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Cumprem-se hoje, 3 de Abril, 198 anos sobre a Batalha do Sabugal, onde o exército anglo-luso, directamente comandado por Wellington, infligiu a derradeira e decisiva derrota ao exército francês, dirigido por Massena, pondo termo às invasões do território nacional. Mais uma vez a data passa em claro no Sabugal, onde nenhuma iniciativa assinala a efeméride.

Plano da Batalha do Sabugal - 3 de Abril de 1811

No bicentenário das invasões, o Município de Celorico da Beira iniciou no dia 26 de Março um ciclo de conferências, o primeiro sob o tema «As Invasões Francesas», a par com a inauguração de uma exposição denominada «Celorico no Tempo das Invasões». Já Almeida, que foi pioneira nos actos evocativos, mantém a iniciativa anual de recriar as invasões e em especial o cerco e a tomada da praça-forte.
O Sabugal, que foi palco de uma batalha decisiva, no decurso das invasões, voltou a esquecer a evocação desse facto histórico. E o mais espantoso é que nenhum monumento, ou sequer um simples obelisco, assinala no local do Gravato, hoje em parte submerso pela barragem, a realização dessa importante batalha.
A batalha do Sabugal é referenciada em todos os anais como a que esfrangalhou de vez o exército francês que protagonizou a terceira invasão, impedindo-o de cumprir o plano de Massena de recuar e se reorganizar.
O exército invasor, vindo em retirada, instalou-se no concelho do Sabugal, ocupando grande parte da margem direita do rio Côa, que usou como defesa natural para prevenir alguma investida. Massena procurava assim ganhar tempo para a reorganização das forças, que contavam ser reforçadas com efectivos vindos de Espanha.
As tropas francesas espalharam então o terror pelas aldeias, o que levou a que as pessoas as abandonassem e se refugiassem nos campos. Os franceses queriam reabastecer-se e para isso praticavam todo o género de roubos e confiscos. Muitas pessoas morreram por não colaborarem e houve notícias de violações de mulheres e espancamento de homens que não auxiliavam as tropas invasoras. Nas aldeias organizaram-se rondas e sentinelas, a fim de detectarem a aproximação dos franceses e as pessoas poderem fugir a tempo.
O segundo corpo do exército francês, comandado por Reynier, ocupou a vila do Sabugal e acampou no sítio do Gravato, dois quilómetros a sul da vila, num alto sobranceiro ao rio Côa, na sua margem direita. Wellington decidiu atacar este acampamento, de maneira a forçar a retirada das tropas napoleónicas. Estabeleceu o posto de comando num monte sobranceiro ao castelo do Sabugal, do outro lado do rio, e dali decidiu executar um plano, que consistia em entreter as forças napoleónicas com pequenos ataques ao acampamento do Gravato a partir da margem esquerda do rio, enquanto que o grosso das forças executava uma longa manobra de envolvimento, atravessando o rio já perto de Quadrazais, para dali avançar sobre o corpo do exército francês, apanhando-o pela retaguarda.
Porém o nevoeiro da manhã de 3 de Abril de 1811 comprometeu os planos do comandante inglês, já que a brigada ligeira, que fora incumbida de executar uma primeira investida, atravessou o rio um pouco acima da vila do Sabugal e avançou a coberto da névoa, surpreendendo os franceses que não contavam com a manobra. Quando o nevoeiro se dissipou Wellington viu que a sua pequena força combatia em clara desvantagem porque os franceses haviam-se reorganizado e estavam prestes a rechaçar o ataque. Decidiu então lançar todas as forças de reserva em defesa da sua posição. Após demoradas escaramuças as tropas francesas foram derrotadas, ficando o alto do Gravato e os campos vizinhos juncados de cadáveres, na sua grande maioria de soldados gauleses.
O general Reynier teve de retirar com as forças que lhe restavam, seguindo para Alfaiates, e dali, em marchas forçadas, para Ciudad Rodrigo.
Na batalha do Sabugal, também chamada do Gravato, ambos os lados lutaram determinadamente para vencer, pois sabiam que daqui se poderia resolver a sorte das armas.
Dentro de dois anos serão passados exactamente dois séculos sobre tão importante acção militar da guerra peninsular. Espera-se que as entidades oficiais comecem já a preparar os actos evocativos.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

