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O aluno que em cada escola, pública ou privada, obtiver a melhor média de conclusão do ensino secundário vai receber um prémio de mérito no valor de 500 euros atribuído pelo Ministério da Educação (ME) e que terá início já no próximo ano lectivo.

Ministra da EducacaoCom a atribuição deste galardão o ME pretende «reconhecer e valorizar o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e desempenho escolares» dos melhores estudantes de cada escola pública, privada ou profissional.
Nos cursos científico-humanísticos, o prémio de mérito é atribuído ao aluno que tenha obtido relativamente a cada um dos cursos a melhor classificação arredondada até às décimas. Em caso de empate é distinguido aquele que tiver a melhor classificação na disciplina trienal da formação específica, funcionando como segundo critério a classificação na disciplina de Português.
«Serão também premiados os melhores alunos dos cursos profissionais e tecnológicos, que tenham obtido a melhor classificação final», refere o comunicado difundido pelo ministério dirigido por Maria de Lurdes Rodrigues.
Para os alunos dos cursos profissionais e tecnológicos, o prémio de mérito é atribuído ao aluno que tenha obtido a melhor classificação final, sendo o primeiro critério de desempate a classificação da prova de aptidão profissional ou tecnológica.
Os alunos vão, finalmente, ver recompensados os esforços feitos na obtenção de excelentes notas escolares. Este prémio vai, também, minimizar o grande investimento que é feito com a educação, nos livros, no material escolar ou no pagamento de escolas particulares.
aps

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Vai ser construída, até 2011, na cidade da Guarda uma «Cápsula do Tempo». O ambicioso projecto é da responsabilidade da Câmara Municipal da Guarda e do Clube Escape Livre e pretende «guardar o passado e pensar o futuro».

Capsula do TempoMas o que é uma «Cápsula do Tempo»? – Uma cápsula do tempo é uma caixa-forte com espaço suficiente para guardar diferentes objectos e, normalmente, está enterrada. As que têm localização conhecida incluem uma data para serem abertas. As outras são escondidas em segredo e podem nunca vir a ser descobertas.
Em 1970 o astrónomo e escritor de ficção científica Carlos Sagan (a sua obra «Cosmos» recebeu vários prémios) esteve envolvido num projecto para compilar um álbum com sons e imagens que exemplificassem a diversidade da vida e cultura no planeta Terra. O resultado da sua selecção foi gravado e enviado para o espaço a bordo da Voyager na esperança de vir um dia a ser descoberto por uma qualquer forma de vida extraterreste.
Em 2005 militares americanos encontraram em Honolulu, no Havai, uma cápsula do tempo enterrada em 19 de Fevereiro de 1872 pelo reio Kamehameha V. No seu interior estavam guardadas peças tão diversas como livros, fotos de famílias reais, a Constituição do reino do Havai, um calendário ou um dicionário havaiano.
Em 2006 o motor de busca Yahoo lançou um desafio aos internautas de todo o mundo que consistiu em enviar fotos, textos, pensamento, ideias, poemas, vídeos caseiros, músicas e outros materiais digitais que foram arquivados de maneira a preservar para o futuro um retrato da vida em 2006. Foram feitas versões em 20 línguas diferentes e os contributos foram recebidos até ao dia 8 de Novembro de 2006. Depois de fechada os arquivos ficaram ao cuidado da Smithsonian Institution que se responsabilizou por mantê-la fechada até ao ano de 2020.
Veja o contador descrescente em: Yahoo Capsule Time

E a cidade da Guarda vai ter uma «Cápsula do Tempo»? – A «Cápsula do Tempo» é o nome dado a um edifício que irá ser construído até 2011 na cidade da Guarda e onde serão guardados objectos do tempo presente. Só será aberta ao fim de 50 anos em 2061.
O projecto foi apresentado no dia 21 de Julho pelo presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente, e pelo presidente do Clube Escape Livre, Luís Celínio, em representação das duas entidades promotoras.
A cápsula será projectada por um arquitecto de reconhecido mérito escolhido entre Carrilho da Graça, Gonçalo Byrne, Manuel Salgado, Tomás Taveira, Siza Vieira e Souto Moura. O edifício será construído à superfície num local privilegiado da cidade (que será anunciado em Fevereiro do próximo ano) com uma área aproximada de 100 metros quadrados e deverá funcionar como atractivo turístico.

