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A aldeia histórica de Monsanto vai estar em festa nos dias 1, 2 e 3 de Maio. A animação espairar-se-à num ambiente medieval, contando histórias ao vivo e pedindo aos visitantes para imaginarem uma viagem ao passado… com história, diversão e cultura para toda a família.

MonsantoA aldeia histórica de Monsanto tem um programa especial para festejar a Festa do Castelo. Durante três dias, participe na surpreendente animação e envolva-se no espírito medieval. Toda a vila estará vestida de festa. Desde a arruada de Gaitas de Foles, tambores e timbalões, jogos populares, saltimbancos e tufões, cortejos nobres e pregões, tabernas com deliciosos petiscos e um excelente mercado com produtos tradicionais, num ambiente tipicamente medieval, para relembrar os nossos antepassados.
Monsanto, denominada a «Aldeia mais Portuguesa», vai estar especialmente animada com o Programa das Aldeias Históricas e convida todos os forasteiros a mergulhar num mar de granito, caracterizado pelo seu Inselberge e de onde no alto do castelo avistamos toda a geomorfologia de um vasto território, a aldeia
A não perder ainda a realização do percurso pedestre «Rota dos Fósseis», que revela os icnofósseis que datam de 480 milhões de anos, deixando-se deslumbrar com uma vista magnífica sobre o Parque Icnológico de Penha Garcia.
Para o dia 1 de Maio o programa da Geopark Naturtejo inclui um percurso pedestre (com guia) denominado «Rota dos Fósseis», em Penha Garcia, concelho de Idanha-a-Nova, participação no programa de animação das Aldeias Históricas e ceia medieval em Monsanto, concelho de Idanha-a-Nova.
jcl

No dia 1 de Maio os Bombeiros Voluntários de Penamacor vão realizar o I Convívio de Futebol 11 D. Sancho I no Estádio Municipal de Penamacor.

Convívio dos Bombeiros de PenamacorAs condições de participação no convivo é ser Bombeiro na Associação de Penamacor, independentemente se o é no Corpo Activo, Quadro de Honra ou Reserva, também se aceitam inscrições de elementos que tenham abandonado a Associação por motivos profissionais ou pessoais, os inscritos devem possuir equipamento adequado à pratica desportiva sendo obrigatório levar duas camisolas uma branca e uma azul.
No final do jogo será realizado um almoço convívio com o contributo de todos os participantes.
As inscrições devem ser feitas pelo telefone 277 394 122, na Central de Rádios da Associação, através do email lfbdcruz@sapo.pt e no endereço http://bvpenamacor.hi5.com.
lfbdcruz

A Câmara Municipal de Famalicão decidiu dedicar a edição deste ano do Festival de Internacional de Teatro, que celebra 25 anos, ao poeta, dramaturgo e jornalista Manuel António Pina.

Manuel António Pina - Foto «JN»O Festival de Teatro da Associação Teatro Construção (ATC), está a realizar-se desde o dia 25 de Abril e durará até 20 de Julho. Está garantida a presença de companhias de teatro de Espanha e do Brasil, assim como algumas das melhores portuguesas, tais como a Barraca, a Comuna, a Peripécia, entre outras.
O programa do Festival Internacional de Teatro de Famalicão nasceu em 1978 e, apesar de, no início, ter sofrido alguns percalços, nos últimos anos tem-se afirmado como um grande sucesso.
Todos os anos, o festival homenageia um escritor, actriz ou actor que de alguma forma estejam ligados ao evento. Neste âmbito, o escritor e dramaturgo sabugalense Manuel António Pina, que já teve diversas peças encenadas pela ATC, é a grande figura do festival deste ano.
Relembramos que Manuel António Pina foi recentemente homenageado pela Junta de Freguesia do Sabugal.
plb

Fernando Girão, presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda avançou a informação sobre o vencedor do concurso público de adjudicação da obra do novo Hospital da Guarda. A escolha recaiu no consórcio formado pela Edifer Construções e Sociedade de Construções H. Hagem.

Hospital de Sousa MartinsSegundo este responsável hospitalar a obra deverá estar pronta, o mais tardar, dentro de um ano. O investimento total ronda os 70 milhões de euros e irá decorrer dividido em duas fases. Estes valores são, no entanto, mais elevados do que o inicialmente estava previsto pelo Ministério da Saúde para esta unidade hospitalar. Por agora irá apenas avançar a ampliação do Hospital e só mais tarde a remodelação do actual edifício.
A área prevista para as obras de melhoramentos tem aproximadamente 76 mil metros quadrados. As obras no hospital da Guarda tem sido um cavalo de batalha política com muitas promessas e «despromessas» portanto agora só se espera que a obra avance e que esteja concluída no prazo previsto.
aps

A colectânea «Direito Tributário 2009», publicada pela «Vida Económica» é a oitava edição actualizada do trabalho do técnico da Administração Tributária, Joaquim Ricardo, que junta, num só volume de 1460 páginas, toda a legislação relevante do sistema fiscal.

Direito Tributário - Joaquim RicardoA oitava edição actualizada da colectânea «Direito Tributário», publicada em Março de 2009, da autoria do técnico da Administração Tributária, Joaquim Ricardo, sistematiza num só volume todo o sistema fiscal português e inclui numerosa legislação fundamental e doutrina administrativa.
Foi a pensar nos utilizadores de tão abundante legislação que desenvolvemos este trabalho, juntando num só volume toda a legislação relevante do sistema fiscal. E, a par desta compilação, foram feitas inúmeras remissões e anotações, completadas aqui e ali com alguns exemplos – poucos, para não avolumar demasiado o trabalho.
A obra «Direito Tributário 2009» destina-se principalmente a técnicos oficiais de contas, funcionários da DGCI, consultores fiscais, profissionais liberais tais como advogados e solicitadores que necessitam de uma informação completa e actualizada, gerentes e quadros das empresas. A edição é especialmente recomendada para todos aqueles que necessitam de actualizar os seus conhecimentos no âmbito do sistema fiscal e do direito tributário processual e profissionais que se relacionem com questões fiscais.
O livro, editado pela «Vida Económica», com 1460 páginas, está estruturado em cinco partes que abrangem os «Princípios fiscais, contencioso e procedimento tributário», «Tributação do rendimento», «Tributação do consumo», «Tributação do património» e a «Legislação complementar e doutrina fiscal» juntando num só volume toda a legislação relevante do sistema fiscal.
O autor, Joaquim Ricardo, é natural de Aldeia de Santo António, concelho do Sabugal, e licenciado em Contabilidade e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior da Maia e pós-graduado em Prospectiva e Estratégia das Organizações pelo Conservatório de Ciências e Tecnologias do Porto/CNAM – Paris. É técnico da Administração Tributária – Chefia tributária, do Quadro da Direcção – Geral dos Impostos (D.G.C.I.) e formador no Instituto de Formação Tributária. É ainda responsável por diversos cursos de especialização fiscal, no âmbito do programa de formação ao longo da vida, ministrados em diversos organismos de que se destacam o Instituto Superior da Maia e o Conservatório de Ciências e Tecnologias do Porto.
jcl

35 anos depois, ainda é 25 de Abril…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Madrugada ainda, sou acordado pelos meus colegas da Residência Universitária onde vivia, dando-me a notícia que havia um golpe de estado… Não vale a pena hoje falar do que foi esse dia, pois muito do que sonhara, ali estava concretizado e, sabia, nada seria como dantes.
Hoje interessa sobretudo perceber se valeu a pena, não tendo dúvidas que, da minha parte, a resposta é sim, sem hesitação.
E só quem não viveu os tempos da «outra senhora», ou quem tem memória fraca, pode ter outra resposta.
E isso é ainda mais claro no nosso Concelho.
Ou já esquecemos que em pouco mais de dez anos (década de sessenta do século passado), o Concelho perdeu perto de 60% da sua população que emigrou para França e Alemanha sobretudo?
Ou já esquecemos as nossas aldeias sem luz, sem água e sem esgotos?
Ou já esquecemos que os nossos idosos não tinham reforma, nem assistência médica, nem quaisquer descontos nos medicamentos?
Ou já esquecemos que não havia instituições de apoio à 3.ª Idade?
Ou já esquecemos o número reduzido de jovens que iam estudar e se ficavam, quando ficavam, pela 4.ª Classe?
Ou já esquecemos os tempos em que nas nossas casas (e falo por mim, que até era um privilegiado…), não havia frigorífico, não havia televisão, não havia máquinas de lavar roupa ou louça, não havia microondas, não havia…?
Ou já esquecemos que as famílias não tinham um carro, quanto mais dois ou três?
Ou esquecemos os jovens que voltaram mortos ou feridos ou marcados por uma guerra?
Tanta coisa que mudou…
E hoje podemos ter uma visão crítica do que se passa, porque, felizmente, conquistámos muito…
Continua a haver desigualdades? Sim, continua.
Continua a haver ricos e pobres? Sim, continua.
A sociedade actual é a ideal? Não.
O Portugal de 2009 é o Portugal com que muitos sonharam em 1974? Não.
Mas quanto caminho andado…
E se hoje continuamos a lutar por uma sociedade melhor isso o devemos à geração de 74 e à sua capacidade de revolta e de luta.
Se alguma coisa devemos às mulheres e aos homens de 74 é esta insatisfação, mas é também esta democracia e esta liberdade que nos permitem lutar por um mundo melhor.
Negar isto, é negar o 25 de Abril.
Afirmar que Portugal hoje está pior que em 1974 é negar o 25 de Abril.
Mas é igualmente negar o 25 de Abril, não acreditar nas instituições democráticas resultantes desse dia.
Mas é igualmente negar o 25 de Abril não participar nas decisões colectivas, seja através dos actos eleitorais, elegendo e sendo eleito, seja pela participação cívica em formas de democracia participativa.
E porque acredito que construir Portugal é um dever e um direito de todos, termino como terminava o Programa do MFA: «0 Movimento das Forças Armadas, convicto de que os princípios e os objectivos aqui proclamados traduzem um compromisso assumido perante o País e são imperativos para servir os superiores interesses da Nação, dirige a todos os Portugueses um veemente apelo à participação sincera, esclarecida e decidida na vida pública nacional e exorta-os a garantirem, pelo seu trabalho e convivência pacifica, qualquer que seja a posição social que ocupem, as condições necessárias à definição, em curto prazo, de uma política que conduza à solução dos graves problemas nacionais e à harmonia, progresso e justiça social indispensáveis ao saneamento da nossa vida pública e à obtenção do lugar a que Portugal tem direito entre as Nações.»
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

O quarto encontro dos antigos alunos e professores do Externato Secundário do Sabugal vai acontecer no dia 26 de Setembro de 2009, altura em que haverá uma homenagem póstuma a José Diamantino dos Santos, fundador daquele antigo estabelecimento de ensino.

