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Faleceu há dias, a 20 de Fevereiro, o poeta Fernando Pinto Ribeiro, nascido na Guarda, e durante alguns anos muito ligado ao Sabugal, através da Casa do Concelho em Lisboa.

pinto-ribeiroO Fernando, nascido em 1928 na fria cidade da Guarda, foi um homem simples. Ganhava a vida enquanto revisor de textos, trabalhando para diversos jornais e editoras nacionais. Publicamos aqui uma nota biográfica escrita pelo próprio aquando da organização do Congresso do VII Centenário do Foral do Sabugal, em 1996, na qual colaborou activamente ao ser responsável pela exposição bibliográfica que ali teve lugar.

«Poeta. Na produção inicial, foi revelado, pelo então novel actor Carlos Avilez, que, num recital radiofónico inteiramente dedicado à sua poesia, «encenou» os seus poemas com «música de fundo» e os declamou.
Tem produção dispersa por jornais do País e das comunidades de língua portuguesa, em revistas e em antologias.
Ligado à obra de sabugalenses ilustres – do escritor Pinharanda Gomes (que o incluiu na antologia O Corpo da Pátria) e do pintor J. Leitão Baptista (que o retratou e interpretou ou ilustrou alguns dos seus poemas).
Também ligado a edições discográficas (veros cantados por muitos artistas populares). Foi organizador, entre 1968 e 1983, das tradicionais «pastinhas» da Queimas das Fitas de Coimbra (colectâneas anuais de poemas inéditos dos poetas mais representativos).
Director da revista de artes e letras Contravento. Cooperador da Sociedade Portuguesa de Autores, membro da Associação Portuguesa de Escritores e membro da comissão organizadora do congresso do VII Centenário do Foral do Sabugal.»

Em sua memória aqui deixamos um poema de sua autoria, há uns anos publicado no jornal «Sabugal», órgão informativo da Casa do Concelho do Sabugal:

AS MENINAS DOS MEUS OLHOS

As meninas dos meus olhos
nunca mais tive mão nelas
Fugiram para os teus olhos
por favor deixa-me vê-las

As meninas dos meus olhos
se vão perder-se não sei
Deixa-me ver se os teus olhos
as tratam e guardam bem

As meninas dos meus olhos
num castigo que é perdão
prende-as por mim   nos teus olhos
quero vê-las na prisão.

 

As meninas dos meus olhos
julgo vê-las espreitar
às janelas dos teus olhos
abertas no meu olhar

As meninas dos meus olhos
para poder encontrá-las
pedem por mim aos teus olhos
que falem quando te calas

As meninas dos meus olhos
já não vejo   onde estão?
Deixa-me ver nos teus olhos
se as guardas no coração.

Em 27 de Março de 2008 o Capeia Arraiana esteve À Fala Com… Fernando Pinto Ribeiro. Recorde a conversa aqui.
plb

Confraria do Bucho Raiano na Rádio CariaA Rádio Caria transmite em 102.5 Mhz para o concelho de Belmonte e arredores e para todo o Mundo através da Internet com a emissão Rádio Caria on-line. A Rádio Caria foi um dos media partners do almoço, no Sabugal, da Confraria do Bucho Raiano que decorreu como manda a tradição no domingo gordo.

No sábado anterior, entre o meio-dia e a uma da tarde, os confrades da Confraria do Bucho Raiano estiveram a convite do jornalista Sérgio Paulo Gomes no programa «Hora Informativa» da Rádio Caria. Durante uma hora estiveram em destaque, na antena da Rádio, a Confraria do Bucho Raiano e os Roteiros Gastronómicos organizados pela Câmara Municipal do Sabugal. Aqui vos deixamos o som de mais uma promoção além-Sabugal das tradições e das referências das terras e das gentes sabugalenses.

Parte 1

Parte 2

A Confraria do Bucho Raiano aproveita para agradecer a promoção ao evento patrocinada pela Rádio Caria e a presença no Sabugal do repórter Sérgio Paulo Gomes.
jcl

Alimentos biológicos à moda antiga, sem perdas de tempo e dinheiro com entidades certificadoras.

António MouraOs PCBs, parentes próximos das dioxinas, não têm na Europa uma lei eficaz que os controle. Para estas substâncias nocivas ao homem, não existe qualquer garantia de que não venham parar ao nosso prato. As análises aos alimentos mais susceptíveis revelam um risco real. Este composto químico dá origem a diversos derivados de elevada toxicidade e persistência ambiental. Acumula-se em bola de neve ao longo da cadeia trófica até níveis muito elevados nos mamíferos. A exposição crónica a baixas concentrações pode causar danos no fígado, disfunções reprodutivas, debilitação do sistema imunitário, desordens endócrinas e neurológicas e desenvolvimento infantil e intelectual retardado.
Este é apenas um entre milhões de elementos nocivos à saúde, resultantes desta era de frenesim predatório, em que a identificação e resolução dos problemas de saúde pública é quase sempre reactiva e não preventiva. A velocidade na criação de novos estratagemas de obtenção de mais-valias é directamente proporcional ao nível de ansiedade com que a sociedade devora, numa vã tentativa de apaziguamento. Frequentemente ficamos mais pobres proporcionando mais-valias a alguns importadores de bugigangas.
A troca directa de alimentos entre pequenos produtores apostados em obter de modo sustentável alimentos de qualidade será a breve trecho uma saudável inevitabilidade no mundo rural, uma ajuda complementar ao orçamento familiar, e um modo de vida que o actual modelo de desenvolvimento único faz renascer das cinzas.
Comer bem, evitando a ingestão de alimentos que por contaminação cruzada, chegam hoje de forma insuspeita aos nossos pratos, está ao nosso alcance. Os mais sensibilizados por esta questão, que possuam a abertura de espírito mais própria do mundo urbano e o conhecimento da terra do mundo rural, darão o impulso inicial. A associação voluntária de agentes de troca agregados por um ideal dará a força que por vezes a razão não tem.
Sendo já uma realidade nalgumas comunidades, onde as excentricidades iniciais de sonhadores cosmopolitas deram origem a estruturas funcionais e adaptadas às especificidades locais.
Ninguém espera revolucionar as estruturas existentes de produção e comercialização em massa de produtos alimentares. Aquilo que esses pequenos grupos procuram fazer, é transformar o seu próprio mundo a partir deles próprios, impulsionados não tanto pelos instintos do corpo mas por sentimentos da alma. Mas talvez por isso mesmo, sejam eles até mais letais para a matriz de desenvolvimento instalada do que poderíamos imaginar, porque aqueles que realmente podem mudar o mundo não são os que pretendem mudar os outros com discursos emprestados, são os que tendo criado o seu próprio paradigma, o podem por isso mesmo oferecer, sem oratórias evangelizadoras. Quem não possuí, também não pode dar.
O cultivo de espécies vegetais desde sempre utilizadas na agricultura de subsistência, hoje nalguns casos extintas ou em vias de o ser, tem uma enorme importância. A diversidade genética destas variedades é hoje amplamente reconhecida pela ciência como contendo mais elementos de adaptação às anormais instabilidades e flutuações climatéricas. O que também que dizer que as espécies geneticamente manipuladas são as primeiras a tombar, fruto da sua artificialidade genética e fraco poder de adaptação, elas têm de ser permanentemente reinventadas a partir da riqueza de espécies nativas que as grandes companhias de O.G.Ms (Organismos Geneticamente Modificados) ciosamente guardam em banco de dados, para tirar proveito da dependência que vão criando. Tanta energia e tempo gastos, quando podemos utilizar plantas e animais que embora possam produzir pontualmente menos quantidade, tem ainda assim a vantagem do sabor e da garantia de durabilidade ao longo de gerações.
Recorrer sem preconceito a sinergias resultantes da ligação do novo com o velho. Dos novos conhecimentos sobre produção biológica, com saberes antigos orquestrados pela própria terra. Partilhar tais saberes, fomentando a preservação e utilização dos verdadeiros produtos agrícolas desta terra, numa base científica, culminando com a criação de uma bolsa de produtos num site, seria certamente um projecto aliciante num mundo cada vez mais massificado pela corrida ao argumento económico.
«Caminho sem Percurso», opinião de António Moura

mouramel@sapo.pt

O Museu do Sabugal exibe até ao dia 29 de Março a exposição «Sabores da Nossa Terra», dedicada às tradições alimentares do concelho do Sabugal.

exposicaoA mostra decorre na sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal, e está dividida por secções, representando os aspectos etnográficos ligados a cada um dos sabores antigos. Demonstra-se ali, com recurso aos objectos de antigamente, como era confeccionado o pão no forno comunitário da aldeia, como se produzia o azeite nos lagares das terras sulistas do concelho, como se praticava a arte cinegética, como se fazia a matança do porco, se produziam os enchidos e o mel, com se recolhia a castanha, os cogumelos e como se produzia o vinho.
Para que a mostra fosse possível recorreu-se a particulares, que cederam muitas das peças expostas, assim como ao museu de Vilar Maior e também ao espólio do futuro museu do Soito, e ainda à Junta de Freguesia de Sortelha.
A exposição, muito bem concebida e apresentada, tem deliciado quem a visita, sendo claramente uma iniciativa de sucesso.
A mostra foi mesmo usada como cenário para a presentação da iniciativa municipal designada de «Roteiros Gastronómicos», que aconteceu no concelho do Sabugal nos dias do Entrudo.
plb

Quando se fala de Paris, pensa-se na torre Eiffel, no rio Sena, no Lido ou Moulin Rouge. Em Paris são organizados eventos de grande envergadura, o Salão do Automóvel ou o Salão da Agricultura. É sobre este último que escrevo estas palavras.

