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O Soito terminou o Campeonato Distrital de Futebol da 2.ª divisão, série A, no primeiro lugar, indo agora disputar no Estádio Municipal da Guarda o título de campeão desta divisão de futebol com o Penaverde, que ficou em primeiro na série B.

Final do Campeonato Distrital da 2.ª DivisãoO grande jogo acontecerá no Estádio Municipal da Guarda, pelas 16 horas do dia 5 de Abril, domingo, e o adversário será o Penaverde, que se sagrou vencedor da outra série da 2.ª Divisão Distrital.
Os jogos das duas séries deste campeonato terminaram no dia 15 de Março, numa jornada em que a Associação Cultural e Desportiva do Soito foi a Casal de Cinza derrotar a equipa local por um expressivo oito a zero. Esse resultado revela bem a valia da equipa raiana, que terminou a série A com 42 pontos, mais 11 do que o segundo classificado, que foi o Pala, e mais 14 que o terceiro, que por sua vez foi o Desportivo da Guarda.
Numa senda imparável e sem dar qualquer hipótese aos adversários, os soitenses venceram os 14 jogos disputados, marcando um total de 47 golos e sofrendo apenas seis, tendo sido ainda o melhor ataque e a defesa menos batida do campeonato.
O Soito merece agora um apoio em peso na disputa da vitória no campeonato. Com este desempenho o Soito junta-se ao Sabugal na disputa do campeonato da 1ª Divisão já no próximo ano.
plb

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Os movimentos da história são vaivéns entre o progresso e o retrocesso. Neste momento histórico a humanidade está como que «desnorteada» à procura do caminho certo que a fará avançar até ao futuro. Como é natural há várias ideias a digladiarem-se no intuito de ser uma delas a vencedora. Umas são mais conservadoras, outras mais progressistas.

António EmidioAs conservadoras têm as religiões como difusoras das suas ideias. O Islão fundamentalista que ainda não separou o Estado da Mesquita, dito de outra maneira, o Estado deve ser totalitário por ser uma emanação da vontade divina. O Protestantismo Evangélico com maior incidência nos Estados Unidos que acredita no «Armagedón» (batalha final) vive aliado ao judaísmo ortodoxo, ambos apelando à guerra. A Igreja Católica cujo líder espiritual, o Papa Ratzinger, de um conservadorismo, dogmatismo e moralismo rigorista, nada tem feito para a concórdia entre os povos e religiões diferentes, é um intolerante. Ofendeu os muçulmanos em Ratisbona, ofendeu os protestantes e os índios das Américas, presentemente ofendeu os judeus com o caso dos bispos lefebvrianos. Relativiza o Concílio Vaticano Segundo, e quer uma igreja Medieval.
Do outro lado estão os que se consideram progressistas e modernos. São uma corrente aconfessional ou anti-confessional que difere dos conservadores em matéria religiosa e cultural, mas seguindo a mesma doutrina desses conservadores em questões sociais. São aliados das oligarquias financeiras e das suas políticas económicas e mediáticas, ignoram a fome, a miséria, o desemprego, a pobreza e a marginalização social que sofre a maior parte da humanidade, colaborando assim para o deterioro crescente da Democracia. São fiéis apoiantes da revolução tecnológica, mas não a usam para fazer frente às carências da humanidade.
São estes últimos os que estão em melhores condições para vencer a batalha das ideias. Se assim for, a humanidade avançará num modernismo conservador que será uma aliança do liberalismo económico com o autoritarismo político, tendo somente como meta multiplicar o lucro das grandes empresas, e apagar o último vestígio do Estado de bem estar, em nome do crescimento económico. Como paradigma desta corrente refiro-me somente ao socialista francês Dominique Strauss-Kahn, director gerente do F.M.I. (Fundo Monetário Internacional) que devido às suas exigências de politicas neoliberais e de austeridade para com os países necessitados, fez com que 3/4 da humanidade vivam na pobreza absoluta.
Há ainda uma corrente que tenta resgatar os valores os valores éticos, o sentido da justiça, a solidariedade e o respeito pela natureza. É uma corrente minoritária e silenciada por conservadores e progressistas.
«Em tempos de incerteza ser optimista é uma questão de moralidade pública.» Quem disse? Um banqueiro a quem o Estado neoliberal encheu de dinheiro proveniente dos nossos impostos e do nosso trabalho. Por estas e por outras é que eu sou um pessimista.
Um dos rasgos que me surpreende nestes beatos do modernismo, é a maneira como eles negam consistentemente alternativas viáveis à ordem global existente.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

As equipas de reportagem das estações televisivas SIC e TVI andaram na tarde desta segunda-feira, 30 de Março, pela aldeia de Ruivós. Os jornalistas quiseram ver e ouvir de viva voz como estava a reagir a população da aldeia dos irredutíveis raianos ao tema das crónicas no «Capeia Arraiana» e nos semanários «O Interior» e «Sol»…

Ruivós«A freguesia de Ruivós ainda não tem esgotos ligados à rede camarária… os telemóveis ainda não tocam, mas… já está ligada à rede da aldeia global. A partir de agora os de Ruivós já podem aceder gratuitamente à Internet, via wireless oferecida pela Junta de Freguesia, em qualquer ponto da aldeia»… assim começava um artigo aqui no Capeia Arraiana.
A Junta de Freguesia de Ruivós entendeu (e bem!) concretizar um pedido da Associação dos Amigos de Ruivós e de todas as crianças e jovens estudantes da aldeia disponibilizando o acesso gratuito à Internet por wireless (sem fios) a todas as casas.
Em terras de gente humilde (e honrada) onde não nascem bebés há muitos anos todas as tentativas de fixar os jovens às aldeias são sempre bem-vindas.
Há quem grite que havia outras prioridades. Claro! Mas que não vá o sapateiro além da alpargata. Há competências que são dos privados, há competências que são das associações, há competências que são das Juntas de Freguesia, há competências que são da Câmara Municipal e há competências que são do Governo. Não perceber estas realidades e estes limites é demagogia de inteligências curtas.
Ruivós já está ligado à Internet e ao Portugal Tecnológico. Agora falta cumprir-se o Portugal das Oportunidades para Todos.
O Governo de José Sócrates já conseguiu pedir a insolvência da Qimonda, a bandeira e a menina dos olhos de Manuel Pinho, e vender meio-milhão de Magalhães ao amigo da Venezuela que lhes vai mudar o nome para Canaima quando lá chegarem.
Mas… ainda não conseguiu proporcionar saneamento básico nem acesso à rede de telemóveis a uma estranha terra onde vivem raianos irredutíveis chamada Ruivós que… no Terreiro do Paço e em São Bento ninguém sabe onde fica.
Caros amigos e deputados Ana Manso e Fernando Cabral. Fico a aguardar pela vossa intervenção no Parlamento novinho em folha (as obras rondaram os três milhões de euros) para informar o nosso Governo que Ruivós ainda não tem saneamento básico mas já tem wireless. Eu sei que somos menos de 100 eleitores, nos quais me incluo, mas também somos portugueses. Sobre esse facto não sei se deva agradecer ou amaldiçoar El-Rei D. Dinis.
Saneamento básico? Rede de telemóveis? Acessos à A23? Isso tem tudo um cheiro esquisito! Viva o Portugal Tecnológico!
E o povo de Ruivós, como bom hospitaleiro, convida o senhor Primeiro-Ministro José Sócrates a vir navegar no seu Magalhães no Largo da Fonte.

Capeia Arraiana: «Internet por wireless chegou a Ruivós» Aqui.
O Interior: «Ruivós mais perto do Mundo» Aqui.
Sol: «Aldeia não tem saneamento mas tem wireless gratuito» Aqui.
Diário Digital (4-4): «Internet Wireless chegou primeiro que esgotos» Aqui.
Correio da Manhã (5-4): «Banda larga chegou antes dos esgotos» Aqui.
SIC: Reportagem programada para o noticiário das 13 horas desta terça-feira.
TVI: Sem informação da data prevista para emissão da reportagem.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

Os Adiafa são um grupo que pretende a divulgação do «cante» do Baixo Alentejo e do instrumento que lhe está associado – a viola campaniça.

Joao Aristides DuarteFormaram-se em 1998, por iniciativa de José Emídio e Paulo Colaço.
«Explodiram» em 2002 com a edição do disco «Adiafa» que continha o grande sucesso «As Meninas da Ribeira do Sado».
São oriundos da Vidigueira.
O grupo já teve diversas formações, tendo dele feito parte músicos como Paulo Colaço, José Emídio, António «Tói Marreco» Santos, Emídio Zarcos (já falecido), Manuel Bexiga, Luís Espinho, João Paulo Sousa, Joaquim Simões, António Caturra e João Cataluna.
Em 14 de Agosto de 2006 actuaram na Sacaparte, nas Festas de Alfaiates.
Por indicação da Comissão de Festas, o concerto com os Adiafa foi agendado para as 22 horas, o que se revelou um erro.
No entanto, para mim, até foi bom, uma vez que tive oportunidade, de logo a seguir, ir para Rendo ver os Quadrilha ao vivo. Ou seja, nesse dia vi dois concertos de música popular/ tradicional portuguesa, na mesma noite.
Normalmente, costuma acontecer um baile com um conjunto antes da actuação do artista ou grupo conhecido a nível nacional.
Neste caso, tal não aconteceu.
Como sei bem que a maioria das pessoas não costumam ler os cartazes das Festas, já esperava que pouca gente comparecesse ao concerto. E não me enganei.
AdiafaA maioria das pessoas estava à espera do início do baile, quando os Adiafa começaram o seu concerto. Por vezes, quem organiza não sabe bem o que está a fazer. Neste caso, se calhar, tentaram agendar para mais cedo para que as pessoas não se queixassem que os espectáculos se iniciam muito tarde. Mas não resultou.
Actuaram com o sistema de som e luzes do grupo de baile contratado para essa noite (Grupo FH 5, de Tomar).
Com tão pouca gente presente no concerto, era natural que não corresse muito bem, mas o que não seria de esperar era que uma mulher tivesse interrompido o concerto, dirigindo-se em termos agressivos ao grupo, pedindo-lhe para tocarem música de baile, pensando que se tratava do conjunto que animaria as pessoas para dançar.
Em termos musicais o concerto foi bastante bom, tendo os Adiafa interpretado os temas que os tornaram famosos em todo os país, tais como «Não Quero Que Vás À Monda», «Altinho», «A Velha Com Qu’êi Casi», «Meus Senhores», «Pêra Madura» e a inevitável «As Meninas da Ribeira do Sado».
O grupo interpretou os temas todos ao vivo, usando violas campaniças e instrumentos populares de percussão. As vozes estavam muito afinadas, como é timbre dos cantores alentejanos.
Todas as letras dos Adiafa, bem como as suas intervenções em palco, entre os temas têm uma grande dose de humor. Por vezes bastante subtil, o humor dos Adiafa não foi, no entanto, compreendido pela maioria do público presente nas Festas de Alfaiates, o que foi pena.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Há 17 anos, na Primavera de 1992 fiz a rodagem do meu carro até ao Sabugal e daí encetei uma viagem, por estradas secundárias pela Sierra de Francia até Miranda del Castañar e Peña de Francia, tendo como acompanhantes um casal de sabugalenses e um dos meus filhos que filmou grande parte da viagem.