José Diamantino dos SantosA comissão organizadora da edição deste ano resolveu adiar o encontro para Setembro, ao invés da sua realização no mês de Abril, como vem sendo habitual. A proximidade da data do falecimento do fundador e ex-director do colégio, José Diamantino dos Santos, acontecida em 2 de Fevereiro deste ano, determinou esse adiamento, garantindo-se contudo a sua efectiva realização.
O encontro de Setembro será sobretudo marcado pela homenagem que a comissão organizadora pretende promover ao fundador do estabelecimento de ensino, que marcou uma época da vida concelhia. Espera-se que este ano se junte um número recorde de antigos alunos e professores do colégio, tendo em perspectiva precisamente a evocação da memória do fundador recentemente falecido.
A comissão organizadora é constituída pelos ex-estudantes José Alberto Monteiro, Maria de Lurdes Bogas, Fátima Dias e António Lucas, que a seu tempo divulgarão os contactos para efeitos de recepção das inscrições por parte dos interessados.
plb

Com vista a preparar a Capeia Arraiana de 2009, que se realizará em Lisboa no dia 6 de Junho, a Administração da Praça de Touros do Campo Pequeno deslocou-se hoje à Casa do Concelho do Sabugal, onde foi recebida pela Direcção da associação.

Administração do Campo Pequeno na Casa do SabugalA delegação da Praça foi chefiada pelo seu administrador, o ex-matador de toiros Rui Bento Vasquez, que aceitou o convite de José Lucas, presidente da direcção da Casa do Concelho, para um almoço na sede da associação. Os elementos da comitiva conviveram com alguns membros da direcção da Casa, que para além do presidente incluíam o Porfírio Ramos, o Horácio Pereira e o incansável Esteves Carreirinha.
Durante o almoço, que consistiu num apetitoso cozido à moda arraiana, ultimaram-se alguns pormenores relativos à organização da capeia deste ano, que acontecerá em Lisboa. Está assim garantida a continuidade da tourada do forcão na mais importante praça de touros do país, de onde andou arredada por alguns anos, tendo ali regressado na edição de 2008.
A tourada terá lugar no dia 6 de Junho, sábado, às 16 horas. A organização espera conseguir trazer ao Campo Pequeno muitos naturais e amigos do concelho do Sabugal, em mais um acto de divulgação da mais peculiar tradição da raia sabugalense. Há uma grande expectativa também relativamente à vinda de muitas pessoas que vivem no concelho, tal como sucedeu na edição anterior.
Entretanto está garantida a cedência do ringue que está no largo do Campo Pequeno, junto à praça de touros, onde será instalado o bar da organização. Haverá também aí um posto de venda de enchidos e outros produtos regionais, para além de se prever a realização dos tradicionais churrascos, onde os sabugalenses poderão conviver a seguir à tourada.
plb

Foi-me pedido pelo Capeia Arraiana uma análise à situação que estamos a viver e a que poderemos ainda enfrentar. Vou tentar tornar esta explicação o mais clara possível pois é necessário que as pessoas estejam atentas, mas devidamente esclarecidas. Devem no entanto acompanhar este processo com a máxima atenção mas sem pânicos e isso pode e deve fazer toda a diferença. As ideias erradas podem originar comportamentos errados e desnecessários.

Gripe suínaNeste momento o alerta é mundial e Portugal já adoptou medidas estando quatro hospitais preparados para receber pessoas suspeitas ou infectadas com o vírus da gripe suína. Estes hospitais são o Curry Cabral e D. Estefânia em Lisboa, os Hospitais da Universidade de Coimbra e por fim o Hospital de São João no Porto.
Este assunto deve ser tomado muito a sério de forma que a Organização Mundial de Saúde (OMS) já admitiu o risco de pandemia. Uma pandemia é uma epidemia de uma doença infecciosa que se espalha pela população localizada numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente ou mesmo o planeta.
Todos os países do mundo estão em permanente alerta o que faz com que o vírus a seja mais facilmente isolado. Mas devido à rapidez com que se propaga alguns já estão admitir o «estado de emergência» e por isso os comportamentos a serem tomados nesta altura devem ser sérios e rigorosos.
Entre as medidas a adoptar destacamos:
1.º – Mãos – Lavagem frequente das mãos com água e sabão, para reduzir a possibilidade de infecção;
2.º – Tosse – Cobrir a boca sempre que se tossir ou espirrar, usar sempre lenços descartáveis e não usar lenços de pano;
3.º Evitar ambientes fechados;
4.º Estar atento a sintomas de febre alta, cansaço, dores nas articulações, dificuldades respiratórias com especial atenção para as pessoas que estão mais débeis (criança e idosos);
5.º É importante saber que a transmissão se faz pelo ar ou através de gotículas de saliva durante um conversa, um cumprimento, pela tosse ou por espirros como de uma gripe normal se tratasse;
6.º Algumas pessoas questionam-se se podem ser contaminadas se comerem carne de porco. A informação disponível até ao momento é que não é possível contraí-la através das carnes ou derivados devidamente tratados e cozinhados;
7.º Podemos questionar se existe alguma forma de prevenir o contágio. Para já ainda não. Devem ser redobrados os cuidados de higiene e estar atentos aos sinais dos vossos organismos. Porque rapidez também é segurança de um tratamento eficaz e da não propagação do vírus;
8.º Se existe algum tratamento eficaz? Até este momento a vacina Tamiflu desenvolvida para a gripe aviária, administrada no inicio dos sintomas tem–se mostrado eficaz, No entanto não se garante o mesmo sucesso a uma pessoa que fique em casa algum tempo à espera que passe.
Como resumo devo acrescentar como em todas as minhas crónicas que todas as pessoas sempre que possível devem ser esclarecidas pelos seus médicos assistentes e não devem formar ideias erradas com base na comunicação social . Em caso de estarem longe impossibilitadas de contactar com os Médicos podem ligar para a Linha de Saúde 24 que esclarece as dúvidas. É também para essa linha que deve ser feito o primeiro contacto através do número 808242424.
Como sempre para o ser humano a rapidez com que toma as decisões, os cuidados de saúde e a higiene pode fazer toda a diferença.
Vera Vilanova

Neste pequeno artigo, gostaria de versar muito superficialmente, porque a característica de um post não dá para mais, a simbologia da capeia e do forcão, deixando algumas pistas para decifrar o seu sentido mais profundo, que, na minha opinião, é religioso e ligado à gnose iniciática.

João ValenteEsta tradição, que nos nossos dias está já bastante simplificada, consiste na selecção de uma árvore da floresta, seu abate, descasque e secagem. Nesta tarefa os jovens solteiros embrenham-se na mata acompanhados de uma pessoa mais experiente que os orienta na escolha. Posteriormente constrói-se uma estrutura em madeira de forma de triângulo regular (forcão) em que o eixo é formado pelo tronco da referida árvore. A estrutura é posteriormente manuseada numa prova de destreza colectiva.
«Este ritual é em tudo idêntico aos rituais da puberdade destinados a fazer a passagem de uma classe de idade para outra com a iniciação dos neófitos na cosmogonia dos Tempos Primordiais. Há vários estudiosos deste assunto, entre os quais Heinrich Schurtz in Altersklassem Männerbünde e Hutton Webester in Primitive Secret Societies»?
Estes rituais consistiam basicamente no isolamento do grupo na floresta ou no interior de uma cabana e na morte simbólica através do silêncio, abstinência alimentar, exercícios físicos ou tortura, provas de destreza e a ressurreição e regeneração espiritual como homem gnóstico, que faziam parte dos Männerbünde pré-cristãos e se prolongaram nas organizações mais ou menos militares da juventude, com os seus símbolos, tradições secretas, ritos de entrada e danças.
Muitos ritos de iniciação xamânica, desenvolviam-se também em torno do mito da árvore cósmica. A árvore era o centro do mundo (imago mundi), ligando como um eixo as três zonas cósmicas – a terra o ar e o mundo subterrâneo – e contendo por tal motivo, simbolicamente o universo inteiro. A árvore cósmica era nos ritos de iniciação um meio de acesso ao centro do mundo, ou seja, ao coração da realidade, da vida e da sacralidade.
Um exemplo (Citado por Mircea Elíade in Ritos de Iniciação e sociedades secreta) destes rituais iniciáticos em que encontramos aqueles dois aspectos, só para o leitor fazer uma ideia do que falamos, encontramo-lo ainda entre os Bâd, uma tribo Australiana, em que os velhos preparam a iniciação dos jovens retirando para a floresta e procuram uma árvore ganbor «sob a qual Djamar» – o Ser supremo – «descansou nos tempos antigos». Um mágico caminha à frente, com a missão de descobrir a árvore. Assim que a encontram, os homens rodeiam-na a cantar e cortam-na com as suas facas de sílex. Por este ritual, a árvore mítica do Tempo original, aquando da criação do mundo, é tornada presente e através dela os homens participam na plenitude desse tempo sagrado, primordial, regenerando toda a vida religiosa da comunidade.
Capeia Arraiana - Foto TutatuxÉ curioso como o ritual das capeias começa com este costume de afastamento para a floresta e da escolha de uma árvore, e uma prova de destreza que mantém toda a estrutura de um rito iniciático. Interessante é ver como essa árvore serve de eixo a uma armação triangular, com tantos lados quantos os elementos do universo cósmico.
O Triunfo do cristianismo pôs fim a estes mistérios e às gnoses iniciáticas, mas adaptando-os bem como à filosofia grega à explicação dos novos sacramentos e atribuindo-lhe novos significados cristológicos. Foi esta adaptação da linguagem universalmente inteligível dos símbolos e da filosofia platónica, que permitiu que o cristianismo primitivo, interdependente de uma história local (a salvação do povo de Israel), se tornasse uma história santa e universal (de salvação de toda a humanidade). Damos só três exemplos desta linguagem adaptada: A liturgia síria explica o rito do baptismo recorrendo àquela concepção pré-cristã do universo: «Assim, oh Pai, Jesus viveu ainda pela Tua vontade e a vontade do Espírito Santo nas três moradas terrestres: na matriz da carne, na matriz da água baptismal e nas cavernas sombrias do mundo subterrâneo» (citando Jacób da Sarug in Consécration de l’eau baptismale); O símbolo da Árvore Cósmica e do centro do mundo são , por sua vez, integrados pelos pais da Igreja no símbolo da Cruz, que é descrita como «árvore que sobe da terra aos céus» ou a árvore que «saindo das profundezas da Terra, se ergueu para o Céu santificada, até aos confins do universo» (Mircea Elíade in images et symbole). Por último, Clemente de Alexandria, padre da Igreja, dirigindo-se aos pagãos, adoptando os motivos iniciáticos do neoplatonismo, dizia: «Oh mistérios verdadeiramente santos! Oh luz sem mistura! As tochas iluminam-me para contemplar o céu de Deus, torno-me santo pela iniciação.» (in Protrepticus, XII, 119, 3; 120 1)
Mas alguns motivos iniciáticos, os mais conhecidos dos quais são cerimónias da puberdade, sobreviveram até à idade moderna, conservando razoavelmente a sua estrutura iniciática, apesar da forte pressão eclesiástica em ordem à sua cristianização.
Este exemplo da capeia e do seu forcão ilustra, na minha opinião, uma das modalidades de sobrevivência destes ritos iniciáticos no Portugal cristão. Pela sua dessacralização e simplificação já não pode ser considerado como um rito, porque embora implicando provas e uma instrução especial (escolha da arvore, abate, construção do forcão e manuseamento numa prova de destreza) já não contempla o segredo.
É contudo, seguramente um costume popular de aspecto misterioso que deriva de cenários iniciáticos pré-cristãos, cuja significação original se perdeu no tempo, tal como as mascaradas e as dramáticas que acompanham as festas cristãs de Inverno e que decorrem entre o Natal e o Carnaval.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Coppélia ou a Rapariga dos Olhos de Esmalte é o espectáculo interpretado pela Companhia Nacional de Bailado com que o Teatro Municipal da Guarda evoca na quarta-feira, dia 29 de Abril, o Dia Mundial da Dança.