Paulo AdãoEstá aberto desde sabado passado e até ao dia 1 de Março o Salão da Agricultura, uma das maiores exposições organizadas anualmente em Paris, onde os modelos são os animais. Animais das mais variadas raças e espécies, de França e outros países, são preparados durante todo o ano, para poderem aguentar 15 dias de exposição, aceitarem carinhos e festas de milhares de visitantes.
Este ano, esperam-se mais de 600.000 visitantes. Os melhores ou mais originais, particiam em concursos, desfilam em passerelles em frente de centenas de cusiosos, jornalistas, especialistas e em frente aos juizes que vão dar o seu voto, pela beleza, pelo seu comportamento.
Além dos animais, é o salão onde se apresentam novidades relacionadas com a agricultura. Este ano, por exemplo, este salão quer dar enfaze às energias renováveis, quer mostrar que a agricultura se moderniza tendo na mira os problemas ambientais.
Salão da Agricultura de ParisComo acontece quase todos os anos, peguei na minha familia e fomos passar algumas horas ao salão, apreciar esta riqueza, que de uma maneira ou de outra é o principio e o fim de tudo. O que seria uma sociedade sem agricultura, sem vacas ou cavalos? O que seria a raia sem touros?
Como em todas as exposições que visito, procuro sempre, com alguma curiosidade (e com muito orgulho) algum expositor português, alguma bandeira portuguesa. Este ano, encontrei apenas um pequeno espaço, dedicado ao Perdigueiro, um cão de raça que todos conhecemos. Lá estava um bonito exemplar desta raça, com uma bandeira de Portugal bem esticada e em altura. Talvez houvesse outros, mas não encontrei. O tempo também foi pouco.
O que mais me surpreende sempre, é a grande diversidade de raças de vacas e touros, de cavalos. É impressionante estar à alguns centimetros de alguns animais, mais altos que nós, que pesam mais de 1500 Kg e que finalmente até são de uma beleza rara. Mais que um salão, é realmente uma passerelle de moda animal.
«Um lagarteiro em Paris», opinião de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

O desporto é um dos temas que me é mais caro, devido a uma pratica constante ao longo da minha existência, que ainda hoje continuo a cultivar, reforçada com os múltiplos escritos, disponibilizados ao longo de quase três décadas, sendo por muitos considerado uma escola de virtudes, servindo para um aproximar das pessoas congregando novas amizades pois, através da pratica desportiva, proporcionam-se novos conhecimentos e reforçam-se os laços que nos unem em torno de uma convivência saudável, tanto na grande zona arraiana, como por onde permanecemos, ao longo do ano.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDevido à enorme proliferação de juventude, nada mais natural, que as actividades desportivas fossem das primeiras realizações a sério, surgindo em força nos eventos, complementando outras comemorações, como o habitual aniversário da Instituição, sempre muito concorrido.
Como referimos no artigo anterior, no 3.º Convívio, a Direcção da Casa convidou o Sporting Clube do Sabugal, nosso ilustre representante do Concelho, em provas federadas, à época, aceitando, de bom grado, o convite da Casa, disputando um jogo de Futebol, com a equipa da Casa em 5 de Junho de 1976, véspera do Convívio anual.
A jovem equipa da Casa do Concelho deu uma boa réplica ao Sporting Clube do Sabugal, vendendo cara a derrota, que se veio a verificar, com o resultado final de 2-1 a favor dos convidados, vindos do Concelho, sendo que este foi o menos importante, num bom jogo de futebol, servindo para iniciar e estreitar os laços de amizade entre as duas Instituições.
Melhor ainda foi, na sede, prolongando-se este encontro, tendo a Direcção da Casa presenteado toda a comitiva e participantes neste jogo de futebol, com um magnífico jantar.
Futebol na CasaO Sporting de Sabugal ofereceu um simpático Galhardete dedicado à Casa, tendo a Direcção da Casa feito a entrega de um belo troféu à embaixada sabugalense.
Iniciou-se assim esta convivência com o clube desportivo da novel Cidade do Sabugal, retribuindo a equipa da Casa a visita à sede do Concelho, no ano seguinte em 1977, verificando-se um resultado ainda mais desnivelado, se não nos falha a memória, 7-2 a favor do Sporting de Sabugal, numa altura em que esta equipa estava demasiado forte, para uma equipa da Casa, um pouco desfalcada, pois nem todos se puderam deslocar ao Sabugal. Não serve de desculpa, mas o que é um facto, é que a equipa sedeada no Concelho era demasiado forte, esta é que foi a realidade.
Valeu pela convivência e amizade recíprocas, que se verificou neste dealbar da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa.
Por altura de 1981, em 31 de Outubro, terá tido lugar mais um encontro no Sabugal, entre ambos, em que não conseguimos apurar nenhuma descrição nem registo do resultado.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Kim Tomé, também conhecido por Tutatux, é um sabugalense de fibra rija que, depois de longo tempo de ausência da terra natal, resolveu regressar para aqui investir e criar valor. Só que cometeu a ousadia de opinar, apontando o dedo aos pequenos sobas locais que no alto da sua mediocridade resolveram retaliar.

Kim TutatuxO Kim Tutatux regressou há um par de anos e fundou o bar «O Bardo», sito no largo do Castelo, onde os interessados podem aceder livre e gratuitamente à Internet. Apaixonado pela fotografia, sempre que a ocasião é propícia pega na câmara e brinda-nos com excelentes fotos dos nossos lugares e das nossas gentes. Intrépido, também intervém a favor de causas, e por isso aí o temos como colaborador assíduo do Capeia Arraiana, falando do que lhe apraz e comentando as notícias que considera interessantes.
De tanto intervir tornou-se incómodo. E há quem lhe não perdoe. Primeiramente acusaram-no de homossexual, lançando-lhe assim uma espécie de anátema, que o faria sucumbir. Só que a piada lasciva não pegou, e logo veio novo ataque, mais contundente: afinal era pedófilo, porque fotografava criancinhas. Também isto não criou raízes e os ataques continuaram por outras frentes.
Na última noite esvaziaram-lhe os pneus do automóvel a golpes de navalha.
Uma pobre imitação da «camorra» napolitana ter-se-á instalado no Sabugal, e actua com absoluta cobardia. Mas face a isso não pode haver temor. Ao Kim cabe agora apresentar queixa na GNR ou directamente junto do Ministério Público, para que se investigue e se punam os culpados. Sim porque o Sabugal continuará a ser uma terra de liberdade.
Lembro aqui o grande homem que foi José Diamantino dos Santos, que em tempos também os caciques locais quiseram correr do Sabugal. Mas ele resistiu e venceu e hoje está na memória de todos como um grande sabugalense.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Por voltas das 12,30 horas de hoje, quinta feira, dia 26 de Fevereiro, fui contactado por um elemento da equipa de sapadores florestais dos Foios para me dizer que tinha avistado bastante fumo para os lados do sítio das Colesmas, na área geográfica da freguesia.