E o que significa «Guarda o Passado» e «Guarda o Futuro»? – A «Cápsula da Guarda» aposta em duas vertentes jogando com as palavras.
Uma denonima-se «Guarda o Passado» com a recolha e selecção de objectos e artefactos pelos dois promotores e entidades da região. Luís Celínio deu como exemplos «um automóvel, um televisor de plasma, um telemóvel, um DVD ou uma peça de roupa» acrescentando estar pronto para a discussão porque «poderá ser polémico escolher o que deve ser colocado dentro da cápsula e, por isso, será brevemente anunciado um endereço electrónico onde poderá ter lugar a troca de argumentos entre todos os interessados».
A outra vertente foi apelidada de «Guarda o futuro» e prevê a criação de uma fundação para a ciência, tecnologia, inovação, ambiente e cultura através de bolsas de investigação, edições científicas e conferências.
Os promotores do projecto defenderam que a «Cápsula do Tempo da Guarda» será «a âncora que permitirá impulsionar o turismo e fazer da Guarda uma cidade que, além de guardar o passado, pensa o futuro».

Para memória futura…
jcl

Nos finais da década de sessenta do século passado escrevi este pequeno conto que aqui reproduzo como uma singela homenagem aos milhares de sabugalenses que neste mês de Agosto à sua terra voltam.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»10 contos (custara a arranjá-los carago!), 10 contos para ir prá França. Correra o Povo todo e só o Jaquim, o dos Brasis, lho emprestara mas, safado! (quem o tem…) a 6%. Mas agora (era à noite já), aí estava a preparar a trouxa para abalar. A mulher lá continuava, que raio, a chorar, a lamuriar que cá também se vivia, mas não, carago, um homem também tem ambições e aquilo não era vida. (o filho que a mulher trazia na barriga havia de ter vida melhor, assim Deus o ouvisse…); uma casinha com duas divisões (mais parecia casa de pobre; e o que era até ali?…) e uma vida negra a trabalhar para este e para aquele por tuta e meia. Ná… lá em França havia de ganhar muito mais, pois não via o Zé da Fonte que voltara de carro, boas fatiotas, notas das grandes, tudo à grande e à francesa?!
Pois ele, Manel da Luz, também havia de trazer de lá um desses carrões a botar cá figura a esses senhores que agora lhe cuspiam na cara. Depois é que ele se riria (sr. Manuel para cá, sr. Manuel para lá, haviam de ver).
Mas a mulher, agoirenta, lá continuava nas suas lamúrias e ele, môcha; deixa falar, já está, já está e lá é que se ganha. Ora um homem não há-de ficar sempre na mesma, progride (que ele lá pra conversas nunca fora, mas já na escola a sra Professora dizia que era dos mais inteligentes…), e se os outros burros tinham ido porqué qu’ele não havia d’ir. Estava decidido e ia mesmo.
Que a lavoura estava de todo. Tempos maus, chuvas, geadas, faltas de adubos (e o dinheiro pra eles?). E sem dinheiro como se come?
Ná, acabara. Daqui prá frente só França. Era o sonho dele, e tinha cá uma fezada (então não lhe parecera que a Sra da Graça o tinha abençoado na festa em que ele, em conversa com o Zé da Fonte, decidira ir?) O Zé prometia-lhe arranjar lá um emprego, para começar, e depois se veria. Como ele iam muitos e todos de lá voltavam cheios.
Que ele não era pra ficar; uma casa boa, umas propriedadezitas e ninguém mais o por lá via. Cá na terra é que estava bem, ao pé da mulher, dos filhos que haviam de vir, se Deus quisesse, da terra dos seus pais que Deus guardasse.
Pronto, não se falava mais, à noite era a abalada. Que Deus e a Sra da Graça o ajudassem…

p.s. Este conto foi publicado pela primeira vez no Suplemento Juvenil «Núcleo» do Jornal Correio da Beira em 17 de Junho de 1971.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

ramiro.matos@netcabo.pt

Joaquim Tenreira Martins espera que o lançamento do seu livro – «Viagens na minha infância – lembranças romanescas» – no próximo dia 14 de Agosto, na sua terra natal – Vale de Espinho – possa ser um revelador das muitas riquezas que durante anos ficaram escondidas no subconsciente de cada um de nós. O que durante a infância se viveu numa aldeia ou em qualquer outro lugar nunca mais se esquece.