Companhia Nacional de BailadoTrata-se da história de um misterioso e algo excêntrico Dr. Coppélius, que fabrica uma boneca dançante, de proporções humanas. Coppélia ou A Rapariga dos Olhos de Esmalte é talvez o bailado que mais se destaca dentro do seu género. Em tons leves e sentimentais, emancipa-se do ballet romântico, em declínio na época, e torna-se um sucesso imediato com o humor, a vivacidade das danças nacionalistas e o virtuosismo técnico que lhe são próprios, antecipando assim o surgir do bailado clássico.
A coreografia é de John Auld, segundo Arthur Saint-Léon, Petipa e Enrico Cechetti. A música de Leo Delibes, o argumento de Charles Nuitter e Arthur Saint-Léon a partir de E.T.A. Hoffmann. O cenário e figurinos são de Peter Farmer e o desenho de luz de David Mohre.
O espectáculo de bailado, que acontece no Grande Auditório do TMG pelas 21h30, tem a duração de 130 minutos e tem dois intervalos. O preço de entrada é de apenas 10 euros.
Na quinta-feira, dia 30 de Abril, às 21h30, no Pequeno Auditório, terá lugar o espectáculo musical Canções de Brel, interpretado por Francis Seleck e Paul Timmermans.
A intensidade das palavras, a revolta, a ironia, a inocência perdida, o sentimento de abandono, a vida, a morte, o amor e a ternura desmesurada fazem com que as canções de Jacques Brel conservem ainda hoje um poder de convicção nos espíritos e nos corações daqueles que as sabem ouvir. Com a evidência do gesto, uma voz inconfundível e a convicção e entrega de quem as descobre pela primeira vez, Francis Seleck interpreta as canções de Brel, acompanhado ao piano por Paul Timmermans.
O espectáculo tem a duração de 70 minutos e a entrada custa apenas 5 euros.
Espectáculos a não perder!
plb

Na semana passada o Comando Territorial da Guarda da GNR registou 59 ocorrências criminais, levantou 345 autos de contra-ordenação, efectuou nove detenções, interveio em 28 acidentes de viação, realizou diversas operações e ainda esteve em várias acções de sensibilização junto da população.

Jóias recuperadasDentre os crimes registados continuam a ter expressão os furtos, que foram 18, segundo o comunicado semanal daquela força de segurança. No referente às detenções, nove foram em flagrante delito, sendo cinco motivadas por condução sob o efeito do álcool, uma por condução sem habilitação legal e uma por crime de extorsão. Foram ainda detidos dois indivíduos através do cumprimento e mandados judiciais.
No que respeita aos 345 autos de contra-ordenação levantados, 310 deveram-se a infracções à legislação rodoviária, 30 à legislação da natureza e ambiente e cinco à legislação policial.
Ainda segundo o comunicado, na madrugada do dia 25 de Abril, o Comando Territorial levou a efeito uma operação destinada a detectar condutores sob efeito do álcool, condução ilegal, abordagem de indivíduos suspeitos e fiscalização de estabelecimentos de diversão nocturna. Essa operação teve como resultados a elaboração de 11 autos de contra-ordenação por desrespeito ao Código da Estrada e a identificação de quatro mulheres estrangeiras, estando duas em situação ilegal no país.
Foram ainda realizadas sete operações no âmbito da fitossanidade florestal, na zona de fronteira com Espanha, direccionadas para a fiscalização do Nemátodo do Pinheiro.
O Núcleo de Investigação Criminal de Gouveia, identificou um indivíduo de 42 anos, desempregado, por furto em residência. A acção desencadeou-se após conhecimento de um furto ocorrido na localidade de Cativelos, daí se conseguindo recuperar os artigos furtados, que eram fios, pulseiras e medalhas em ouro no valor de mil e 200 euros. O suspeito foi constituído arguido.
Registaram-se 25 acidentes de viação sendo 21 por colisão e quatro por despiste, de onde resultaram nove feridos leves.
Houve ainda três acidentes de trabalho, dos quais resultaram dois feridos graves e um ferido leve.
A GNR realizou ainda 15 acções de sensibilização e de demonstração, pelos Núcleos Escola Segura (NES) e equipas cinotécnicas e de cavalaria, nos concelhos da Guarda, Sabugal, Celorico da Beira, Foz Côa, Seia, Gouveia e Figueira de Castelo Rodrigo. Os temas foram a «Segurança Rodoviária» e a «Segurança na Escola», tendo assistido 230 alunos e 19 professores.
plb

A ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal disponibilizou, publicamente, no seu portal na Internet o «Plano de Actividades para 2009» e as «Vantagens de ser sócio da ADES». A associação descreve os eventos em que participou em 2008 e aqueles em que pretende participar durante o presente ano. As prioridades vão para a «aposta na qualidade dos serviços» e na «capacidade de interpretar as necessidades e desejos dos associados».

ADES - Sede no SabugalO portal na internet da ADES disponibilizou esta sexta-feira, 24 de Abril, o «Plano de Actividades para 2009» apreciado, votado e aprovado em Assembleia Geral no dia 20 de Fevereiro último.
A ADES define-se como «uma associação sem fins lucrativos, que aposta na qualidade dos serviços, tem sido esta uma prioridade que conjuntamente, com a capacidade de interpretar as necessidades e desejos dos associados torna, ambição da ADES satisfazer, ou até mesmo exceder, de forma consistente, as suas expectativas».
O documento da ADES dá conta das actividades concretizadas em 2008 como, por exemplo, o processo para Entidade de Formação Profissional Acreditada pelo DGERT-Direcção-Geral do Emprego concluído com sucesso em Setembro e que vai vigorar durante um ano.
A ADES concretizou parcerias com a Pró-Raia (estratégia de desenvolvimento local, com a Associação de Municípios do Vale do Côa e com a Associação de Aldeias Históricas (projectos no âmbito do Provere) e com a Celula2000 (candidatura ao POPH para acções de formação) e três candidaturas à criação do próprio emprego (laboratório de próteses dentárias no Sabugal, óptica para o Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito e para empresa de catering no Sabugal).
Além da remodelação da presença na Internet foi editado e enviado aos associados o Boletim Informativo «Terras do Lince» em Maio e Dezembro de 2008. A associação participou, também, no projecto do pavilhão da Lageosa da Raia, na sede da Associação de Caça e Pesca da Lageosa da Raia e na intervenção na ribeira e caminho de regadio (Programa Agris). Destaque para o apoio, execução e assistência às Juntas de Freguesia com o Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais (POCAL).
Em destaque, em 2008, esteve também a intervenção no processo das candidaturas das Juntas de Freguesia ao programa de aquisição de meios de primeira intervenção no combate a incêndios florestais. Entre os eventos realizados destaque para a participação na Mostra Agro-Alimentar do Soito, Pintar Sabugal 2008, Feira de Artesanato do Sabugal, Festa da Europa, Feira de Antiguidades e Velharias, Boletim da Festa da Europa, sessão de esclarecimento aos artesãos e organização de exposições de pintura.
A ADES pretender concretizar durante o ano de 2009 as seguintes tarefas: parceria com o Município e a Empresa Municipal Sabugal+; candidatura à criação de um GIP-Gabinete de Inserção Profissional; construção ou aquisição de novas instalações para a sede; criação de um ninho de empresas ou incubadora de empresas no âmbito do QREN; apoio a entidades empreendedoras do concelho do Sabugal; constituição da valência comercial e industrial; apoio às parcerias transfronteiriças; criação da Loja de Artesanato e do Centro de Artes e Ofícios para artesãos; desenvolver a Feira de Artesanato do Sabugal; aquisição de um stand de exposições para participação em certames; editar uma brochura sobre o artesanato; manter e reestruturar o Pintar Sabugal; formalizar o Pintar Aldeias; manter o apoio às Juntas de Freguesia em termos de Plano Oficial das Autarquias Locais (POCAL) e de concursos de empreitadas; elaborar um inquérito às Juntas de Freguesia para definir o Plano Plurianual de Investimentos; candidatura ao SAMA-Sistema de Apoio à Modernização Administrativa; candidatura ao PRODER; candidaturas ao QREN e ministrar formação profissional aos associados. A terminar a longa e detalhada lista de projectos a concretizar em 2009 temos o reforço do quadro de pessoal com a contratação de mais técnicos, e… desenvolver projectos de investimento no âmbito da Pró-Raia (Leader+) e a realização de parcerias (Nerga, Iapmei, IEFP e Pró-Raia) revendo as actualmente existentes.

1 – As nossas desculpas mas não resistimos a repetir a última proposta: «(…) a realização de parcerias (Nerga, Iapmei, IEFP e Pró-Raia) revendo as actualmente existentes.» Rever, v. tr. (do latim revidere) – ver pela segunda vez, examinar, corrigir, tornar a ver. (Grande Dicionário da Língua Portuguesa).
2 – É com alegria – porque a tristeza não nos satisfaz o ego e porque como diz aquele provérbio chinês «Você não pode evitar que os pássaros da tristeza voem sobre a sua cabeça mas pode impedir que façam um ninho em seu cabelo» – que constatamos que 2009 vai ser um ano de muita actividade da ADES em prol do desenvolvimento do Sabugal. Assim seja.
jcl (José Carlos Lages)

Realizou-se na cidade da Maia no passado fim-de-semana, 25 e 26 de Maio, o «IV Torneio Internacional 25 de Abril», uma das maiores provas nacionais de karate, onde este ano se juntaram mais de 800 atletas de todas as idades. Além dos portugueses marcaram presença nesta competição de grande nível as delegações de Espanha, França, Holanda e África do Sul.