sapadores-foiosPedi-lhe que contactasse, de imediato, os restantes elementos da equipa e que se deslocassem para o local. Assim aconteceu. Passados cinco minutos estavam-me a dizer, via telemóvel, que o caso estava bastante sério e que poderia alastrar a outras áreas plantadas.
Os elementos da equipa de sapadores dos Foios pediram ajuda aos colegas da equipa de Aldeia Velha que não tardaram em comparecer. Fez-se o mesmo em relação aos bombeiros do Soito que também, e na medida do possível, disseram presente.
O fogo foi dominado mas, entretanto, outros fogos deflagraram noutras zonas do nosso concelho. Verificaram-se dois na zona de Quadrazais e Ozendo, zona de Aldeia do Bispo e outro entre o Soito e Aldeia Velha.
Houve quem tivesse falado em queimadas. Mas será que se fizeram tantas queimadas no mesmo dia e quase à mesma hora? Não acredito. Acredito mais em mãos criminosas e em pessoas mal intencionadas.
Estes passaram e que outros não venham. De qualquer modo penso que nos devemos tornar todos vigilantes e combatentes porque o nosso concelho tem um razoável potencial florestal que urge cuidar e proteger.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Recentemente foram apresentadas uma estratégia e um plano de acção para o desenvolvimento de uma plataforma pragmática de cooperação transfronteiriça envolvendo a Região Centro de Portugal e a Região de Castilla y León de Espanha.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Tendo iniciado a apresentação deste Projecto na crónica anterior, apresento hoje, de forma sumária os restantes Projectos-âncora que o constituem.
3 – Projecto-âncora Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, visando criar uma rede de cidades sustentáveis nas duas Regiões, de modo a alcançar os seguintes objectivos:
(i) Avançar para uma gestão integrada do meio ambiente urbano;
(ii) Aumentar a consciência ambiental dos cidadãos;
(iii) Melhorar as condições de vida das cidades, tornando-as mais atractivas e favorecendo o desenvolvimento das suas economias.
4. Projecto-âncora Turismo, criando um «cluster atractivo regional» com base na integração dos recursos mais distintivos dos territórios,principais:
4.1. um Gabinete de Iniciativas Turísticas Centro-Castilla Y Léon; e,
4.2. um Observatório do Turismo Centro-Castilla Y Léon.
5. Projecto-âncora Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, visando criar um Sistema Regional de Inovação que, partindo da caracterização da situação de partida do Sistema Regional de Inovação de cada uma das Regiões, permita construir e actualizar de forma dinâmica uma plataforma de recolha, sistematização e disseminação/transferência de conhecimento e de tecnologia produzida no seio dos sistemas regionais de inovação destas duas regiões, potenciando o aproveitamento de oportunidades de cooperação entre as duas regiões ao nível da investigação e do desenvolvimento tecnológico.
6. Projecto-âncora Indústria. Comércio e Serviços criando uma Rede de Apoio ao Desenvolvimento Empresarial que envolva os diferentes actores regionais públicos e privados e tendo como missão principal conjugar os esforços que ambas as regiões vêm realizando no âmbito do empreendedorismo, da incubação de empresas, da modernização estratégica e da internacionalização empresarial.
Este é um Documento estratégico da máxima importância, potenciador da criação de uma nova centralidade ibérica.
A localização do Concelho do Sabugal, ao mesmo tempo excêntrica e próxima do Corredor principal Aveiro-Guarda-Salamanca-Valladolid, impõe uma abordagem muito cuidadosa das estratégias de desenvolvimento a seguir nos próximos tempos.
Definir uma linha de rumo que nos afaste deste Corredor pode significar, a curto prazo, a manutenção ou mesmo o agravamento das condições de vida dos sabugalenses e dos processos de desertificação que se vêm verificando.
A hora é de decisões urgentes, mas é também a hora de acabar com decisões cujos fundamentos não resistem a uma mera confrontação com as dinâmicas regionais em definição ou já estabelecidas.
O Sabugal não é uma ilha isolada, e temos de apanhar a carruagem da frente do comboio do desenvolvimento regional. Ou então, ficar na estação a dizer adeus aos Concelhos vizinhos que souberam incorporar o pelotão da frente do desenvolvimento das regiões Centro e Castilla Y Léon.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

GALERIA DE IMAGENS – 22-02-2009
Fotos Tutatux – Clique nas imagens para ampliar

Todas as cidades tem um espaço que as representa e cuja imagem se proteja como icone para o exterior. Nada de mais, este é um conceito adquirido pelo mundo fora. Lisboa com a sua majestosa Praça do Comércio, Paris com a Torre Eiffel e «les Champs-Elysees» ou Londres com o Big Ben, etc. etc.

Kim TutatuxClaro que este não é um conceito novo, já na Antiguidade era utilizado. Mesmo antes da escrita ser inventada, sabemos pelos registos arqueológicos, que este conceito existiu e foi posto em pratica desde muito cedo nas sociedades humanas.
No concelho do Sabugal existem muitos monumentos e locais de interesse, alguns de enorme valor histórico-cultural. Mas há um que se destaca, pela sua história, imponência, arquitectura e pela sua envolvente: O Castelo do Sabugal.
Sendo assim, parece não haver grande dificuldade em reconhecer O Castelo do Sabugal como o icone que pode projectar a imagem do Sabugal além fronteiras.
Por essa razão não se percebe porque razão a bonita praça envolvente e próprio castelo tem ao longo dos anos permanecido esquecidos e arredados da cidade.
Não é difícil reconhecer toda a zona do Castelo como a Sala de Visitas por excelência do Sabugal.
Da parte dos operadores privados, parece ter havido uma tomada de consciência deste facto muito mais cedo que das autoridades locais.
Para o facto de esta excelente sala de visitas estar sub-aproveitada e esquecida, têm os privados alertado frequentemente desde há muito.
Até agora, parecia que estes alertas tinham «caído em saco roto» contudo, parece que há finalmente um entendimento novo (velho) no que diz respeito a esta matéria. Foi com agrado para todos que se pôde ver o Cortejo de Carnaval junto ao Castelo.
As pessoas pareceram ganhar um ar mais feliz ao sentir este imponente monumento ali ao lado, e os garotos erguiam os queixos com ar de admiração.
Este é o espírito!
Pois que esta iniciativa continue e que se transforme esta belíssima Sala de Visitas do Sabugal, num local onde os eventos se sucedam, atraindo cada vez mais gente a esta nossa belíssima região.
Temos um potencial, em termos de imagem, capaz de projectar a o Sabugal pelo mundo, só falta apoiarmos essa Imagem num conteúdo histórico-cultural e, aí temos uma receita capaz de contribuir efectivamente para o desenvolvimento do Sabugal.
Que o empenhamento das autoridades locais demonstrado nesta iniciativa de levar o Carnaval ao Castelo do Sabugal dê frutos, e que cada vez mais tenhamos abertura e capacidade para a criação de conteúdos capazes de trazer ao Sabugal turistas, que contribuam para a possibilidade de nós Transcudanos sermos felizes na terra onde os nossos antepassados criaram uma cultura única.
Joaquim Tomé (Tutatux)

GALERIA DE IMAGENS – 22-02-2009
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Em Aldeia do Bispo, Sabugal, o Carnaval é tradição. O desfile carnavalesco aconteceu no domingo, dia 22, a partir das 14 horas. Foram momentos emotivos com protagonistas e assistentes a divertirem-se como manda a tradição.

José Manuel CamposDa parte da tarde os toiros animaram e divertiram as muitas pessoas que mataram saudades do mês de Agosto. Passados dois dias, terça-feira, aconteceu nova largada de toiros com a rapaziada a correr muito e animada ao forcão. Os toiros, apropriados para a época, cumpriram e desempenharam bem a função. Bravos e ágeis não davam descanso aos muitos jovens que animadamente demonstraram que a capeia, à moda da raia, está para durar.
Centenas ou milhares de pessoas não deram, por certo, o tempo por mal empregue. Apesar de os toiros serem de pequeno porte, mas afinados, dá para o pessoal se afoitar um pouco mais. Facilita-se e elas acontecem. Duas ou três situações menos agradáveis aconteceram. Um moço foi colhido quando o toiro saiu sem que ele se tivesse apercebido. Ficou bastante magoado com fractura da clavícula e do úmero tendo sido socorrido pela Dr.ª Eduarda e enfermeiro José de Aldeia Velha. Foi transportado para
o hospital da cidade do Sabugal e espero e desejo que não tivesse passado de um grande susto e de um curto incómodo, temporariamente.
São 20 horas e trinta e cinco minutos de terça – feira, dia de Carnaval, e a SIC acaba de transmitir uma pequena reportagem da capeia de Aldeia do Bispo. Vi, com atenção, e confirmou-se tudo quanto estava a escrever e que vou continuar.
A animação aconteceu dentro e fora da praça. Alguns amigos depois de darem uma espreitadela colocaram a chouriça, o queijo e o garrafão em cima da carrinha e vai de convidar os muitos amigos que estavam por perto. É mais um pormenor que registei com muito agrado. É uma característica do pessoal da raia. Todas as terras recebem de braços abertos os amigos que se deslocam para desfrutarem desta linda festa raiana.
Parabéns à organização que tão bem soube organizar as festas carnavalescas.
Viva a Raia.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Um poema para desanuviar durante o Carnaval…

João ValenteA Elvira Polónia,
Que me cria como a um filho que nunca teve,
Foi quem me desmamou.
Lembra-me como se ainda fosse hoje:
Eu de ano e meio,
Deixou-me minha mãe com a Elvira
Para me tirar o vício da mama.
Passei com ela uma semana
E de noite,
Quando lhe levantava a camisa
À procura da mama
A Elvira apontando a grande janela aos pés da cama,
Por onde entrava a lua cheia.
Na sombra do quarto,
Assustava-me:
– Olha o cão, joão! Olha o cão!
Aninhava-me então à Elvira,
Medroso,
Esquecido da mama;
E ela, abraçando-me,
Sossegava-me:
– Já se foi João… Já se foi…

Lembra-me como ainda se fosse hoje!
Eu de ano e meio,
E a Elvira abraçando-me e apontando a grande janela aos pés da cama,
Por onde entrava a lua cheia
Na sombra do quarto:
– Olha o cão, joão! Olha o cão!
Ao passar naquela rua e vendo a janela despregada
– lembrou-me como ainda se fosse hoje –
Eu de ano e meio,
A Elvira abraçando-me e apontando a grande janela aos pés da cama,
Por onde entrava a lua cheia,
Nas sombras da minha infância.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O almoço da Confraria do Bucho Raiano teve a cobertura fotográfica de Kim Tomé – Tutatux.

GALERIA DE IMAGENS – 22-02-2009

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O almoço da Confraria do Bucho Raiano teve a cobertura fotográfica de Kim Tomé – Tutatux.

GALERIA DE IMAGENS – 22-02-2009
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O almoço da Confraria do Bucho Raiano teve a cobertura fotográfica de Kim Tomé – Tutatux.

