You are currently browsing the daily archive for Quarta-feira, 1 Abril, 2009.

Manuel Poppe pediu ao Capeia Arraiana a divulgação pública de um grande abraço a Manuel António Pina. Um e outro dispensam apresentações mas vamos aproveitar excertos de uma entrevista que Américo Rodrigues fez a Manuel Poppe para o «apresentar» e, de seguida, publicamos a saudação ao ilustre homenageado de sábado, 4 de Abril.

Manuel Poppe e Manuel António PinaAssim começa a entrevista que Américo Rodrigues fez a Manuel Poppe… «fez-se homem na Guarda. No “Rocha”, mas também no “Poço do Gado”. Na Biblioteca do Padre Pôpo, mas também na papelaria do Senhor Casimiro. Tem da Guarda a memória dos afectos. Muitas vezes provocatório e quase sempre irreverente q.b. Manuel Poppe é um intelectual distinto. Não alinha no politicamente correcto, nem no silêncio das conveniências. É cidadão de corpo inteiro, amigo do desassombro. Diz o que pensa, o que é raro neste país de capelinhas e de figurões bem-falantes. Anarquista tranquilo, Manuel Poppe é, para além de um excelente prosador, um homem íntegro, um homem livre. Fez crítica literária no “Diário Popular”e produziu e apresentou um programa sobre livros na televisão. Foi conselheiro cultural junto da Embaixadas de Portugal em Roma, São Tomé, Telavive e Rabat. É “Dottore in Lingue e Leterrature Straniere, pela Universidade “La Sapienza”, com uma tese sobre Régio. Sandro Pertini distinguiu-o com a comenda da Ordem de Mérito e as cidades de Florença e Veneza com as respectivas Medalhas de Ouro.
Poppe é ensaísta, dramaturgo, romancista e cronista. Em 1995 recebeu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores.
Publicou “Temas da Literatura Viva” (1982), Crónicas Italianas (1984), Os amantes voluntários (1987), O pássaro de vidro (1988), A mulher nua (1997), Sombras em Telavive (2001), Memórias, José Régio e outros escritores (2001), A tragédia de Manuel Laranjeira (2002), Um Inverno em Marraquexe (2004), A aranha (2005) e Pedro I (2007), entre outras obras. Está traduzido e publicado em hebraico e italiano.
À revista da “sua” terra respondeu com a costumeira frontalidade, doesse a quem doesse. Manuel Poppe é um escritor comprometido, não acredita nas tretas da “arte pela arte”. Tem muito a dizer. Parafraseando um célebre texto de teatral: ouçamos como ele respira.»
Leia a entrevista completa Aqui.

O Capeia Arraiana publica, de seguida, a mensagem de Manuel Poppe:
«Caros Amigos,
Por razões de saúde – garanto-vos que não é uma desculpa diplomática –, não poderei estar convosco, no próximo dia 4, para homenagear Manuel A. Pina.
Tenho muita, muita pena. Manuel A. Pina merece essa e todas as mais homenagens. Todas serão, aliás, poucas.
Conheço-o há mais de 30 anos; escrevemos no mesmo jornal; desde a primeira hora que o admiro e respeito.
É um poeta admirável e um jornalista superior. Neste momento, em Portugal, ninguém escreve, sobre a nossa actualidade tão difícil, tão dramática, tão terrível, com a independência, coragem, honestidade e lucidez com que escreve Manuel A. Pina.
Sou beirão de eleição e coração – e honra-me sê-lo, porque Manuel A. Pina o é, também.
Parabéns pela felicíssima iniciativa e o grande abraço do
Manuel Poppe
p.s. se assim acharem, honrar-me-ia muito ver estas linhas publicadas na vossa Capeia Arraiana. Bem hajam!»

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João ValenteO Miguel tem cinco anos e é filho de mãe solteira, que vive com muitas dificuldades. Ontem deram-lhe uma guloseima: Um grande ovo de chocolate, que é mimo raro naquela criança tão pobre. Não o comeu… Levou-o para o Jardim e pediu à educadora que o dividisse pelos vinte coleguinhas da sala. São momentos assim de luz, que redimem a humanidade!

Primavera
Ao chegar ao casario
o rio abranda o passo
para mais demoradamente
beijar as hortas
já semeadas.

– É Março –
Vê-se que tudo floresce,
as árvores ganham folhas;
Tudo nasce;
sobe das raízes um clamor;
a seiva aflora aos ramos
e o campo entra em delírio
numa orgia de cheiros
e de cores.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Abril marca o início do tempo ameno, cabido no ciclo das sementeiras, das sachas e regas, que culmina com as colheitas.