Torneio da Maia - KarateDa AEKS-Associação de Escolas de Karate Shotokai estiveram presentes 10 atletas, que arrecadaram um total de seis troféus, em provas muito disputadas. Destaque para Bruno Monteiro (1.º Lugar em Kata, 12-13 anos, Shotokan; 1.º Lugar em Kata, 12-13 anos, Inter-Estilos); Diogo Rafael (2.º Lugar em Kata, 10-11 anos, Shotokan); Rita Morgado (1.º Lugar em Kata, 12-13 anos, Shotokan; 1.º Lugar em Kata, 12-13 anos, Inter-Estilos); e Rui Jerónimo (3.º Lugar em Kata, +18 anos, Inter-Estilos).
Dois atletas que ficaram perto das medalhas foram Ivo Monteiro que perdeu na final da repescagem, ficando desta forma em 5.º lugar e Carlos Tavares que perdeu na semi-final da repescagem ficando então em 7.º lugar. Participaram ainda Ana Tavares, Fabrícia Martins, Pedro Carvalho, Rafael Fernandes que tiveram boas prestações, passando várias eliminatórias, mas não conseguiram alcançar medalhas.
Do Núcleo de Karate Shotokan de Pinhel esteve presente Leandro Cruz que uma vez mais se debateu com grande nível, passando várias eliminatórias, perdendo a semi-final da repescagem pela diferença mínima de 1 ponto, ficando assim em 7.º lugar em Kumite, 16-17, anos +63kg.
José Jerónimo e Rosa Jerónimo estiveram também presentes, como membros do painel de arbitragem, enquanto que Carla Jerónimo e Eduardo Rafael participaram como treinadores.
Rui Jerónimo esteve ainda presente durante os dois dias num Treino Nacional da Federação Nacional de Karate orientado pelo Seleccionador Nacional Joaquim Gonçalves e pelo Técnico Internacional da WKF, Professor Perluigi Aschieri.
Rui Jerónimo

A honra dos néscios é inglória.

António EmidioSão pessoas a quem a sociedade respeita pela sua posição social, embora a maior parte delas seja gente sem um mínimo de valor, principalmente no campo da ética e da cultura. Têm dinheiro.
Deve ser maravilhoso uma pessoa sentir-se importante. Digo isto porque há muita gente a tentar sê-lo, vivem numa ansiedade constante de subir degraus na escala social até serem celebridades. E o que é a vida interior dessa gente? Um deserto, porque não lhe dão valor, esquecem que sem vida interior os troféus e as vitórias externas são insignificâncias e bluffs. E será que são assim tão importantes como pensam? Na maioria dos casos não o são, e nem dão conta disso porque vivem alheadas da realidade.
Se esses são os importantes, o que são estes que vou mencionar? Os que anonimamente vão a diário para o seu trabalho, para as fábricas, para as escolas, para os colégios, para as universidades, organismos públicos, para o campo, para o mar, para as minas, para os hospitais, centros de saúde, cafés, restaurantes, etc. etc. etc.. São estas pessoas que com o seu trabalho decidem o destino de uma Nação. E é a esta classe trabalhadora que mesquinhos governantes, alguns dos tais muito importantes, tratam a pontapé, sabendo que sem eles não usufruiriam de chorudos ordenados e de outras prebendas. São gente secundária, como secundários são os oligarcas que possuem a riqueza do País subtraindo-a ao resto dos cidadãos. Temos que juntar a isto, o beautiful people, os parasitas das revistas de coração.
Por causa de mal entendidos, e más vontades, vou dizer uma coisa que era escusado dizer: há nesta hora histórica que nos toca viver, moralmente baixa, embrutecida e corrupta, homens e mulheres honrados que nos seus lugares políticos fazem o humanamente possível para serem úteis e servirem dignamente o seu País, a sua Autarquia e os seus cidadãos, compreendido?
Não podia terminar o artigo sem contar uma história passada há muitos anos com uma pessoa importante que nessa altura era parlamentar da Nação. Estava eu a dialogar com ele sobre a regionalização, não a queria, e o argumento invocado pelo parlamentar para a rejeitar foi o seguinte: «Isto vai dar origem a muitas ETA’s», referindo-se ao grupo separatista basco. Fiquei atónito, apaguei o cigarro – ainda fumava nessa altura – fui para a sala de conferências, e o «importante» lá ficou sentado no sofá, com ar de quem estava a pensar muito seriamente no assunto.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Não são dos meus filmes preferidos, mas as comédias britânicas da série «Com Jeito Vai…» por certo vão ficar na memória da cultura colectiva. E os seus fãs perderam há duas semanas o seu criador, Peter Rogers, aos 95 anos, vítima de doença súbita.

Pedro Miguel Fernandes - Série BFoi este produtor britânico, nascido em 1914, que deu aos adeptos da comédia algo desbragada e até certo ponto um bocado brejeira, um total de 31 filmes, todos com o título a começar por «Com Jeito Vai…», onde não havia regras de bom gosto, como mandam as regras do humor britânico. Tudo começou ainda no final dos anos 50 do século passado, quando Peter Rogers decidiu criar o primeiro filme da série em 1958, com dois actores que continuaram presentes ao longo da série: Kenneth Williams e Ken Connor.
Desde esse primeiro «Com Jeito Vai… Sargento» foi sempre a somar, e os protagonistas da série acabaram por surgir em aventuras nos mais variados cenários, desde a Antiguidade de Roma e Egipto até épocas mais recentes, com filmes passados em hospitais, fábricas ou em férias com turistas britânicos. Como exemplo do humor sem regras desta série, logo ao segundo filme, o argumento colocou os protagonistas num hospital onde os pacientes resolveram criar uma revolução para serem eles próprios os médicos.
Vários críticos compararam esta série como a imagem oposta à de James Bond sobre a forma como os súbditos de Sua Majestade se vêem a si próprios e o próprio mundo vê os britânicos, sem o glamour do espião 007. Quanto à definição dos seus filmes, Peter Rogers foi bem claro ao afirmar recentemente que «os filmes eram todos parecidos, não eram? Fizemos 31 filmes baseados na mesma piada».
A série acabou na década de 1990, longe do auge nos anos 60 e 70, quando a saga atingiu o pico da popularidade. O último título foi «Carry On…Columbus», mas os Media do Reino Unido referem que o produtor tinha ideia de criar pelo menos mais um episódio, vontade que acabou por não se concretizar devido à doença de Peter Rogers.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

O Papa Bento XVI proclamou este domingo, 26 de Abril de 2009, em Roma, a canonização do português São Nuno de Santa Maria que o povo conhece e reconhece há mais de 600 anos como Santo Condestável. O Capeia Arraiana esteve à fala com mestre Jesué Pinharanda Gomes, natural de Quadrazais, no concelho do Sabugal, um dos quatro magníficos peritos da Comissão Histórica que, desde 2003, investigou, estudou, decifrou e compilou centenas de documentos relativos à vida de D. Nuno Álvares Pereira.

