O Sabugal está moribundo! E há quem o queira morto e bem morto! A propósito da ausência de representação do Sabugal na BTL, permito-me tecer algumas considerações, porque o silêncio é cumplicidade.

BTL-Feira Internacional de TurisimoNão vou aqui enumerar as vantagens do turismo como motor de desenvolvimento das regiões, nem da sua importância para o desenvolvimento das zonas em via de desertificação, para isso existem milhares de textos e estudos na Internet, pôr esses estudos em causa é revelador de profunda ignorância ou manifesta má-fé.
Diz um amigo meu «a ignorância é o pior dos males e ser ignorante com algum poder então, exponencia os males».
O Sabugal é sem duvida um concelho com potencialidades turísticas imensas.
Contudo, na BTL, não existiu uma presença com o objectivo de promover o concelho com a dignidade que merece e de acordo com as suas potencialidades.
Parece que os responsáveis dizem por aí que «não fazia sentido estar na BTL». Não fazia sentido para os que não amam esta terra, não fazia sentido para os que estão interessados em destruir a vida dos que aqui pretendem viver, não fazia sentido para quem recebe o ordenado à conta do erário público e está-se marimbando se as suas decisões contribuem ou não para o desenvolvimento desta terra.
Para quem tem a consciência da importância do turismo para o desenvolvimento local, fazia todo o sentido estar presente com a dignidade que a oportunidade impunha.
Para centenas de municípios faz todo o sentido estar presente e em força na maior realização de promoção do turismo nacional, mas para os responsáveis do Sabugal não faz sentido.
O que não faz sentido é tanta ignorância posta ao serviço da destruição de um concelho com imensas potencialidades como é o do Sabugal.
Como poderá alguém que trabalha em prol do desenvolvimento do Sabugal calar-se perante este autêntico atentado, mesmo correndo o risco de ser perseguido?
Durante quanto mais tempo pode o Sabugal aguentar com medidas como estas, que apenas contribuem mais e mais para a destruição dos que aqui pretendem viver em vez de contribuir para o efectivo desenvolvimento?
Em nome de que estratégia (secreta) se toma uma decisão de não estar presente num evento como este?
E, onde estão os candidatos à Câmara? Que têm eles a dizer sobre este assunto?
O silêncio é cumplicidade.
Kim Tomé

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