Antes de se chegar a esta situação, que permitiu um respirar de alívio e uma aparente normalização, em termos de receitas, no princípio de Agosto de 1975, disponibilizou-se o Dr. Seabra a custear a renda da Casa e outras despesas, enquanto não houve meios para o efeito, vindo a Comissão Instaladora a fazer um acerto de contas, logo que se proporcionou, sem qualquer benefício extra, como ele próprio impôs.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaQuando as condições o permitiram, o grupo do jornal «Terra Fria» passou a ter as reuniões na Casa, para a feitura do jornal, sendo, entretanto, marcadas reuniões entre este Grupo e a Comissão Instaladora, afim de separar as águas. A Casa cedia as instalações, não se imiscuindo no Jornal, pois não era sua função, os assuntos, de certo modo políticos, que nessa altura estavam na ordem do dia, como se dizia frequentemente, embora fosse extremamente difícil, dissociar estas emoções, face à situação politica que se vivia na época. Apesar do momento de algumas convulsões, o jornal Terra Fria cumpria a sua missão, como não podia deixar de ser, divulgando a Casa e as suas actividades.
A Casa do Concelho do Sabugal não tinha sido criada para esses fins, apesar de prestar o seu apoio a quem o desejasse e solicitasse, pondo à disposição as suas instalações para os diversos grupos ou associações das Aldeias, em Lisboa.
Nestas reuniões, o pessoal de Aldeia da Ponte pretendeu uma tomada de posição dos sabugalenses, quanto à formação recente da Associação dos Agricultores do Concelho de Sabugal, mas a Comissão Instaladora absteve-se de tomar qualquer posição, declarando-se incompetente para tal.
Ainda nesta fase, foram aceites os pedidos do pessoal de Aldeia da Ponte, Aldeia da Ribeira e Vila Boa, entre outras, para se reunirem na Casa, tratando dos seus assuntos.
Também ficou acertado entre a Comissão Instaladora da Casa, Aldeia da Ponte e Aldeia da Ribeira, que a Casa receberia, em 24 de Agosto de 1975, um grupo de estudantes franceses, que vinham a Portugal, para visitarem as duas Aldeias da Raia, participando em alguns trabalhos de melhoramentos a realizar nesse Verão, nestas duas localidades e também nas Batocas, juntamente com alguns militares do Quartel da Guarda, que se disponibilizaram, durante alguns dias.
Os trabalhos foram, efectivamente, realizados nestas três localidades, mas sem a presença dos estudantes franceses, que devido a contratempos inesperados, não se puderam deslocar a Portugal.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

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