Jesué Pinharanda Gomes nasceu em 1939, no dia 16 de Julho, na freguesia raiana (e contrabandista) de Quadrazais, no concelho do Sabugal. A obra do grande pensador português une as teses do formalismo aristotélico e do idealismo platónico influenciado por José Marinho e Álvaro Ribeiro, dois mestres da filosofia portuguesa.

Pinharanda GomesAinda na infância teve que decidir entre a vida rural proposto pelo pai e a incerteza de uma árdua via de estudo e reflexão. Optou por escolher o seu próprio percurso quando, aos 11 anos, sentiu a vocação de escritor.
Inicia a sua actividade literária em 1956 no «Correio da Beira», da Guarda. Muda-se para Lisboa onde enfrentou difíceis provações. Sozinho e solitário estreia-se nas páginas do «Diário de Notícias» pela mão de Natércia Freire onde publicará artigos que posteriormente reúne em «Pensamento e Movimento».
Autodidacta, estuda na Biblioteca Nacional, as grandes correntes do pensamento filosófico grego e europeu, perscruta as teses teológicas do catolicismo aberto à redenção de todas as almas e adquire uma sólida preparação em línguas estrangeira.
No Liceu Francês, em Lisboa, frequenta cursos de latim e de grego, e passa a escrever prefácios e posfácios a par de traduções de Aristóteles, Descartes, Heidegger, José de Maistre, Platão, Porfírio e Tomás Morus.
Organiza edições, reedições e antologias de autores votados ao esquecimento, colabora em obras colectivas e tem participado em centenas de congressos e colóquios dedicados a temas religiosos e filosóficos.
É membro da Academia Luso-Brasileira de Filosofia, do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira (sócio-fundador) e da Sociedade de Língua Portuguesa.
Faz parte da Comissão de História da Causa da Canonização do Beato Nuno de Santa Maria mais conhecido por Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável. Passa, agora, muito do seu tempo na Biblioteca Nacional, numa incansável leitura de pesquisa de documentos canónicos desde o tempo de D. Duarte. O objectivo é pedir a canonização do Beato através dos documentos por si compilados no livro «A espiritualidade de Nuno de Santa Maria».
Publicou o primeiro livro, «Exercício da Morte», em 1964, porque como ainda hoje diz «A morte? O que é isso? Viver é preparar e esperar a morte!»

E é colaborador (com grande orgulho nosso) do «Capeia Arraiana» com a sua crónica semanal «Carta Dominical».
jcl