Viagens da minha infânciaMesmo que a acção narrativa do «Viagens da minha infância» se situe há mais de 50 anos, a maior parte dos temas ligados à infância estão ali. O autor aborda-os de maneira romanesca o que dá todo o encanto aos enredos. Foi por isso que este enfoque do livro apaixonou tanto o Psicólogo e Antropólogo João Fatela, a viver em Paris, e que não hesitou em prefaciá-lo, em termos bastante elogiosos.
O primeiro tema da infância que o autor aborda é o do pai. É um tema universal, mas fundamental. É ele o modelo para toda a nossa vida. É ele que forma a nossa personalidade, o nosso inconsciente como diriam os psicanalistas. O pai – o pai do autor – perpasse também toda a acção narrativa. Ele é o artesão, o alfaiate, o animador de charlas, na sua alfaiataria, onde se forma a juventude através de discussões vivas entre aprendizes e estudantes do liceu ou da universidade que, durante o Verão, nem sabiam onde passar o tempo. Ainda hoje, já homens, e bem colocados na vida, afirmam terem ali passado as férias mais maravilhosas da sua vida.
Era assim mesmo, porque o tema da maravilha e do encanto continua neste livro, através de vários contos onde aparecem os medos que tanto aterrorizam as crianças. Adultos que nós somos, já nem nos lembramos daquilo que padecemos quando éramos pequenos. Histórias de lobos e de lobisomens que vinham até ao povoado ou que andavam à espreita nos campos quando acompanhávamos os nosso pais ou os irmãos mais velhos, não deixavam sossegado o nosso espírito de crianças. Também os anjos maléficos, invisíveis e sempre prontos a fazer patifarias e a deter o poder de vida ou de morte de todas as pessoas da aldeia, eram imagens terrificantes e presentes no nosso espírito.
A descrição dos mitos da castração e da sexualidade não são esquecidos neste livro, através de contos e de episódios que certamente aconteceram com todos nós, no nosso tempo de crianças.
Que outras coisas poderiam ocupar a cabeça de um pequenote? Certamente a saúde, o receio de ficar sozinho no mundo e de perder os entes queridos. Lá aparece então a figura do médico que era fundamental na vida de uma aldeia, e que se deslocava não para as pessoas que estavam doentes, mas para as que estavam a morrer, porque, para as doenças do dia a dia, lá estavam as avós com as sua mezinhas, por vezes mais eficazes que as receitas médicas de qualquer doutor de Coimbra ou de Salamanca.
Para os maus-olhados, o ar da ribeira, a má-hora, o vento da serra ou a má-sorte, existiam as bruxas e as bentas que sabiam, mais que qualquer psiquiatra, falar às pessoas, olhar para elas no mais profundo do seu ser, ouvi-las, invocar o sobrenatural e fazer-lhes todas as rezas e benzeduras do mundo para que o poder divino pudesse passar para o doente, curando-o de todos os males corporais e espirituais.
J.V.

Pelos números expostos e qualidade do serviço prestado pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), devem os naturais e residentes do concelho reflectir sobre esta realidade e os responsáveis autarcas locais muito em particular.