GALERIA DE IMAGENS – 22-02-2009
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A estação de televisão nacional em suporte on-line, LocalVisãoTv, foi um dos media partners do almoço, no Sabugal, da Confraria do Bucho Raiano que decorreu como manda a tradição no domingo gordo. A reportagem em vídeo da equipa de profissionais da LocalVisãoTv que se deslocou ao Sabugal já está disponível.

Vodpod videos no longer available.

A Confraria do Bucho Raiano aproveita para agradecer a presença no Sabugal dos responsáveis da LocalVisãoTv, Carlos Ramalho, director-geral, e de Gabriela Leal, directora regional para o distrito da Guarda.
jcl

Ontem, noite fria, deu-se a já anunciada morte do galo do entrudo. Ontem, procedeu-se ao seu julgamento, na praça pública. Conforme vinha sendo preparado, aconteceu. Morreu de morte queimada.

Vacagalo do JarmeloO povo em algazarra, reuniu-se com um único intuito: comer a canja do galináceo. A organização serviu-se das associações para criar um ambiente algo hostil e quiçá influenciando/balanceando a populaça para o desfecho final.
Uns poucos resistentes, que fariam a defesa, reparámos que esbracejavam desalmadamente no cimo de uma «padiola» de fardos de palha, na iludida tentativa de apaziguar a fome de canja das gentes que de todas as ruas apareciam com ânsias de assistir ao terrífico espectáculo. Houve mesmo quem no final de um momento de desepero, ali mesmo junto à Igreja da Misericórdia, fizesse o próprio: MISERICÓRDIA!! Não se sabe a certeza se gritou, se implorou aos confrades da mesma que já partiram. Certo é que para espanto geral, num raro momento de flagelo purgante dos males que imputavam sobre o acusado, ali mesmo se atirou da referida «padiola» em que iam as testemunhas de acusação e defesa. O que certas personagens fazem pelas suas causas!?
Quando já todos pensavam que a defesa ia ali baquear, eis que da morte sai sempre vida e com trejeitos algo estranhos, devolve o «epíteto» que a acusação lhe atirara e qual renascido, faz-se novamente à causa até à grande praça.
Podemos aqui afirmar que a organização tentou por todas as artimanhas inebriar as gentes, imagine-se! distribuindo vinhaça gratuitamente, como se fosse necessário: todos sabemos que nestes dias o povo é uma borracheira colectiva mesmo sem vinho.
Pese embora a noite, dava para perceber nos olhares o brilho da ansiedade por presenciar o horrendo ( as gentes querem sangue).
Já na praça, deu-se início às «funções». Pelo aspecto dos «meliantes», cedo se percebeu o que estaríamos ali a fazer. Em surdina, ia a defesa passando a mensagem de que o galináceo estava inocente. O grande trunfo da defesa, era a vacagalo, prima do dito, vinda do Jarmelo. Lá do palanque da defesa, tentámos vislumbrar a falange de apoio, numa réstea de esperança que a mobilização consertada, viesse a resultar pela primeira vez no inédito: Julgamento e glorificação do Galo.
Pelo que foi possível observar, a prima jarmelista vacagalo, foi mais uma vez estrategicamente relegada para segundos planos (mais uma vez, aqui foi visível qual a in tenção da «festa», dado que a defesa consertara uma estratégia «limpa», sem qualquer atropelo ao segredo de justiça, mas tão só assente em verdades e inevitáveis momentos de visibilidade, como aliás ao que parece, sempre foram os métodos de trabalho do estratega, que «maquiavelizou» o plano).
Quando, ao que foi possível apurar, esta falange de apoio, composta por mais de duas dezenas de convictos «fiéis» (soberbamente caracterizados, com indeléveis marcas de personalidade na cabeça) se aproximavam, foram literalmente abafados e estrategicamente colocados na sombra numa analogia que passo a descrever: O meritíssimo Juiz, estava sentado num plano central, sobre o qual era natural que incidissem fortes projectores de luz (sabe-se da física, que quanto mais potente for o foco, mais acentuada torna a sua sombra. Ora este foi o lugar que «por acaso» tocou àquela que durante duas semanas se preparara para dar visibilidade à inocência de seu primo da Guarda). A luz que deveria pois trazer clarividência, serviu pois para colocar em desvantagem toda a estratégia visual da defesa.
Quando do outro lado da praça, passaram a voz à acusação, logo se deu conta que se tratava de um ilustre (a julgar pelos penachos que luzia nos ombros) jurista da capital. Logo que tomou a palavra, se começaram a ouvir em surdina, que receberia mais este por duas palavras, que algum dia nos poderia chegar a todos de algum presunto FREEAIRPORT, mas retirando estas «tiradas» só permitidas em ajuntamentos nocturnos e dias como este de desvarios, cedo se percebeu que a acusação tinha a situação controlada, nomeadamente até pela, suposta, postura (mais uma vez acentuada pelas gentes anónimas) do Meritíssimo Juiz, com uma certa inclinação visual prá esquerda.
Acareações e arrazoados (nada de confundir com arroz de cabidela), infâmias e campanhas negras, tudo espremido, estaria pronta a sentença, mas num gesto «Ponçopilateano», o meritíssimo Juiz, quis saber da «verdade» da populaça. Para surpresa, a reacção foi de VIVA O GALO, durante três vezes (fruto da surdina que a defesa conseguiu fazer passar, quer durante a semana, quer no próprio momento).
Ao meritíssimo, não restava outra alternativa, senão… cumprir o guião: MORTE AO GALO!
Concedeu-se, ainda assim, um último desejo, ao infortunado. Eis que para surpresa geral, o galináceo, pediu o impensável: que numa terra de gente ilustrada e punhos nas camisas, fosse-lhe permitido ouvir a «contra-argumentação», pela voz dessa grande representante da chamada «esquerda plebeia»: ODETE SANTOS.
Percebemos das suas palavras que afinal o veredicto popular estava certo: o Galo, não era afinal o causador, mas tão só o bode expiatório.
Seguiu-se a expiação, pela imolação de um fogo purificador, dispensando ao acusado esse ritual da reconciliação.
A populaça, que antes defendera o galo, corre agora, em atropelo em prol da canja que acabara de se fazer, a memória é curta e o oportunismo caracteriza-nos.
Quando todos pensavam que iria haver caldeirada, nem sequer arroz de cabidela tivemos, quando todos gritaram vida ao galo, veio a canja.
Mais uma vez, aqui enquanto familiar infortunado, a prima do Jarmelo, reafirma, que ele nunca recebeu luvas a não ser por causa da neve, recebeu sim uns cachecóis… mas que mal tem isso? O cachecol, até ajuda a manter a cabeça erguida, e pode dar-nos aquela postura de esquerda chique, nuns, e noutros, sim de grosseiros sujeitos e sujeitas.
Agostinho da Silva, no dia seguinte em representação da Vacagalo

O Capeia Arraiana nasceu no dia 6 de Dezembro de 2006. No dia 23 de Fevereiro de 2009, cerca de 26 meses depois, o contador do Sitemeter registou 500.000 visitantes únicos.

 

Sitemer

 

Clique no SitemeterAs visitas únicas, ou seja, o número de entradas no Capeia Arraiana atingiram o número 500.000. As contas são da empresa americana Sitemeter com a qual contratámos o serviço de audimetria e audiência dos nossos visitantes.
São número públicos, defendidos pelo rigor de uma das mais importantes empresas mundiais de search marketing e web analytics. Saber quantos visitantes, de onde vêm, o que procuram, quanto tempo estão no Capeia Arraiana, que páginas são mais populares, que campanhas e cartazes (publicidade institucional e gratuita) geram mais retornos, estão disponíveis no contador do Sitemeter. Outro dos aspectos que nos fez escolher o Sitemer foi a capacidade de filtrar as identidades dos computadores dos utilizadores e criar um período de seis horas de defesa para anular falsas estatísticas, ou seja, se o mesmo computador entrar várias vezes durante o período de seis horas no Capeia Arraiana apenas conta uma visita.
No universo dos blogues portugueses auditados pelo Top Weblog estivemos esta semana classificados na posição 58.º com uma média semanal de 1121 visitas diárias. Pode igualmente consultar o top dos blogues portugueses clicando na imagem «Weblog» no lado esquerdo do ecrã.
A visibilidade e promoção das gentes e terras raianas continuam a ser a nossa grande motivação. Convivemos bem com sentimentos como o da palavra com que Luís de Camões termina a epopeia d’ «Os Lusíadas» e que sempre existiram na sociedade portuguesa. Continuaremos o nosso caminho e acreditamos que mais vale tentar fazer e ter iniciativas apesar de cientes que isso pode causar algum desgaste principalmente quando os eventos têm pormenores menos bem conseguidos. Perdoem-me mas, recordo sempre, um conselho que o meu querido pai me deu muitas vezes: «Copiar é muito fácil. Fazer melhor é que não está ao alcance de todos!»

