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Um colóquio, uma sessão de teatro infantil e o descerrar de uma placa alusiva, são as acções programadas para a jornada de homenagem ao escritor sabugalense Manuel António Pina.

A casa onde nasceu Manuel A. PinaA Junta de Freguesia do Sabugal, em colaboração com alguns sabugalenses, vai render preito ao escritor e jornalista Manuel António Pina, nascido na vila raiana em 1943, e que actualmente reside no Porto.
A homenagem ocorrerá no dia 28 de Março, um sábado, sendo já certa a vinda do escritor ao Sabugal.
Estão previstas diferentes iniciativas, de acordo com um programa, que está em fase de acerto. O Professor Arnaldo Saraiva, escritor e crítico literário natural de Casegas, Covilhã, proferirá uma conferência acerca da obra literária de Manuel António Pina. De seguida haverá uma sessão de teatro, por parte da companhia portuense Pé de Vento, que apresentará a peça «O Sábio fechado na sua biblioteca», da autoria do homenageado. Depois o autor falará com o público, sobretudo com as crianças que se espera assistirem maioritariamente à sessão de teatro infantil.
Como momento alto da homenagem, está previsto o descerrar uma placa alusiva na casa onde o poeta nasceu e viveu até aos seis anos de idade. A casa situa-se na zona histórica do Sabugal, na Praça da República, onde durante muitos anos existiu o Café Riba Côa, mais conhecido por café do Senhor Abílio.
Nascido no Sabugal, Manuel António Pina licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Entre 1971 e 2001 foi jornalista do Jornal de Notícias, onde exerceu os cargos de editor e chefe de redacção. Colaborou, e colabora, com diversos outros meios de comunicação, como a revista Visão, onde foi colunista até há pouco tempo.
Tem uma vasta obra literária que engloba poesia, ensaio, literatura infantil, ficção e peças de teatro, tendo já sido traduzido para diversas línguas. A diversidade de géneros desenvolvidos e o seu ecletismo são a evidência do domínio de Manuel António Pina sobre a escrita. Conhecido pelo seu tom reflexivo, filosófico e irónico, é considerado uma das mais eminentes figuras da literatura portuguesa contemporânea. Recebeu vários prémios, tanto nacionais como internacionais, nomeadamente o Prémio da Crítica pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, em 2002, atribuído à globalidade da sua obra poética.
plb

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Finalmente o circo montado em volta do caso Esmeralda chegou ao fim. Não tomaria as proporções a que chegou, não fosse a campanha montada pelo casal Gomes para branquear o seu comportamento criminoso e moralmente reprovável e que muitas figuras públicas acobertaram, a ponto de se inventar uma curiosa figura de «paternidade afectiva» para justificar o absurdo da situação.

