O escritor Dias de Melo, hoje falecido, aos 83 anos, «ficará para a posteridade como um símbolo do homem do mar», disse à agência Lusa o escritor e seu conterrâneo Cristóvão de Aguiar.

Carlos César e Dias de Melo«É um escritor baleeiro que deu um retrato real da vida do baleeiro. Aliás, ele próprio tinha essa experiência, chegou a ser baleeiro», lembrou.
Na sua opinião, a obra literária de Dias de Melo «ficará como documento para a posteridade».
Falecido hoje de manhã no hospital de Ponta Delgada, José Dias de Melo nasceu na Calheta do Nesquim, ilha do Pico, a 8 de Abril de 1925.
Professor primário, foi colaborador assíduo da imprensa regional e nacional e um profundo conhecedor da temática baleeira e da emigração.
Iniciou a sua carreira literária na década de 1950 com o livro de poemas «Toadas do Mar e da Terra».
Da sua obra, Cristóvão de Aguiar destacou a trilogia «Pedras Negras», «Mar Rubro» e «Mar P’la Proa» e o livro de contos «Milhas contadas».
«Dias de Melo marca, sem dúvida, a literatura portuguesa de significação açoriana», obervou.
Dias de Melo foi condecorado com a Ordem do Infante e, pelas Lajes do Pico, com o título de Cidadão Honorário do concelho.
Recentemente, o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, presidiu a uma sessão pública de homenagem a Dias de Melo que incluiu o lançamento de uma nova edição da sua trilogia.
José Manuel de Aguiar