Almoço da Confraria do Bucho Raiano
Aproveito ainda para deixar uma palavra aos confrades da Confraria do Bucho Raiano. Valeu a pena. Valeu a pena o tempo passado a organizar o almoço. Valeu a pena passar o dia de sábado a preparar o salão da Junta de Freguesia do Sabugal. Valeu a pena o esforço de todos e em especial do confrade-mordomo Horácio Pereira. O sucesso da iniciativa ultrapassou todas as perspectivas mais optimistas. Em cima do acontecimento compareceram cerca de 40 convivas que não tinha marcado lugar. Mas, mesmo assim, pior teria sido proibir a entrada a quem possa, eventualmente, ter… estado a mais.
Continuamos a acreditar que vale a pena promover as nossas referências e as nossas origens. Fernando Pessoa no seu poema «Tabacaria» descreve de forma sublime as sensações do prazer com «come chocolates. come chocolates, pequena, porque não há mais metafísica no Mundo do que comer chocolates». Mas para os raianos degustar o bucho raiano é saborear sensações que os transportam para lá do mundo palpável. O almoço e o convívio em família e entre amigos é tudo. E porque, tal como Aristóteles entendia a essência da Metafísica das relação entre os humanos e entre estes e o sobrenatural, para os raianos não há mais metafísica no mundo do que comer bucho. Ponto final parágrafo.

Se quiser saber mais sobre as estatísticas do Sitemeter e do Weblog clique nos respectivos logótipos disponíveis no lado esquerdo da ecrã.
jcl

Podemos definir ideologia como um sistema de ideias, valores e conceitos, onde um partido político ou um grupo social, dão expressão à sua concepção do Mundo. Para uma pessoa com ideologia nem tudo é permitido, porque tem princípios e guia-se por eles.

António EmidioSe hoje falo em ideologia é porque assisto diariamente a um bluff tremendo por parte do Partido do governo, capitaneado por José Sócrates, que em matéria económica e social ainda nada de concreto fez para enfrentar os interesses do grande e poderoso capital, e beneficiar com isso os mais desfavorecidos.
Não tentou uma nova ordem socio-económica que pusesse fim às escandalosas injustiças e desigualdades – como devia ser a obrigação de um socialista – faz reformas menores, quase todas elas de cunho conservador. E segundo ele e os seus correligionários, é assim que se deve modernizar Portugal, com uma aliança entre o liberalismo económico e o autoritarismo político.
Já não se importam com o Socialismo, se é que alguma vez se importaram, preocupam-se em suplantar a direita na gestão do neoliberalismo/capitalismo selvagem, andam numa concorrência terrível com essa direita para ver qual deles destrói mais depressa o sector público. Este tipo de socialistas são uma bênção para os poderosos oligarcas, na hora de desactivar os protestos e assegurar a paz social, em momentos de crise como a que estamos a viver agora. Aqui está uma das razões porque é tão apoiado pelo grande poder económico, o que seria se estas medidas conservadoras fossem tomadas por um outro partido qualquer? As bases do Partido Socialista não se continham e ocupavam a rua. Assim, estão controladas.
Não podia terminar o artigo sem falar no maior «golpe de rins» ideológico que já conheci, protagonizado por Durão Barroso. Como é que um homem da extrema-esquerda, passa à direita, chega a Bruxelas como Presidente da Comissão Europeia, priva com os maiores magnatas da banca e da industria europeus e mundiais, a seguir espera-o S. Bento, depois talvez Belém, e por fim uma reforma mais que dourada. Se continuasse na extrema-esquerda o que seria? Um simples advogado de porta de cadeia. O nosso povo tem um ditado que diz: Quem se muda, Deus o ajuda, ou o Diabo o empurra. Há que tentar…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

(…) «A apicultura pastoril é de uso muito antigo nas freguesias raianas do Sabugal», (…) Vasco Correia Paixão em «O mel, produção, tecnologia e comercialização».

António MouraO conceito de «discriminação positiva», é um conceito nascido nos países cuja democracia atingiu elevados níveis de maturidade. Este mecanismo de regulação paritária constitui a mais moderna arma democrática nas sociedades onde os sistemas de mercado livre tendem a criar fortes desigualdades.
Quando num país comunitário, um governo fornece avultados meios financeiros a um grupo profissional, cuja actividade esteja em concorrência directa com o mesmo grupo profissional de outro país comunitário, onde esses meios não se verificam, podemos falar de Dumping, de Concorrência Desleal, ou simplesmente de coisa feia que deve ser combatida.
Dumping é uma prática comercial desleal, utilizada como forma de ganhar mercado, que deve ser combatida com medidas anti-dumping, destinadas a neutralizar os efeitos danosos que ela provoca.
Na nossa vizinha Espanha, os apicultores recebem desde há longos anos avultados subsídios dos governos central e regionais. Tornaram-se no primeiro produtor mundial de pólen. A sua apicultura teve um crescimento insustentável ao nível dos efectivos na sua relação com o meio, ao ponto de hoje, não terem áreas melíferas adequadas a uma boa prática apícola.
Para eles é muito fácil entrar no nosso país, oferecendo aquilo que nós não temos para oferecer aos donos das terras onde pretendem colocar colmeias. Recorrendo até a advogados Portugueses para defenderem os seus «legítimos direitos», quando pretendem instalar apiários em Áreas Protegidas.
Para nós, esta Concorrência Desleal trás com ela uma morte silenciosa, e tal como no passado deste país muito foi entregue aos ingleses, hoje é a vez dos Espanhóis…
São pois muitas as considerações que podem ser feitas sobre igualdade de tratamento entre apicultores Portugueses e Espanhóis, conforme o ângulo de quem considera. No entanto parece-me que o ângulo do I.C.N.B. não pode ser outro senão o do apoio às actividades tradicionais sustentáveis, enquadradas de forma harmoniosa com a conservação da natureza dos (neste caso) apicultores que vivem e trabalham em Áreas Protegidas ou limítrofes. É urgente a implementação de medidas anti-dumping, que num quadro legal favoreçam a luta contra a desertificação.
António Moura

Realizou-se no Sabugal o quarto almoço de convívio da Confraria do Bucho Raiano, iniciativa que juntou no salão da Junta de Freguesia local cerca de 120 pessoas.

Bucho RaianoNem tudo correu pelo melhor em termos organizativos, dada a forte afluência de participantes, que ultrapassaram largamente o número dos que se haviam inscrito, criando dificuldades ao restaurante incumbido de servir o almoço. Contudo o principal objectivo foi cumprido: a divulgação do bucho como peça gastronómica de excelência e a promoção do convívio entre a malta raiana.
Cumprindo a tradição, comeu-se o bucho no Domingo Gordo nas terras da raia sabugalense. E muitos aderiram à iniciativa da Confraria, juntando-se em convívio em mais um almoço promovido pela recém-criada associação gastronómica.
O acontecimento foi acompanhado localmente pela Rádio Caria, pela LocalVisãoTV, estação de televisão on-line e pelo repórter fotográfico Kim Tutatux. Outros meios de comunicação social deram também relevância ao acontecimento, nomeadamente os jornais regionais e as rádios TSF e Altitude.
Um grupo musical, contratado pela Câmara Municipal, animou os confrades e a boa disposição predominou. Foi apresentada a indumentária da confraria, cujo modelo foi elaborado pela Modache, empresa de confecções sedeada no concelho do Sabugal. Algumas dezenas de confrades encomendaram já o seu traje, a fim de o usarem em futuros encontros da agremiação.
A jornada permitiu também à confraria angariar fundos para fazer face ás despesas de registo e escritura e para o lançamento de algumas iniciativas de promoção da gastronomia raiana.
O convívio apenas foi possível com os apoios da Junta de Freguesia do Sabugal, que cedeu o salão para o efeito, e a Câmara Municipal, que colaborou na divulgação e se encarregou da animação do evento.
plb

Na noite de sábado, dia 24 de Junho de 2006, teve lugar o concerto dos GNR, no Sabugal.