Joaquim RicardoO nosso concelho poderá não ombrear com as restantes regiões do País, no desenvolvimento económico e até em redes viárias (que desejaríamos?) ou até em problemas com excesso de população (que bem dispensamos?) e dos problemas que isso acarreta ou ainda dos enormes problemas causados com as filas intermináveis de automóveis (que não queremos?) que todas as manhãs se deslocam da periferia para as grandes cidades e da poluição que lhe está associada. O nosso concelho e pelo menos numa coisa é diferente: Tem para oferecer qualidade de vida, tranquilidade e bem-estar para quem precisa e a procura. E isso vale «ouro» da melhor qualidade e temos que a preservar.
No que diz respeito ao sector dos serviços, temos no nosso concelho e já o disse várias vezes nesta coluna, um segmento de actividade que mais nenhuma outra região do país possui: Equipamentos sociais de qualidade, de apoio à terceira idade, vulgo «Lares para idosos», «Centros de Dia» e «Apoio Domiciliário».
Estes equipamentos pertencentes a IPSS são cerca de três dezenas e constituem uma das áreas económicas que mais se destacam no nosso concelho se atendermos ao número de empregos que oferecem à população – cerca de meio milhar postos de trabalho directos e talvez outros tantos indirectos já que muitos outros sectores de actividade lhes fornecem serviços e produtos.
Por outro lado, o número de utentes que usufruem dos seus serviços, em todos as suas valências, ultrapassam já os 1 500 pelo que constituem um forte serviço prestado a este sector da sociedade concelhia que não pode ser esquecida. E por último e em termos financeiros, estas instituições, todas juntas, movimentam cerca de 10 milhões de euros anuais e também neste campo têm um peso significativo na actividade económica da região.
Pelos números expostos e qualidade do serviço prestado por estas instituições, devem os naturais e residentes do concelho reflectir sobre esta realidade e os responsáveis autarcas locais em particular, sobre este desenvolvimento económico e social que gente anónima deste sector e principalmente os seus directos responsáveis gratuitamente provocam sem nada auferirem financeiramente para si mas tão só para bem servir os outros e principalmente os mais desfavorecidos.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

A rádio «Altitude FM», da Guarda, destacou na segunda-feira, 28 de Julho, a apresentação do projecto do edifício do balneário para as Termas do Cró e o recomeço das obras em Setembro próximo. A estação radiofónica entrevistou o arquitecto Manuel Abreu responsável pela maqueta-projecto que teve a preferência do executivo da Câmara Municipal do Sabugal.

Rádio Altitude (clique para ouvir a estação online)

Faixa-01:

Faixa-02:

Faixa-03:

A «Rádio Altitude» – hoje «Altitude FM» na frequência 90.9 Mhz – iniciou emissões regulares em 29 de Julho de 1949 na cidade da Guarda (embora existam referências documentais que remontam a 1947) e é a rádio local mais antiga de Portugal.

Aproveitamos para agradecer à direcção da Altitude FM a gentileza da cedência ao Capeia Arraiana dos registos áudio que agora disponibilizamos.
E… Muitos parabéns! Muitos anos de vida! Para a menina Altitude que comemorou no dia 29 de Julho, mais um ano de emissão ao serviço dos beirões do distrito da Guarda.
jcl

Por proposta da deputada Ana Manso (PSD), eleita pelo distrito da Guarda, o dia 26 de Julho foi instituído como Dia Nacional dos Avós. Foi registada sob a forma de Lei na Assembleia da República pela Resolução n.º 50 de 2003. A data escolhida celebra no calendário litúrgico católico o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.

Ana Manso na Casa do Concelho do SabugalDecorreram em muitos pontos do País, incluíndo no Sabugal, as comemorações do «Dia dos Avós» destacando e lembrando o papel decisivo que eles têm e tiveram na construção da nossa sociedade civil e, acima de tudo, na nossa formação e dos nossos pais.
O Novo Sistema de Regulação das Relações Laborais, publicado em Junho de 2008, valoriza o papel dos avós e autoriza aqueles que ainda estão no activo o direito de faltar ao trabalho para justificada assistência aos netos menores em substituição do pai ou da mãe trabalhadores.
Os avós representam no seio da família uma das mais importantes referências. Criaram os filhos que agora já são também pais e acumularam conhecimentos e saberes que desejam passar aos netos.
Nas grandes metrópoles os avós substituem os pais levando e trazendo os netos das escolas. São eles que ficam um pouco mais nos jardins enquanto esperam que os pais saiam dos seus trabalhos. São eles que, por vezes, ficam com os netos quando há um compromisso pós-jantar ou ao fim-de-semana.
Quando os avós ficaram na sua aldeia natal e os filhos emigraram tudo fazem para bem receber os netos quando eles regressam nas férias. Quantos de nós que tivemos o privilégio de conhecer e conviver com os nossos avós recordamos a sua voz suave, a sua mão carinhosa, o enlevo com que nos mostravam os animais no campo e o amor com que nos traziam uma fruta ou nos desculpavam uma travessura.
Somos uma região envelhecida com bastantes lares de idosos que os técnicos consideram de muita qualidade. A Lei ainda não prevê nem reconhece regalias ou direitos aos netos que cuidam dos avós mas devia estar previsto e devia ser incentivado com o aumento da longevidade e da esperança de vida (74 anos para os homens e 81 para as mulheres) em Portugal.
Aproveitamos para destacar o papel decisivo da deputada Ana Manso, eleita pelo círculo eleitoral da Guarda, na concretização deste projecto na Assembleia da República. Excelente iniciativa que deve ser destacada e vivida por todos nós que, ao longo da vida, somos sucessivamente netos e filhos, pais e avós.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