Santo Condestável - Pinharanda GomesO Patriarcado e a Ordem do Carmo decidiram iniciar o processo de canonização do Beato Nuno de Santa Maria no Verão de 2003 tendo dado posse às várias instituições canónicas no dia 13 de Julho numa cerimónia pública no Convento do Carmo em Lisboa. Nesse dia os membros do tribunal, o notário, os teólogos e a comissão de historiadores prestaram juramento canónico de sigilo e compromisso de dedicação à causa. Entre eles, na Comissão Histórica, estava o sabugalense Jesué Pinharanda Gomes, um dos maiores filósofos, ensaístas e pensadores portugueses vivos. «A minha vida, desde 2003, foi passada a analisar documentos na Biblioteca Nacional, na Torre do Tombo, em casa e em outros lugares», começou por nos dizer mestre Pinharanda Gomes.
– Especificamente o que lhe pediram a si?
– A mim, em particular, não me pediram nada. Eu fiz parte da Comissão Histórica, constituída por quatro elementos, que trabalhava em obediência ao Postulador-Geral em Roma e ao Vice-postulador em Portugal.
– Qual foi a missão da Comissão História?
– A missão da Comissão Histórica consistiu em descobrir, investigar, copiar e compilar todos os documentos escritos sobre o candidato a santo, sejam do próprio, ou de terceiros. Consultámos centenas de documentos e livros na Biblioteca Nacional, na Academia das Ciências, na Torre do Tombo, no Arquivo do Patriarcado, no Arquivo da Ordem do Carmo e outros locais. Na fase seguinte fizemos uma triagem e colocámos de lado tudo o que fosse escrito de forma simpática, patriótica, apologética ou panegírica. Depois seleccionámos entre os escritos de intérpretes, teólogos e historiadores, os que trataram – sem elogios – as virtudes heróicas, militares e religiosas de D. Nuno Álvares Pereira. Foi necessário escolher, como documentos credíveis, os testemunhos de pessoas que o conheceram de perto e daqueles que não viram nem ouviram mas que lhes disseram que assim era. As pessoas que beneficiaram da sua presença e o conheceram melhor foram os filhos de D. João I, a Ínclita Geração, e que deixaram testemunho escrito. Por um lado D. Duarte, que escreveu, por volta de 1432 ou princípios de 1433, no «Sumário sobre as virtudes heróicas do Santo Condestável» e também as orações que o infante D. Pedro criou para serem incluídas no ofício divino para a sua canonização. Já nesse tempo se pensava que iria ser rápido o processo de canonização e prepararam tudo para as cerimónias religiosas.
– Havia muita documentação no Convento do Carmo?
– Infelizmente no dia 1 de Novembro de 1755 ficou tudo destruído não tanto pelo terramoto que aconteceu em Lisboa mas pelos incêndios que se sucederam após a tragédia. O Convento do Carmo foi pasto das chamas e o que se salvou foi o que estava depositado na Torre do Tombo ou em outros sítios. No convento apenas existem os escritos que Frei Pedro de Santana publicou no livro «A História da Ordem do Carmo» da Ordem dos Carmelitas. No Arquivo Real há uma biografia manuscrita intitulada «Crónica do Condestável», cujo autor se ignora mas que foi escrita por alguém que conheceu bem D. Nuno. Tem data de 1525 a primeira publicação, em livro, do manuscrito. Essa crónica do Condestável é a narrativa mais completa que existe sobre a sua vida militar. Quando a obra foi descoberta os historiadores tentaram atribuí-la a Fernão Lopes mas os especialistas fazendo a crítica interna dos textos verificaram que é muito anterior ao grande cronista. No entanto entendemos que os escritos ajudaram Fernão Lopes a elaborar a Crónica de D. João I. O cronista, apesar de não ter conhecido pessoalmente o Santo Condestável, conviveu muito de perto com os infantes que lhe terão contados pormenores que foram aproveitados para escrever um documento mais completo sobre as aventuras militares e a religiosidade de D. Nuno. Onde esteve, como esteve… Na última parte da crónica, Fernão Lopes, escreve algumas páginas sobre o abandono do Mundo pelo Condestável e a sua entrada no Convento da Ordem do Carmo. Estes documentos testemunhais foram considerados dignos de crédito.
– Do quartel para o convento é um percurso anormal…
– Para além dos testemunhos da época há depois a fama popular de santidade. Há toda uma série de estudos sobre a sua maneira de ser e sobre a sua vida relatados pelo povo. Sucessivos autores, no século XVI, registaram as suas iniciativas de caridade, o andar descalço em Lisboa a pedir esmola para os pobres, o ter tomado a seu cargo dar de comer aos famintos no Convento do Carmo. Depois de ter dado parte da herança à filha e premiado os seus colaboradores militares doou todo o restante à Ordem do Carmo para a qual fez uma igreja e convento, no sítio do Carmo, em Lisboa. No convento está a Guarda Republicana e a igreja está em ruínas. O povo afirmava que aquele frade que vivia no convento do Carmo era santo. Chamavam-lhe o Conde Santo ou Santo Condestável. Ao longo de 600 anos ele beneficiou dessa fama de santidade que nunca lhe foi negada. Se não tivesse havido algumas modificações no código de direito canónico sobre o processo de beatificação e canonização D. Nuno já, há muito, seria considerado oficialmente santo sem necessidade de mais testemunhos do que a antiguidade da sua fama. Bastava essa fama. Em 1931, por exemplo, estando já em vigor as novas exigências canónicas, o Papa Pio XI canonizou com base na antiguidade o grande teólogo dominicano alemão São Alberto Magno sem necessidade de processo especial.
– O processo podia ter sido muito semelhante?
– Podia. O que é certo é que em Janeiro de 1918 o Papa Bento XV com fundamento na antiguidade do culto, reconheceu que em Portugal e na Ordem do Carmo havia uma antiga fama de santo atribuída a Nuno Álvares Pereira. O Papa Bento XV decidiu beatificá-lo como Nuno de Santa Maria, o nome que tinha adoptado quando entrou na Ordem. Mas a designação não entrou no povo que lhe continuou a chamar Santo Condestável. Até mesmo as autoridades da Igreja portuguesa… O Cardeal Cerejeira criou em Lisboa uma paróquia e uma nova igreja com o nome de Santo Condestável, a antiga designação do Beato Nuno de Santa Maria.
– E chegados a 2003 começou a pesquisa histórica. Mas não deve ter sido fácil o acesso e a leitura dos documentos…
– Houve alguma dificuldade na consulta e fotocópia autenticada dos documentos para juntar ao processo mas como todos nós que fazíamos parte do Conselho Histórico eramos pessoas conhecidas… Mas, entretanto, com as novas condições era necessário um milagre. Uma vez satisfeita a parte histórica era necessário um testemunho directo dele, Nuno Álvares, algo que já não dependia de nós homens. Dependia dele dar o testemunho. Enquanto este processo de investigação decorria deu-se o milagre. Tal como publiquei no meu livro, uma senhora, Guilhermina de Jesus, natural de Vila Franca de Xira, tinha ficado cega de uma vista. Um pingo de óleo a ferver destruiu-lhe a retina. Correu médicos, especialistas, hospitais até que lhe deram a sentença final de que «não havia nada a fazer porque a córnea estava desfeita». A verdade é que a senhora apegou-se, com fé, ao beato Nuno, e ao fim de alguns dias estava sozinha em casa, deixou de sentir o corrimento no olho, foi até à sala, olhou para a televisão e notou que via as imagens como já não acontecia há muito tempo. No dia seguinte levantou-se, verificou que não era ilusão e disse ao filho «eu já vejo e tenho a vista curada». O filho aconselhou-a a falar com os carmelitas e a partir daí o vice-postulador procurou obter informações de todos os médicos e hospitais sobre o que tinham feito e a que conclusões tinham chegado. Os médicos atestaram não existirem meios científicos para resolver o problema da doente e que não encontravam uma razão natural e científica para a cura. A conclusão não podia ser mais clara. «A ciência não pode explicar a cura». Toda a documentação médica foi, depois, sujeita a análise por parte de uma junta médica credível solicitada pela diocese de Lisboa. Chamaram a senhora e testemunhas que a conheciam. A junta médica diocesana deu o parecer favorável ao milagre declarando que «de facto não se conseguia explicar a cura da senhora por razões científicas e naturais» deixando implícitas as razões sobrenaturais.
– E qual foi o papel do Vaticano no processo?
– O processo ficou concluído em 2007 e seguiu para Roma onde a documentação do milagre foi sujeita a outra junta médica nomeada pela Sagrada Congregação para a Causa dos Santos que procedeu à análise e votação tendo, de facto, constatado que não havia cura para a senhora. Os teólogos concluíram que «se tratava de um fenómeno admirável» ou seja «um milagre». O Papa só assina e subscreve depois da Sagrada Congregação, actualmente presidida por um cardeal italiano desde que D. José Saraiva Martins atingiu o limite de idade, apresentar os documentos credíveis. No dia 3 de Julho de 2008 a Sagrada Congregação apresentou ao Papa dois decretos para ler e assinar. O primeiro relata as virtudes heróicas e o outro decreto estabelece a existência de um milagre. Esses dois decretos eram depois apoiados na «Posició» do Beato Nuno escrito pelos teólogos a partir dos documentos que nós lhe fornecemos e das certificações médicas. Nesse mesmo dia o Papa assinou os dois decretos significando que a partir desse momento nada impedia a canonização. Agora, ao Papa, apenas faltava ouvir no primeiro consistório agendado os cardeais para saber se algum tinha alguma coisa a opor. No dia 21 de Fevereiro de 2009 o Papa Bento XVI presidiu na Sala Clementina ao Consistório Ordinário Público e, depois de ouvir os cardeais, proclamou a canonização do Beato Nuno Álvares Pereira com o nome de D. Nuno de Santa Maria marcando a data da cerimónia pública para 26 de Abril de 2009 em Roma.

Este domingo, 26 de Abril de 2009, durante a missa pontifical presidida pelo Papa Bento XVI decorreram as cerimónias protocolares que incluíram a leitura do Decreto. O nome São Nuno de Santa Maria foi acrescentado ao catálogo dos santos tendo direito a culto com imagem nas igrejas de todo o Mundo. A festa do Beato Nuno, padroeiro secundário da diocese de Lisboa, tem sido celebrada no dia 6 de Novembro. Isto e muito mais da vida de > Nuno Álvares Pereira > Santo Condestável > Beato Nuno de Santa Maria > São Nuno de Santa Maria – o santo que antes de ser já o era –, pode ser lido e apreciado no livro «Nuno Álvares Pereira – Nuno de Santa Maria», publicado recentemente e da autoria de mestre Jesué Pinharanda Gomes. Aqui.

Ver mais informações sobre São Nuno de Santa Maria Aqui.
jcl

Ao visitar a Casa do Castelo pela primeira vez, numa conversa com a proprietária D. Natália tomei conhecimento da existência de um «Ehal» na casa. Para os judeus o «Ehal» é o sitio onde se guardam os objectos de maior significado religioso e para onde todos se voltam nos momentos de oração e devoção ao seu Deus, que neste caso é um «Armário» onde se guardam as palavras sagradas a Torah que para o Judeus é o objecto mais sagrado.

Kim TutatuxEsclarecimento prévio:
– Não possuo quanto a este assunto qualquer interesse ideológico, financeiro e ou pessoal;
– Não sou simpatizante das politicas seguidas pelos actuais políticos representantes do estado Judaico, muito antes pelo contrário, sou um acérrimo critico;
– Não possuo também qualquer preconceito contra a religião Judaica, assim como não possuo em relação a qualquer outra religião;
– Não estou sujeito ao rigor cientifico que outras pessoas estão.

Posto isto, tudo o que aqui se segue é apenas o raciocínio livre de uma pessoa que pensa e analisa a questão de uma forma desprendida dando relevo apenas à lógica das coisas. Estou disponível para aceitar outras perspectivas sem dramas pois não havendo comprometimentos nem enfeudamentos e estando a questão no plano restritamente intelectual, é para mim aceitável que haja outras ideias sobre o assunto, sendo o contraditório entendido como um estimulo e uma contribuição, para a descoberta de algo que com certeza será uma aproximação da verdade histórica.
Postas as coisas neste patamar vamos lá à questão que me move a escrever estas linhas.
Ao visitar a Casa do Castelo pela primeira vez, numa conversa com a proprietária D. Natália tomei conhecimento da existência de um «Ehal» na casa.
Para quem não sabe o que é o «Ehal», podemos comparar ao que na religião católica hoje se chama o altar, digamos que é o sitio onde se guardam os objectos de maior significado religioso e para onde todos se voltam nos momentos de oração e devoção ao seu Deus, que neste caso é um «Armário» onde se guardam as palavras sagradas a Torah que para o Judeus é o objecto mais sagrado.
Não sendo um especialista na matéria achei interessantíssima a questão, que de facto não me parecia estranha, pois sabia que Judeus e Cristãos para além de partilharem as raízes religiosas (o Antigo testamento é comum às duas religiões), viveram em comum nesta região sem dramas, até às perseguições realizadas pelos Católicos a esta religião irmã.
A atestar esta realidade estão a Judiaria da Guarda a de Belmonte e muitas outras que há na região do Sabugal.
Assim, a situação não me pareceu desenquadrada muito antes pelo contrário tudo encaixava numa lógica que não exigia esforço.
Essa lógica está resumidamente descrita nos meus anteriores artigos «Testemunhos do culto judaico».
Ora chegou-me agora ao conhecimento que no Jornal de Notícias, de 21 de Julho de 2008, foi publicado um artigo onde se dá a conhecer que foi classificada pelo IGESPAR a Sinagoga do Porto.
Ao observar a fotografia que ilustra o artigo, não pude deixar de encontrar similitude entre o Ehal do Porto e o Ehal da Casa do Castelo no Sabugal, o que se pode facilmente constatar observando as imagens.
De facto não me surpreendeu a parecença muito antes pelo contrário, apenas veio reforçar e adicionar mais certeza à minha convicção de que a Casa do Castelo possui um dos mais antigos vestígios da presença da cultura Judaica na região.
Pelo que, agora com mais convicção e certeza, me atrevo a afirmar que a Casa do Castelo possui o mais antigo vestígio da comunidade Judaica na região mas que tem uma outra particularidade, a Casa do Castelo está situada onde foi a Sinagoga do Sabugal.
Este facto que tenho agora com muito mais convicção, de que a Casa do Castelo foi a Sinagoga do Sabugal, apenas vem trazer ao Sabugal uma enorme mais valia em termos de enriquecimento histórico e turístico.
De facto, com esta descoberta, o Sabugal salta para a dianteira em termos de rota histórico-turística no que ao assunto diz respeito, colocando o Sabugal num lugar de destaque relativamente a outros destinos actualmente com mais notoriedade.
Resta-nos a nós Sabugalenses com sangue Arraiano, saber tirar o devido partido desta significativa descoberta e fazer com que este nosso património seja preservado e divulgado, apoiando o trabalho meritório da família da D. Natália, que souberam preservar o melhor que puderam, este importante vestígio dessa comunidade que aqui prosperou ao ponto de construir um edifício de tão grandes dimensões para adorar o seu Deus.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

Foi com imenso prazer que participei na revitalização do espaço multimédia e da biblioteca de Alfaiates. Já, em outras ocasiões, havia visitado esses locais de cultura mas agora encontram-se mais enriquecidos a todos os níveis.

