Depois de toda esta operação, a cidade e o rio farão as pazes. A cidade visitará regularmente o rio e este, de fato domingueiro e airoso devolverá saúde e bem-estar aos seus habitantes.

Joaquim RicardoO rio Côa passa sorrateiro, cansado, algo envergonhado, parecendo doente (doença incurável), ao lado da cidade fria. E pisga-se logo que pode, sem olhar para o seu lado direito onde, silenciosa, despercebida mas exibindo, vaidosa, o seu castelo, peça única no país e quiçá no mundo. Os seus habitantes olham-no do alto da sua velha ponte com vaidade, único sítio permitido. Miram-no à chegada e à saída e depois vão-se embora satisfeitos, nostálgicos.
É um rio que se encontra longe da cidade. Estranho até! Urge por isso fazer as pazes entre ambos! É necessário e urgente rejuvenescer o rio Côa devolvendo-o à cidade e às suas gentes.
Os acessos ao rio frio, deverão ser dignificados com amplas estradas mas condicionando o trânsito automóvel para que não se estrague a beleza do seu ambiente natural. O seu leito deverá ser rigorosamente limpo e as suas margens arejadas com amplos passeios ao longo de todo o seu curso urbano.
A electrificação das suas margens é outra necessidade imperiosa para que os seus utilizadores possam, sem receio, percorrer a pé ou em bicicleta as suas margens.
A construção de verdes jardins principalmente frontais à cidade é outra necessidade que certamente trará qualidade de vida a todos os habitantes e visitantes do lindo rio que dá o seu nome a muitas aldeias, vilas e cidades por onde passa.
Depois de toda esta operação, a cidade e o rio farão as pazes. A cidade visitará regularmente o rio e este, de fato domingueiro e airoso devolverá saúde e bem-estar aos seus habitantes. Por fim, doa-lhe o seu nome e a cidade adopta-o orgulhosa e, assim, renasce «SABUGAL – A Cidade do Côa».
«Sabugal: A Cidade do Côa», opinião de Joaquim Ricardo

joaquimricardo2009@gmail.com