A Mostra de Vinhos e Sabores da Beira Interior, que se realizou na Guarda, incluiu o primeiro concurso de vinhos, no qual foram distinguidos os melhores néctares da região.

Concurso de Vinhos da Beira InteriorA Mostra decorreu no passado fim-de-semana, e o Concurso de Vinhos da Beira interior realizou-se no sábado, dia 26 de Julho, ao qual se apresentaram muitos dos vinhos produzidos na região.
O prémio para o melhor Vinho DOC da Beira Interior foi para o «Quinta dos Termos», um vinho tinto de eleição da colheita do ano 2006. O mesmo vinho recebeu ainda a Medalha de Ouro, que também foi atribuída a mais três vinhos: o «Almeida Garrett» da SABE – Sociedade Agrícola da Beira; o «Gravato», de Luís Roborelo e Castro; e o «Quinta do Cardo» (branco), da Companhia das Quintas.
A iniciativa decorreu no Hotel Turismo da Guarda, de 25 a 27 de Julho e contou com a participação de vários produtores particulares, empresas e adegas cooperativas da região.
Na cerimónia de entrega dos prémios estiveram presentes várias personalidades, como Pedro Tavares, Presidente do NERGA: João Pedro Esteves, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior; Vítor Santos, Vereador da Câmara Municipal da Guarda; Armando Reis, Director do Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda e Lurdes Saavedra, vereadora da Câmara da Guarda e presidente da Pró-raia.
plb

Celebrou-se no dia 28 de Julho o «Dia dos Avós». Este ano, a convite da Câmara Municipal de Sabugal, os palcos da comemoração foram as piscinas de Vila Boa e o recinto de Santo Antão.

Centro de Dia (Vila Boa)Às 10 horas começaram a chegar às piscinas, reservadas para o efeito, as carrinhas das várias instituições de apoio a idosos do concelho e, pouco tempo depois, já se encontravam reunidos mais de 200 «avós», acompanhados pelos representantes dos lares e centros de dia, que se mostraram encantados com as nossas instalações de lazer.
A manhã passou num ápice, mas com muita alegria e confraternização. Por volta do meio-dia e meia, os utentes das 16 instituições presentes rumaram para o terreiro de São Antão, onde foi servido o almoço confeccionado pelo Restaurante Flor da Raia.
Seguiram-se momentos de descanso e lazer e, às 15 horas, todos os participantes assistiram à missa. No final da celebração foram cantados, com muito entusiasmo e alegria, os parabéns ao pároco de Vila Boa, António Dias Domingos, por fazer, precisamente nesse dia, 51 anos de ordenação de sacerdote.
Foi com muito carinho e, para alguns de nós, com muita saudade, que se prestou a justa homenagem àqueles que, depois de uma longa caminhada de sacrifício e trabalho, são ou foram os pais dos nossos pais.
António Dinis

Originários de Baião, no distrito do Porto, os Andarilhos, grupo de música tradicional, proporcionaram ao público presente na Festa da Europa, no dia 28 de Julho, um grande espectáculo.

