Os Delfins formaram-se em 1981, em Cascais. Quando começaram chamavam-se Fanfarra. Pouco tempo depois, entrou Miguel Ângelo e a banda mudou de rumo, tornando-se mais Pop.

Joao Aristides DuarteMiguel Ângelo deve o seu nome ao facto de ser filho do pintor Magalhães, um pintor de «impressionismo à espátula», com alguns quadros relacionados com motivos das freguesias do Soito e Vilar Maior, no concelho de Sabugal.
Com efeito, Magalhães participou em algumas exposições, no Soito (nas Festas de S. Cristóvão) e em Vilar Maior. Na sede da Junta de freguesia do Soito há um quadro pintado por Magalhães. Embora já de uma certa idade, Magalhães era um bom vivant, nas suas passagens pelo Soito e pessoa que gostava de conviver.
Quando os Delfins tocaram no Sabugal, no dia 21 de Junho de 2003 tive ocasião de dizer a Miguel Ângelo que conhecia o seu pai e de lhe perguntar como se encontrava de saúde.
O seu trajecto musical atingiu o apogeu em 1995, quando editaram o CD «O Caminho da Felicidade», uma compilação de êxitos, que atingiu cifras astronómicas de vendas.
Nos anos 90 os Delfins realizaram um concerto na Rapoula do Côa, quando ainda não eram muito conhecidos.
O concerto do Sabugal, realizado por ocasião das Festas de S. João, ocorreu no maior palco montado no Sabugal até essa data. Doze metros de boca e dez metros de largura eram as medidas do palco.
A estrutura de som e luzes dos Delfins demorou mais de oito horas a montar.
Antes de os Delfins iniciarem o seu concerto, subiu ao palco Alexandre Garrett, um cantor que era amigo da banda e tentava a sua divulgação pública.
DelfinsO concerto dos Delfins iniciou-se com os membros da banda usando uns fatos-macacos amarelos e, Miguel, uns óculos de mergulhador. Na terceira canção do alinhamento os membros da banda despiram esses adereços e apresentaram-se com a sua roupa habitual.
A banda apresentou-se com uma formação que incluía Miguel Ângelo (voz), Rui Fadigas (baixo), Fernando Cunha (guitarra), Luís Sampaio (teclados) e Jorge Quadros (bateria). Este último já tinha tocado uns anos antes no mesmo recinto, já que foi o baterista dos Sitiados. Realmente, ele lembrava-se que tocou num sítio onde havia um bar com esplanada atrás do palco. Era mesmo o local das Festas de S. João, no Sabugal.
Para além destes músicos ainda participou no espectáculo um vídeo-jockey escocês que já falava bem português, o qual ia colocando imagens ao longo do concerto, num ecrã que existia a meio do palco.
Para além dos sucessos, tais como «Sou Como Um Rio», «A Nossa Vez», «1 Só Céu», «Bandeira» ou «Nasce Selvagem», os Delfins tocaram alguns temas do disco que tinham editado havia pouco tempo, intitulado «Babilónia».
Claro que os espectadores queriam encore e os Delfins corresponderam aos anseios do público, tendo regressado ao palco para tocarem um último tema.
Este concerto ficou-me na memória por ter sido a primeira vez que vi os Delfins ao vivo e, porque até aquela data, apenas o concerto dos Trovante tinha superado a prestação dos Delfins, em música ao vivo, no Sabugal.
Os Delfins terminarão a sua carreira no ano 2009, como foi, há uns meses, anunciado pelos membros do grupo.
Na imagem pode ver-se o início do concerto dos Delfins, com Fernando Cunha e Miguel Ângelo usando os fatos-macacos, numa foto da minha autoria.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

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