Joao Aristides DuarteOs GNR formaram-se nos finais de 1979,no Porto, mas tiveram a sua estreia discográfica com o single «Portugal na CEE», já depois do boom do Rock português, em 1981.
Foram uma das bandas sobreviventes a esse boom, juntamente com os UHF.
Quando o concerto do Sabugal teve lugar só já era membro da formação inicial Tóli César Machado.
Rui Reininho, o carismático vocalista dos GNR, só entrou para os GNR em 1982.
Nesse ano a Comissão de Festas do S. João apostou num programa forte: GNR e Da Weasel, para além de uma orquestra espanhola e uma «revista à portuguesa» com Luís Aleluia.
O palco principal foi mudado da sua localização habitual, tendo sido virado para o bar, o que se mostrou uma decisão acertadíssima, uma vez que o som estava impecável.
O recinto estava repleto. Quem viu o recinto, de cima do palco, como eu vi, pôde ter uma ideia de como estava a abarrotar.
Os GNR, desde o final dos anos 80, mantém um trio fixo (Reininho, o baixista Jorge Romão e Tóli) e os restantes músicos são convidados, não fazendo parte integrante da banda.
Tóli foi baterista dos GNR durante muitos anos, até que passou para a guitarra.
No concerto do Sabugal, os GNR fizeram acompanhar-se por baterista, guitarrista e teclista convidados, que se juntaram ao trio.
O concerto iniciou-se com o tema «Popless», um tema calmo, do álbum do mesmo nome.
No segundo tema da noite regressaram ao início da banda, com «Espelho Meu», tema que era o lado B de «Portugal na CEE». Neste tema, lá pelo meio, houve lugar para devaneios sambistas, com o teclado, pelo que Rui Reininho aproveitou para dançar um bocadinho.
GNR no SabugalLogo a seguir «atacaram» com «Sexta-Feira (Um Seu Criado)», um tema mais Rock.
Seguiram-se «Ana Lee» e «Efectivamente», um dos temas mais conhecidos da fase mais criativa da banda do Porto.
Veio, depois «+ Vale Nunca», seguido por «Bem-vindo ao Passado», outro tema mais relaxante. Foi aqui que Rui Reininho aproveitou para dizer: «É com prazer que estamos no Sabugal, mas é a primeira vez que estamos aqui. O que andaram a fazer estes anos todos, que nunca se lembraram de nós?»
«Sangue Oculto», o tema que Rui Reininho cantou em dueto com Javier Andreu (dos La Frontera) no LP «Rock In Rio Douro» foi o tema seguinte.
Tóli abandonou a guitarra e passou à concertina no tema seguinte, o muito aplaudido «Dunas», um dos emblemas dos GNR.
Para surpresa de muita gente seguiu-se o tema «Inferno», um original de Roberto Carlos de que os GNR fizeram uma versão, que se tornaria um relativo sucesso. O disco onde este tema foi incluído seria lançado na semana a seguir ao concerto, mas Rui Reininho nem referiu esse facto (pelo menos poderia aproveitar para fazer alguma publicidade!).
Quase no final do concerto houve ainda tempo para «Asas (Eléctricas)» e, no fim, novo regresso ao melhor dos anos 80 com «Piloto Automático». Jorge Romão, que se mostrou um elemento sempre activo em palco, subindo para os estrados da bateria e para os monitores, agarrou, então, num instrumento de percussão curioso e dirigiu-se à multidão, pedido a sua participação no acompanhamento da canção, ao mesmo tempo que referia que o recinto estava repleto.
Os GNR saíram para os bastidores e regressariam para um encore, a pedido do público.
Muito bom este concerto dos GNR, no Sabugal.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Pôr-do-sol nas salinas de da cidade de Aveiro.

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

A iniciativa de homenagem ao escritor sabugalense Manuel António Pina, promovida pela Junta de Freguesia do Sabugal foi alterada para o dia 4 de Abril, em detrimento da data anteriormente avançada pela Junta e em devido tempo anunciada pelo Capeia Arraiana.

map2Para que todas as actividades previstas se concretizassem foi necessário proceder a um ligeiro acerto na agenda, fixando a data da homenagem para uma semana depois do que estava definido inicialmente.
Está confirmada a presença do homenageado, bem como de alguns homens das letras, que fazem questão de o acompanhar nesse momento especial. O ensaísta Arnaldo Saraiva proferirá uma palestra acerca da obra literária de Manuel António Pina, no Auditório Municipal do Sabugal. Seguidamente será descerrada uma placa alusiva na casa onde o escritor sabugalense nasceu, em 1943, sita na Praça da República.
A efeméride prosseguirá com um espectáculo de teatro protagonizado pelo grupo portuense Pé de Vento, que apresentará uma peça escrita pelo homenageado, intitulada: «O sábio fechado na sua biblioteca». No final da peça Manuel António Pina e os actores interagirão com o público juvenil.
O escritor infanto-juvenil Álvaro Magalhães e o jornalista Germano Silva, ambos residentes no Porto, confirmaram já que acompanharão Manuel António Pina nesse dia em que regressa às origens para conviver com o povo da sua terra.
Falámos com Manuel Rasteiro, presidente da Junta de Freguesia do Sabugal, que nos justificou este acto de homenagem: «O Dr Manuel António Pina merece o nosso reconhecimento. É um escritor do Sabugal que se orgulha da terra onde nasceu, embora ele e a sua família tenham daqui saído há muito tempo. Há alguns anos a Junta de Freguesia convidou-o a vir ao Sabugal e ele correspondeu, proferindo aqui uma palestra muito interessante. Vi que ficou muito satisfeito por poder regressar ao Sabugal e agora, quando nos sugeriram esta homenagem, decidimos logo empenhar-nos nisto, porque é muito merecida».
Publicamos uma fotografia de Manuel António Pina enquanto criança, na varanda da casa onde nasceu e viveu até aos seis anos de idade. Em fundo podem observar-se os edifícios da Câmara Municipal e a torre de menagem do castelo.
plb

Fronteira é um município, do distrito de Portalegre, que comparado com o Sabugal, em dimensão e população, é diminuto.

José MorgadoCom cerca de 3000 habitantes, com três freguesias (Fronteira, Cabeço de Vide e São Saturnino), com a área de 245Km2, a sua densidade populacional aproxima-se do Sabugal, com 15 habitantes/Km2.
Como o Sabugal é um concelho raiano (como o seu próprio nome indica) situado no Interior profundo, desertificado e também abandonado pelo poder central.
O seu Presidente da Câmara, de há longa data, dirigente distrital do PSD, fundador da Associação de Bombeiros Voluntários, ex-forcado do Grupo de Montemor (n.º 189) e oficial pára-quedista, cedo, reformado derivado a um acidente de «salto em pára-quedas», refez a sua vida a lutar pelo bem-estar dos seus munícipes, com verdadeiro espírito de missão.
Tive o grato prazer de o conhecer, quando ambos frequentávamos um curso, pós-laboral em Direito Administrativo, em Lisboa, para onde ele se deslocava sistematicamente.
Segundo as suas próprias palavras, os bons resultados, da sua estratégia de desenvolvimento do seu Município, por quem se «enamorou», devem-se à convergência dos seguintes factores:
– Não existência no concelho de grupos étnicos problemáticos;
– Não existirem muitas famílias em risco de exclusão social.
Concentrarem-se no concelho alguns serviços públicos e privados, que geram empregos a nível de técnicos superiores, técnicos especializados e técnico-profissionais, nomeadamente:
– A sede da Caixa Agrícola do Norte Alentejano;
– O comando de destacamento da GNR;
– Ser sede de comarca;
– Construção de novo edifício para o ensino secundário;
– Construção de um novo Hotel;
– Revitalização do tecido empresarial;
– Enoturismo de elevada qualidade;
– Um «resort» em desenvolvimento;
– Uma estância termal;
– Racionalização de meios pela formação de pessoal;
– Atracção de investidores;
– Investimentos em infra-estruturas;
– Utilização criteriosa das receitas.
Preocupa-o no entanto, a situação financeira, económica e social, nacional e internacional, que poderá afectar negativamente, uma comunidade tão pequena, com é Fronteira, provocando o encerramento de pequenas empresas e dificuldades de instalação de uma média empresa, nesta altura.
Mas, nem tudo são rosas.
– Preocupa-o também, a política do actual governo de concentração de serviços, prejudicando a atracção de investidores para o Interior;
– Preocupa-o a retirada do Mundo Rural das forças de segurança, dos tribunais, dos serviços de saúde, das Finanças e Ensino, criando cada vez mais assimetrias regionais.
Sem medidas protectoras ao Empreendedorismo a Sobrevivência torna-se quase impossível.
Quanto à desertificação, esta só pode ser combatida eficazmente se o governo assim o entender, criando incentivos reais às empresas para se instalarem no Interior, diminuindo substancialmente os impostos, melhorando as condições de vida nestas regiões, mantendo e melhorando os serviços existentes. Majoração às autarquias que apresentem projectos inovadores na área do desenvolvimento Local e que obtenham resultados positivos nos indicadores de crescimento.
O que está a acontecer é o contrário, com a Lei das Finanças Locais.
O município de Fronteira é, no distrito de Portalegre, aquele que menos verbas recebe do Estado e o que está entre os 13 municípios, onde descem as transferências do Estado. Segundo a nova lei das finanças locais, Fronteira não só conseguiu crescer, como parece ser dos mais prósperos, razão pela qual são percentualmente os mais contributivos.
Segundo o Presidente, infelizmente a realidade é bem diferente, porque embora tivesse crescido um pouco, continua a ser dos concelhos mais pobres do País.
A Lei das Finanças Locais castiga severamente o empreendedorismo, o trabalho e qualquer sinal de progresso e desenvolvimento uma lei perversa, cujo espírito pretende que os municípios ricos, repartam com os mais pobres e na prática faz precisamente o contrário
Para alterar a situação, o município iniciou a recolha de assinaturas (são necessárias 4000) para apresentarem uma petição na Assembleia da Republica, que pretende unicamente que sejam necessários três anos consecutivos de aumento de impostos para descer as receitas (transferências) de um município.
Relativamente ao futuro as metas são as seguintes:
– Criação de projectos inovadores;
– Aproveitamento da riqueza natural, através do Parque das Ciências á espera do arranque do QREN;
– Dedicar cada vez mais atenção ao turismo, consolidando alguns eventos de nível nacional e internacional (24 Horas TT, Copa Ibérica de balões de ar quente e Concurso Hípico de Saltos);
– Aproveitando uma candidatura ao programa PROVERE, Fronteira colocou-se na liderança de um Programa de Acção dirigido essencialmente para o Turismo e para o desenvolvimento de uma região de fraca densidade populacional. Para o Presidente da Câmara a maior prova de êxito do seu mandato, prende-se com o facto já referido de terem baixado substancialmente as transferências do Estado ao município.
Deviam antes premiar a capacidade e empreendedorismo dos concelhos mais pobres, atribuindo-lhes uma bonificação em vez de um corte nas Transferências Estatais e simultaneamente mostrar ao resto do País que o Estado apoia os municípios que iniciem um processo de crescimento até à sua consolidação (três anos).
Nós, em Portugal é ao contrário, premeia-se quem se acomoda e prejudicam-se aqueles que trabalham. Mesmo em relação às pessoas, o País tem andado estes anos a incentivá-las a não trabalhar!
E agora?! (pergunta Pedro Lancha).
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A quadra do Entrudo é o período do ano em que mais pessoas, vindas de diferentes pontos do País, confluem à região da Serra da Estrela. Pela primeira vez o concelho do sabugal parece querer tirar partido desse fluxo, o que deve ser valorizado.

