Face aos parcos recursos existentes e à falta de receitas, assegurada a sede ideal, como vimos no último artigo, vamos relembrar os factos da origem desta.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaO Dr. Seabra era sócio do Lar Maria Cristina, situado no 3.º andar e tinha já um conhecimento antecipado, do andar vago no 2.º piso.
Estava então, encontrada a solução e engendrou um plano, sem o revelar a ninguém, que consistia na ampliação do Lar já existente, com o andar de baixo, criando um Lar ou Casa de Repouso, que se viria a denominar «Casa de Repouso da Casa do Concelho do Sabugal», permitindo assim, minorar os problemas financeiros, fazendo face a esta despesa da renda, com as custas para o Lar Maria Cristina e, conseguindo, ao mesmo tempo, uma sede para a novel associação, ainda que condicionada a ter companhia. Esta era a sua solução, mas não chegou a ir avante, como veremos.
Nos primeiros dias de Março de 1975, comunicou ao Sr. Alberto Gata e Sr. Adelino Dias, a existência de uma casa em boas condições para a futura sede, que não era cara e não muito longe dali, marcando um encontro com os dois, para o dia seguinte, no Lar Maria Cristina, para verificarem a casa.
Ao outro dia, apenas compareceu o Sr. Dias. Desceram ambos as escadas e o Dr. Seabra sacou de umas chaves do bolso do casaco, abrindo a porta, exclamando para o acompanhante: «É aqui.»
A casa era igualzinha à Casa das Beiras, onde reuniam, questionando o Sr. Adelino Dias, onde iriam arranjar o dinheiro para a renda. Fazendo bem as contas, nesta altura, a casa tinha cerca de 100 sócios, o que dava uma receita de 10.000 escudos por ano, caso todos pagassem as quotas. O valor da renda custava 72.000 escudos por ano, como iria a Casa assegurar receitas para a despesa desta? O Dr. Seabra que já tinha tudo estudado, respondeu que não havia problema, o senhorio oferecia os três primeiros meses de renda, caso este projecto avançasse, a saber: Março, Abril e Maio, sendo esta no valor de 6.000 escudos. O resto das custas seria suportado pelo Lar Maria Cristina.
É precisamente nesta altura, que o plano engendrado é revelado pela primeira vez ao Sr. Dias, concordando este, com a solução proposta, embora pensasse que não era o mais adequado para uma associação, que iria ter o seu movimento e animação próprios, mas ainda assim aceitou, por se tratar da solução mais fácil, até que se encontrasse uma outra alternativa melhor.
O Dr. Seabra não foi de modas, sem nada revelar ao Sr. Dias, encomendou logo a mobília para os dois quartos, mais umas mesas e cadeiras, perspectivando o andar repartido entre a sede da Casa e a tal Casa de Repouso, conforme acima descrevemos.
Acertada entre os dois, esta estratégia, era necessário marcar uma reunião da Comissão Instaladora, afim de ser comunicado e discutido este plano. Esta viria a ter lugar no dia 18 de Março de 1975, conforme referimos no último escrito. A ela voltaremos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

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