João ValenteA verdade neste caso é simples e a solução evidente e aqui fica para quem tiver paciência de ler:
A mãe biológica, Adida Porto, era mulher de vários relacionamentos amorosos e teve mais um com Baltazar. Assim que engravidou, comunicou a paternidade a Baltazar. Este como é rústico, mas não é parvo e sabe que anda por aí muito filho e filha da mãe a chamar pai a outro, não foi em conversas e aguardou prudentemente o resultado do teste de paternidade a que voluntariamente se submeteu no âmbito do processo oficioso de averiguação de paternidade.
O resultado demorou, como demora tudo o que depende dos organismos oficiais neste país; mas veio. Desfeitas as dúvidas, Baltazar pediu logo a guarda da filha. Veio a sentença, também decorrido algum tempo e entretanto tinham passado dois anos na vida da Esmeralda.
Despacha o tribunal no sentido de se notificar o casal Gomes para entregar a criança, mas estes fogem às notificações e desaparecem com a menor (foram julgados por sequestro ou subtracção da menor). Baltazar não se dá por vencido e insiste na entrega. O casal Gomes entretanto aparece, porque a condição militar de Luís Gomes não lhe permite desaparecer sem deixar rasto. É detido e julgado enquanto a mulher continua em parte incerta com a criança.
Aproveitando o mediatismo do caso, a simpatia da opinião pública e o poio de varias figuras públicas, a mulher de Luís Gomes reaparece com a criança, confiando que era justiça dos media e não a dos tribunais a que iria prevalecer.
Nisto passaram-se mais quatro anos na vida da Esmeralda.
Postas as coisas no seu devido lugar, ainda acha o leitor a conduta do casal Gomes jurídica e moralmente aceitável?
Adivinho a objecção do estimado leitor:
…«Mas afectará psicologicamente a criança retirá-la agora ao casal Gomes, com quem já criou laços afectivos.»
Talvez. Mas um adequado acompanhamento técnico pode minorar o problema. Em todo o caso seria moralmente inaceitável o casal Gomes vir a beneficiar de uma situação de que é o único responsável, ao protelar durante quatro anos a entrega da criança em desobediência a uma ordem do tribunal.
Estou mesmo a ver a nova e perspicaz observação do leitor:
…«Mas a criança tinha melhores condições de vida ficando com os “pais afectivos”.»
Já cá tardava a subtileza do «pais afectivos». Vamos lá esclarecer o seguinte:
Só tem acesso às alegrias da paternidade, a legar o património genético, ao amor filial e paternal, quem for economicamente favorecido?
Um pobre desgraçado não pode ter filhos?
A criança teria melhor vida com o casal Gomes. Então tira-se ao Baltazar, que é o pai biológico, mas pobre?
Eis o absurdo dos absurdos a que chegámos, caro leitor, com este raciocínio:
Quando uma criança nascer pobre, o estado confisca-a e entrega-a a uma família infértil e mais remediada ou rica, para que tenha mais sucesso na vida.
A Esmeralda fica com o Baltazar e fica muito bem! É que aos pobres também sobra uma qualidade que muita gente rica não tem: Amor!
João Valente

O melhor aviso para o início da época das matanças é o do tempo, ou seja, as condições climatéricas. Logo que o frio assente arraiais, o porco pode ser retirado do cortelho e ser estendido no banco do sacrifício.

Porcos para cortelhoNos dias frios a carne não corre o risco de deterioração, como sucede no tempo quente, quando as moscas zumbem. Nesta altura, as moscas são outras, pois chama-lhe o povo «tempo das moscas brancas», em alusão à neve que em qualquer momento nos pode visitar.
Mas o porco para ir ao banco tem primeiramente que ser bem cevado na cortelha, por força de uma alimentação rica e cuidada. O lavrador antigo tinha por uso comprar o bácoro nos primeiros mercados da Primavera, altura em que os campos ficam fartos de ervas tenras. As mulheres e os garotos tinham então a incumbência do bom trato do bicho. Metiam pelos campos, empunhando uma faca ferrugenta ou foice partida, cortando tudo o que aparece de forte teor alimentício. Leitugas, saramagos, abróteas, rebentos de fetos, eram recolhidos no caldeiro que se segurava na mão.
Em casa, nada era desaproveitado. O saco de lixo é coisa ainda recente na aldeia. Cascas de batatas, frutas perecidas, restos de comida, compunham os chamados retaços, que eram religiosamente recolhidos num caldeiro a que se juntava a água das lavaduras da loiça. No cimo da mistela botava-se uma mancheia de farelo e a vianda era despejada na pia do cortelho.
Na fase final da ceva, já entrado o Outono, quando havia que dar consistência à carne do bicho, recorria-se a produtos de excelência. Nas malhadas de carvalhos recolhia-se bolota, aproveitava-se a fruta bichosa e as batatas rachadas na sua tiradela. De tudo isso aproveitava o marrano, que sentia melhorar a olhos vistos a alimentação, não desconfiando que isso era de pouca dura, porque em breve lhe espetariam uma faca no gasnete. Nalguns casos, querendo-se recuperar as fases de uma ceva que foi mal cuidada, a dona da casa recorria às abóboras, mimo da alimentação animal que, em princípio, estaria guardada para as beberagens das vacas no inverno.
Assim, bem cevadinho, o porco iria ao banco de matar, dando boa e consistente carne, fazendo juz ao proclame popular: pequeno ou grande o marrano dá sempre para um ano. Bem diferente era esta carne da que hoje resulta das rações compostas que fazem crescer chicha balofa. Por força do evoluir dos tempos o genuíno paladar perdeu-se. Resignamo-nos à imitação dos temperos e das formas de confeccionar, cientes que já é raro reencontrarmos os paladares de outrora.
Paulo Leitão Batista

JOAQUIM SAPINHO

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