José Manuel CamposFelicito os homens e algumas senhoras, porque ao lado de um bom homem há sempre uma boa senhora, pelo trabalho e dedicação em prol de tão nobre causa.
Permitam-me que destaque alguns senhores porque já me habituei a lidar com eles e a quem tiro, efectivamente, o meu chapéu. O Manuel Paulos, o Pedro Santos, o François, presidente da Junta, o Horácio Botelho, entre outros, são, na verdade, homens que qualquer outra terra gostaria de ter.
Tenho tido, como referi, alguns contactos com eles e confesso que já aprendi bastante com todo o seu dinamismo e dedicação à sua bonita terra.
Já estamos a envidar esforços para podermos dinamizar algumas acções entre Alfaiates e os Foios.
Pela parte que me diz respeito estou totalmente aberto para que nos possamos juntar, planificar e desenvolver as mais diversas iniciativas. Este é de facto o caminho.
Biblioteca Multimédia de AlfaiatesVocês, alfaiatenses, em vez de criticarem reconhecem, colaboram e estimulam. A maioria dos senhores já visitaram o Centro Cívico de Foios. Gostaram e começaram a pensar, de imediato, em actividades conjuntas.
Outros, porventura, mais ignorantes, optam pela crítica do bota abaixo. Esse nunca foi nem nunca será o caminho certo. É que sempre se ouviu dizer que a inveja é irmã da incompetência. Os senhores de Alfaiates, que acima referi, não são invejosos.
No dia 23 de Maio vou acompanhar um grupo, de meia centena de espanhóis, que vêm de Hoyos, e terei imenso prazer, depois de uma visita ao castelo, em os levar a visitar esses nobres espaços que, no fundo, se encontram em Alfaiates mas que são do concelho e do país e do mundo.
Parabéns amigos de Alfaiates. Desejo-vos as maiores felicidades.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Os que viveram na juventude ou na velhice, no Estado Novo e tiveram a dita de participar, colaborar de alguma forma ou simplesmente assistir à Revolução dos Cravos, nunca mais esquecerão a euforia das primeiras horas e dias de todo um povo que «saiu à rua». Era a morte do Estado Novo e o nascimento do Estado Democrático.

José MorgadoFelizmente, passados 35 anos, o ritual da sua celebração ainda não desapareceu, nem acabará enquanto existirem milhões de portugueses que viveram tão intensamente essa «ruptura histórica» e se soubermos transmitir às gerações seguintes, natas e nascituras, porque razão nasceram num país livre.
No entanto, o Estado Novo desmoronou-se depressa, mas ainda não se dissolveu completamente, após o período revolucionário.
Com humildade os capitães de Abril cederam de bandeja aos políticos o poder absoluto então conquistado permitindo a formação de partidos políticos e eleições livres.
Foi caso único, na história dos golpes militares.
Muitos pensaram que não actuaram por iniciativa própria e que por detrás deles, outras forças jogavam na sombra, nomeadamente PCP que se infiltrara na Academia Militar. Penso que tudo não passa de suposições.
A imprensa internacional, militares e intelectuais de todo o mundo, deslocaram-se a Portugal para tentar perceber o que se estava a passar.
As afirmações de Vasco Lourenço são elucidativas: «Era cómico convencê-los de que só queríamos criar condições democráticas. Tivemos uma influência muito forte no mundo da época, chegamos a ser uma espécie de coqueluche da Europa. Mostramos que as Forças Armadas podiam estar a favor da liberdade. Os militares peruanos derrubaram a ditadura mas não entregaram o Poder aos civis, nós entregámos. Em Espanha, por exemplo, a transição para a democracia não se teria dado de maneira pacífica se não tivesse havido o exemplo português.»
Segundo Otelo Saraiva de Carvalho, toda a América Latina sofreu a sua influência. Nos países do Leste talvez não tivesse havido perestroika sem o 25 de Abril.
Parece é que em Portugal, a médio/longo prazo ficou tudo na mesma.
O escritor José Saramago, Prémio Nobel da Literatura disse nos finais dos anos 90: «Se não tivesse havido o 25 de Abril em 1974, hoje estaríamos exactamente como estamos. A questão a saber, é se nos mereceremos ter vivido aquela data. Tal como os que deflagraram o Maio de 1968, em Paris, merecerão, sendo o que são actualmente, tê-lo vivido?»
Acrescento eu, outra, a esta interrogação e que é uma frase batida: «Terão sido pérolas a porcos?»
Que a tradição do Sabugal em comemorar anualmente, com dignidade, o 25 de Abril, continue sempre, para que não se perca a memória.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Amanhecer na Ria de Aveiro.

(Clique na imagem para ampliar.)

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) comemorou ontem, dia 25 de Abril, quatro anos de actividade e o seu director, Américo Rodrigues, disse na sessão comemorativa lamentar que o Ministério da Cultura não apoie o projecto.

Visita ao TMG guiada por Américo RodriguesAmérico Rodrigues, reafirmou algo por que há muito luta: a necessidade do Ministério da Cultura apoiar o funcionamento desse importante equipamento cultural do interior do País. O TMG não recebe apoios governamentais apenas porque este é gerido por uma empresa municipal, a Culturguarda, funcionando o equipamento apenas com os apoios da Câmara Municipal. «O Ministério da Cultura não resolveu o problema que é apoiar os teatros geridos por empresas municipais, porque não podem concorrer aos apoios às artes», lamentou Américo Rodrigues na sessão evocativa.
Para o director do TMG esta falta de apoio por parte do Ministério da Cultura é uma profunda injustiça, tendo em conta as provas que o TMG tem dado, pois mantém «uma programação de qualidade, diversificada e dirigida a todos os públicos». Esta é uma situação lamentável porque «o que seria desejável era que o Ministério da Cultura olhasse para a paisagem cultural do país e dissesse que é determinante que estas estruturas sejam apoiadas porque fazem um trabalho de qualidade e reconhecido».
António Pedro Pita, Delegado Regional da Cultura do Centro, confrontado pela Agência Lusa com as preocupações do director do TMG, disse que as modalidades de apoio só poderão ser equacionadas quando forem definidas «as condições do novo mapa cultural» do país. «Sem este mapa estar definido não faz sentido estar a abordar questões financeiras para estes equipamentos», acrescentando que «a rede depende de um calendário» sobre o qual não quis pronunciar-se. Contudo admitiu: «Há um mapa informal, agora, temos que decidir se queremos ou não dar-lhe uma forma mais acabada».
O responsável reconheceu ainda à Lusa que o TMG desempenha «um lugar fundamental» na rede de teatros e cine-teatros.
O TMG é um complexo de grande qualidade arquitectónica, composto por dois cubos gigantes, localizado no centro da cidade da Guarda, junto do antigo Convento de São Francisco. Integra o grande auditório (com capacidade para 626 pessoas), o pequeno auditório (com capacidade para 164), o café-concerto e uma galeria de exposições. A sua construção custou cerca de 10,5 milhões de euros.
Foi inaugurado em 25 de Abril de 2005, e tem mantido, sob a orientação de Américo Rodrigues, uma intensa actividade cultural. Nos quatro anos de funcionamento realizaram-se largas centenas de espectáculos e passaram pelo complexo mais de cem mil pessoas, o que o torna num dos mais activos espaços culturais do interior do País.

Parabéns a Américo Rodrigues pelos quatro anos de intensíssima actividade do TMG, cujo projecto nasceu da sua luta persistente pela valorização da cultura na cidade da Guarda.
plb

Hoje, dia 25 de Abril, pelas 15,30 horas, a Associação Espaço Multimédia de Alfaiates (EMA) inaugura a Biblioteca Rainha Santa Isabel, que reúne livros doados pelo alfaiatense Padre Manuel Lopes Botelho.

Biblioteca Rainha Santa IsabelSão cerca de quatro mil livros, maioritariamente oferecidos pelo sacerdote alfaiatense, que agora está aposentado após ter exercido o sacerdócio na arquidiocese de Évora.
Integrados na cerimónia estão previstos dois concertos musicais, realizando-se um deles na altura da inauguração e o outro à noite. À tarde actua a Tele Tuna da Telecom de Viseu e à noite o Grupo de Cantares Vozes da Quinta, vindos da Quinta de Gonçalo Martins.
A biblioteca ficará instalada na antiga escola feminina da localidade, onde já funciona, desde Fevereiro de 2003, o espaço multimédia da aldeia raiana. O espaço foi sujeito a obras de adaptação, financiadas pela Câmara Municipal do Sabugal e pela Junta de Freguesia.
Alfaiates é uma antiga sede de concelho, hoje integrada no concelho do Sabugal, cuja praça-forte desempenhou um importante papel ao logo da história. A agora aldeia tem diversos testemunhos do seu período áureo, como o castelo, a igreja da Misericórdia, o pelourinho e o convento da Sacraparte. Alfaiates é terra de fortes tradições raianas, sendo uma das aldeias onde se realiza a tradicional tourada com forcão.
plb

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 25 de Abril de 2009.
Local: Sabugal.
Legenda: Eugénio dos Santos Duarte, natural do Soito, apresentou o seu livro «Baú da Memória – O Soito de Antigamente» rodeado de familiares e amigos.

Autoria: Kim Tomé (Tutatux).
Clique na imagem para ampliar

Veja a Galeria de Imagem de Kim Tomé Aqui.

António EmidioOs que não podem recordar o passado, ou não querem, estão condenados a repeti-lo.

Não acordei, não quero acordar desse sonho que foi o 25 de Abril de 1974. Foi daqui, da então Vila do Sabugal, que assisti a tudo através da televisão e da rádio, não tive o privilégio de estar em Lisboa, mas depressa eu, e toda a gente, se apercebeu da chegada da Democracia e da Liberdade.
E agora, passados 35 anos, o que resta de Abril? Quase nada. Vou transcrever umas palavras de Salvador Allende, as últimas antes de ser abatido a tiro. Nada têm com Abril, mas leia-as com atenção leitor(a):
25 de AbrilTrabajadores de mi pátria: tengo fe en Chile y su destino. Superarán otros hombres este momento gris y amargo donde la traición pretende imponerse. Sigan ustedes sabiendo que mucho más temprano que tarde de nuevo se abrirán las grandes alamedas por donde passe el hombre para construir una sociedad mejor. Viva Chile! Viva el Pueblo! Vivam los trabajadores! Estas son mis ultimas palabras. Tengo la certeza de que mi sacrifício no será en vano. Tengo la certeza de que por lo menos será una leccion moral que castigará la felonia, la cobardia y la traición.
Allende foi assassinado, e os democratas chilenos mortos e torturados, para ser imposta no Chile a teoria neoliberal, a mesma que atirou Portugal para a ruína moral e económica em que estamos presentemente. Aqui não se necessitou de nenhum golpe de estado, traiu-se Abril e a Democracia.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Seguindo o lema «APEES ao serviço da comunidade escolar», a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Sabugal resolveu comemorar a revolução de 25 de Abril de 1974 através de uma exposição temática.

Cravos de AbrilA exposição consta de 18 painéis da Associação 25 de Abril, cedidas à APEES para esta exposição no Sabugal, além de vários cartazes alusivos às comemorações da Revolução feitas ao longo dos anos. Trata-se assim de uma retrospectiva do que foi aquele dia de 1974, com o objectivo de explicar ás novas gerações a nossa história mais recente.
Os acontecimentos deste dia, de que agora passam 35 anos, revelaram que o Movimento das Forças Armadas estava organizado e que era mais do que uma organização corporativista. Os militares da Revolução preconizaram um momento da História Portuguesa, com milhares de outros protagonistas anónimos, que merece ser relembrado como um dos acontecimentos inesquecíveis da nossa história mais recente.
José Eduardo Coelho, presidente da APEES

A Sony prepara-se para despedir 8000 trabalhadores em todo o Mundo.

