A constituição de uma associação das IPSS do concelho e posteriormente a criação por esta, de uma central de compras traria a todas elas uma economia de custos significativa, para além da possibilidade de criação de mais alguns postos de trabalho e deste modo contribuir para a fixação de jovens.

Joaquim RicardoUm dos factores que devem preocupar (e preocupam) todas as instituições do concelho são os relacionados com a rentabilidade dos seus serviços. Todos sabemos que estas instituições exercem a sua actividade sem fins lucrativos e havendo lucros estes devem ser investidos em melhoramentos da sua actividade. O lucro, embora seja um termo bastante duro e «feio», quando aplicado a IPSS, o certo é que estas para poderem subsistir têm, tal como qualquer outra entidade particular (comercial ou industrial), que ter fluxos financeiros (dinheiro) para poderem pagar os seus compromissos assumidos para com os seus fornecedores de produtos e serviços que diariamente são consumidos – géneros alimentícios, água, electricidade, gás, ordenados, impostos, descontos para a segurança social relativamente ao pessoal ao seu serviço, etc.
Para fazer face aos elevados custos com estes factores de produção as instituições contratam com os seus fornecedores a aquisição de bens e serviços e negociam com eles o melhor preço para, deste modo, garantirem uma gestão equilibrada tendo em conta as suas receitas que, como todos sabemos são finitas. Ora, se fizermos um exercício mental sobre todas estas operações que individualmente cada uma efectua, concluiremos que os valores são avultados e quando multiplicados pelas cerca de trinta instituições existentes no concelho os números sobem trinta vezes mais.
Pelo exposto não restam dúvidas que a constituição de uma associação das IPSS do concelho e posteriormente a criação por esta de uma central de compras traria a todas uma economia de custos significativa para além da criação de alguns postos de trabalho, contribuindo assim para a fixação de jovens no concelho. É que o poder negocial que as trinta associações juntas teriam frente aos seus fornecedores era inegavelmente alta o que se traduziria em vantagens financeiras para todas as suas associadas. A título de exemplo veja-se: Individualmente cada instituição tem ao seu serviço um(a) médico(a) e um(a) enfermeira(o) a quem paga determinada quantia – a associação podia disponibilizar os serviços destes profissionais a um custo reduzido, contratando a tempo inteiro um ou dois destes profissionais; Todas as IPSS têm contabilidade organizada pagando a um profissional individualmente – a associação poderia ter um profissional a tempo inteiro e outros funcionários administrativos, especializados na contabilidade específica destas instituições com custos também significativamente mais reduzidos; E o que dizer com a compra de produtos de higiene e limpeza – se em conjunto obtivéssemos um desconto de 10 por cento, quanto é que isso significaria individualmente para cada uma? É só fazer as contas. E, já agora, porque não a contratação de um advogado para resolver os inúmeros casos de todas as IPSS? São só exemplos, haverá ainda outras oportunidades a explorar.
Enfim, é mais uma ideia ou, quiçá, um desafio que fica aqui no IDEIAS, que como alguém já disse, não serão SOLTAS.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

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