Os cientistas garantem que o teste com o acelerador de partículas (LHC) que teve início na Suíça esta quarta-feira, 10 de Setembro, vai reproduzir o Big Bang da criação do Universo e gerar um buraco negro. O nível mais alto de potência será atingido a 26 de Outubro.

LHCO LHC, como é conhecido o acelerador de partículas, devido à abreviatura da designação inglesa Large Hadron Collider, tem 27 quilómetros de extensão em circunferência, está instalado em Genebra, na Suíça, e vai tentar reproduzir o que se passou logo após o Big Bang, que deu origem ao Universo.
«A realização do teste do LHC implica atingir potências que deixam ansiosos vários meios científicos. Vamos esperar para ver», é o comentário de Carlo Rubbia, cientista do Centro Europeu para Investigação Nuclear (CERN, na sigla francesa) e Prémio Nobel da Física em 1984. O mesmo parecem pensar os juízes do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que deram luz verde à experiência do CERN mesmo depois de um grupo de cientistas ter afirmado que este teste vai gerar um buraco negro capaz de absorver o planeta inteiro.
A opinião pública está dividida e alguns jornais não param de dizer que o fim do mundo pode acontecer a partir de hoje e até ao final dos testes do LHC em Genebra, na Suíça.
Guido Tonelli um investigador do Instituto Nacional de Física Nuclear italiano e dos responsáveis pelo teste do acelerador de particulas explicou que «basicamente, o objectivo do teste é tentar fazer chocar protões entre si com tal violência que os obriguem a dividir-se em particulas mais pequenas. A experiência poderá ajudar a explicar a força fundamental que une a matéria existente em todo o Universo».
Trabalham no projecto do LHC seis mil cientistas que pretendem desvendar o mistério da estrutura da matéria, que a física ainda não consegue explicar. A temperatura dos magnetos supercondutores do LHC será de aproximadamente 271 graus negativos, utilizando cerca de 10.080 toneladas de nitrogénio líquido e 60 toneladas de hélio líquido. Mas quando se der a colisão de dois protões será gerada uma quantidade de calor de cerca de 100.000 vezes a temperatura do núcleo do sol.
Já teve início a polémica experiência com o maior acelerador de partículas do Mundo que teve um custo de produção orçado em quatro biliões de euros e que muitos consideram a máquina do juízo final.
jcl

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