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Portugal também foi contemplado pela multinacional japonesa. «A iberização vai trazer uma mais-valia à companhia. Fui substituido por um espanhol e o grupo que eu coordenava passa a reportar a Espanha», diz Luís Ferreira, ex-director de marketing em Portugal.
«Luís Ferreira, 44 anos, fechou pela última vez a porta da Sony, aberta há 22 anos. É um dos 8 mil trabalhadores globalmente dispensados pela multinacional japonesa. Perceba, no vídeo, como a Sony Portugal perdeu a liderança.» («Expresso Online»).

«Portugal vanguardista ao nível tecnológico», diz o primeiro-ministro José Sócrates durante a inauguração, no dia 7 de Abril, de mais um um centro especializado da multinacional britânica «Logica» para os sectores da electricidade, água e gás, para uma gestão eficiente do consumo. As isenções e benefícios ofereciados fazem lembrar a Qimonda. Enquanto durarem…
Os que defendem a regionalização ouviram a líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite, dizer esta sexta-feira, que o país tem outras prioridades. Pois…

Assim sendo, como efectivamente é, talvez seja melhor começar já a preparar a defesa da iberização.
jcl

A Câmara Municipal da Mêda assinala no sábado o 35.º Aniversário do 25 de Abril, dia da Liberdade, com um programa de cariz popular onde pretende o envolvimento da população da cidade e concelho.

Longroiva, MêdaO programa da Câmara Municipal da Mêda para as comemorações do 25 de Abril tem início com a alvorada e o lançamento de 35 morteiros alusivos aos 35 anos do «Movimento dos Capitães». Às 15 horas de sábado será inaugurada uma exposição sobre a freguesia de Longroiva sob o tema «Terra dos Templários & Termalismo», no posto de turismo da Mêda e sessão solene comemorativa nos paços do concelho. Às 21 horas actua o Grupo de Canto e Dança de Oeiras (Casa Municipal de Cultura).
O Presidente da Câmara Municipal, João Mourato, afirma a propósito destas celebrações que «é preciso cada vez mais relembrar o Movimento dos Capitães, o significado que tem para os portugueses que com ele viram restituídas as Liberdades Fundamentais dos cidadãos».
Desse modo, faz todo o sentido, num acto de grande dignidade, o Município de Mêda ter atribuído o topónimo “25 de Abril” a uma nova avenida da nova cidade de Mêda e que está interligada com modernidade do sistema urbano e de acessibilidades da Mêda e seu concelho
A inauguração neste dia da Exposição sobre a Freguesia de Longroiva representa também, para o Presidente da Câmara Municipal, «a força do Poder Local que no pós-25 de Abril se preocupou com o bem-estar, criação de riqueza da freguesia e concelho, ao encetar a construção e conclusão do novo Pólo Termal de Longroiva».
Entretanto foi empossada pelo Presidente da Assembleia-Geral, João Mourato, a nova Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mêda presidida por Paulo Amaral. Luís Gamboa para a presidência do Conselho Fiscal.
João Mourato, que desempenha também funções de Presidente do Município de Mêda, relembrou na tomada de posse, que «ser bombeiro, para além do acto voluntário, é também um acto solidário o que acarreta enormes responsabilidades para todos, tendo em conta que a comunidade espera sempre o apoio desta instituição nas horas de infortúnio, quer seja em casos de incêndios, doença ou sinistro/acidente».
aps

Esta semana comemora-se o 25 de Abril, o dia mágico, em que os Capitães de Abril, como foram celebrizados, devolveram a democracia ao povo, depois de 48 anos de ditadura, onde não havia liberdade de expressão, sendo a de opinião, cerceada, amiúde.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaJá lá vão 35 anos de uma democracia, onde nem tudo foram rosas, principalmente, nos primeiros anos do PREC, Período Revolucionário Em Curso, onde a luta pelo poder foi muito acesa, cometendo-se muitos atropelos e excessos, não há como escondê-los, a história lá os foi desbravando, devido, sobretudo, a uma ânsia grande de poder e protagonismo, acrescido também de alguma falta de experiência e emoções exacerbadas, levando a tentativas de golpes e contra-golpes, atentados à bomba, quando isso convinha a quem os mandou executar, causando algumas baixas.
Durante este tempo, também se foi formando uma consciencialização positiva, com uma nova mentalidade, ajudando a compreender melhor a situação política, que acabava de dealbar.
A liberdade conquistou-se com a ajuda dos militares, foram determinantes no golpe dessa madrugada de 1974, alguns da nossa zona, como o amigo Natalino Fernandes, do Baraçal, que avançou com Salgueiro Maia, de Santarém, em direcção a Lisboa, ao Quartel do Carmo, porventura ainda alguns mais, nas diversas zonas fulcrais do Movimento dos Capitães, mas também com inúmeros outros, fora da esfera militar, que lutaram, abnegadamente, ao longo das suas vidas. A todos estes, também temos que estar agradecidos, pela sua luta e perseverança, em busca de um novo ideal.
Todo o movimento dos militares no Quartel do Carmo, a chegada do General Spínola, a entrada do Dr. Marcelo Caetano na chaimite da tropa, para ser protegido e levado ao aeroporto, as palavras de ordem que ali foram gritadas durante a tarde, tudo isto exerceu um fascínio difícil de descrever, em todos os que por lá permaneceram.
Uma semana depois, o espectacular primeiro, 1.º de Maio, passe a redundância, comemorado em liberdade e euforia, acompanhando a enorme manifestação, que decorreu desde o Martim Moniz, subindo a Av. Almirante Reis até ao Estádio 1.º de Maio, a abarrotar de gente, seguindo-se os discursos dos lideres, regressados do exílio, com destaque para Mário Soares e Álvaro Cunhal, entre outros.
O que me move, apenas, é recordar aqueles dois dias, plenos de simbolismo, que representaram uma nova vida, em termos de liberdade e democracia para a nossa geração, esta beleza singela, em directo, focando sobretudo, as explosões de alegria e as manifestações espontâneas de contentamento dos populares, vividas nas ruas de Lisboa, a que se seguiram as discussões de interesse politico e de poder, que por pouco, não descambaram em consequências desastrosas, como uma eventual guerra civil, estando próxima, deitando tudo a perder, depois de bastos esforços dos que se empenharam.
Parecia que nada se sabia, antes da tentativa do denominado golpe das Caldas da Rainha, um mês antes, dando a impressão de ignorância politica, fosse por cautela e medo da PIDE, ou porque razão fosse e, de repente, tudo se transformou, como por artes mágicas, toda gente passou a ser catedrática da democracia, num clic!…
Comemorar o 25 de Abril de 1974 é fundamental pelo que representa, independentemente do que a história registará, não adiantando muito, atirar-se o ónus das culpas que não convêm, para o vizinho do lado. Haverá, por certo, responsabilidades a repartir, seja pelo voto ou pela abstenção deliberada, deixando para outros, o que poderíamos ajudar a resolver, com mais e melhor participação.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

A reportagem da RTP-Guarda esteve na freguesia raiana dos Fóios, no concelho do Sabugal, dando conta da indignação da população pelas pesadas multas que o Fisco aplicou aos idosos que não entregaram, por desconhecimento, as declarações de IRS.

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Equipa RTP: Jorge Esteves (jornalista), Ismael Marcos (imagem) e Pedro Carvalhinho (edição).
jcl

A romaria à Senhora da Graça na segunda-feira de Pascoela é uma das tradições mais arreigadas nos habitantes da sede do Concelho, assim como os jogos de futebol do Sporting do Sabugal.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»E como era natural, sabugalense que sou, voltei à terra e, embora não cumprindo com a tradição de comer a merenda na Senhora da Graça, ali fui em romaria na segunda-feira de Pascoela, feriado municipal.
É uma festa de elevada singeleza e de grande devoção face a uma das formas como os católicos se relacionam com a Nossa Senhora (Maria, mãe de Jesus).
Na prática resume-se a uma ida a pé ou de carro até à capela localizada a três quilómetros da cidade, a assistir à missa e acompanhar a imagem da Sra. da Graça numa pequena procissão em torno da capela..
A manhã começa no entanto com umas pataniscas de bacalhau e umas rodelas de chouriça, acompanhadas com um copo de vinho, oferta da Câmara Municipal e dos mordomos, costume que em boa hora os mordomos de há quase duas décadas (penso que na mordomia do Presidente da Junta), recuperaram. Posta a mesa na sala da casa do ermitão, perto da antiga capela agora desactivada, constitui um momento ideal para um convívio e uma confraternização entre todos os que ali queiram ir.
Infelizmente já não se vêem as famílias com as suas merendas, o que dava um colorido e uma vida àquele sítio, após a procissão, quando todos ocupavam os espaços livres nos pinhais e carvalhais em volta para almoçar.
Agora, e após as cerimónias religiosas a grande maioria dos romeiros ruma às suas casas ou aos restaurantes da cidade, poucos sendo aqueles que ainda mantêm a tradição de merendar na Senhora da Graça.
A Festa continua linda e permitiu encontrar os amigos de sempre, aqueles que guardamos no coração desde a infância e dos bancos da escola…

Senhora da Graça - SabugalE, claro, havendo futebol no domingo, fui ver o nosso Sporting (o do Sabugal evidentemente…), que jogava com outro Sporting, este da Mêda. Jogava-se o segundo lugar do Campeonato, e, talvez mesmo o primeiro lugar.
Jogo vivo no campo de treinos em terra batida, por impossibilidade de utilização do campo principal.
Para quem se lembra do antigo campo onde está a Praça e o Terminal Rodoviário, parecia ter-se voltado aos «heróicos» jogos contra a Guarda…
Duas equipas aguerridas e lutadoras, um público entusiasta, uma vitória suada e vingadora, mas merecida do Sporting do Sabugal. Suada porque desde a meia hora da primeira metade jogaram com menos um jogador e nos últimos vinte minutos com menos dois. Vingadora, pela exibição do árbitro que mais parecia alguns árbitros das Ligas maiores do futebol, tanto fez para prejudicar a nossa equipa.
No final, embora lamentando alguns excessos, os sabugalenses presentes fizeram sentir o seu repúdio pelo que tinha acontecido, mas souberam também aplaudir e encorajar os nossos jogadores.
Foi uma boa tarde de afirmação das gentes do Sabugal e, embora possa ser mal interpretado, não posso deixar de referir a diferença de comportamento das Autarquias. Do lado da Meda o Presidente da Câmara Municipal acompanhou o clube e deu a cara por ele durante o intervalo quando as coisas já estavam quentes; do lado do Sabugal, o Presidente da Junta de Freguesia (o Manel Rasteiro), um dos maiores entusiastas no apoio à equipa da terra…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Ana Luísa Gomes, de 23 anos, natural e residente em Sortelha, é o quarto elemento da lista de Joaquim Ricardo, candidato independente nas listas do MPT-Partido da Terra à Câmara Municipal do Sabugal.