José MorgadoResumidamente o trajecto foi o seguinte: Sabugal, Meimão, Penamacor, Valverde del Fresno, Hoyos, Vilasbuenas da Gata, Herman-Perez, Vilaneuva de la Sierra, Pinofranquiado, Caminomorisco, So(i)toserrano, Cepeda e Miranda del Castañar (que visitamos) e finalmente subimos a Peña de Francia (Penha de França).
A Sierra de Francia é um atractivo turístico por excelência e veste-se de verde principalmente na Primavera. A sua complexa geografia com altos cumes, vales profundos, declives e encostas, beneficia quer do clima atlântico quer do mediterrânico.
Nas suas terras encontra-se a mais variada vegetação em que convivem a natural e a introduzida pelo Homem numa panóplia de espécies que transformam o solo num apreciado jardim que os salamantinos chamam «un paraíso cercano».
Senhora da Peña de FranciaMiranda del Castañar (em português-Miranda do Soito de Castanheiros) é uma vila, de rara beleza, construída no cimo de uma colina, a partir da qual se pode avistar grande parte da Serra. Possui um castelo do Séc. XIV e á frente do castelo encontra-se a mais antiga praça de toiros de Espanha. A povoação é amuralhada e de ruas compridas e estreitas.
A Peña de Francia é uma montanha com 1783m2 e um lugar de culto há muitos séculos, onde veneram a imagem da Virgem Negra que se encontra no Santuário ou Mosteiro existente no cume da montanha. Para chegar lá, foi preciso um pouco de coragem porque o acesso é muito íngreme, tortuoso e estreito. Ainda havia bastante neve o que dificultou a subida de carro e por desconhecimento abordamos o pior caminho.
Peña de FranciaChegados lá, só encontrámos dois ou três visitantes. Foi-nos dito pelo monge dominicano, responsável pelo Santuário que no Verão é que aportam muitos peregrinos. Contou-nos as origens da devoção a esta imagem que remontam há Idade Média e as peripécias por que passou e caminhos que percorreu um jovem até encontrar a referida imagem.
De regresso apanhamos a melhor descida no sentido das povoações de El Cabaco, El Mailo, Moras Verdes, Tenebron, Ciudad Rodrigo, Fuentes e Vilar Formoso.
Para quem quiser visitar este santuário (espero, que passados 17 anos os itinerários estejam melhorados) o mais rápido deve ser de Ciudad Rodrigo, seguir no sentido de Béjar, passar por Moras Verdes, El Mailo e no próximo cruzamentos seguir á direita conforme indicação da placa «Peña Francia». Boa Viagem.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A propósito da revista «Sabucale» e do artigo sobre «Armários de pedra na arquitectura tradicional do Alto Côa. Testemunhos de culto Judaico?» venho tecer algumas considerações. (continuação.)

Kim TutatuxOlhando na região as construções que mais trabalho têm são as destinadas ao culto religioso, mas se olharmos pelo mundo fora acontece o mesmo.
O homem sempre despendeu muitos dos seus recursos para adorar o seu Deus.
Outro aspecto curioso é a dimensão desmesurada, da casa onde actualmente se situa a «Casa do Castelo», relativamente a outras próximas que se destacam pela sua reduzida dimensão.
A «Casa do Castelo» possui uma dimensão muito superior a outras que há época pertenciam à maior parte da população e onde viviam as tais famílias com mais que seis pessoas, os animais e onde ainda se guardavam viveres para o rigoroso inverno.
Já temos aqui duas coincidências curiosas.
Um «armário» que deu mais trabalho a construir que uma parede completa e uma casa enorme se comparada com as outras, mas será que há mais algo para juntar a isto?
Casa do CasteloSe atentarmos, existiu uma parede interior colocada a sensivelmente 1,70 metros da parede exterior.
Então será no mínimo legitimo perceber, o que fazia aquela parede ali,
Perguntei a algumas pessoas com memórias mais antigas que há muito trabalham na arte de talhar a pedra, se sabiam de alguma razão para aquela parede ali estar.
Perguntei também se fossem eles a fazer aquela casa se fariam aquela parede.
A ambas as perguntas recebi como resposta um definitivo, não.
Então, já temos mais acasos, temos uma parede que parece não ter explicação, uma casa enorme e um «armário», mas mais curioso é que esse dito «armário» está nessa parede que não era necessário fazer.
Observando algumas fotografias tiradas aquando da demolição pela actual proprietária, podemos reparar que o classificado como «armário» estava colocado à altura do peito de um homem médio. (ver comparação na foto.)
Então será legitimo, no mínimo, colocar a questão sobre o que faria o construtor da casa despender tão elevado numero de recursos para construir um “armário” numa parede desnecessária a uma altura de difícil acesso para um homem médio?
Casa do CasteloMais uma vez vêm-me à memória as colossais edificações feitas para adorar os Deuses.
Então será que há mais algo que possa identificar o “«armário» com algo religioso?
Vejamos, os Católicos encerram a Hóstia num «armário», os Judeus encerram a Tora num «armário».
Os católicos tinham naquele largo uma igreja…
Os Judeus teriam….? Issooo!!!! Uma Sinagoga.
Então poderemos continuar a chamar aquele exagerado e trabalhoso «armário» um Armário.
Mas um “armário” especial, um Armário onde se guardava a Tora, onde se rezava a um Deus, um «Armário» que é muito mais que um «armário», é o testemunho de uma comunidade que existiu no Sabugal como em Belmonte ou na Guarda, e que teve poder, engenho e arte para prosperar nesta terra difícil e agreste.
E esse testemunho pode ser a Sinagoga do Sabugal.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

Cumprindo uma antiga tradição quaresmal que outra vez se repete, Pousafoles do Bispo, freguesia do concelho do Sabugal, realiza a sua famosa Procissão dos Passos do Senhor. Este ano a grande novidade é que a procissão se realiza duas vezes, nos dias 4 e 5 de Abril.

Senhor dos PassosA sempre muito concorrida procissão dos Passos de Cristo de Pousafoles, realiza-se este ano a par de outra manifestação tradicional das aldeias, que o tempo quase fez esquecer: os Martírios do Senhor, nos quais dois grupos de habitantes se posicionam em locais diferentes da aldeia durante a noite, entoando cânticos piedosos.
Para possibilitar a que mais gente possa comparecer em Pousafoles, a também designada de procissão das cruzes acontecerá este ano em dois dias sucessivos. A primeira no dia 4 de Abril, a partir das 21 horas, seguida dos martírios ou ladainhas, e a segunda no dia 5, a partir das 17 horas.
Perde-se na noite dos tempos a origem desta tradição em Pousafoles, terra em que ganhou foros de obrigatoriedade, pois ao contrário de outras terras, o evento nunca deixou de realizar-se.
Reza a tradição que um padre ali nado, de nome Torres, doou uma quantia à Irmandade do Senhor dos Passos, com a condição que a procissão se realiza-se todos os anos.
Espera-se que mais uma vez as ruas da aldeia fiquem apinhadas de gente, muita dela vinda de outras terras.
plb

Rola-do-Mar fotografada ao pôr-do-sol em contraluz.

(Clique na imagem para ampliar.)

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Uma das mais inquietantes observações que podemos fazer a propósito da compulsiva adoração da Igreja Católica relativamente ao «deus matéria», é essa incompreensível contradição no discurso, entre a glorificação dos valores espirituais e a adoração visceral aos aspectos materiais.

António MouraO discurso clerical, claramente perturbado e ultrapassado no tempo, defronta-se hoje com um óbvio impasse na escolha das ferramentas de controlo do rebanho. Para ele, o objectivo primeiro continua a ser o da perpetuação desse seu poder chamado «espiritual», para isso tem de mostrar a sua competente autoridade «material», os seus santos e os seus mecanismos (científicos?) de aferição de santidade. É preciso convencer, mostrar que sabe, esquecendo que foi desde há muito subjugada pelo deus matéria, já no tempo em que queimou seres humanos em fogueiras e destrui para sempre culturas ancestrais. Quando um discurso espiritual é ultrapassado pelo tempo, é porque de espiritual nada tem. A essência espiritual é intemporal porque não bebe na matéria.
A verdadeira espiritualidade não tem de se adaptar ao tempo, porque ela tem uma dimensão supra-temporal e é fruto de um conhecimento gnóstico. Cristo não se adaptou ao tempo, foi o tempo que se adaptou a ele. Tendo tão só sido um veículo portador de mensagem, um veículo auto-consciente capaz de se tornar vazio. O problema da igreja está no facto de estar cheia de coisas, de conceitos e valores morais, de imensos valores materiais. Mas a igreja é uma instituição gerira por milhares de mente desejosas, como podem elas estar vazias.
Para os judeus a vida começa com o nascimento. Para a igreja católica ela começa algures durante o acto sexual, com os amantes ainda suados do prazer carnal. Independentemente das condições de vida que essa potencial criança possa vir a ter nesta terra. O mais importante é a matéria, a carne, a perpetuação da espécie. Com o espírito subjugado pela carne, a igreja tem de dar a outra face se quiser voltar a ser uma religião viva. O seu conflito é o mesmo de todos os homens, mas cabe também a ela dar a outra face se quiser voltar a viver.
Constantino foi o primeiro e o maior destruidor do Cristianismo Primitivo (puro), numa altura em que muitas seitas cristãs bebiam ainda das águas cristalinas, foi ele quem após a sua própria e conveniente conversão, escolheu e moldou a igreja que chegou até nós. Peneirando evangelhos, numa clara trajectória de consolidação do poder. Constantino deu o toque, o modus operandi religiosamente seguido pela igreja até hoje.
Mas vejamos bem, se as pessoas fossem verdadeiramente religiosas, verdadeiramente centradas na sua espiritualidade, o que iriam elas fazer a uma igreja? Deus não está em todo o lado? Será que vão por hábito, por temor, para ver quem vai, para medir os índices de religiosidade dos outros ou pelo sim pelo não, numa postura de precaução e prevenção claramente comercial e tão contrária à espiritualidade proclamada? Um espaço físico entre paredes e tecto a que chamamos igreja não dá por si só nada ao homem, pelo simples facto de deslocarmos até lá os nossos corpos materiais. A espiritualidade é um sentimento de encontro consigo mesmo, de encontro com coisas que não têm a ver com o exterior. A própria acção evangelizadora se torna assim suspeita, como podem dar aqueles que não receberam, será que todos os que apregoam a palavra são seus íntimos, ou colocam-na apenas na boca para a domesticar, numa vã tentativa de auto-convencimento. A palavra vem de dentro para fora, não pode ser adquirida no exterior.
«Caminho sem Percurso», opinião de António Moura

mouramel@sapo.pt

A Câmara Municipal do Sabugal está a investir meio milhão de euros na construção de uma Zona de Localização Empresarial, onde disponibiliza lotes de terreno para instalação de empresas, com o objectivo de assim captar novos investimentos.

