis e iniciados (10, 11, 12 e 13 anos).
Para os escalões de formação do clube sabugalense, tratou-se de um novo ciclo na formação dos jovens, pois foi nesta prova que, em 2003, o Sporting Clube do Sabugal (SCS) lançou a sua primeira competidora que desta vez esteve como monitora para orientar os pupilos raianos.
Foi, portanto, na continuidade do trabalho que está a ser desenvolvido na secção de Judo do SCS que a próxima geração de Judocas do Sabugal se apresentou em Beja com três atletas de 10 e 11 anos.
Este tipo de eventos permite aos judocas que só aos 14 anos podem realizar provas de Campeonato Nacional, conhecer melhor a realidade da competição, tendo em conta serem aplicadas as regras oficiais desta modalidade, sendo assim confrontados não só com os seus oponentes, mas também com tudo o que envolve uma prova oficial, desde as longas deslocações ao stress imposto pela espera de entrar para o Tatami. Não havendo aqui lugar para medos, pois o medo fica com os que não querem participar.
Os judocas Mariana Vaz e Pedro Carreira, ambos do SCS, obtiveram dois primeiros lugares, David Vaz do Clube de Judo da Guarda, um segundo lugar, Emanuel Martins (SCS) um terceiro lugar, e Francisco Simão (CJG) um quarto lugar, todos em categorias de peso diferentes.
O técnico do clube sabugalense esteve presente na prova na qualidade de árbitro, deixando bem entregues os pequenos judocas. A «Taça Cruz Martins» foi entregue ao clube com mais pontuação, em função da classificação dos seus atletas, ficando o Sabugal num honroso 6.º lugar dos 16 participantes, com apenas três atletas em prova, atrás do clube de Judo local.
O resultado final neste tipo de evento é sempre positivo pois prevalece a experiencia ganha pelos atletas em detrimento de qualquer medalha conquistada que nestas idades nem sempre corresponde ao potencial dos jovens competidores, cujos resultados se prevêem a longo prazo.
djmc

Realizou-se no domingo, 24 de Maio, em Matosinhos o Campeonato Nacional de Karate Shotokan, uma organização da Liga Portuguesa de Karate Shotokan. Da AEKS-Academia Egitaniense de Karate Shotokan estiveram presentes os atletas Rui Jerónimo e Ivo Monteiro.

karate - guardaO Campeonato Nacional de Karate Shotokan é uma competição que, além de ser a prova nacional mais importante do estilo de Karate Shotokan, tem como objectivo seleccionar os representantes portugueses para o próximo Campeonato Europeu de Karate Shotokan (ESKA) que este ano se realizará na Áustria entre os dias 27 a 29 de Novembro.
Rui Jerónimo que participou em Kata Sénior, conquistou o 1.º lugar na sua prova, sendo este o seu 8.º Título Nacional nesta competição. Recorde-se que Rui Jerónimo subiu já duas vezes ao pódio nos Campeonatos Europeus ESKA, o que o torna no único atleta português até ao momento a conseguir este feito nesta prova de Kata Sénior.
Ivo Monteiro que participou pelo primeiro ano em Kata Júnior (18-20 anos) alcançou o 2.º lugar do pódio, consagrando-se desta forma Vice-Campeão Nacional da LPKS.
Os dois atletas conseguem desta forma o apuramento para os Treinos de Selecção LPKS de onde sairão os representantes de Portugal para o Campeonato Europeu de Karate Shotokan.
Entretanto o atleta Rui Jerónimo esteve desde a passada quarta-feira em Zabreg, Croácia, para representar Portugal no 44.º Campeonato de Europa EKF (European Karate Federation). Rui não teve muita sorte do seu lado tendo como adversários o inglês Jonanthan Mottram e o italiano Lucio Maurino medalhas de bronze no Mundial de Tóquio e o espanhol Fernando San Jose campeão de Europa de Juniores.
No dia 10 de Maio a comitiva da AEKS participou no II Torneo Karate Belvis de La Jara em Espanha. Esta competição reúne no mesmo escalão rapazes e raparigas. David Pinheiro do NKSP e André Marques da AEKS tiveram uma óptima prestação, contuedo não foi o suficiente para alcançar os lugares de pódio do II Torneo Karate Belvis de La Jara. Os atletas foram acompanhados pelo Árbitro José Jerónimo e as treinadoras Rosa Jerónimo e Carla Jerónimo.
Rui Jerónimo

