Conforme referido nos escritos anteriores, o grupo que iniciou os encontros de sabugalenses em Lisboa, antes da primeira convocatória para as reuniões do Instituto Superior Técnico, foi constituído por João Leitão, José Correia, Álvaro Corte e Ramiro Matos, podendo ainda existir outros mais, que partilharam estes encontros. Como não há grandes registos, torna-se difícil a lembrança de mais nomes da época.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaA primeira reunião, no Técnico, em 26 de Maio de 1974, foi convocada por José Sapinho, actual Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Ramiro Matos e o João Leitão, falecido recentemente e, bem conhecido de todos nós, tendo participado, entre muitos outros, a Amélia de Rendo, João Quelhas Sanches de Aldeia da Ribeira, José Correia do Baraçal e a Anita de Aldeia Velha.
Para além destes e dos sócios considerados fundadores, referenciados no artigo anterior, destaque ainda, para o grupo dos Jornais «A Luta» e «Terra Fria», constituído por José Correia, Ramiro Matos, Manuel Peres Sanches, João Leitão, João Quelhas Sanches, José Paula e o autor destas linhas, grupo este, com uma participação activa nas várias acções, noticiando, tanto as realizações da Casa, como ainda toda a actividade, que se ia desenvolvendo no Concelho, contribuindo com a sua acção, para que a Casa se tornasse uma realidade em Lisboa, naquela época.
Apenas uma curiosidade, dos elementos deste grupo dos jornais, apenas três fizeram parte dos primeiros Corpos Sociais da Casa, eleitos em 1976, o João Leitão, José Paula e este vosso amigo.
Uma referência saudosa, para alguns associados ilustres, já falecidos, a quem a Casa do Concelho do Sabugal muito ficou a dever, como Afonso Pinheiro, Ti Alberto Carriço, Chico Engrácia e João Leitão, entre muitos outros, a quem dedicarei, aí mais para a frente, algumas palavras.
Já lá vão mais de três décadas, certamente, ficarão muitos mais nomes sem uma referência, o que é extremamente injusto, estou a citar alguns de memória, deixando um pedido de desculpas a todos eles.
Com tempo, alguém daquela altura, se há-de recordar, competindo-nos, porque é da mais elementar justiça, fazer as devidas e merecidas compensações, trazendo-os ao conhecimento de todos. Seguramente, serão mencionados, como não podia deixar de ser.
Casa do Concelho do Sabugal (Lisboa)Igualmente, uma palavra de realce, para todos os que foram comparecendo nas várias reuniões do Técnico, contribuindo do seu jeito, com maior ou menor participação, para o arranque da C.C.Sabugal. No fundo, a sua presença também foi deveras importante, dando algo à Casa e ao Concelho.
Um dos objectivos fundamentais da nova Associação regionalista, foi a necessidade de se implementar a grande embaixada sabugalense em Lisboa, onde as prioridades determinantes, conforme os Estatutos, seriam fomentar o desenvolvimento económico, social, cultural, defender o património monumental e histórico, patrocinar realizações de carácter cultural, artístico e recreativo, bem como a colaboração com os organismos oficiais nas iniciativas, que visam o desenvolvimento e promoção do Concelho de Sabugal, mantendo-se até aos nossos dias.
Estava, finalmente, fundada a Casa do Concelho do Sabugal, com a sua sede na Av. Almirante Reis, 256, 2.º, esquerdo, até aos dias de hoje, onde se podiam debater todas as situações em prol do Concelho, servindo, ao mesmo tempo, de apoio às forças das diferentes Aldeias, interessadas no seu progresso, reforçando ainda, os laços da nossa gente em Lisboa, ponto de encontro obrigatório, com uma farta fatia de juventude, ansiosa e entusiasmada em colaborar num projecto acabado de nascer e com uma vontade enorme, de fazer algo pelas suas terras, que na época vivia e trabalhava espalhada por toda esta região, tal como ainda hoje acontece.
Os próximos artigos serão dedicados ao trabalho da Comissão Instaladora, com algumas recordações inéditas, que tantas consumições deram naquela época, sendo referenciados mais alguns nomes, que com esta colaboraram até às eleições, focando as realizações da Casa, nos primeiros anos de vida, com destaque para as actividades de convívio, culturais e desportivas, próprias de uma associação deste tipo, bem como outros programas levados a efeito na sua sede, transbordando de gente do Sabugal e outros amigos, a cada evento.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

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