António RobaloO novo espaço empresarial localiza-se junto ao cruzamento do Espinhal, ao lado da Estrada Nacional 233, que liga o Sabugal à Guarda.
Em declarações à agência Lusa, o vereador António Robalo e também candidato pelo PSD às eleições autárquicas deste ano, revelou que dentro de dois meses estarão concluídas as obras de instalação das infra-estruturas e a abertura de acessibilidades ao local, estando contemplada a construção de uma rotunda na EN 233.
O autarca disse ainda que a Zona de Localização Empresarial integra sete lotes para armazéns e industrias e que a autarquia já recebeu propostas de empresários para ali desenvolverem a sua actividade. A maior parte das empresas que se candidataram para laborar naquele espaço operam na área do ambiente, nomeadamente nos sectores das novas energias, biomassa, biodiesel e reciclagem de materiais, logística e transportes.
Indicou que uma empresa do ramo da instalação de painéis solares e energias renováveis, pertença de empresários do concelho, já construiu as suas instalações no complexo e irá iniciar a actividade logo que as infra-estruturas básicas e os acessos estejam terminados.
António Robalo acrescentou que, tendo em conta a elevada procura do novo espaço empresarial por parte de pequenas e médias empresas, os serviços camarários já estão a negociar a aquisição de mais terreno, com o objectivo de aumentar a sua área.
«Foram adquiridos 12 hectares e estamos a tentar adquirir mais dez, que já estão identificados», concretizou o autarca.
Com a criação da nova Zona de Localização Empresarial, o concelho do Sabugal passa a dispor de três áreas empresariais, pois juntar-se-á à Zona Industrial do Sabugal e ao Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito.
plb

Em Cabo Verde, todas as ocasiões são boas para uma festa. E a alegria aqui nasce de improviso e é deveras contagiante. Haja encontro de amigos e venha à mão uma viola, que logo se arma uma sessão de música e de canto em que todos imediatamente se envolvem.

Caldo de PeixeDeambulando pela cidade aos finais de tarde, os acordes das violas chegam de todo o lado, sobretudo dos bares e cafés, onde se encontram grupos de amigos que querem beber e conviver. É impressionante como, numa roda de gente, a viola passa de mão em mão e todos lhe sabem dedilhar as cordas com a devida mestria, dali retirando as mais diversas melodias, que o grupo canta em afinado coro. Houvesse também à mão meia dúzia de instrumentos, que todos seriam tocados com a devida harmonia.
Este povo feliz tem na amizade e no convívio a melhor forma de estar e de viver.
Acompanhei há dias precisamente um grupo destes convivas dos finais de tarde, que se arregimentaram no bar do Aldino, um natural da ilha do Fogo que se estabeleceu na ilha de Santiago, na Cidade da Praia. Para além de bar o espaço serve ainda de comércio, onde tem à venda os mais variados géneros: material informático, calçado, rádios, pilhas, cordas para viola, telemóveis, azeite, champô, detergentes e muitas mais mercadorias.
Ao fim de semana a sua mulher gosta de brindar os clientes que a li consomem grogue, cerveja ou vinho, com um petisco, que pode ser mão de vaca com grão, feijoada crioula, cachupa, sopa de peixe ou até uma canja.
Assistia pois em deleite a uma imparável sessão de mornas e coladeiras, onde duas violas, um cavaquinho, um tambor e até umas maracas marcavam o ritmo. As músicas e as canções em crioulo genuíno sucediam-se em catadupa, não faltando magníficas interpretações de Cesária Évora e Ildo Lobo, os maiores expoentes da morna cabo-verdiana. A dado passo, encantado que estava, nem me apercebi do adiantado da hora, pois a noite já se havia abatido. Por entre as guitarradas, que não havia maneira de se interromperem, distribuíram-se pratos e colheres e desmedidas travessas trouxeram também admiráveis iguarias. Duas taças enormes estavam juncadas de belas postas de garoupa, cozidas numa calda com cebola, cenoura e ervas aromáticas. Ao lado, numa outra travessa estavam vistosos legumes cozidos, incluindo-se cenoura, abóbora, batata doce e banana verde. A acompanhar, o aqui imprescindível frasco de malaguetas, cujo molho alaranjado poria ardor nos pratos dos mais atrevidos.
Cada conviva deitou à vez para o seu prato a suculenta iguaria, que se comeu com muito gosto. Dizem, chamar-se caldo de peixe e também houve quem informasse que, numa outra variante de confecção, os dois pratos vêm juntos, pois podem ser confeccionados na mesma panela, assim se formando o caldo rico de peixe, com que ali fomos brindados.
Após o maravilhoso jantar, degustado, como o maior dos primores, as guitarras voltaram a soar e a animada sessão de mornas e coladeiras prolongou-se pela noite dentro.
plb

A professora Graça Gralha é o terceiro elemento na lista de Joaquim Ricardo, candidato independente apoiado pelo MPT-Partido da Terra, de acordo com notícia avançada no blogue do candidato.

Graça GralhaO blogue de Joaquim Ricardo avançou ao final da manhã com o nome do terceiro elemento da sua lista. A escolha recaiu em Graça Gralha, de 42 anos, natural do Sabugal e a residir actualmente na freguesia da Nave.
Graça Gralha é, actualmente, professora do 1.º Ciclo tendo feito a sua formação no Magistério do Ensino Primário de Castelo Branco, em 1986 e licenciou-se na Escola Superior de Educação da Guarda em 2003.
Durante o seu percurso profissional já esteve colocada em escolas do concelho do Sabugal, Oliveira do Hospital, Seia, Aguiar da Beira, Foz Côa e Gouveia.
A agora número três da lista de Joaquim Ricardo já tem experiência política tendo sido deputada municipal na Assembleia Municipal do Sabugal.

A lei eleitoral no capítulo das quotas da paridade obrigada a que em cada três primeiros lugares das listas candidatas às eleições autárquicas dois elementos sejam do mesmo sexo. O candidato Joaquim Ricardo cumpre assim a lei no que diz respeito aos três nomes já apresentados.
jcl

Historial dos Torneios Inter-Aldeias de Futebol de 5Aldeia da Ponte é uma das equipas mais antigas e com presenças regulares em todos os Torneios Inter-Aldeias de futebol de Salão, organização anual da Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa, com início em 1977, dois anos depois da sua fundação.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaCedo, a Casa meteu ombros a diversas realizações, afim de cumprir as funções para que foi criada. De entre estas realizações, destaca-se a organização inédita, a nível de Casas Regionais, sediadas em Lisboa, do Torneio de Futebol de salão Inter-Aldeias, mais tarde transformado em futebol de 5, englobando as Aldeias do Concelho de Sabugal e outras Aldeias vizinhas, disputando uma competição desportiva deveras entusiástica, estando assim reunidas as condições para se considerar o Torneio Inter-Aldeias um dos pontos mais altos das realizações da Casa do Concelho do Sabugal, a par da Capeia Arraiana, ponto de encontro anualmente no Campo Pequeno, como é do conhecimento generalizado.
O Torneio Inter-Aldeias de Futebol de 5 mobilizou, todos os anos, centenas de associados entre participantes e acompanhantes, durante cerca de três meses, de Março a Maio, aos fins de semana, permitindo um convívio tão à nossa maneira, um reencontro por diversas vezes adiado, o matar saudades e o desfilar de inúmeras recordações e histórias passadas nas nossas Aldeias, relembradas a preceito, por todos os que acompanharam anualmente o Torneio, e para além disto, que já não é pouco, a competição propriamente dita, com a disputa acesa de um sem número de jogos, derbies renhidos entre Aldeias, absolutamente bem jogados, onde os resultados foram arduamente discutidos palmo a palmo até ao último segundo, tornando a prova deveras emotiva, contribuindo para a subida de qualidade ano após ano, com a discussão pela vitória final no Torneio, a ser discutida até à derradeira jornada.
Depois de uma atenta e apurada pesquisa, elaborámos este quadro para que os que acompanham estas coisas do desporto, tenham uma ideia mais completa da realização de todos os torneios, com início em 1997, apenas com duas falhas, em 1990 e 1992.
Algumas curiosidades na análise do quadro permitem verificar que a equipa dos Foios conquistou o Torneio por sete vezes, Aldeia do Bispo-A seis vezes, Ozendo três vezes, Aldeia da Ponte duas vezes e Nave de Haver-A, Quinaz, Ade e Aldeia de Santo António com um triunfo cada.
Realce para a participação com duas equipas das seguintes Aldeias: Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Foios e Nave de Haver. Para que conste, Nave de Haver alinhou com três equipas nos últimos anos, constituindo um record de presença.
Outra curiosidade tem a ver com a conquista do torneio pelas duas equipas de Aldeia da Ponte. A equipa A, em 1983 e a equipa B, em 1987, proeza apenas conseguida pela nossa Aldeia em todo o historial da competição.
Destaque ainda para os sete triunfos de Melhor Marcador na prova, do Quim Bicheiro de Aldeia da Ponte, que constituiu record no Torneio, sendo seis consecutivos e também, os cinco consecutivos de Pedro Rosa, de Aldeia do Bispo-A.
Saliência para os diversos lugares de honra, onde predominam as equipas de Aldeia da Ponte, Aldeia do Bispo, Foios e Sabugal, crónicos candidatos à vitória na prova.
A nossa Aldeia conquistou por diversas vezes a Taça Disciplina Tó Chorão, e a Taça Simpatia oferecida pelo Francisco Engrácia, assim como outras mais Aldeias também.
Todos os nossos troféus conquistados estão expostos no bar, as Escolas, em Aldeia da Ponte, juntamente com muitas outras taças de diversos acontecimentos desportivos.