O vinho, bebida que desde os primórdios da civilização acompanha a evolução do Homem, gera ódios e paixões. O ódio vem sobretudo de quem lhe sente os efeitos colaterais, ou seja, quem vive ou convive com o bebedor excessivo. A paixão é por sua vez dos que bebem com volúpia, exagerando muitas vezes no consumo.

vinhoO saber popular reflecte o papel social desempenhado pelo vinho. Isso é palpável nos provérbios, aforismos, rifões e adágios que povoam a nossa língua dando-lhe curiosa peculiaridade.
Vejamos então, alguns dos provérbios inspirados no dom do vinho, ou seja, nas suas qualidades intrínsecas, tantas vezes transferidas para o todo social:
À serra toucinho, ao serrador bom vinho.
Alegrai-vos tripas, que aí vai vinho.
Alho e vinho puro, levam a porto seguro.
Ao bebedor não falte vinho, nem à fiandeira linho.
Azeite, vinho e amigo, do mais antigo.
Beber vinho mata a fome.
Carne de ontem, peixe de hoje, vinho do outro Verão, fazem o homem são.
O bom vinho faz bom sangue.
O bom vinho ressuscita o peregrino.
Pão, carne e vinho, andam caminho.
Por carne, vinho e pão, deixo quantos manjares são.
Por cima de melão, vinho de tostão.
Que de hoje a um ano o vinho corra pelo mesmo cano e se mate outro marrano.
Quem come sopa com vinho, de velho se faz menino.
Quem tem bom vinho, tem bom amigo.
Sem borracha não te botes a caminho e, quando fores, não a leves sem vinho.
Vinho branco, é beber e não ser manco.
Vinho e amigo, o mais antigo.
Vinho e pão, não pesam no sarrão.

Mas também há adágios que testemunham o mau papel do vinho, sobretudo se tomado em desmedida:
A mulher e o vinho, enganam o mais fino.
Afoga-se mais gente em vinho do que em água.
Bom vinho, má cabeça.
Conselho de vinho é falso caminho.
De vinho abastado e de razão minguado.
Do vinho e da mulher, livre-se homem se puder.
Em cima de melancia, vinho que chia.
Enquanto o vinho desce, as palavras sobem.
Foge do mau vizinho e do excesso de vinho.
O bom vinho arruma a bolsa e o mau o estômago.
O pródigo e o bebedor de vinho, nunca têm casa nem moinho.
Onde entra o vinho sai a razão.
Porcos com fome e homens com vinho, fazem grande ruído.
Quem compra pão na praça e vinho na taberna, filhos alheios governa.
Quem do vinho é amigo, cedo está perdido.
Vinho madurão, faz o homem brigão.
Vinho turvo e pão quente, são inimigos da gente.
Vinho, mulher e tabaco, põem um homem fraco.

Como se vê, o vinho desempenha na sociedade um papel fundamental. Por isso o povo trabalhador reclama quando a pinga não é de comprovada qualidade:
Pão bolorento, vinho vinagrento, sardinha salgada, trabalha tu enxada.
Paulo Leitão Batista

Sexta-feira, quatro da tarde. Hoje vou sair mais cedo do trabalho. Destino: Ruivós. O Rui vem apanhar-me a casa, o resto da malta já nos espera para a jantarada em terras da Raia. Apesar da viagem que ainda temos pela frente a nossa cabeça já está lá. Não apenas pelos bons petiscos que nos esperam mas muito principalmente pelos amigos. Uns que já lá estão porque lá vivem, outros como o Gonçalo e a Sandra que também partiram hoje de Lisboa para lá.