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1.º Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias – 1977Iniciado este périplo pelo desporto, trazemos à estampa neste escrito, o primeiro Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias, organizado pela Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa, disputado no Ringue do Império do Cruzeiro, provocando uma grande euforia na juventude sabugalense em Lisboa.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo referimos no quadro disponibilizado no artigo anterior, em 1977 tem início o Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias, congregando um sem número de Sabugalenses, durante cerca de três meses, uma saga que se prolongará até ao ano de 2000, com a realização de vinte e duas edições, apenas com dois anos em branco, proporcionando um convívio e muitos reencontros, por vezes, inesperados.
A revista «O Concelho de Sabugal» da época, publica a nossa opinião sobre o Torneio, mas há dois episódios que merecem uma referência, que custou bem caro à equipa de Aldeia da Ponte, embora isto, já nada altere.
O que é certo, é que a todos nós desgostou, na altura, de nada valendo os argumentos da maioria dos delegados, para alterar uma das decisões polémicas da Direcção da Casa, como adiante veremos, privando a equipa de Aldeia da Ponte da conquista do título e o melhor marcador, mais que merecidos pois, sem desprimor para as outras equipas, a nossa Aldeia foi a melhor do Torneio, reconhecido por quase todos os participantes.
Na fase final, onde estavam as seis equipas finalistas, o jogo Sabugal-Ozendo terminou quando a equipa do Ozendo ficou reduzida a três jogadores, por expulsão de dois jogadores, quando faltavam mais de 15 minutos para o termo do encontro, verificando-se o resultado na altura de 1-0 a favor do Ozendo. O resultado que contou foi mesmo este 1-0, que valeu os dois pontos a esta equipa, que teve as expulsões, saindo beneficiada com esta anormalidade.
Protesto veemente de todas as outras equipas, que levou a Direcção da Casa a convocar uma reunião extraordinária com os delegados das equipas, para analisar o assunto, tendo a Direcção da Casa decidido pela manutenção do resultado que se verificava, quando o jogo foi interrompido, beneficiando a equipa do Ozendo, excluindo, apenas, do Torneio os dois elementos expulsos. Premiou-se a indisciplina em detrimento de todos os outros e do bom senso, ficando-se por esta decisão inexplicável da Direcção da Casa, que não se conseguiu entender, prejudicando, claramente, a equipa da nossa Aldeia.
O segundo episódio também tem algo de caricato, senão vejamos. Decorria o jogo Aldeia da Ponte-Sabugal, ao intervalo o resultado cifrava-se em 7-0 a favor de Aldeia da Ponte. Perante este resultado, a equipa do Sabugal recusou-se a efectuar a 2.ª parte, pois também tinha um jogador a lutar para o melhor marcador, impedindo o melhor marcador da equipa de Aldeia da Ponte de marcar mais golos, para não ser ultrapassado, acabando com esta atitude, por favorecer o marcador de uma outra equipa. O resultado que contou foi mesmo o 7-0, que se verificava ao intervalo, a favor da equipa de Aldeia da Ponte, não se concluindo o jogo.
Estes dois episódios retrataram bem a falta de experiência e a incoerência da Organização e da Direcção da Casa do Concelho do Sabugal neste 1.º Torneio, insensível aos argumentos, de quase todos os delegados, prejudicando sem apelo a nossa equipa.
Passados tantos anos, não se pense que os ressentimentos não passaram, claro que passaram, mas doeram bastante, nessa altura, tendo como consequência, no ano seguinte, o enfraquecimento da nossa equipa, pois alguns elementos já não quiseram participar, devido a estas injustiças.
É, apenas, mais um pouco de história e nada mais que isso, já que estamos com a mão na «massa» como se costuma dizer.
Resta acrescentar que este primeiro Torneio teve a participação de 15 Aldeias do Concelho de Sabugal em Lisboa e, para além destas incidências frustrantes, iniciou este longo historial dos Torneios.
Aldeia da Ponte participou neste 1.º Torneio com os elementos seguintes: Esteves, Zé Bilo, Manuel Nobre Bilo, Zé Manuel Tourais, João Bernardo, Manuel Peres, Emílio Bonifácio, José Cunha, José Reis e Joaquim Matos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Caso único em Portugal, a gíria do contrabando fez esta manhã dia 1 de Abril uma vez mais, prova de curiosidade jornalística na emblemática aldeia que a viu nascer na forma de uma reportagem da SIC proveniente de uma delegação da Covilhã.

Contrabando em QuadrazaisA reportagem consistiu numa recolha de imagens junto de alguns Quadrazenhos mais idosos, cuja prontidão em participar forneceu avultada matéria de trabalho aos jornalistas. Histórias do contrabando contadas na primeira pessoa, conversa em gíria entre dois antigos contrabandistas, cantares em gíria de umas rijas Quadrazenhas de 87 anos deram o mote final à entrevista.
Tenho pessoalmente alguma dificuldade em falar desta gíria, provavelmente devido à minha «nacionalidade Quadrazenha», e por ela representar para um dos símbolos máximos desta terra juntamente com a emigração.
Ela terá sempre que ser tida em conta em qualquer abordagem socioeconómica com o intuito de explicar o presente, não só da aldeia, como do próprio concelho do Sabugal. As razões que levaram ao seu aparecimento, uso e desuso, devem ser motivo de maior reflexão para entendermos o presente estado disfuncional da nossa população, tanto do ponto de vista etário como cultural. É uma reflexão para esta e outras aldeias, para o próprio concelho do Sabugal, a sua excessiva desagregação e desenraizamento ao longo da história (com invasões e imigrações sucessivas) terá colocado em cena a actual situação. Falta na minha opinião, nestas terras de Riba-Côa, ao contrário daquilo que por vezes é ventilado, uma cultura de orgulho que beba em raízes verdadeiramente tradicionais e agregadoras de uma alma comum, sem a qual não se pode arrumar a casa.
António Moura

JOAQUIM SAPINHO

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