CASA DO CONCELHO DO SABUGAL
Torneios Inter-Aldeias de Futebol de 5
ANO 1.º 2.º 3.º M.MARC. GOLOS ALDEIA
1977 Ozendo A.Ponte Fóios J.Tavares 24 Fóios
1978 Ozendo A.Bispo Fóios J.Tavares 32 Fóios
1979 Fóios A A A A A
1980 Ozendo Penalobo Fóios A A A
1981 Fóios Quadraz. N.Haver A A A
1982 Fóios A.Ponte N.Haver Nascimento 18 Quadraz.
1983 A.Ponte-A A.Bispo-A Fóios Q.Bicheiro 14 A.Ponte-A
1984 N.Haver Fóios A.Ponte-A Q.Bicheiro 24 A.Ponte-A
1985 A.Bispo-A N.Haver-A A.Ponte-A Q.Bicheiro 21 A.Ponte-A
1986 A.Bispo-A Alfaiates A.Ponte-A Q.Bicheiro 42 A.Ponte-A
1987 A.Ponte-B A.Bispo-A AmigosRaia Q.Bicheiro 18 A.Ponte-A
1988 Quinaz A.Bispo-A A.Ponte-A Q.Bicheiro 16 A.Ponte-A
1989 Ade N.Haver A.Bispo Teixeira A Ade
1990
1991 A.Bispo-A A.Ponte-A Fóios Q.Bicheiro 14 A.Ponte-A
1992
1993 A.Bispo-A A.Ponte-A S.Estevão P.Rosa 17 A.Bispo-A
1994 A.Bispo-A Fóios A.S.António P.Rosa 29 A.Bispo-A
1995 A.Bispo-A A.Ponte-A Penalobo P.Rosa 32 A.Bispo-A
1996 Fóios Sabugal A.Bispo-A P.Rosa 33 A.Bispo-A
1997 Fóios Sabugal N.Haver-B P.Rosa 22 A.Bispo-A
1998 Fóios Sabugal A.S.António B.Tendeiro 22 N.Haver-B
1999 A.S.António Sabugal Fóios J.Ramos 38 A.S.António
2000 Fóios Sabugal A.S.António J.Ramos 46 A.S.António
A – Sem dados

«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com

Três linces machos ibéricos nasceram no dia 18 de Março no Centro de Conservação de El Acebuche, situado no Parque Natural de Doñana, em Madrid, segundo anunciou a agência Reuters citando o organismo ambiental Ex-situ.

Lince IbéricoO Programa de Conservação Ex-situ informou que nasceram três linces ibéricos em cativeiro e que um outro parto está previsto para os próximos dias. Os filhotes são crias da lince Saliega, que havia dado à luz outros dez exemplares em quatro partos anteriores. O pai é o lince Almoradux, único macho do parque dentro do grupo de reprodutores do programa conservacional.
«Das 16 fêmeas que copularam este ano, sabemos que dez passaram no teste de gestação que detecta a presença do hormônio relaxina, uma foi reprovada e cinco ainda serão diagnosticadas», esclarece em comunicado o organismo espanhol.
O objetivo do programa de reprodução em cativeiro é proporcionar o número suficiente de animais para ajudar a restaurar a espécie no habitat natural, criando novas populações para pôr em prática planos de reintrodução.
O lince ibérico (lynx pardinus) é considerado o carnívoro mais ameaçado do planeta. Os especialistas acreditam que Andalucía e Castilla-La Mancha sejam as únicas regiões na Espanha que ainda tenham populações da espécie com boas condições para viver.
aps

Marlene Leitão no jornal «O Interior»Jornal: «O Interior»
Título: «Ruivós – mais perto do Mundo».
Lead: «Pequena aldeia do concelho do Sabugal ainda não tem rede de saneamento básico, mas já pode aceder gratuitamente à Internet.»
Fotografia: Marlene Leitão e o seu portátil.
Jornalista: Ricardo Cordeiro

A estrada de acesso à localidade não é a melhor, a rede de telemóvel é escassa e o saneamento básico ainda está por chegar. Contudo, desde o último fim-de-semana que os habitantes de Ruivós, no concelho do Sabugal, têm acesso gratuito à Internet via wireless (sem fios), oferecido pela Junta de Freguesia…

Pode ler a estória completa esta semana no jornal «O Interior». Aqui.

Artigo do Semanário «Sol» sobre Ruivós. Aqui.
jcl

Afirmei na crónica anterior que a inserção do Concelho do Sabugal na Região Centro poderia ser uma coisa boa e má…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»A minha posição sobre esta questão baseia-se num conjunto de pressupostos cuja explicitação inicio hoje.
Em primeiro lugar vejamos o que o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território diz no que respeita ao nosso Concelho e Região.
A figura condensa um conjunto de elementos estratégicos para a Região, destacando-se:
– A posição geográfica estratégica nas ligações entre o Norte e o Sul e com a Europa, geradora de uma nova geografia de fluxos nos contextos nacional, ibérico e europeu;
– Uma rede urbana multipolar e estruturada em sistemas urbanos sub-regionais com potencial para sustentarem um desenvolvimento regional policêntrico, merecendo destaque, o eixo urbano Guarda–Belmonte–Covilhã–Fundão-Castelo Branco e o sistema de Viseu que inclui Mangualde, Nelas, S. Pedro do Sul e Tondela, podendo ainda considerar-se o sistema formado por Oliveira do Hospital–Seia-Gouveia;
– Os recursos hídricos e os recursos florestais;
– A paisagem e o património, que constituem recursos estratégicos pelas suas valias e singularidades.
– A consideração de dois grandes corredores de conectividade internacional – um a norte, a A25, outro a sul do referido Sistema Urbano, ligando a A23 a Espanha pelo IC31.
Numa análise mais fina, o PNPOT apresenta ainda um conjunto de propostas para a Sub-Região Beira Interior, que inclui a Beira Interior Norte, a Cova da Beira, a Serra da Estrela e a Beira Interior Sul, destacando-se, pela sua importância para o Concelho, as seguintes:
– Explorar o potencial do eixo urbano estruturado pela A23 (Guarda-Belmonte-Fundão-Covilhã-Castelo Branco), traduzindo-o num conceito de desenvolvimento policêntrico valorizador de sinergias e complementaridades num quadro estruturado de cooperação inter-urbana;
– Explorar a posição estratégica da Guarda nos eixos rodoviários e ferroviários para o desenvolvimento de serviços logísticos e para a localização empresarial;
– Apoiar as apostas da Covilhã de articular o pólo universitário com um pólo de localização de actividades mais intensivas em tecnologia e conhecimento;
– Assumir uma estratégia comum de afirmação territorial e de aprofundamento da cooperação transfronteiriça e de exploração das oportunidades decorrentes da ligação a Espanha;
– Suportar o dinamismo emergente nas pequenas vilas melhor posicionadas relativamente aos eixos de comunicação e favorecer a sua articulação com as principais cidades;
– Promover o turismo nomeadamente nas áreas de maior valia patrimonial ou ambiental: aldeias históricas, Serra da Estrela, Vale do Côa/Vale do Douro; (curiosamente o PNPOT ignora a Reserva Natural da Serra da Malcata…);
– Valorizar os projectos de regadio da Cova da Beira e Idanha.
O PNPOT parece assim indicar um claro caminho para o Sabugal – tudo fazer para aprofundar a ligação às estratégias de desenvolvimento da Guarda, da cooperação transfronteiriça e do eixo urbano Guarda-Belmonte-Covilhã-Fundão-Castelo Branco, posição que condicionará a opção sobre o modelo de regionalização que melhor nos servirá.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

A Avenida Gago Coutinho e Sacadura Cabral de Mêda, mais conhecida pela «Avenida Central» recebeu no dia 22 de Março, a partir das 10 horas da manhã, a V Mini-Maratona de Atletismo Cidade da Mêda.

Mini-Maratona da MêdaO ambiente desportivo e de confraternização mas também de competição, marcou a V Mini-Maratona de Atletismo Cidade da Mêda que englobou várias provas de estrada para todos os escalões em ambos os sexos, numa organização da Empresa Municipal «Nova Meda», com o apoio do Município e da Associação de Atletismo da Guarda.
Mais de uma centena de atletas oriundos de vários concelhos do País, em representação de clubes e associações estiveram presentes nesta prova. FS-União Atlética da Guarda, CA Seia, Casa do povo de Tonda, ACRA Seixas, Assoc. Bairro Cansado, Vale do Açor, NA Matosinhos, GD Bouça, Núcleo Atletismo Joane, Casa do Povo Valongo Vouga, Ginásio Clube de Bragança, Gira Sol Ramos Catarino, ADERCUS, Assoc. Amigos ABeira Douro, CDCSS Pinheiro e Grupo Rui Costa e Sousa, entre outros.
No final a organização mostrou-se agradada com o aumento significativo do número de participantes de edição para edição, bem como a presença de vários atletas com alta cotação no panorama nacional, confirmando a confiança e a simpatia que nutrem pela prova os amantes da corrida.
A tradicional cerimónia de entrega de prémios decorreu no Complexo Desportivo de Mêda – Piscinas Municipais, com a presença do Presidente do Município, João Mourato e do administrador da Empresa Municipal «Nova Mêda», Aurélio Saldanha.
A todos os participantes foi entregue o Prémio de Participação e o respectivo lanche e ainda prémios aos três primeiros classificados individuais de cada escalão (monetários em absolutos e veteranos) e às equipas com melhor classificação colectiva.
No final, ficou a ideia que o grande vencedor foi o desporto, já que a prática desportiva e a criação de hábitos de vida saudáveis se tornam, cada vez mais, o objectivo primordial da realização deste tipo de eventos.
Classificação
Benjamins A (Fem. Masc.) 1.º Dinis Lopes, Nova Mêda. Benjamins B (Fem.) 1.º Maria Gonçalves – FeraSportive – União Atlética da Guarda. Benjamins B (Masc.) 1.º Dinis Rodrigues – Centro de Atletismo de Seia.
Infantis (Fem.) 1.º Ana Camilo – Nova Mêda. Infantis (Masc.) 1.º André Brites – ACRA Seixas. Iniciados (Fem.) 1.º Ana Matos – Assoc. Bairro Cansado. Iniciados (Masc.) 1.º Filipe Menezes – Casa do Povo de Tonda.
Juvenis (Masc.) 1.º Fábio Pires – CPT Vale de Açor.
Absolutos (Fem.) 1.º Rosa Moreira – NA Matosinhos. Absolutos (Masc.) 1.º Bruno Jesus – Núcleo de Atletismo de Joane.
Veteranos A (Masc.) 1.º Alberto Almeida – Casa do Povo Valongo Vouga. Veteranos B (Masc.) 1.º João Gouveia – Associação Amigos Abeira Douro.
aps

A Associação de Pais e Recarregados de Edução do Sabugal (APEES) vai fazer parte do elenco directivo da Confederação Nacional de Pais (CONFAP) no biénio 2009-2010.