Joao Aristides DuarteFormados por Vasco Monterroso, Frederico Ferronha, Pedro Monteiro, Rui Santos, João Paulo Borges, Paulo Loureiro, Leandro e Inês Igreja, os andarilhos conseguem aliar a tradição a alguma modernidade e fazer uma festa. Foi o que aconteceu na Festa da Europa.
O concerto iniciou-se com uma arruada por alguns membros do grupo, pelo recinto, tocando gaitas-de-foles, caixa e bombo.
Já no palco o concerto começou com «As Sete Mulheres do Minho», um original do grande José Afonso.
Seguiram-se outros temas de música tradicional, com bonitos arranjos. Notava-se que a banda estava bem entrosada, não permitindo paragens entre os temas, como costuma acontecer com algumas bandas deste género musical.
O concerto teve ritmo e o público apreciou esse aspecto.
Alguns dos temas eram originais do grupo, mas a maioria eram tradicionais. Entre eles destacaram-se os temas «O Bravo» (tradicional dos Açores), «Entrudo», «Encandeia», «São Gonçalo de Amarante» ou o tema cantado em mirandês «Streilla da Floresta».
Andarilhos na Festa da Europa no SabugalOutro tema interessante (até pelo título) foi «Cães de Vila».
O tema «P’ra Melhor» (com o conhecido refrão «P’ra Melhor Está bem, está bem, P’ra Pior, já basta assim», popularizado, há uns anos por Sérgio Godinho e a sua companheira Sheila) teve um arranjo espectacular com sabor latino-americano, finalizando num “reggae”.
O público, embora não se aproximando do palco (muita gente ficou sentada nas esplanadas das «tasquinhas» aplaudiu, com entusiasmo a prestação dos Andarilhos. No final os comentários eram quase unânimes: foi um bom concerto!!!
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Diogo Pereira, que integra o Grupo de Forcados Amadores de Coimbra, triunfou em Vieira de Leiria.

Forcados Amadores de CoimbraO forcado Diogo Pereira, natural da Guarda, que faz parte do Grupo de Forcados Amadores de Coimbra, teve uma excelente prestação na corrida de toiros realizada no dia 20 de Julho, pelas 18 horas, na praça de toiros desmontável de Vieira de Leiria, na Marinha Grande.
Nuno Ramos refere no site «Tauromaquia: O Portal dos Aficionados» que Diogo Pereira «não poderia ter melhor debute. Esteve muito bem na cara do segundo da tarde, fechando-se primeiro à barbela e depois à córnea e, aguentando sucessivos derrotes do toiro, consuma a pega que viria a vencer o prémio em disputa».
O evento contou com a participação dos cavaleiros Luís Rouxinol, Marco José e Pedro Salvador. Os touros eram da ganadaria Veiga Teixeira e participaram os Grupos de Forcados Aposento da Moita e Amadores de Coimbra, capitaneados por Tiago Ribeiro e Luís Pires, respectivamente.
Refira-se que do Grupo de Forcados Amadores de Coimbra fazem também parte outros jovens que são naturais do Distrito da Guarda e que vão estar presentes em Aldeia da Ponte no domingo, 10 de Agosto, na tourada organizada pela Associação dos Amigos de Aldeia da Ponte
José Do Bernardo

«Qualquer sociedade que ceda um pouco de liberdade para obter um pouco de segurança, não merece uma nem a outra, e perderá as duas» (Benjamin Franklin).

