Tal como sempre acontece, o mês de Agosto ganha o encanto especial com o regresso de uma grande maioria dos arraianos às suas terras de origem, cujas, proporcionam todo o tipo de divertimentos e actividades, sejam sociais, desportivas bem como as festas tradicionais, complementadas com as Capeias, que irrompem por toda a nossa região, bem cedo, vindo a terminar próximo do final do mês, despedindo-se até ao ano seguinte, onde a espera é interminável. Como custa a passar o tempo…

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDe uma maneira geral, as Capeias decorreram dentro da normalidade esperada em toda a raia, com belíssimos Encerros, acrescidos com as esperas ao Forcão e outras tantas lides dos touros, pelos rapazes, bem acolitados pelos mais velhos, cuja experiência e saber, são sempre de ter em consideração.
Um ou outro susto também aconteceram, sem consequências de maior, como é hábito, ou não fossem as Capeias espectáculos de risco.
Será sempre, um pouco, subjectivo destacar uma ou outra Capeia, devido à dimensão das Praças nas diferentes Aldeias. Nas mais pequenas proporciona-se, eventualmente, mais marradas ao Forcão, pois os touros quase são «obrigados» a bater, não têm grande alternativa de espaço, enquanto nas praças mais espaçosas com uma arena ampla, por vezes, acontece os rapazes do Forcão serem obrigados a ir à procura do touro, quando este não está pelos ajustes, obrigando a um maior desgaste da rapaziada, mas nada que os perturbe, por aí além.
Como se costuma dizer, a Capeia da nossa terra é sempre melhor que a das outras, servindo isto para reavivar uma discussão saudável, em torno de um acontecimento que mexe com todos nós.
Em suma, nas diferentes Aldeias cumpriu-se a tradição ancestral das festas, abrilhantadas com os espectaculares Encerros, seguidos pelas Capeias a condizer, para gáudio dos que tiveram a fortuna de poder estar presentes, convivendo e bebendo muitos copos, pois então, nada que não seja, também, da ordem e obrigatório, em dias de Capeia.
Para o ano, outras mais haverá em Agosto, se bem que, pelo Ano Novo, Carnaval, Páscoa e, eventualmente, Junho, outros espectáculos semelhantes aconteçam na raia Sabugalense.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

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