Quando começo a escrever estas poucas linhas, encontramo-nos a pouco mais de um mês das ansiadas férias, vacances ou vacaciones, na nossa região, o tal «carchinho» que falta, desfrutando o merecido descanso, ou talvez não, pois quando nos deslocamos para a raia, repousa um pouco o espírito, é certo, mas o corpo não descansa por aí além, ainda se cansa mais, tais são as actividades, todas de enfiada, com as festividades e Capeias jorrando todos os dias, não se resistindo muito às atracções dos divertimentos genuínos das nossas paragens.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaNas férias, nem pensar em escrever, não há grande tempo, nem disposição para a devida concentração, afinal de contas, férias são férias…
Nesta altura do ano, com a ansiedade da abalada para a Aldeia, vamos fazer uma pequena pausa nos escritos, à semelhança do ano passado, podendo surgir, eventualmente, alguma novidade que se justifique, pois não se pense que é uma tarefa fácil, reescrever histórias da nossa Aldeia ou de outros assuntos, antes pelo contrário, exige um enorme esforço e consome inúmero tempo de que não dispomos muito, nesta altura, quando o pensamento já mora lá para os lados de cima, que todos bem sabem.
Apenas um interregno breve, retomando depois das férias com mais alguns temas e mais tempo, para repensar outros escritos, pois matéria não deixará de aparecer.
Os emigrantes amigos estão aí a chegar, tal como nós, também eles para o merecido repouso, depois de um árduo ano de trabalho, reencontrando o afecto de familiares e amigos, restabelecendo as energias e revivendo as tradições anuais, por que tanto anseiam, ao longo do ano, mais parecendo que o tempo nunca mais passa, acabando por chegar sempre o momento da partida, lá de bem longe, fazendo subir um pouco a adrenalina, tal é a pressa em iniciarem o caminho, rumo ás suas origens.
Cá os esperamos, fazendo votos para que cheguem bem e de boa saúde, reeditando as conversas, interrompidas no ano passado.
Neste mês, haverá tempo para um pouco tudo, apesar das férias passarem a correr, por demais, como se constata facilmente. Será melhor, nem sequer pensar nisso. Venham elas, que serão bem-vindas, principalmente, para os que estão mais longe, sofrendo um pouco mais, devido à distância. Nós, por aqui, temos outras facilidades, a começar pela redução desta última, bem como mais oportunidades de fins-de-semana alargados, ou outras ocasiões especiais, que justificam uma fugida à nossa origem.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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