APEES-Associação de Pais e Encarregados de Educação do SabugalComo consequência de uma reunião do concelho executivo da CONFAF realizado no Sabugal em meados de Fevereiro de 2009, a APEES foi convidada a integrar os órgãos directivos da confederação no próximo mandato. O convite, formulado pelo presidente da CONFAP, Albino Almeida, teve sobretudo em consideração o excelente trabalho realizado pela associação de pais sabugalense, onde vem imperando o dinamismo.
As eleições foram realizadas no decurso do encontro nacional das associações de pais, realizado em Mira, nos dias 14 e 15 de Março, e que em que a APEES esteve presente, tendo sido de facto eleita para os órgão sociais, pois saiu vencedora a lista protagonizada pelo presidente em funções, Albino Almeida.
José Eduardo das Neves Coelho, presidente da associação sabugalense, passa agora a desempenhar as funções de vogal do Conselho de Jurisdição e Disciplina da CONFAP.
È de salientar que a APEES é a única associação de pais do interior que faz parte dos órgãos directivos da confederação, facto que o seu presidente enaltece, por ser revelador da importância que a nível nacional se reconhece à associação raiana.
A presidir à Mesa da Assembleia Geral ficou Joaquim Adélio da Cunha e Castro, de Santo Tirso. Ao Conselho Executivo continua a presidir Albino Pinto de Almeida, de de Vila Nova de Gaia, e ao Conselho de Jurisdição e Disciplina preside Maria Manuela de Sousa Valente, também de Vila Nova de Gaia.
plb

Há 2076 anos nasceu, perto de Mântua, um dos grandes poetas da Antiguidade, aquele que Paul Claudel chamou o maior génio produzido pela Humanidade e que mais do que um poeta, foi um profeta de Roma, um «vate», um poeta-profeta.

João ValenteChamava-se Virgílio e foi um profundo conhecedor da terra que ele exaltava, pois sendo filho de um pequeno proprietário rural, conhecia o Outono com a maturação das uvas; o odor da terra fendida pelos ganchos da charrua; o forte hálito dos animais; os tosões aquecidos durante o dia todo pelo calor do sol; o aroma do vinho doce e do mel destilado durante os quentes verões.
A sua obra mais conhecida foi a Eneida, mas a sua primeira obra, que publicou aos 29 anos, chama-se Eclogae, género literário que designava as poesias pastorais, as bucólicas, que tinham origem num passado longínquo, quando o homem ainda praticava a vida pastoril.
Daí o bucolismo traduzir a esperança de uma época de paz, um canto de saudade. O culto ao campo fazia parte desta vida pastoril greco-romana e tinha sido muito bem retratado, já antes de Virgílio, nos Idílios de Teócrito, onde pastores e camponeses figuravam com suas canções, amores e sentimentos.
Com a difusão do Cristianismo pelo mundo civilizado, a maior parte da poesia pagã foi esquecida ou perdeu-se.
Virgílio, conservou, porém, a sua posição de destaque, continuando a ser lido e estudado ao longo de dois mil anos, sendo modelo de importantes autores como Dante, servindo-lhe inclusive de guia através do Inferno e do Purgatório, bem como dos nossos Camões e João de Barros.
Tal deveu-se ao caso curioso de na IV Bucólica, o poeta falar de uma Idade de Ouro ligada ao nascimento de um menino, durante cuja vida a humanidade viveria uma nova época áurea e que os cristãos da época interpretaram como uma profecia do nascimento de Cristo, semelhante à profecia de Isaías:

…«magnus ab integro saeclorum nascitur ordo.
Iam redit et Virgo, redeunt Saturnia regna;
iam noua progenies caelo demittitur alto.
Tu modo nascenti puero, quo ferrea primum
desinet ac toto surget gens aurea mundo,
casta, faue, Lucina: tuus iam regnat Apollo.
Teque adeo decus hoc aeui ,te consule, inibit,
Pollio, et incipient magni procedere menses
te duce.»
Buc. IV, 5-12.

…«a grande série de séculos recomeça.
Já também retorna a Virgem, voltam os reinos de Saturno;
do alto céu já é enviada uma nova geração.
Tu somente, casta Lucina, favorece ao menino que nasce,
sob o qual primeiramente desaparecerá a raça de ferro
e surgirá no mundo inteiro a raça de ouro, já reina o teu Apolo.
E esta honra do tempo começará e os grandes meses começarão
a suceder-se primeiramente sob o teu consulado, ó Polião,
sob o teu comando».

A partir deste texto, os primeiros cristãos decidiram que Virgílio era um dos poetas pagãos virtuosos, que fora recompensado com uma antevisão da época messiânica.
Desde então, a poesia de Virgílio ganhou um ar de santidade religiosa e foi reverenciada quase em pé de igualdade com a bíblia e outros textos cristãos, sendo enaltecido como o maior dos poetas e modelo para os novos autores.
Dante, diz na sua Divina Comédia que Virgílio foi o mestre onde buscou toda a técnica e arte.
Chaucer considerou-o como o «mestre perfeito, um escritor que todos os poetas deveriam respeitar e igualar».
Mas eu, que o li na minha juventude, penso que a sua maior obra, porque revela a sua verdadeira natureza e relação com o universo, foi aquele epitáfio em hexâmetro dactílico e pentâmetro dactílico que ele próprio redigiu para o seu túmulo junto à estrada que ligava Nápoles a Puzzuoli, e que nos chegou por transmissão indirecta.
Este epitáfio revela bem a simplicidade vocabular e modéstia de Virgílio; omite qualquer juízo de valor e tem, além disso, uma alusão mitológica que era muito ao seu gosto:

«Mantua me genuit; Calabri rapuere, tenet nunc
Parthenope: cecini pascua, rura, duces.»

«Mântua gerou-me; a Calábria arrebatou-me; agora possui-me
Partenope (Nápoles): cantei as pastagens, os campos, os heróis.»

Virgílio é de facto, como diz Chaucer, um mestre perfeito; um poeta cuja simplicidade e modéstia, os poetas de hoje nem de longe conseguem imitar!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Está marcada para o dia 20 de Junho a VII Gala Empresarial do Distrito da Guarda – Sabugal 2009 organizada pelo semanário «Nova Guarda» em colaboração com a Câmara Municipal do Sabugal. A cerimónia de entrega dos galardões decorrerá no Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito.

Nova GuardaA VII Gala Empresarial do Distrito da Guarda, organizada pelo semanário «Nova Guarda», com a colaboração da Câmara Municipal do Sabugal está marcada para o dia 20 de Junho de 2009 no Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito. O programa da Gala integra um jantar, seguido da cerimónia de entrega de distinções às empresas e empresários, variedades e, para finalizar, um espectáculo pirotécnico multimédia.
O galardão «Empresa do Ano» tem por objectivo premiar e divulgar as empresas que se destacaram ao longo do ano e que melhor contribuíram para o desenvolvimento económico e social do distrito da Guarda. Pretende-se com esta iniciativa incentivar outras empresas a optarem por um modelo de desenvolvimento que as conduza à excelência. O galardão consta de um troféu que será atribuído ao melhor classificado em cada um dos sectores de actividade e em cada uma das áreas de intervenção definidas no regulamento do concurso.
Podem candidatar-se ao Galardão «Empresa do Ano» as sociedades com actividades nas áreas da Indústria, Comércio, Construção, Turismo e Serviços, sedeadas no distrito da Guarda, ou noutra área geográfica, desde que possuam estruturas no distrito e que contribuam para o seu desenvolvimento sócio-económico. Serão ainda atribuídos galardões às empresas que mais se notabilizaram nas seguintes áreas de intervenção: Qualidade/Ambiente, Inovação, Internacionalização, Valorização dos Recursos Endógenos, Jovem Empresário, Mulher Empreendedora e Projecto Académico.
Para além das oito distinções há ainda mais duas: Trajectória Empresarial e Especial Gala Empresarial da responsabilidade das nomeações da comissão consultiva da Gala.
As candidaturas deverão ser apresentadas nas instalações do jornal «Nova Guarda» ou junto das associações, até ao dia 29 de Maio de 2009.

Iniciativa louvável que tem no director do «Nova Guarda», António de Andrade Pissarra, o seu principal dinamizador e responsável. As boas práticas de gestão aliadas à criação de emprego e riqueza na região merecem todo o nosso apoio e reconhecimento.
jcl

Na semana passada o Comando Territorial da Guarda da GNR efectuou 15 detenções, tendo ainda registado 62 ocorrências criminais, tomou conhecimento de 28 acidentes de viação e realizou operações de fiscalização.

Operação STOP da GNRForam detidas 13 pessoas em flagrante delito, sendo quatro por condução sob efeito do álcool, duas por condução sem habilitação legal, duas por crime de pesca ilegal, uma por posse ilegal de arma de fogo, uma por ameaças e coação a patrulha da GNR e uma por crime de falsificação de documentos. Foram ainda efectuadas três detenções por cumprimento de mandados judiciais.
Dentre os 62 crimes registados, 15 foram de furto, sendo quatro em veículos, dois em estabelecimento comercial e nove de outros furtos.
Na semana de 16 a 22 Março, a GNR lançou ainda algumas operações, com destaque para a que ocorreu no dia 18 de Março, na feira semanal de Seia, onde se fiscalizaram pessoas e mercadorias, daí resultando a elaboração de 12 autos de contra ordenação.
No dia 22 de Março o Destacamento Territorial de Pinhel, levou a efeito uma operação de fiscalização da pesca, na qual foram detidos dois indivíduos, ambos de 66 anos de idade, e residentes em Vila Nova de Foz Côa, por utilização indevida de meios de captura.
No período em referência registaram-se 28 acidentes de viação, sendo 20 por colisão e oito por despiste, dos quais resultaram dois feridos graves e seis feridos leves.
Os Núcleo Escola Segura (NES) dos Destacamentos Territoriais da Guarda, Pinhel, Gouveia e Vilar Formoso realizaram 14 acções de sensibilização em varias escolas do Distrito, às quais assistiram 180 alunos e 19 professores.
A escola do primeiro ciclo do Sabugal foi também palco de uma acção de sensibilização, acerca do tema «defesa da floresta contra incêndios».
plb

Um fenómeno muito actual. Mas afinal o que é o terrorismo?