Tive conhecimento da iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal de um estudo e levantamento dos castanheiros monumentais e históricos que ainda existem no concelho.

José MorgadoLembrei-me logo do castanheiro do Soito, do Sr. José Augusto Pina Rito, que já está classificado há anos e que ele tem grande preocupação em divulgar e preservar.
Nunca tanto como agora, se traçaram e traçam, na Beira Interior Norte e Trás-os-Montes, rotas históricas e temáticas, sobre as mais diversas realidades.
Desde a rota das aldeias históricas, rota dos castelos fronteiriços, rota dos descobrimentos, rota das antigas judiarias, rota da Lã, até a uma infinidade de rotas pedonais, de motards, de cavalo e até de Porches.
Também é muito conhecida a rota da castanha, orientada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e patrocinada por fundos estruturais da União Europeia, por duas regiões de turismo, por uma Associação Regional de Agricultores e pela Direcção-geral de Agricultura.
O concelho do Sabugal e até todo o distrito da Guarda, ainda não fazem parte deste roteiro.
No entanto o castanheiro, fez parte da cultura das Terras do Ribacôa. A sua madeira, sustentou as suas casas, os seus «galhos» aqueceram as noites frias, permitiram a feitura artesanal de mobiliário rústico e apetrechos agrícolas diversos.
A sua folhagem e ouriços serviam para estrumar as terras e os frutos crus, assados, em «caldudo» ou cozidos, matavam a fome a muita gente e até em anos de excesso de produção, ração para animais.
De tal modo foi a sua expansão que deu nome a povoações e lugarejos e por isso mesmo, ainda hoje, apesar das doenças que os têm afectado ao longo dos anos, ainda se encontram árvores seculares por todo o concelho.
O castanheiro pode viver mais de1000 anos e a sua presença reflecte as alterações climatéricas que sofreram.
Os percursos que a referida rota da castanha apresenta, são uma tentativa de conhecer e interpretar, por enquanto cinco regiões da castanha de Trás-os Montes e que unidos formam a rota da castanha e que são:
Percurso Milenar – Miguel Torga no seu livro Novos Contos da Montanha, destaca o castanheiro de Lagarelhos, como a árvore de todas as contemplações e ter a idade do mundo. (Parque natural de Montesinho);
Percurso da Judia – É uma das variedades da castanha – a judia. Avistam-se soutos a perder de vista (vila de Carrazedo de Monte Negro tida como o santuário da castanha;
Percurso das Fagaceae – A família dasfagaceae inclui espécies como o carvalho e o castanheiro (Terras de Lampaça e da Ledra, Serra da Nogueira e Cachão da Malhadinha);
Percurso Dourado – A rota oferece a possibilidade de conhecer o castanheiro, como espécie multiusos (Vale de Vila Pouca de Aguiar, Serra da Pradela);
Percurso Paisagista – Permite apreciar o valor paisagístico do castanheiro, sua dimensão, densa folhagem, expressiva floração e a coloração dos ouriços. (Alfândega da Fé, Serra de Bornes, Macedo de Cavaleiros).
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

As árvores monumentais, históricas e singulares, são assunto para um seminário que terá lugar no Sabugal, organizado pela Empresa Municipal Sabugal+ e a Associação Árvores de Portugal.

