Não gosto do senhor engenheiro por ser arrogante, medíocre e ter um conceito absolutista e ditatorial de poder. Mas não sou dos que se influenciam pelas histórias nunca suficientemente apuradas que a comunicação social conta do senhor.

João ValenteAcompanho com preocupação o caso Freeport e os seus últimos desenvolvimentos, designadamente o visionamento do vídeo em que o inglês Charles Smith cataloga o senhor engenheiro de corrupto.
O caso agora é mais grave e não pode ficar na simples insinuação, como as outras histórias acerca do senhor engenheiro, porque se trata de uma imputação séria a um governante de Portugal. Já não é a honra do senhor engenheiro, mas a nossa que está em causa.
Mas também não podemos acusar nem fazer juízos de valor com base em simples notícias em jornais, porque é aos tribunais que compete apurar a verdade dos factos, acusar e julgar; não aos jornais.
Muitos já formularam uma sentença de condenação do senhor engenheiro com base nas notícias; outros absolveram-no porque não há nenhuma prova contra ele passada no crivo da justiça.
A paixão nunca foi boa conselheira nestas matérias e leva a posições extremas, como a de Mário Crespo e Fernanda Câncio sobre o escândalo, com esta a pôr as «mãos no fogo» pelo senhor engenheiro e a acusar aquele de jornalismo de qualidade duvidosa.
Se compreendemos a ironia da Fernanda Câncio quando diz que devemos fingir que o Mário Crespo é Jornalista, quando acusa sem provas o senhor engenheiro; também sabemos que aquela é uma jornalista com um interesse especial no caso: Dorme com o suspeito. E isto não é ironia; é um facto!
Vamos pois abster-nos de julgar na praça pública e aguardar com a paciência do caçador furtivo, que o furão faça o seu trabalho e o coelho saia da toca por um dos dois buracos; o da rede ou o da liberdade.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

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