Borda d'ÁguaDiz o povo que a rês perdida em Abril cobra vida, em sinal de que vem o tempo primaveril, em que a Natureza tudo revigora. Também o muito badalado dito de Abril, águas mil, nos dá a medida de um tempo de chuva abundante, essencial ao desabrolhar da vida campestre. Há mesmo quem diga que este mês é a chave do ano, ainda que álgido seja: Abril frio e molhado enche a tulha e farta o gado, ou, como variante, Abril frio traz pão e vinho.
Nos tempos idos, em que sobretudo se vivia da lavoura, chegado Abril esvaziava-se a aldeia durante o dia. O aldeão largava para o campo, onde andava de sol a sol. Ainda sob a frialdade da manhã jungia as vacas para lavrar a folha. A seu tempo a mulher viria com a cesta da merenda, altura em que, já com a ajuda da dona, se lançava na tarefa da sementeira, botando ao ventre da terra a batata e o feijão. Para mais tarde ficaria o milho, que apenas podia ir à terra quando a rola, o mais atrasado dos pássaros migrantes, arribasse e cantasse do alto dos carvalhos.
Faziam-se os regos que dividiam as belgas e serviriam o correr da água nas regas. Ao seu redor, em carreira, plantavam-se couves, alfaces e beterrabas, vindas do alfobre. Também era neste mês, se as geadas não persistissem, que o camponês plantava as leiras de pimentos, cebolas e tomates, para que no tempo tórrido houvesse fartura de saladas.
Para a canalha este também era tempo de folias. Mau grado os pais os fizessem desandar para os campos a ajudar nas lides, havia sempre a oportunidade de uma escapadela ao bosque mais próximo, à cata de ninhos. Dizia-se quem em Abril haveria mais de mil, e o garoto percorria de olhar afiado toda a folhagem envolvente a ver se aumentava a conta de ninhos sabidos, que depois vigiaria com sete olhos, quando não lhe desse para rapinar os ovos e com eles fazer uma gemada.
O lavrador tem neste mês especial preocupação. Sabe que a água virá, o que lhe assegura o sucesso da sementeira e o bom desabrochar dos mimos, mas teme que o vento cieiro, sempre acompanhado por uma onda de frio e de secura, lhe invada os campos e impeça a lavoura de dar as suas primícias. Por isso se diz, que uma seca em Abril deixa o lavrador a pedir. E é por este ser o mês que tem a chave do ano, que nele se depositam as maiores esperanças, pois é necessário entrar bem para o resto do ciclo da vida agrária, de onde dependia a economia local.
Ainda não há muito tempo que na aldeia tudo o que se consumia era fruto da produção dos campos, regados com o suor do povo. Mau grado os tempos serem outros, isso perdura na memória dos homens da Beira, tão ligados ao seu terrunho, por conhecerem os esforços que a sua gente sempre fez por lograr salvar em cada dia a casa da fome e da miséria.
Abril, não é apenas a época das flores e do chilreio dos pássaros, em que um passeio pelo campo causa especial sedução. É sobretudo tempo em que a chuva e o sol se entrecruzam. Antigamente era nas abertas que o lavrador lançava a semente ao âmago da terra. Os assomos de sol garantiriam o desabrochar da semente, e isso era quanto bastava para contentar o camponês. Um saber clássico, passado de pais para filhos, dizia-lhe: o que Abril deixa nado, Maio deixa-o espigado.
Paulo Leitão Batista

O Capeia Arraiana está em condições de avançar que durante a reunião extraordinária do executivo camarário marcada para esta quarta-feira vai ser proposto e aprovado o regulamento das zonas de estacionamento de duração limitada com parquímetros na cidade do Sabugal e na vila do Soito. (Actualização.)

Concentração Porsche no Largo do Castelo do SabugalO município do Sabugal irá criar mais 224 lugares de estacionamento na cidade, sendo o maior número localizado nas áreas anexas ao Largo da Fonte e à Câmara Municipal com 148 lugares. No Soito serão instalados parquímetros na artéria que atravessa a localidade. As propostas serão submetidas à apreciação dos deputados na próxima Assembleia Municipal segundo fonte do executivo que pediu o anonimato.
Alguns dos argumentos para a iniciativa são o equilíbrio dos níveis de procura através da aplicação de taxas ao parqueamento automóvel, a garantia de um nível de rotatividade elevado e o princípio do utilizador/pagador e um aumento das receitas autárquicas.
Durante a discussão do Regulamento Geral das Zonas de Estacionamento de Duração Limitada serão delineadas as zonas de estacionamento de Duração Limitada no Sabugal e no Soito. Há preços diferenciados para as fracções de 15 minutos, sendo os mais caros para a denominada «Zona A», que abrange áreas de estacionamento onde os primeiros 15 minutos custam 15 cêntimos, e ao período máximo de duas horas são cobrados dois euros. Na «Zona B» o estacionamento com o período máximo de duas horas irá custar 1,50 euro. Já na «Zona C» a fracção de 15 minutos começa em 0,10 cêntimos até um valor máximo de um euro por 120 minutos. Nas «Zonas D» apenas poderão estacionar os titulares de cartão de residente e os utilizadores de títulos pré-comprados.
Os responsáveis da Câmara Municipal do Sabugal contactados não se mostraram disponíveis para comentar esta notícia.

(Actualização.)
22:00 horas do dia 1 de Abril – Esta foi a nossa «peta» do Primeiro de Abril. Aproveitamos para publicar alguns dos muitos comentários que recebemos sobre a notícia.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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