António EmidioA melhor definição encontrei-a num artigo que li e cujo autor agora não me lembro e que passo a reproduzir. No Ocidente – «Uso sistemático de actos violentos por uma organização política com o fim de criar um clima de insegurança». Nos Países Árabes – «Concepção militar e política forjada pelos Estados Unidos (CIA) como pretexto para intervir militarmente onde o seu interesse o exige».
Nada mais correcto do que esta definição. O terrorismo foi um fenómeno que sempre existiu com mais ou menos intensidade ao longo da história da humanidade, mas na época histórica actual atingiu o seu ponto supremo com o 11 de Setembro nos Estados Unidos, e com esse estigma lançado aos povos árabes e muçulmanos.
Existem organizações muçulmanas que praticam o terrorismo como arma de luta contra o Ocidente, é inegável, mas ninguém estranhe que os serviços secretos dos Estados Unidos e de Israel estejam por detrás de alguns, levando-nos a nós ocidentais a odiar esses povos. Interessa muito aos judeus esse ódio.
É um problema complexo, por isso só vou deixar uma séria de interrogantes:
Passando por cima do direito internacional, os Estados Unidos invadiram o Irak, depois de tudo destruído e o governo desmantelado, os ataques às tropas americanas por parte de patriotas iraquianos passaram a chamar-se ataques terroristas, porquê?
Porque é que uma invasão igual feita pelo Irão, Rússia, Venezuela, e outros pertencentes ao «eixo do mal» era imediatamente apelidada de ataque terrorista?
Aos rockets que de vez em quando a Jihad Islâmica dispara para território israelita, a maior parte das vezes não causando vitimas, é considerado terrorismo, e porque não é terrorismo o último massacre perpetrado pelo exército israelita em Gaza, onde foram assassinados 1.330 palestinos e morreram 13 israelitas (relação de 100 para 1)? Esta «punição» sobre os habitantes de Gaza deu origem a crimes contra a humanidade e violou as mais elementares leis da guerra. Um jornal, o Haaretz, publicado em Israel, relata testemunhos de soldados israelitas que participaram nessa chacina, mostrando como matavam civis palestinos sem que estes fossem uma ameaça para eles. Chegaram a disparar sobre mulheres e crianças que transportavam uma bandeira branca, alegando que todos eram considerados terroristas.
Falar de terrorismo é uma espécie de batalha semântica, o que para uns é, para outros já não é. Mas as vítimas, essas são reais.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Foi uma história bem contada aquela que nos conduziu até às aldeias bem antigas do nosso Portugal ainda desconhecido, como Castelo Mendo, Almeida, Sortelha e Aldeã del Bispo, já em território espanhol.

Passeio Todo-o-TerrenoA aventura, porque foi disso que se tratou, já que muitos dos quilómetros foram percorridos fora de estrada e em veículos 4×4, começou bem cedo em Fátima num sábado a ameaçar chuva, mas não passou disso mesmo.
Miúdos e graúdos, enfim, toda a família como é timbre destes passeios da «Tracção Total de Fátima» num total de 80 participantes distribuídos por 28 veículos todo-o-terreno rumaram ao norte mas bem lá para o interior por entre vales e serras com paisagens deslumbrantes que só os 4×4 nos podem proporcionar.
A anteceder a visita a Castelo Mendo, uma aldeia histórica do século XII, outrora concelho, e que veio a ser declarada monumento nacional no ano de 1946 em conjunto com o seu castelo medieval construído no século XIII por D. Dinis, toda a caravana montou arraiais num parque de merendas ali bem próximo e era chegada a hora do piquenique, entenda-se almoço.
O sol deu o seu contributo ao convívio onde não faltou animação e o habitual partilhar de saborosos petiscos, onde imperou o tradicional coelho à moda da Ortiga, sobremesas, café, tudo bem regado, pois claro, com o tinto cá da região.
Terminada a visita à Aldeia de Castelo Mendo, e por trilhos fora de estrada lá chegamos a Almeida para uma outra visita, agora ao Centro Histórico onde se destaca o Castelo, o antigo convento de Nossa Senhora do Loreto, actual igreja matriz e a Fortaleza que teve importante papel defensivo do território Nacional a partir do século XVI. Foi só em 1927 que perdeu a função de praça de guerra.
Retomados os trilhos, lá seguimos entre paisagens agrestes rumo ao desconhecido. É que, ao pararmos numa pequena aldeia e sem que disso a caravana se tivesse apercebido (excepção à organização), alguém perguntou a uma senhora onde estávamos. «En España! En Aldea del Bispo», respondeu «e vivo aqui há muitos anos, mas sou portuguesa e com muito orgulho».
A noite estava a cair, eram horas de rumar a Vilar Formoso para o jantar, muito bom, e alojamento em hotel de óptimas condições.
Para este dia a organização tinha reservado um passatempo interessantíssimo que ocupou grande parte do tempo. Era necessário preencher um questionário que incluía perguntas sobre pontos de visita e de passagem. Um outro questionário, que veio a revelar-se fatal para os participantes, incluía perguntas sobre o código da estrada. Uma reciclagem ao código não fazia mal a ninguém. À noite após o jantar foram anunciados os vencedores. Uns contemplados com viagens e outros com a oferta da anuidade das quotas de sócio.
Segundo dia de aventura, um domingo com céu cinzento, mas sem chuva e pouco frio. Como o previsto, a meio da manhã chegámos ao Convento de Nossa Senhora de Sacaparte e Cruzeiro que fica a dois quilómetros da freguesa de Alfaiates, concelho do Sabugal.
Do conjunto fazem parte alpendres onde se realizavam feiras, ruínas do Convento, igreja, chafariz, cruzeiro e fonte de mergulho. Anualmente realiza-se ali uma festa onde se juntam centenas de pessoas vindas de vários pontos do País. São festas afamadas.
Existem várias lendas sobre a origem do nome Sacaparte. Uma delas, dizem as «más línguas» que o nome se deve a que, como este caminho fazia parte da rota dos Caminhos de Santiago, os monges daqui sacavam logo parte do que os peregrinos levavam para Compostela, era o tributo que pagavam pelo alojamento.
E porque se tratava de um recinto propicio a festas, à volta de uns bolinhos e de um cálice de abafado, aconteceu um momento de animação musical com o Jó e o Lecas ao acordeão o Armando com o seu «ranhoso» transmitiram ali uma alegria contagiante que até permitiu um pezinho de dança.
Com passagem pelo Sabugal onde chegamos por trilhos, seguimos até à Aldeia Histórica de Sortelha, de fundação medieval datada do século XIII. Entre muralhas todas as casas foram recuperadas em respeito pelo seu traçado medieval e também aqui se encontram algumas infra-estruturas de apoio, como bares, restaurantes, casas de alojamento, enfim um espaço muito agradável e a convidar para uma outra visita mais pormenorizada.
Após um almoço delicioso servido ali mesmo entre muralhas, e, com a caravana disposta a acabar com o licor de morango servido num dos bares, veio uma forte chuvada, para retemperar a viagem até Fátima.
Foi um passeio agradável, bem organizado, e deixou em todos o desejo de voltar embora que por outros caminhos, mas de certeza a valer a pena. Portugal é muito grande em história.
Como nota final, fica um agradecimento à organização, pelo excelente passeio que nos proporcionou, em particular, aos directores da «Tracção Total de Fátima», Ricardo, Lecas e Valter. Bem-haja.
José Vieira Gonçalves (Notícias de Fátima)

Realizou-se no passado sábado, 21 de Março, na cidade do Sabugal, a 5.ª edição do Campeonato Nacional da União Dojos Karate Shotokan (UDKS).

5.º Campeonato Nacional UDKSEsta competição foi organizada pela Ócio & Divertimento – Clube de Karate, uma associação recentemente formada no Sabugal e que tem como Instrutores a família Jerónimo. A organização contou com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da Sabugal+ Empresa Municipal.
Estiveram presentes mais de uma centena de atletas, dos 4 aos 17 anos, oriundos de várias cidades do País. Do distrito da Guarda, estiveram presentes atletas dos Clubes do Sabugal (ODCK), da Guarda (AEKS e AEKS-P) e de Pinhel (NKSP).
Os resultados foram os seguintes:
AEKS (Guarda)
1.º lugar – 6 (Ana Tavares, Bruno Monteiro, Rita Morgado, Diogo Rafael, Fabrícia Martins, Marcos Rodrigues).
2.º lugar – 7 (Ana Torres, Célio Rodrigues, Inês Simão, Andreia Pissarra, Ana Tavares, Fabrícia Martins, Rita Morgado).
3.º Lugar – 8 (Pedro Carvalho, Inês Ramos, Carlos Tavares, Ana Torres, Andreia Pissarra, Bruno Monteiro, Carlos Tavares, Inês Ramos).

ODCK (Sabugal)
1.º Lugar – 1 (Pedro Pires).
2.º Lugar – 1 (David Barros).
3.º Lugar – 3 (Pedro Augusto, Vítor Silva, Pedro Augusto).

NKSP (Pinhel)
1.º Lugar – 0.
2.º Lugar – 1 (Rafael Cruz).
3.º Lugar – 1 (Leandro Cruz).
Rui Jerónimo

No dia 20 do corrente mês de Março, celebrou-se, nos Fóios, o dia de todos os pais.

Dia do Pai nos FóiosÀs 11 horas foi celebrada missa na igreja local. Por volta do meio-dia foram servidos os aperitivos no «nosso bar» e às 13 horas, as pessoas que se haviam inscrito, cerca de 45, rumaram até ao restaurante Eldorado, onde lhes foi servido um almoço previamente confeccionado para o efeito.
Cerca das 15 horas, depois de terem tomado café e copa, organizou-se a ronda à moda antiga percorrendo algumas ruas da freguesia e visitando as cinco capelas existentes.
Como também se haviam inscrito algumas senhoras deu para se fazer o tradicional bailarico.
À noite, os mais animados, continuaram a festa. Alguns foram às respectivas casas buscar enchidos e queijo dos Foios que, bem regados, proporcionaram um bom serão.
Os mordomos, residentes em Lisboa, apuraram-se para que tudo decorresse da melhor maneira. Assim aconteceu. O Zé Patato e o primo António José estão de parabéns.
Durante o almoço foram nomeados os mordomos para o ano de 2010. São o Zé Coito e o Zé Manel Serra, que saberão, certamente, dar continuidade ao evento.
Desejamos-lhes felicidades.
José António

Numa casa histórica da parte velha da cidade da Praia, capital de Cabo Verde, está instalado o Museu Etnográfico, onde se guarda e exibe a memória do povo caboverdiano, através da mostra de objectos antigos, que fazem, ou já fizeram, parte do quotidiano.