António EmidioComeço a ter medo leitor(a), medo não só dos perigos reais do Mundo, mas também da mania persecutória dos senhores que governam os Estados nesta Globalização neoliberal. Já reparou na quantidade de câmaras de vídeovigilância que há por todo o lado? Essas câmaras exercem controlo social e usurpam o direito à privacidade, e todos somos potenciais suspeitos. Esta modernidade e este progresso têm duas faces, por um lado há a possibilidade de liberdade, mas por outro contém o perigo da opressão.
Não minto se disser que estamos a assistir a uma restauração do princípio da autoridade, e, se isso acontece, é lógico que haja restrição de liberdade. Os que nos governam dizem que é para nosso bem, querem-nos proteger do terrorismo e de toda a espécie de criminalidade. À custa disso acumulam cada vez mais dados sobre as nossas vidas, as nossas conversas telefónicas, as nossas ideias políticas e as nossas amizades. Longe de serem nossos opressores, ainda se arvoram em nossos protectores. Temos que lhes estar agradecidos…
Há teóricos que dizem que as democracias actuais correm o perigo de se tornarem numa nova variante de totalitarismo. A União Europeia, sem dúvida que é um conjunto de países livres, mas cada vez têm os seus cidadãos mais controlados. A razão é simples: a sua classe política e os seus partidos têm posições conservadoras em temas importantes como as questões sociais e laborais, enquanto que a maioria esmagadora dos cidadãos têm posições progressistas. Devido a isso o establishment deve controlar tudo com muito cuidado, não vão as coisas fugir-lhe das mãos.
O consumo de coisas superficiais e a vigilância do cartão de crédito que se vai esvaziando também são uma forma de controlo. Enquanto as pessoas estão absorvidas nisso não pensam noutra coisa.
Não termino esta crónica sem mencionar um caso passado com o autor destas linhas, caso esse que o inspirou para escrever este artigo. Estando a enviar um e-mail, qual não foi o seu espanto quando levou uma tremenda «fisgada» no seu computador. Os que lhe a deram nem se deram ao luxo de se ocultarem, antes pelo contrário, mostraram-se ostensivamente como que a dizer «Estás a ser vigiado». Só não lhe disseram de que sitio o estavam a vigiar, mas isso também era ingenuidade a mais.
Pensar é nocivo. É melhor ver a televisão…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Pousafoles do Bispo – Pisaflores pode ter sido, segundo o corógrafo Pinho Leal, o nome original da freguesia em virtude de ser usual os «moleiros pousarem ali os foles ou ôdres de farinha». Para outros o nome deriva da exploração a pouca distância de minas e da consequente necessidade de pousar os foles dos metais extraídos. Destacando-se na paisagem o Cabeço das Fráguas (ou das Fráugas) é um miradouro natural digno de visita. Noutros tempos foram famosos os chapéus de modelo raiano fabricados em Pousafoles que os nossos pais e avós usaram como sinal de respeito e presença. É digno de visita o «pub amarelo» de Dona Leonor.

A freguesia de Pousafoles do Bispo (acompanhada pela Sobreira, Lameiras de Cima, Lameiras de Baixo e Monte Novo) aparece no limite Noroeste do mapa do concelho do Sabugal. Há uma outra Pousafoles situada no concelho de Mirando do Corvo, no distrito de Coimbra. Registos antigos afiançam que Pousafoles (do Sabugal) era foreira do Conde de Miranda do Corvo e estava obrigada a pagar-lhe quarenta fangas* de centeio e seis galinhas.
Pousafoles do Bispo pertenceu originalmente ao concelho da Guarda mas o foral de Sortelha faz-lhe referência dentro dos seus limites até à sua extinção em 1851 tendo sido, então, integrada no concelho do Sabugal.
Nos tempos em que o chapéu fazia parte das indumentárias de trabalho e domingueira as fábricas de Pousafoles ganharam fama. Os típicos chapéus raianos fabricados na aldeia eram tidos e preferidos como os melhores à venda nas feiras e nos mercados.
Actualmente destacam-se, pelo seu realismo, as procissões da Festa do Senhor dos Passos, no sábado à noite e no domingo de Ramos com missa em homenagem a Nossa Senhora das Dores e a São João.

