Penalobo ou Pena Lobo – A freguesia situa-se no limite do concelho do Sabugal e do distrito da Guarda paredes-meias com o município de Belmonte do distrito de Castelo Branco na «antiga» região da Beira Baixa. Está situada a cerca de 13 quilómetros do Sabugal num imponente vale rodeado de magníficos montes esverdeados. Os censos de 2001 registam 177 habitantes (87 homens e 90 mulheres) divididos entre a freguesia e as anexas de Água de Figueira, Vale de Nicolau, Bacelos e a «célebre» Retorta um presépio montado na encosta da serra com seis habitantes.

Na sequência de reportagens anteriores relacionadas com equipamentos sociais nas freguesias do concelho do Sabugal melhorados ou construídos pelos executivos das Juntas de Freguesia aproveitando os fundos da delegação de competências, verbas de capital e o apoio complementar da Câmara Municipal do Sabugal começamos por falar das recuperações dos fornos comunitários de Penalobo, da Retorta, de Águas da Figueira, de Vale de São Nicolau e da Quinta dos Bacelos.
Outra importante intervenção teve lugar na antiga escola primária de Penalobo transformada em salão de convívio, atendimento ao público e sede da Junta de Freguesia e no Polidesportivo do Centro Recreativo e Cultural de Penalobo.

Penalobo

Há vestígios de ocupação do homem da pré-história e do povo romano no limite de Penalobo cujo nome pode derivar de, nos Invernos gelados, alguns lobos descerem as encostas até à povoação à procura de comida.
A Junta de Freguesia de Penalobo ocupa a antiga escola primária transformada em sede no Largo do Enchido e é presidida por Daniel Alves, auxiliado pelo secretário José Nunes Eduardo e pelo tesoureiro Manuel Joaquim Pereira. O Centro Recreativo e Cultural de Penalobo (CRCP) representa a freguesia em termos associativos e culturais.
Penalobo pertenceu ao concelho de Sortelha até à sua extinção em 1855, ano em que foi integrada no concelho do Sabugal. O registo religioso indica São Nicolau como orago da paróquia e as festividades mais importantes estão marcadas para o último sábado de Maio (Festa de Nossa Senhora de Fátima), a Festa de Nossa Senhora da Boa Morte em Agosto em Água de Figueira e a Festa de Santo Antão, protector dos animais, que decorre durante o segundo fim-de-semana de Agosto. Antigamente os agricultores tinham por hábito levar os animais (ovelhas, cabras e vacas) a dar voltas à capela com eles porque acreditavam que, assim, o santo os protegia das doenças.
O património arquitectónico inclui a Igreja Matriz dedicada a São Nicolau e a capela de São Sebastião, a Capela dos Bacelos e a Capela da Senhora da Boa Morte em Água da Figueira. Um dos locais mais frequentados é o miradouro conhecido pelo nome de «Curto da Laje» onde se olha o vale até perder de vista.
Os fontanários são conhecidas por: Fonte de Enchô, Fonte da Rua da Fonte, Fonte do sítio da Fonte Coberta, Fonte dos Bacelos e Fonte da Retorta. Os chafarizes, com boa apresentação, denominam-se: Chafariz do Enchido, Chafariz da Capela, Chafariz do Forno, Chafariz do Cimo do Povo, e Chafariz do Largo do Toco.

Na nossa memória ficam as extraordinárias paisagens que se desfrutam enquanto avançamos pela estrada do vale. Um Sabugal diferente, muito diferente, mas igualmente muito belo. Não resistimos a transcrever a descrição que Joaquim Manuel Correia faz na sua obra «Memórias do Concelho do Sabugal»: «Desde o cabeço de São Cornélio e Águas Belas até Penalobo e Bendada o território é constituído por uma série de elevados montes e outeiros. Quem descer a encosta de Águas Belas para Pena Lobo pode disso convencer-se ao contemplar essa ininterrupta cadeia de montes, de alcantilados rochedos, logo no primeiro plano desse maravilhoso quadro que lhe oferece o horizonte, em cujo fundo se destaca a cidade da Covilhã e a vasta e elevada Serra da Estrela coroada de neves.»
jcl