Pelos números expostos e qualidade do serviço prestado pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), devem os naturais e residentes do concelho reflectir sobre esta realidade e os responsáveis autarcas locais muito em particular.

Joaquim RicardoO nosso concelho poderá não ombrear com as restantes regiões do País, no desenvolvimento económico e até em redes viárias (que desejaríamos?) ou até em problemas com excesso de população (que bem dispensamos?) e dos problemas que isso acarreta ou ainda dos enormes problemas causados com as filas intermináveis de automóveis (que não queremos?) que todas as manhãs se deslocam da periferia para as grandes cidades e da poluição que lhe está associada. O nosso concelho e pelo menos numa coisa é diferente: Tem para oferecer qualidade de vida, tranquilidade e bem-estar para quem precisa e a procura. E isso vale «ouro» da melhor qualidade e temos que a preservar.
No que diz respeito ao sector dos serviços, temos no nosso concelho e já o disse várias vezes nesta coluna, um segmento de actividade que mais nenhuma outra região do país possui: Equipamentos sociais de qualidade, de apoio à terceira idade, vulgo «Lares para idosos», «Centros de Dia» e «Apoio Domiciliário».
Estes equipamentos pertencentes a IPSS são cerca de três dezenas e constituem uma das áreas económicas que mais se destacam no nosso concelho se atendermos ao número de empregos que oferecem à população – cerca de meio milhar postos de trabalho directos e talvez outros tantos indirectos já que muitos outros sectores de actividade lhes fornecem serviços e produtos.
Por outro lado, o número de utentes que usufruem dos seus serviços, em todos as suas valências, ultrapassam já os 1 500 pelo que constituem um forte serviço prestado a este sector da sociedade concelhia que não pode ser esquecida. E por último e em termos financeiros, estas instituições, todas juntas, movimentam cerca de 10 milhões de euros anuais e também neste campo têm um peso significativo na actividade económica da região.
Pelos números expostos e qualidade do serviço prestado por estas instituições, devem os naturais e residentes do concelho reflectir sobre esta realidade e os responsáveis autarcas locais em particular, sobre este desenvolvimento económico e social que gente anónima deste sector e principalmente os seus directos responsáveis gratuitamente provocam sem nada auferirem financeiramente para si mas tão só para bem servir os outros e principalmente os mais desfavorecidos.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

Anúncios