Museu EtnográficoAssim se preservam as tradições, deixando-as registadas para a posteridade. Cabo Verde desenvolve-se e muitas das formas de vida de outros tempos são substituídas pelas que a modernidade vai impondo. A tendência é pois para que muitos dos vestígios da vida antiga se percam, e é necessário preservá-los. Esse é precisamente o grande papel desde bem organizado museu africano.
Os expositores de madeira e vidro guardam os objectos, que são sempre acompanhados por placas informativas que contêm pequenos textos em Português, Crioulo e Inglês.
Na secção dedicada à olaria estão os recipientes de barro, que para quase tudo tinham uso, destacando-se a importante função da guarda dos alimentos. Há potes de diferentes tamanhos, moringos (espécie de bilhas para a água), botijas, garrafões, vasos, fogareiros, bindes (próprios para o fabrico do célebre cuzcuz), panelas e lavadouros (bacias para a higiene pessoal).
Outra secção é a panaria, onde se exibe o «pano di terra», que é uma larga faixa de tecido, resultando da união de seis bandas, com padrões tradicionais, com prevalência para as cores branco e negro. E o «pano di terra» tinha variados usos: vestimenta, adorno, transporte de crianças no dorso, e até mortalha.
Há depois a cestaria, onde se impõe o balaio, que é um cesto sem asas usado para as mulheres transportarem à cabeça, ou também para servir de peneira. Também ali temos a Cancarã, espécie de esteira para suporte do colchão.
Na moagem evidenciam-se os recipientes feitos de troncos de árvores escavados onde, com os pilões de pau, se triturava o café, o milho e outros cereais.
Na cave do edifício colocam-se outros objectos como as peças da mobília da casa tradicional caboverdiana, havendo a recriação de uma cozinha com os seus utensílios, os quartos de dormir e as pequenas casas onde se guardavam os animais.
Uma exposição muito expressiva das formas de vida tradicionais de um povo que entrou na senda da modernidade, substituindo os objectos antigos pelos que resultam do uso das matérias da actualidade. Porém é assim que se preserva e se oferece ao futuro a memória.
plb

Estas fotografias referem-se à visita de Mário Soares ao Soito, quando era primeiro-ministro, em 1977. Nunca um primeiro-ministro (desde o 25 de Abril de 1974) tinha visitado o concelho de Sabugal.

Joao Aristides DuartePor iniciativa do Toninho Oliveira, amigo de Mário Soares, este deslocou-se ao Soito, com uma comitiva, em visita particular.
Na quinta do Toninho Oliveira houve um almoço, com a presença de centenas de pessoas. Mário Soares ainda visitou a fábrica de confecções Ranking, no Soito.
Numa das fotografias aparece Mário Soares e Toninho Oliveira, lado a lado.
Podem, ainda, ver-se Almeida Santos e Paco Bandeira, as figuras públicas mais conhecidas.

(Clique nas imagens para ampliar.)

«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte
akapunkrural@gmail.com

José Couto tem 63 anos de idade e é natural da Ilha Terceira, nos Açores. É um desportista assumido com êxitos no futebol, basquetebol e andebol mas considera-se, igualmente, um grande aficionado da festa tauromáquica. Este ano é responsável, mais uma vez, pelas Festas Sanjoaninas, e resolveu incluir duas touradas com forção (à moda da raia sabugalense) nos grandes festejos da Ilha Terceira. As Câmaras Municipais do Sabugal e de Angra já acertaram todos os pormaiores…

José Couto (Foto Jornal «A União»)Estivemos à fala, telefonicamente, com José Couto, o açoriano responsável pela divulgação da Capeia Arraiana nas açorianas Festas Sanjoaninas que decorrem este ano, entre 19 e 28 de Junho, na cidade de Angra do Heroísmo.
«Tenho 63 anos e profissionalmente pode-se dizer que fui, ou melhor, sou um desportista. Joguei futebol no Lusitânia, joguei basquetebol e andebol», começou por nos dizer José Couto que desde o primeiro contacto se disponibilizou, simpaticamente, para nos falar dos festejos.
As Festas Sanjoaninas são organizadas pela Câmara Municipal de Angra e pela Comissão das Sanjoaninas 2009. Os festejos são camarários e o presidente da comissão, alternadamente homem e mulher, é nomeado todos os anos pelo presidente da autarquia.
Miguel Costa é o nome escolhido para presidente das «Festas Sanjoaninas -Festa do Sol 2009». As diferentes áreas da festa – cortejos, gastronomia, desporto, etnografia, espectáculos e tauromania – têm, também uma pessoa responsável por cada equipa de trabalho num total de cerca de 60 pessoas que gerem um orçamento de aproximadamente um milhão de euros. José Couto é, pela quarta vez em cinco anos, o responsável pela equipa da tauromaquia e tem para investir 400 mil euros na promoção das festas dos toiros.
A 25.ª edição da Feira de São João apresenta na Monumental Praça de Toiros da Ilha Terceira um cartel de luxo com alguns dos maiores nomes do toureio internacional como os matadores El Juli e El Fundi.
– É uma programação arrojada?
– Vamos realizar 11 espectáculos com toiros. Seis corridas de praça, incluindo uma para crianças, três touradas de corda com duas para adultos e uma para crianças e duas esperas de gado, uma normal e outra para crianças. Os toiros são deixados num espaço fechado durante duas horas para que todos possam brincar com eles e depois fazem um percurso de cerca de um quilómetro à solta pelas ruas.
– Há muitos aficionados da festa tauromáquica na Ilha Terceira?
– Muitos. Temos, também, dois grupos de forcados, o Grupo da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e o Grupo do Ramo Grande (Praia da Vitória) e 12 ou 13 ganadarias. Aliás os toiros para as touradas são todos açorianos.
– E como é que aparece uma Capeia Arraiana no programa das Festas Sanjoaninas para 2009?
– Esta terra é uma terra de toiros e todos os espectáculos tauromáquicos nos interessam. Vamos chamar-lhe «Tourada de corda com forcão». Nunca vi nenhuma Capeia Arraiana ao vivo mas já assisti na televisão a reportagens. Já há algum tempo que pensávamos trazer cá o forcão. Considero que vai ser uma forma de quebrar a monotonia trazendo alguma emoção e curiosidade por comparação com as tradicionais touradas de corda.
– Mas não têm experiência para fazer e manejar o forcão…
– Desloquei-me a Lisboa para falar com um sabugalense que é muito amigo de Rui Bento, administrador do Campo Pequeno. Acertámos pormenores, trocámos contactos e foi-me ofertado um livro muito interessante sobre a Capeia Arraiana. Posteriormente a Câmara Municipal de Angra entrou em contacto com a Câmara Municipal do Sabugal que escolheu e indicou os sabugalenses que se vão deslocar no dia 8 de Maio aos Açores para construir o forcão. Aproveito para mandar dizer que já cortámos as madeiras de acordo com as orientações que nos enviaram. Por altura das festas, em Junho, esses sabugalenses voltam para estar presentes durante as touradas. Vamos organizar duas touradas com forcão. Uma para adultos onde eu e o meu filho já decidimos que também vamos participar e outra para crianças com um forcão mais leve e com um animal adequado.

Interessante conversa com José Couto onde ficámos a saber mais pormaiores sobre a «Tourada de corda com Forcão» nas Festas Sanjoaninas nos Açores.
jcl

A propósito da revista «Sabucale» e do artigo sobre «Armários de pedra na arquitectura tradicional do Alto Côa. Testemunhos de culto Judaico?» venho tecer algumas considerações.

Kim TutatuxNão sou historiador, pelo que não estou sujeito ao cinzentismo do rigor cientifico que o autor coloca no seu texto, permitindo-me a liberdade de admitir alguns aspectos sem esse peso que o autor aplicou no artigo.
Por essa razão, sou levado pelo conhecimento adquirido, pelo que ouvi os mais velhos dizer e opinar sobre o assunto e pelo raciocínio.
Quando em pequeno, tive oportunidade de assistir à que deve ter sido a ultima construção em pedra feita em Pouca Farinha, realizada pelo meu tio Joaquim, que não era arquitecto nem tinha estudos avançados, mas que era homem sabedor. Construiu essa casa, utilizando apenas o saber que recebeu dos nossos antepassados, recorrendo ao seu engenho, arte e ajuda de muitos amigos, que com muito esforço talharam e colocaram no seu devido sitio as lajes de granito.
Tive oportunidade de ver aplicadas na prática as técnicas de outrora, e lembro-me que o esforço era tremendo, sendo que algumas das pedras eram erguidas com recurso a ferramentas rudimentares, como rampas e alavancas construídas de madeira.
Colocar a pedra sobre a porta foi trabalho para alguns homens e levou mais de 2 dias, isto sem contar com a preparação e transporte para o local feito em carro de bois.
Casa do CasteloAo ler o referido artigo e tendo em conta o que me foi dado observar, várias foram as questões que se me levantaram.
Falo no caso da «Casa do Castelo» que é o que melhor conheço, deixando os outros um pouco à parte, sendo que o que vou dizer, são questões que também se podem colocar aos outros exemplos falados no referido artigo.
Sabendo o esforço necessário para construir uma casa de pedra, com recurso a técnicas ancestrais, por o ter presenciado, parece-me que seria demasiado tanto esforço e trabalho para construir um «Armário».
No caso da «Casa do Castelo», falamos de uma peça arquitectónica que pesa algumas toneladas composta por 9 pedras de granito, cuidadosamente talhadas, com cerca de 1,81 metro de altura por perto de 1,25 metro de largura.
Sabendo, porque presenciei, o trabalho que dá talhar no granito tais peças e o esforço que implica a sua colocação, a questão que se me coloca é a seguinte:
Será que quem construiu essas peças, as realizou com o intuito de lá colocar as «gamelas» onde se comia, e mais alguma pequena panela ou outro utensílio domestico que na época da construção eram escassos?
Lembro-me ainda bem. quando menino, em casa dos meus avós, familiares e amigos poucos eram os utensílios e mobiliário.
Na maioria existia, uma cântareira de madeira onde um ou dois cântaros continham a agua para beber com uma malga na boca para impedir a entrada de poeiras, uma ou duas panelas de ferro para cozinhar os caldos, um caldeiro para a vianda do porco, uma ou duas gamelas de onde todos comiam sentados em bancos baixos de 3 pés e algumas cucharras (colheres) e garfos de ferro.
Na época os lavatórios eram peças de mobiliário pouco comuns, e algumas casas tinham uma cadeira que se destinava a visitas importantes como o Sr. Padre ou o Sr. Doutor.
As mesas eram novidade na época e um luxo que apenas alguns tinham.
As camas eram enxergas de camisas de milho e quartos era coisa que não era comum, que a existirem não eram mais que o espaço de uma cama, até porque nas casas mais modestas chegavam a viver mais de meia dúzia de pessoas, sem cama sendo muitas vezes a «cama» um pouco de feno ajeitado, junto dos animais na loja.
Eram assim as casas modestas do povo de que eu me lembro.
O que me leva a crer que na época da construção da «Casa do Castelo» e das outras referidas, mesmo que porventura mais abastadas, seriam idênticas às mais modestas casas que conheci.
Assim, questiono-me porque razão quem construiu estas casas despendeu tanto tempo e recursos para construir um «armário» onde não cabia um cântaro?
Para construir o classificado como «armário» da Casa do Castelo utilizando as mesmas técnicas que o meu Tio utilizou, seria necessário o trabalho de muitos homens durante mais de um mês, desde a recolha da pedra até à sua colocação.
Então, será que o dono da casa iria optar por essa solução apenas para construir um «armário»?
Se fosse essa a finalidade não teria optado pela utilização da madeira, como acontecia na cântareira da minha Avó?
Então qual seria a utilidade de despender tantos recursos e matéria numa peça arquitectónica?
(Continua no próximo domingo, 29 de Março.)
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

Em resposta aos comentários, de 10 de Fevereiro de 2009, do João Duarte à minha crónia sobre a «Beira Alta, Beira Transmontana, Beira Interior», referi que tenho pena de não poder dizer que sou do Soito da Raia (…) por uma questão de melhor identificação geográfica.