Carnaval no Sabugal, GuardaPessoalmente, há muito que alerto para esta realidade. Aproveitando a breve interrupção das aulas no calendário escolar, as famílias vêm visitar a serra. Querem ver a alvura dos montes e anseiam por tocar e escorregar na neve, que este ano abunda.
Porém a passagem pelo alto da serra demora uma manhã ou uma tarde. Quanto muito prolonga-se por um dia. O demais do tempo passa-se a percorrer a região. Visitam-se as aldeias históricas, experimenta-se a gastronomia, percorrem-se museus, feiras e exposições.
Atentos à oportunidade, a maior parte dos Municípios há longo tempo que tiram partido deste maná. Celorico, Seia e Gouveia apostam nas feiras do queijo serrano, Manteigas na feira das actividades económicas, Almeida na feira do fumeiro e Pinhel na feira das tradições. A guarda realiza o tradicional espectáculo de rua, representando o julgamento do galo, em complementaridade ao apoio ao comércio tradicional da cidade.
Durante anos no Sabugal nada de relevante aconteceu, tirante o Carnaval de Aldeia do Bispo e um que outro baile carnavalesco de ocasião em algumas aldeias. Nem em Sortelha, a nossa aldeia histórica mais conhecida, tem tido direito a programa de animação.
Este ano, algo parece ter mudado. Realizam-se os Roteiros Gastronómicos, para divulgação dos nossos pratos típicos, estão anunciados desfiles de Carnaval com a participação das crianças das escolas e de associações locais e realiza-se o almoço anual da Confraria do Bucho Raiano.
As expectativas podem sair frustradas, porque a concorrência é grande, face aos restantes concelhos que mantêm actividades já amplamente conhecidas, mas vale bem a pena tentar tirar partido da oportunidade que o período do Carnaval oferece.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Começo por transcrever o primeiro parágrafo do texto assinado por Equipa que organizou o Carnaval no Sabugal: «O Carnaval em Aldeia do Bispo poderia não se realizar este ano se a Câmara Municipal de Sabugal não tivesse dado o sim ao financiamento da nova Associação (Associação da Mocidade de Aldeia do Bispo) que este ano fará o Carnaval».

Corso Carnaval em Aldeia do Bispo, SabugalFique sabendo a Ex.ma equipa que nestes seis anos em que se realizou o desfile de Carnaval nem sempre houve subsídios da Câmara e os festejos rondaram sempre os quatro mil euros.
Fui contactado verbalmente, por telefone, em Novembro, por uma funcionária da Câmara Municipal apenas com um único objectivo: pedir-nos os cabeçudos para os desfiles do Sabugal a realizar no Domingo e Terça-feira de Carnaval. Respondi-lhe que o desfile de Carnaval de Aldeia do Bispo tem sempre lugar no Domingo e que, é com alguma surpresa que tomo conhecimento de um desfile organizado pela Câmara coincidente com o nosso. Portanto, aquando desta conversa telefónica, a Câmara já tinha decidido organizar os dois desfiles.
O importante de tudo isto é a informação que lhe foi dada da parte da Associação Desportiva e Cultural: ser-lhes-iam cedidos os cabeçudos desde que os festejos não coincidissem com os nossos.
Ora, na agenda cultural da Câmara (pagina 13) vem a divulgação de todo o programa dos festejos carnavalescos de Aldeia do Bispo. Portanto, não venha a Câmara (ou a tal equipa) dizer que desconhecia a existência do nosso desfile. A Câmara, como governo do concelho (que devia ser) não deve tomar iniciativas em prejuízo de outras.
Quando a funcionária fez os contactos (todos de boca) não foi com intenção de poder vir a mudar a data do desfile de Domingo mas, sim, de pedir os cabeçudos. De referir ainda o facto de um vereador da Câmara me ter dito que, acerca destes festejos nada sabia e que eram da total responsabilidade dos serviços!
Para terminar: como é possível que a Câmara, que tem tanta gente a tempo inteiro, se faça substituir por uma tal equipa que age sem o conhecimento do vereador?
Chico Bárrios

Passada a natural euforia e, decorrida toda esta árdua luta pela fundação da Casa, no sentido de manter vivo o sonho de ter em Lisboa uma Associação do Concelho, onde os sabugalenses tivessem o seu espaço de encontro, importa agora, darmos atenção às primeiras actividades culturais, desportivas e outras, que foram sendo levadas a cabo, tanto pela Comissão Instaladora, como pelos primeiros Corpos Gerentes, eleitos em Fevereiro de 1976.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaUma das boas maneiras de juntar os naturais da nossa zona em Lisboa, consistiu na realização dos primeiros convívios, que a Comissão Instaladora providenciou, servindo para um aproximar das nossas gentes, com muitos jovens a corresponder a todo este movimento e à oportunidade criada em prol do Concelho.
Em 14 de Julho de 1974 teve lugar o primeiro convívio, conseguindo-se uma boa participação, com várias actividades, incluindo um animada quermesse, para angariar fundos, num belo dia passado no Seminário dos Olivais, seguindo-se o primeiro Magusto, no Colégio das Irmãs Maristas, em 10 de Novembro de 1974.
No ano seguinte, em 13 de Junho de 1975, a Comissão Instaladora promoveu, na sede da Casa, uma semana de actividades culturais, abordando vários temas, a que já nos referimos anteriormente, culminando com o convívio anual, no mesmo Colégio das Irmãs Maristas.
No terceiro convívio, em 5 e 6 de Julho de 1976, a novel Direcção da Casa convidou, expressamente, o Sporting Clube de Sabugal a deslocar-se a Lisboa, para participar neste evento, tendo-se efectuado um desafio amigável com uma equipa representativa da Casa, a que nos reportaremos no próximo artigo, onde iniciaremos alguma descrição das actividades desportivas, levadas a cabo pela Casa do Concelho, ao longo destes anos.
Com todas estas realizações, fortaleceu-se, um bom bocado mais, a frequência da Casa, surgindo, naturalmente, as diversas festas com bailes e outros divertimentos, numa altura em que subiram consideravelmente, os que demandavam a sede.
Festa de Natal, Passagem de Ano, Carnaval, tardes culturais e infantis com alguns artistas, os Magustos, para além dos convívios, acima referidos, de tudo um pouco foi programado e levado a cabo, com algum êxito e basta participação.
Todas estas realizações arrastaram muitos sabugalenses com alguma predominância de uma juventude irrequieta e desejosa de participar em todos estes eventos. A sede da Casa, nesta altura, parecia pequena para tantos, que a procuravam, como foi bom de ver.
Mas não se pense, que foi só em Lisboa, outras realizações foram levadas ao Concelho, como veremos aí mais adiante.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

A Confraria do Bucho Raiano vai marcar presença na Comunicação Social. No programa «Portugal em Directo» da RTP1, na tarde de sexta-feira, e na «Hora Informativa» da Rádio Caria, entre o meio-dia e a um hora da tarde de sábado.

