Francisco Veredas Bandeiras nasceu em 2 de Maio de 1945, na cidade de Elvas. Iniciou-se nas lides canoras nos anos 60, do século XX. O seu maior sucesso, nessa década, foi a canção «A Minha Cidade», mais conhecida pelo refrão «Ó Elvas, Ó Elvas». Em 1972 concorre ao Festival RTP da Canção, com o tema «Vamos Cantar de Pé», classificando-se em segundo lugar. Em 23 de Junho de 1997 esteve presente num concerto de encerramento das Festas de São João, no Sabugal.

Joao Aristides DuartePoucos anos depois do 25 de Abril de 1974, devido à amizade que o ligava ao Toninho Oliveira, do Soito, empresário do ramo das confecções, actuou nas Festas de São Cristóvão, sem cachet.
Participou em diversos convívios com pessoas do Sabugal, nomeadamente com o falecido Presidente da Câmara, Dr. Lopes, facto reproduzido numa das fotografias desta crónica.
Também esteve no Soito, aquando da famosa visita de Mário Soares, em 1977.
Já no final dos anos 80 deu um concerto em Aldeia do Bispo, durante as Festas de Agosto da freguesia raiana.
Paco Bandeira considera-se em casa, quando visita o nosso concelho.
Em 23 de Junho de 1997 esteve presente num concerto de encerramento das Festas de São João, no Sabugal.
Lembro-me de ter ido assistir a esse concerto. Ainda era o tempo em que os mordomos colocavam uma divisória, com pinheiros, para se poder pagar para o baile. O último dia das Festas era (e ainda é, julgo eu) de entrada livre.
A banda que acompanhou Paco Bandeira, nesse concerto era composta pelo já falecido maestro José Marinho (teclados), Marino Freitas (baixo) e Sertório Calado (bateria).
Paco Bandeira tem fama de ter um feitio um pouco difícil com os músicos, embora não seja por nada de grave e, por isso, os músicos estão sempre a mudar. Tanto não é por nada de grave que, músicos que saíram, voltaram a entrar na banda passado algum tempo.
Paco BandeiraPara além destes músicos, participou, como convidado, Samuel, na guitarra e vozes.
Samuel era um conhecido autor e intérprete de cantigas, que esteve ligado ao movimento onde pontificaram nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e outros.
O concerto lá se iniciou, não com muito público presente. A grande maioria do público não era constituída por teenagers. Era mais pessoal com uma certa idade (digamos que de meia-idade para cima).
Mas, como eu gosto de ver tocar músicos ao vivo e não de apreciar as vestimentas ou a beleza de certos cantores de charme, não faltei.
Os grandes êxitos de Paco Bandeira não faltaram: «Ternura dos Quarenta», «Chula da Livração» (com o refrão «Vem Ver de Novo…») «Minha Quinta Sinfonia», «A Minha Cidade», «Gipsy Kings», etc., etc.
Uma situação inesperada aconteceu quando alguém pediu para cantarem o tema «Pedra Filosofal», cujo autor da música é Manuel Freire e não Paco Bandeira.
Mesmo assim, Paco não se fez rogado e interpretou a canção, com a ajuda de Samuel, situação que deverá ter sido única na sua carreira.
Paco BandeiraNo final do concerto foi queimado o «Carvalho de São João», o que deixou os músicos bastante intrigados, segundo Samuel me contou. Com efeito, nas minhas consultas em livros sobre tradições populares, a única região do país onde isso existe é no concelho de Sabugal. Agora, que tanto se fala em turismo, era altura de colocar essa tradição em relevo, pelo menos nos folhetos informativos editados pelas entidades ligadas ao sector.
Em Abril de 2007 Paco Bandeira deu um concerto no Soito, integrado na Festa do Mundo Rural, que poderá ser motivo de outra crónica. Este concerto do Soito foi mais «familiar» e muito «à la carte».
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

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