Castanheiro milenar no SoitoA iniciativa pretende dar um importante contributo para a defesa e valorização do nosso património natural. Para a organização do evento, estudar as árvores monumentais, classificá-las, protegê-las e dar a conhecer a sua importância ao cidadão comum revela-se fundamental, em terra de castanheiros seculares, como é o concelho do Sabugal.
O evento está marcado para o Auditório Municipal, nos dias 25 e 26 de Maio. No primeiro dia, quinta-feira, os trabalhos começam às 14 horas, com uma saudação de boas vindas pelo presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
Laura Alves, da Câmara Municipal do Sabugal, e Serafim Riem, da Associação Planeta das Árvores, falarão sobre «Castanheiros Notáveis do Concelho do Sabugal», seguindo-se Miguel Rodrigues e Pedro Santos, da Associação Árvores de Portugal, que falarão das «Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo».
Às 15h30 a espanhola Susana Domínguez Lerena, fará uma intervenção subordinada ao tema «Leyendas vivas de los bosques españoles».
Às 16h45, Ted Green e Jill Butler, do The Woodland Trust, falarão sobre «Árvores Monumentais» (Monumental Trees).
No segundo dia, sexta-feira, acontecerá uma ida ao campo para visita e exploração, durante o período matinal, a castanheiros notáveis do concelho. No decurso da visita, será realizada uma oficina prática sobre metodologias de medição de árvores.
plb

Libelinha fotografada nas margens do Rio Côa.

(Clique na imagem para ampliar.)

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

O prazo para a legalização de poços, furos, barragens, fossas, represas e outros recursos hidrícos foi alargado até 31 de Maio de 2010. O Ministério do Ambiente justifica alargamento com desconhecimento da lei por grande parte dos portugueses.

Burro tira água do poçoO prazo para registo de poços, furos e charcas foi alargado para 31 de Maio de 2010, isto é mais um ano do que o inicialmente previsto no Decreto-Lei n.º 226-A/2007.
Quem não regularizasse a situação até essa data incorria numa multa que varia entre 25 e 70 mil euros. Esta decisão surge depois de o Governo reconhecer que o atraso na criação das Administrações de Região Hidrográfica – responsáveis pelo processo de legalização – impediu que a nova obrigação legal fosse amplamente divulgada. Todos os que possuem furos, independentemente da data em que os abriram, têm de os declarar.
«A profunda reestruturação da gestão dos recursos hídricos em curso, nomeadamente o facto das Administrações de Região Hidrográfica apenas terem entrado em funções em Outubro de 2008, não permitiu desenvolver, em devido tempo, uma desejável campanha alargada de divulgação do prazo para cumprimento desta obrigação ou estabelecer uma rede de locais, mais próximos dos cidadãos, que permita atingir os objectivos», adiantou o gabinete do ministro.
De acordo com a nova lei, qualquer utilização dos recursos hídricos deve requerer previamente um título, sob a forma de autorização, licença ou concessão. Abertura de furos e poços para captação de água, aterros e escavações, extracção de areias, esgotos, recarga de praias, instalações de aquicultura, competições desportivas e navegação, sementeira, plantação e corte de árvores e arbustos, são algumas das utilizações sujeitas ao licenciamento que o Governo considera «fundamental para garantir uma gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos».
O pedido de regularização não tem custos directos, mas implica a entrega de vários documentos (identificação do utilizador, tipo e caracterização da utilização, identificação do local com indicação das coordenadas geográficas).
De acordo com o Decreto-Lei nº 226A/2007, de 31 de Maio, todos os proprietários e arrendatários de utilizações dos recursos hídricos, que à data da entrada deste decreto-lei não disponham de título que permita essa utilização, têm que pedir as devidas autorizações/licenças/concessões de utilização, junto das autoridades competentes. Para o caso de poços ou furos, executados antes da entrada em vigor da referida legislação, o Artigo 89.º do mesmo diploma previa a sua regularização no prazo de 2 anos, isto é, até dia 31 de Maio de 2009.
O pedido de autorizações/licenças/concessões é obrigatório para todos os proprietários de terrenos em que haja qualquer tipo de utilização dos recursos hídricos, existentes e que não esteja legalizada, sejam elas poços, noras, furos, minas, charcas, barragens e ou açudes, quer se destine para consumo humano, rega ou actividade industrial.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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