Sérgio Paulo GomesNa tarde de sexta-feira, 20 de Fevereiro, integrado na transmissão para o «Portugal em Directo», da RPT1, sobre os Roteiros Gastronómicos do concelho do Sabugal, a Confraria do Bucho Raiano marcará presente com confrades trajados a rigor.
No sábado, dia 21, a Confraria será a convidada do programa «Hora Informativa» da Rádio Caria, transmitido entre o meio-dia e a uma hora da tarde, da responsabilidade do jornalista Sérgio Paulo Gomes. A Rádio Caria (102.5 Mhz) pode ser escutada na Internet através da sua emissão online.
Falar do bucho raiano é falar do Sabugal e das tradições das terras frias da raia sabugalense. Alimentar a alma e viver a nostalgia das nossas tradições no Sabugal são essências e obrigações da nossa vivência. Temos uma herança comum. Temos em comum a memória dos nossos antepassados que lavraram as terras, alimentaram o gado, cultivaram as vinhas, cortaram as silvas dos caminhos e aos domingos de chapéu engraxado vestiam os seus melhores fatos e os melhores vestidos para se reunirem antes, durante e depois da missa da aldeia em alegre confraternização. Outros tempos…
Momentos de franca e honesta confraternização que se foram perdendo ao longo dos anos. Esporadicamente esses sentimentos são reavivados no mês de Agosto e nas festas anuais das aldeias pelos migrantes que nunca deitaram fora referências da maternidade.
Há momentos que recordamos com muita intensidade. A matança do porco, produto nobre de gente pobre mas honrada que aproveitava para enriquecer a mesa do Natal e para festejar o Carnaval com um grande banquete de carne. Carne de porco da saladeira, enchidos e buchos. As minhas avós, que recordo sempre velhinhas e vergadas sob o peso do negro do xailes, tinham uma misteriosa arca de madeira preta de onde retiravam no meio do sal bocados de «carne branca» para fazer desaparecer na panela de ferro na lareira que me perturbavam na minha infância mas que faziam as delícias dos meus pais sempre que vínhamos à «terra».
E que momento grandioso quando a família se reunia em casa da avó para saborear o bucho. O ambiente aquecia e a mesa ficava acanhada para avôs, pais e netos, tios, tias e primos.
Agora, a esta distância, são momentos mágicos, momentos de fraternidade, de amizade, de união. São momentos que ficam, são momentos eternos da nossa essência, da nossa razão de ser. São momentos que não voltam porque alguns dos nossos protagonistas já partiram. Mas são momentos que temos a obrigação de eternizar em memória dos que já partiram, em memória das nossas origens.
Porque… ninguém é digno do seu futuro se não souber respeitar o seu passado.
jcl

Recentemente foram apresentadas uma estratégia e um plano de acção para o desenvolvimento de uma plataforma pragmática de cooperação transfronteiriça envolvendo a Região Centro de Portugal e a Região de Castilla y León de Espanha.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Da máxima importância para a definição de estratégias de desenvolvimento locais, o Projecto divulgado, e cuja apresentação hoje inicio, reconhece a importância do desenvolvimento competitivo das principais cidades das duas regiões articulada com a regeneração dos restantes pólos urbanos, densificando as relações entre os espaços mais dinâmicos das duas regiões, qualificando a sua mobilidade interna e internacional, transformando uma simples continuidade geográfica num instrumento central de cooperação territorial activa para a promoção sustentada da atractividade das duas Regiões captando residentes, visitantes e investidores.
A estratégia de valorização territorial do projecto «MIT», procura potenciar os transportes, que estão construídos ou em vias de construção, atraindo novas actividades económicas, favorecendo novas polarizações industriais, gerando serviços com maior valor acrescentado e incentivando a sua abertura à inovação e ao tecnológico, com base na combinação de vantagens (facilidades) de localização empresarial e de fixação de residência.
A proposta central do MIT concretiza-se num conjunto de seis projectos-âncora:
1 – Projecto-âncora Transportes e Logística assente em quatro linhas de actuação:
1.1. Estruturar o Eixo Transeuropeu através de centros logísticos intermodais ferro-terrestre-marítimo, estrategicamente interligados e coincidentes com os projectos regionais ja aprovados e em marcha, coordenados como parte de um todo (ganhamdo aqui nova importância a PLIE da Guarda);
1.2. Criar ferramentas electrónicas de consolidação de cargas que assegurem o funcionamento integrado de todas as plataformas;
1.3. Criar uma linha de cabotajem/short sea shipping desde os portos portugueses da Região Centro (Aveiro e Figueira da Foz), para e do norte de Europa, eliminando grande número de veículos das estradas;
1.4. Criar um corredor ferroviário Aveiro-Salamanca-Valladolid (utilizando a Linha da beira Alta, logo, passando na Cerdeira…).
2 – Projecto-âncora Ordenamento do Território, potenciando o funcionamento em rede das cidades de Portugal e Espanha, e visando:
(i) Promover políticas de interesse comum, tendo sempre presente a necessidade de estimular a inovação e a competitividade dos territórios e dos agentes;
(ii) Facilitar a troca de experiências;
(iii) Ganhar dimensão para a concretização de programas integrados;
(iv) Organizar acções de intervenção a nível peninsular ou europeu;
(v) Contribuir para o reforço da cooperação entre agentes económicos, universidades, agentes culturais, etc., das duas regiões;
(vi) Promover políticas activas de reforço da coesão social e territorial.
Na próxima crónica terminarei a apresentação deste Projecto que considero da máxima importância para o futuro da Região Centro e, consequentemente do Concelho do Sabugal.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

A Comissão das Festas Sanjoaninas da Feira de São João 2009, na Ilha Terceira, nos Açores, confirmou no programa das festas uma Capeia Arraiana com forcão à moda da raia sabugalense.

Vaca das Cordas dos AçoresAs Festas da Feira de São João, na Ilha Terceira, nos Açores, vão contar este ano com uma Capeia Arraiana.
Quem o afirma é o responsável pelas festas, José Couto que, em declarações ao jornal açoriano «A União», garantiu «a presença de um forcão em duas ou três manifestações de cariz popular, concretamente, as touradas à corda na Prainha e no Porto das Pipas».
De acordo com o organizador «o forcão vai ser manejado por cerca de 30 voluntários terceirenses que irão ser treinados no seu uso por bravos do concelho do Sabugal que estarão, no dia 8 de Maio, na Praça da Toiros da Ilha Terceira para repartir conhecimentos e transmitir as instruções necessárias à boa utilização do artefacto».
A Capeia Arraiana com forcão está incluído, igualmente, no programa da Tourada de Praça para Crianças e Idosos, que inclui João Pamplona no toureio a cavalo e nas pegas os juvenis do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
jcl

A Vacagalo, apareceu no meu «espírito» no «desfile» do ano passado. Seria uma forma graciosa de mais uma vez chamar a Vaca jarmelista para a visibilidade.

Vacagalo do JarmeloNeste momento, depois de apresentada a ideia à coordenação deste espectáculo – TMG-Teatro Municipal da Guarda – avançámos para a execução, com gente devidamente «certificada», sejam eles: Mateus Miragaia (o tal das tesouras de tosquia), na soldadura; Elsa Miragaia (produtora cultural/espectáculos), nos adereços dos acompanhantes do «bicho»; arquitectos Isidro Almeida e António Trindade e o designer Agostinho da Silva na execução (este último, acumulou, indevidamente outros cargos pomposos de coordenação executiva, ideia e mais tachos – ainda assessorado por Joaquim Monteiro da Silva nas especificações morfológicas da vaca).
Trata-se de uma figura que mistura a vaca (jarmelista) e o galo (do entrudo), poderíamos considerá-la como a prima do Jarmelo, que vem visitar o galo da cidade no dia do seu infortúnio.
Esta vaca, ao que parece, esárá a sofrer um plano mais abrangente de adaptação a dias melhores, daí que se transvista em outras roupagens, na tentativa de de alguma forma despertar o ineresse da região para as suas sine die, questões, de resolução sem fim à vista.
Claro!! estes sujeitos, e sujeitas, esquerdistas plebeus e também chiques, fazem parte da Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo, que por eles será representada, mais uns quantos que se inscreveram na página na Internet do Jarmelo.
Agostinho da Silva

Na semana passada a Equipa de Protecção Florestal da GNR da Guarda deteve no Sabugal um indivíduo de 51 anos, residente em Ourém, quando caçava espécies não cinegéticas.

GNR-Guarda Nacional RepublicanaA detenção aconteceu no dia 12 de Fevereiro, sendo o arguido apresentado ao Tribunal Judicial da Comarca do Sabugal, se submeteu a interrogatório judicial, sendo-lhe aplicada como medida de coacção Termo de Identidade e Residência. Em Trancoso, no mesmo dia, foi também detido um caçador, de 68 anos, por utilizar um gravador como chamariz no exercício da caça aos tordos.
Para além destas duas detenções a GNR da Guarda deteve outros nove indivíduos em flagrante delito: dois por furto, três por condução sob efeito do álcool (taxas entre 1,24 e 1,90 gramas no sangue) e quatro por condução sem habilitação legal. Efectuaram-se ainda mais três detenções, mas fora de flagrante delito, no cumprimento de mandados judiciais de detenção.
No período em análise foram registadas em todo o Distrito da Guarda 59 ocorrências
Criminais, 20 delas por furtos, sobretudo em residências, em estabelecimentos comerciais e em veículos.
Numa operação militares do Destacamento Territorial da Guarda detiveram na noite de 11 de Fevereiro, dois indivíduos, de 27 e 54 anos, residentes em Silvares e Covilhã, o primeiro desempregado e o segundo funcionário da autarquia, por furto de cobre no interior de uma fábrica de lanifícios desactivada, em Manteigas. Os suspeitos foram surpreendidos pelos militares no interior da referida fábrica quando procediam à recolha de diversos objectos em cobre. Aos detidos foi aplicada a medida de coacção de Termo de Identidade e Residência pelo Tribunal da Guarda.
No que toca a acidentes de viação, registaram-se 29, sendo 16 por colisão, 11 por despiste e dois por atropelamento, dos quais resultaram um ferido grave e seis feridos leves.
Durante o mesmo período, os Núcleos Escola Segura, dos Destacamentos
Territoriais de Guarda, Pinhel e Gouveia, desenvolveram quatro acções de sensibilização,
subordinadas ao tema «Segurança Rodoviária», nos concelhos de Guarda, Pinhel e Gouveia. Presenciaram estas acções 81 alunos.
plb

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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