José MorgadoEmbora, há muitos anos, seja corrente dizer Soito e não Souto (pelos vistos ainda é a designação oficial) mas desde a elevação a vila, também é designada «Vila do Soito», não havendo consenso, continuando-se a usar indiscriminadamente as três versões.
Não sei qual delas é a mais apropriada.
Vem isto a propósito de haver largas dezenas de aldeias e vilas com a designação de Souto, umas com acrescento outras não.
Há também anexas e lugarejos com a designação de «Soito», mas é raro.
A melhor pérola de que ouvi falar numa recente emissão radiofónica, foi do povoado “Soito da Ruiva”. É uma anexa da freguesia de Pomares, concelho de Arganil (a terra da confraria do bucho de Arganil, nada comparável ao bucho arraiano), distrito de Coimbra.
A origem do seu nome está relacionada, por um lado, com a existência de frondosos castanheiros e por outro como uma filha de cabelos ruivos, cujos pais possuíam o maior souto de castanheiros das redondezas, onde as gentes da povoação, na altura dos Magustos iam apanhar castanhas, gratuitamente, ao que chamavam «soito da ruiva», lugar pelo qual ficou conhecido o lugarejo e que deu origem a esta anexa.
Soito da RuivaO que actualmente contribui para alguma mediatização do lugar, é o facto de contar unicamente com 19 habitantes, tendo todos eles aderido às novas tecnologias de informação a 100 por cento.
Quem visitar a pagina na Internet de Soito da Ruiva, que aconselho vivamente, pode encontrar fotos identificadas de todos os habitantes e respectiva Biografia bem como uma galeria de fotografias que recordam as vivências de todos eles.
É um espanto! Deve ser caso único.
Contrariamente a Vila do Soito, está pouco familiarizada com as TIC e as tentativas individuais de criação de sites e blogues têm tido uma vida curta ou estão desactualizados e sem participação recente.

Veja a página na Internet de Soito da Ruiva aqui.

«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com

Ruralidades.

Tive o privilégio de almoçar num dos pouco sítios que existe em Portugal onde se mantêm viva a essência do mundo rural. Um local privilegiado pela serrania e pela comunhão entre o homem e natureza. Esqueçamos os pratos a rigor, os talheres a condizer e muitos outros semblantes de uma refeição de um regular restaurante.
Tendências que tendem a desaparecer a passos largos, entidades culturais de um povo que ainda continua a ser o segundo país da UE mais rural.

(Clique nas imagens para ampliar.)

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Em Cabo Verde, como nos mais lugares da terra, o início da construção de uma casa é sempre um motivo de festa, especialmente quando essa casa foi o sonho de uma vida que se vê tomar forma.

Feijoada em Cabo VerdeO António Ramos, e a sua família estão radiantes com o começo das obras. Vivem numa casa arrendada, com condignidade, mas ansiavam pelo seu próprio espaço. Depois da aquisição de um terreno, a dois passos da casa onde habitam, e da aprovação do projecto na Câmara Municipal da cidade da Praia, puderam avançar, aplicando as suas economias na construção da casa. Ele é economista e funcionário do Estado Caboverdiano, ela, Helena de seu nome, é nutricionista e têm duas filhas menores.
Em Cabo Verde, tudo é ocasião para uma festa. Foi assim que o feliz António Ramos, o Toi para os amigos, convidou meia dúzia de convivas para com ele compartilharem a alegria e lançarem simbolicamente a primeira pedra. E isto é uma forma de falar, porque pedras já havia muitas bem colocadas nas paredes da obra, que já contém os alicerces e parte dos muros da cave.
Dona Helena resolveu fazer em casa, num tacho enorme, uma grande feijoada crioula. À hora do almoço os amigos, onde me orgulho de estar incluído, chegaram-lhe a casa, onde o anfitrião ofereceu um bom grogue da ilha de São Nicolau, o melhor de Cabo Verde. Depois, entre todos, transportaram-se para o local da obra as panelas, os pratos, os talheres e as bebidas.
Na obra cerca de vinte operários trabalhavam, e abriram alas para que a comitiva de convivas invadisse o pequeno estaleiro, onde se instalou o material, juntando-se todos à roda da grande panela. O casal lá colocou uma pedra sobre a massa, em simbologia do lançamento da obra e, a seguir, veio a comezaina. À vez os convivas foram-se servindo da grande panela de alumínio, de onde fumegava a bela feijoada crioula, confeccionada com feijão pedra, carne de porco (fresca e salgada), batata doce, cenoura, couve e chouriço. A acompanhar um arroz seco confeccionado com ervas aromáticas. Para beber serviu-se vinho alentejano do Redondo.
Logo que os convidados se serviram da saborosíssima feijoada, foi a vez da Helena servir todos os operários, recebendo cada um o seu prato e a respectiva bebida.
No final a festa continuou aos acordes de uma viola e um cavaquinho, cantando-se a morna, que é a canção tradicional caboverdiana. Assim se vive, em alegria, nesse país de gente boa e acolhedora, que é Cabo Verde.
plb

O portal das Aldeias Históricas de Portugal é inaugurado na terça-feira, 24 de Março, às 16 horas, na cidade da Guarda. As 12 aldeias históricas que incluem Sortelha, no concelho do Sabugal, ganham nova visibilidade na rede da aldeia global.

Aldeia Histórica de SortelhaAs 12 Aldeias Históricas de Portugal vão passar a ter mais um poderoso veiculo de divulgação e promoção. A apresentação do portal das Aldeias Históricas está marcada para o dia 24 de Março, às 16 horas, na Capela do Solar dos Póvoas, na cidade da Guarda.
O Programa das Aldeias Históricas de Portugal é um projecto que aposta na visualização e na «venda das 12 marcas» e é constituído por Sortelha, Almeida, Belmonte, Castelo Novo, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão e Trancoso.
A coordenadora da AIBT-Acções Inovadoras de Dinamização das Aldeias, Maria Isabel Boura, considera que «a valorização de recursos culturais tão diversificados como a paisagem, os lugares, o património construído e o referencial das culturas, tradições e actividades, bem como o envolvimento de múltiplos protagonistas, numa dinâmica local de promoção e desenvolvimento, constituíram o pano de fundo para o lançamento e a consolidação do Programa das Aldeias Históricas».
A cerimónia de lançamento do portal vai contar com a presença de representantes da Comissão da Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), presidentes das Câmaras que integram as Aldeias Históricas (AH), representantes da Guarda Digital e da Ydreams, empresa que criou a página para a Internet.

O presidente da Junta de Freguesia de Sortelha, Luís Paulo, passa a dispor de mais um montra para enviar convites turísticos, até onde a Internet chegue, a potenciais visitantes. Até porque Sortelha não é só a melhor sopa do Mundo…
jcl

«O batimento de asas de uma borboleta no Brasil pode provocar um tornado no Texas?»

António MouraEsta é a célebre metáfora (Efeito Borboleta) tornada emblemática pela Teoria do Caos, fenómeno de sensibilidade às condições iniciais, com o seu conceito de «determinismo relativo». De facto, a pergunta que a metáfora coloca não é cientificamente aceitável, devido ao efeito de dissipação da pequena quantidade de energia emitida. Por vezes a Ordem que emerge do Caos, é exactamente oposta ao chamado Efeito Borboleta. E talvez possamos considerar também, que se o seu efeito pode criar um tornado, também o pode anular.
Na verdade, o que podemos retirar da observação da complexidade, é o de ela conduzir à simplicidade, assim como o caótico à estabilidade ou a guerra à paz.
Para o observador que sabe distanciar-se do palco, da sua acção, movimentos e tempo, não é muito difícil cheirar a transformação das coisas nas suas transições pendulares. Mas para aquele que em permanência está na acção, mergulhado nos conceitos, valores e condicionalismos resultantes desses apegos, o olhar visionário não é possível, embora seja ciclicamente indispensável no virar de página dos grandes problemas.
Muitas coisas têm de ser alteradas nesta presente sociedade tribal. Não nos iludamos, os mecanismos de obtenção e consolidação do poder que regulam o mundo, continuam a ser os mesmos dos tempos da barbárie. A espada é hoje a pena, a palavra ditatorial e sem apelo armada por doce lei orgânica, ou norma comunitária, para melhor engolirmos. Os lobbies vistos com normalidade democrática, cercam leis que se perpetuam ao serviço do mais forte, porque o homem continua a ser o mesmo, apenas mudou a forma, não o conteúdo.
O poder do povo, chegou à encruzilhada da legitimidade que advém do voto, sem ter forçosamente razão. A razão tem que ver com qualidade e não com quantidade. O princípio da democracia baseia-se num pressuposto primário que atribui o poder ao mais forte (a união faz a força), o seu funcionamento gerou-se na noite dos tempos, ele cria blocos de oposição assimétrica, tal como no mundo natural, presas e predadores.
Onde está o homem?
Descobriu-se ao acaso, num filme passado a grande velocidade numa sala de montagem, que os búfalos africanos vão a votos quando decidem mudar de pastagens. Deitados enquanto ruminam, a votação realiza-se lentamente, e consiste em levantarem-se individualmente, apontando o focinho numa determinada direcção e deitar-se de novo. Um após outro de forma contínua, até finalmente toda a manada se erguer e seguir o rumo médio de todas as direcções apontadas. Uma notável proeza de consenso democrático.
Onde está o animal?
Por vezes, frequências inaudíveis à maioria das mentes, podem transformar alguns raros pelo seu toque. Outros apenas ouvem, dogmatizam e enquadram nas suas próprias culturas, transformando, mesmo que parcialmente (por ignorância ou excesso de conhecimento), veiculam ainda assim ensinamentos que transcendem as suas próprias limitações, crenças, moral e demais ferramentas de apoio à normalidade vivida.
Mensagens sem tempo nem lugar concreto, surgem naquilo que não oferece resistência nem contem, porque só o vazio pode realmente conter.
Retiremos das mensagens aquilo que de acessório o animal coloca, e veremos a mesma origem e universalidade, o mesmo tronco comum. Apenas a nossa mente caótica impede esse olhar visionário. Essa torre de Babel.
Na babilónia, Babil significava «Porta de Deus», no hebraico antigo significa «Confusão». Confusão às Portas de Deus, nada de mais natural.
A mensagem de uma borboleta vale mais pela transformação que se opera no seu interior, do que pela mudança que provoca no exterior. Ela vive rastejando até à morte que lhe dá vida, para uma simbiose com as flores.
«Caminho sem Percurso», opinião de António Moura

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