Ana Luísa GomesO blogue do candidato Joaquim Ricardo acaba de avançar com o nome do quarto elemento da sua lista.
A escolha recaiu em Ana Luísa Gomes, natural e residente na freguesia da Aldeia Histórica de Sortelha. A jovem, de 23 anos, é assistente social, licenciada pela Universidade Católica Portuguesa e mestranda em Empreendedorismo e Serviço Social pela Universidade da Beira Interior na Covilhã.
Ana Luísa trabalha, actualmente, numa instituição de apoio a pessoas com deficiência, tendo alguma experiência nas áreas da delinquência juvenil, serviço social de empresa e apoio domiciliário.
Ana Luísa é o mais jovem elemento da lista de Joaquim Ricardo que, recorde-se, tem António Freitas como número dois e Graça Gralha na terceira posição.
jcl (12.30 horas)

O território do Sabugal tem valores únicos a nível nacional, europeu e mundial que obrigam a um trabalho competente e profissional na sua defesa e promoção e nos quais a Câmara e as Associações do concelho têm obrigação de se envolver de forma pró-activa dando disso conhecimento público aos cidadãos e aos seus sócios até porque estão em causa dinheiros públicos. Aproveito para falar das concentrações hípicas e da Festa do Mundo Rural, dois temas que devem merecer a nossa reflexão.

Passeio concentração da Associação Hípica Amigos do Cavalo (Foto de Kim Tutatux)Decorreu no último fim-de-semana de Março, entre a Praça de Touros do Soito e o Complexo Turístico da Quinta das Sereias, uma concentração organizada pela Associação Hípica Amigos do Cavalo que reuniu mais de 100 cavaleiros. A direcção, recentemente eleita, delegou nos irmãos André e Miguel Nabais (dois juniores orientados pelo pai João) e no sénior João Carvalho a organização do evento que correu a contento e com grande participação. Mereceu destaque no Capeia Arraiana, na LocalVisãoTv e em outros órgãos da região e serviu para um grande trabalho do repórter fotográfico Kim Tutatux que pode ser visto Aqui.
No dia anterior tinha tido oportunidade de falar com um casal holandês, radicado no Algarve, que estava hospedado em Sortelha, na quinta do Mesquita, e que se mostravam surpreendidos com a beleza natural das terras raianas. São proprietários de vários cavalos e colocavam a hipótese de se mudarem para a nossa região.
Os Fóios são ponto de passagem, e de paragem obrigatória para refeição, de muitas concentrações de cavaleiros portugueses e espanhóis que transformam o ambiente e a paisagem acrescentando-lhe ainda mais beleza (acrescentei o «ainda mais» para que o presidente José Manuel não se zangue comigo) e salero. É bonito de ver e ouvir a empatia entre cavalo e cavaleiro, o «ar vaidoso» dos cavaleiros e a música do trote das montadas.
«Concentrações de cavalos existem em muitos lados» é a resposta fácil. Sim! Mas… é um valor que pode ser transformado com competência em oportunidade. A interioridade das terras do Sabugal é uma oportunidade. A Raia é uma oportunidade. Desafio a Associação Hípica Amigos do Cavalo a preparar aquilo a que se poderá chamar «I Concentração Hípica Ibérica» e que poderia transformar-se num acontecimento ibérico ou mesmo europeu. Foi assim que começou a Concentração Motard de Faro e se transformou num evento grandioso onde já tivemos (eu, a Ana e a Transalp) a felicidade de participar vários anos. A data certa? A Festa do Mundo Rural seria um momento perfeito para uma concentração hípica. O número? 1000 participantes seria um número mágico para a primeira edição.
Em declarações recente da presidente da Pró-Raia, Lurdes Saavedra, ficámos a saber que está previsto para o Soito a quinta edição da Festa do Mundo Rural, um evento organizado em conjunto com a Câmara Municipal do Sabugal. A associação pretende, igualmente, levar a efeito, lá mais para o Verão, a Mostra da Juventude. As iniciativas resultam do PACA – Plano de Aquisição de Competências e Animação que dinamiza e agrega todas as acções de desenvolvimento da economia rural e está integrado no PRODER e de que a Pró-Raia é um parceiro privilegiado.
E por falar em festas, recordo outro acontecimento concelhio, a Festa da Europa, com um programa recheado em 2008 que incluiu o Grande Prémio de Atletismo do Baraçal, onde a ADES sorteou um automóvel entre os atletas participantes. E por falar em ADES recordo as duas (?!) actividades culturais e de promoção do concelho disponíveis na página da Associação e previstas para 2008: «Pintar Sabugal 2008» e «Colóquio sobre cozinhas tradicionais» (ver Aqui.) faltando ainda divulgar publicamente as propostas para o presente ano.
A ADES é, e deve ser, um veículo de desenvolvimento do concelho que tem uma área de intervenção bem definida e que pode ser consultada Aqui.
Esteve, aliás (e muito bem) na primeira linha da luta contra o fecho das urgências no Sabugal mas não esteve (e devia estar) solidariamente com os pais e alunos que, emotivamente, pediam no início do ano lectivo que não lhes fechassem as escolas primárias. Uma escola primária fechada é um enorme passo atrás no desenvolvimento do nosso concelho e promove o afastamento das crianças das suas referências.
Todos somos poucos para defender o concelho do Sabugal. Mas… entre aqueles que perguntam «O que posso fazer pelo Sabugal?» e «O que pode o Sabugal fazer por mim?» estou, convictamente e de consciência tranquila, entre os primeiros.

Adoro notas de rodapé. Aqui ficam mais três:
1 – O futebol já foi, para mim, uma paixão. Durante mais de 12 anos vivi, dia-a-dia, no jornal «A Bola» os aspectos positivos e negativos do desporto-rei em Portugal. Recentemente um árbitro e um dirigente desportivo foram a tribunal acusados de corrupção. Não se provou a corrupção mas provou-se que o dito árbitro tinha estado em casa do presidente de um dos clubes envolvidos no jogo do fim-de-semana seguinte que este iria dirigir. Deixando de lado as coisas da justiça é curioso como alguns anónimos aspirantes a árbitros professam… (perdão) proferem decisões sobre jogos a que não gostam de assistir. As ofensas pessoais anónimas têm sempre a «assinatura» de dois tipos de pessoas: aqueles que ladram à voz do dono ou aqueles que, como gostava de dizer o meu saudoso pai, se alimentam da palavra com que o grande poeta Luís de Camões terminou o último verso dos Lusíadas. De qualquer forma, e em relação ao aspirante a árbitro, até da bancada foi visível que não está em forma, mostrou cartões a faltas inexistentes, marcou penalties que só ele viu e validou uma jogada em que golo foi marcado com a mão e em nítida posição de fora de jogo.
2 – Por falar de competências e valores de aspirantes a categorias profissionais que exigem muita leitura, muito estudo, muito trabalho e… muita vocação aconselho a leitura da Lei de Imprensa (em especial o artigo 3.º que define os limites e o direito ao bom nome) e do Código Deontológico dos Jornalistas.
3 – O Blogue Capeia Arraiana é publicado diariamente na Internet desde o dia 6 de Dezembro de 2006. A data vale o que vale.

«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages (jcl)

jcglages@gmail.com

Não gosto do senhor engenheiro por ser arrogante, medíocre e ter um conceito absolutista e ditatorial de poder. Mas não sou dos que se influenciam pelas histórias nunca suficientemente apuradas que a comunicação social conta do senhor.

João ValenteAcompanho com preocupação o caso Freeport e os seus últimos desenvolvimentos, designadamente o visionamento do vídeo em que o inglês Charles Smith cataloga o senhor engenheiro de corrupto.
O caso agora é mais grave e não pode ficar na simples insinuação, como as outras histórias acerca do senhor engenheiro, porque se trata de uma imputação séria a um governante de Portugal. Já não é a honra do senhor engenheiro, mas a nossa que está em causa.
Mas também não podemos acusar nem fazer juízos de valor com base em simples notícias em jornais, porque é aos tribunais que compete apurar a verdade dos factos, acusar e julgar; não aos jornais.
Muitos já formularam uma sentença de condenação do senhor engenheiro com base nas notícias; outros absolveram-no porque não há nenhuma prova contra ele passada no crivo da justiça.
A paixão nunca foi boa conselheira nestas matérias e leva a posições extremas, como a de Mário Crespo e Fernanda Câncio sobre o escândalo, com esta a pôr as «mãos no fogo» pelo senhor engenheiro e a acusar aquele de jornalismo de qualidade duvidosa.
Se compreendemos a ironia da Fernanda Câncio quando diz que devemos fingir que o Mário Crespo é Jornalista, quando acusa sem provas o senhor engenheiro; também sabemos que aquela é uma jornalista com um interesse especial no caso: Dorme com o suspeito. E isto não é ironia; é um facto!
Vamos pois abster-nos de julgar na praça pública e aguardar com a paciência do caçador furtivo, que o furão faça o seu trabalho e o coelho saia da toca por um dos dois buracos; o da rede ou o da liberdade.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Em França publicou-se um livro intitulado «O Telegrama – Do outro lado do rio», dedicado à emigração portuguesa para aquele país, vista por jovens da segunda e terceira geração.

O Telegrama – Do outro lado do rioA edição é da Association Cap Magellan e o livro, abundantemente decorado com fotografias das pessoas e dos lugares, começa com o testemunho do jovem Daniel: «A história que vos vou contar é a do meu pai, Manuel Martins, hoje com 60 anos. Durante a sua infância, viveu na pequena aldeia de Aldeia do Bispo da Raia, no concelho do Sabugal, a sessenta quilómetros da Guarda, onde as actividades económicas se resumem à criação de animais: vacas, ovelhas, porcos e galinhas, assim como ao contrabando.» E a história prossegue contando a aventura vivida pelo pai para chegar a França em 1964, passando a salto as fronteiras e escondendo-se nas montanhas, com a ajuda de um engajador, a quem pagou 20 contos.
Seguem-se depois outras histórias, contadas por outros jovens portugueses que vivem em França, Suíça e Canadá, países onde nasceram e onde estão perfeitamente integrados.
O prefácio é assinado pelo Embaixador de Portugal em Paris, António Monteiro, que manifesta um grande apreço pela iniciativa: «É pouco habitual a publicação de livros com depoimentos de jovens, sobretudo quando o seu tema central é a vida dos pais e as causas que os levaram um dia aos caminhos da emigração. Não é fácil falar de nós próprios, testemunhar sobre passagens e períodos das nossas vidas que tantas vezes são motivo de mal-estar e de sofrimento».
Aqui deixamos a sugestão de leitura de uma boa obra, em francês, para quem pretende conhecer melhor as experiências vividas pelos nosso conterrâneos e compatriotas, na busca de uma vida melhor.

A obra pode ser consultada Aqui.
José do Bernardo

JOAQUIM SAPINHO

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