Pousafoles do Bispo

Na nossa viagem pelas terras do concelho do Sabugal vamos reportando os equipamentos sociais à disposição das populações construídos ou recuperados pelas Juntas de Freguesia por delegação de competências, transferência de verbas e apoio complementar da Câmara Municipal do Sabugal.
Em 1998 as transferências para a responsabilidade das freguesias registaram cerca de 80 mil contos. Actualmente o Município transfere para as 40 Juntas de Freguesia um milhão de euros de verba de capital e 500 mil euros para serviços de limpeza.
A visita à freguesia iniciou-se por Monte Novo, uma anexa que dista cerca de 500 metros de Pousafoles do Bispo.
Em terras de grandes latifundiários (as famílias Tormentas e Cavaleiros) foi recuperado mantendo o estilo próprio da região raiana um edifício para sede da Associação «Amigos de Monte Novo» que conjuntamente com a Associação Cultural Desportiva e Humanitária Pousafoles do Bispo e Associação Desportiva de Caça e Pesca de Pousafoles mantêm unidos associativamente os pousafolenses.
Foram, recentemente, colocados ao serviço do povo depois de recuperados pela Junta de Freguesia com o apoio do Município do Sabugal os fornos comunitários de Monte Novo, Sobreira, Lameiras de Cima, Lameiras de Baixo e Pousafoles.
O executivo da Junta de Freguesia de Pousafoles do Bispo é constituído por José Carlos Jarmela Tomás (presidente), Francisco Pires Costa Paula (secretário) e José Gonçalves Simão (tesoureiro).
Em Pousafoles foi recuperada a sede da Junta da Freguesia, o auditório, a biblioteca, a cozinha e o salão de festas que ficou, assim, transformado em Centro Cívico. O arranjo dos espaços exteriores incluíram o rejuvenescimento do coreto da praça.
A freguesia de Pousafoles do Bispo é agradável à vista do forasteiro registando na memória visual uma aldeia raiana muito «arrumadinha».

E porque falámos de visitas e visitantes aqui fica um conselho ao jeito de obrigação. Quando for revisitar Pousafoles entre no «pub amarelo» da Dona Leonor. Fica junto à Igreja Matriz escondido pelo imponente campanário. Composto por dois espaços ligados por uma porta interior mantém todos os armários e prateleiras que nos habituámos a ver quando eramos crianças. As balanças com os diversos tipos de pesos, as gavetas para o feijão e o grão com as respectivas medidas, as fotografias que recordam familiares, preciosidades agrícolas e históricas, enfim, um museu particular aberto ao público. «Sim! Já tive alguns problemas para conseguir manter a casa aberta. Mas vou lutar até ao fim. É uma questão sentimental em memória dos meus pais. A minha mãe tem 90 anos.», disse-nos a proprietária. Fomos testemunhas da vontade de Manuel Rito, Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, de apoiar um processo de atribuição de um licenciamento que permite manter aberta esta casa-museu como memória-viva de tempos que já não voltam. E… antes que voltem os profissionais do «politicamente hermético».
* Fanga – Medida de quatro alqueires.
jcl

Do tremoço conhecem-se várias espécies, sendo a amarela (lupinus luteus) a mais comum entre nós. A origem do seu consumo estará provavelmente no Egipto, e há quem opine que foi introduzido na Mesopotâmia na época greco-romana e a partir daí terá sido transportado pelos Fenícios para todo o Mediterrâneo.

TremocosAs características proteicas dos tremoços transformou-os num dos pilares alimentícios de todos os povos do Mediterrâneo.
Os povos antigos reconheciam aos tremoços (leguminosos da família Fabaceae tal como as ervilhas e as favas) propriedades benéficas e curativas.
Hipócrates, o pai da Medicina, recomendava o seu consumo, há quase 2500 anos, para evitar problemas digestivos e prevenir doenças hepáticas.
Um dos naturalistas mais importantes da Antiguidade, Plínio, o Velho, defendia o consumo do tremoço enquanto alimento saudável e fácil de digerir.
Mais tarde, Frederico,o Grande, rei da Prússia, conhecedor das suas propriedades mandou plantar tremoçeiros em muitas terras da Alemanha.
Não é por acaso que só encontramos à venda tremoços cozidos e demolhados em água salgada. É que se não levassem este tratamento seriam extremamente tóxicos (e amargos) devido às substâncias alcalóides que contêm e que poderiam ser nefastas para a saúde, nomeadamente para o sistema nervoso. Ou seja, o tremoço acabado de sair da planta, em grão seco, não é comestível. Este tipo de intoxicação identifica-se por náuseas, vómitos, tonturas, dores abdominais, mucosas secas, hipotensão, retenção urinária e taquicárdia.
Em cada 100 gramas de tremoço amarelo cozido encontram-se 37 gramas de proteínas, 211 mg de cálcio, 81 mg de fósforo, 7,5 mg de ferro, ácidos gordos insaturados (ómega 3 e 6), vitaminas do complexo B e E e 25 g de fibras (a dose diária recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de 30 g).
Excelentes para os ossos são uma fonte proteica e de potássio boa para além de contribuirem para um eficaz funcionamento do trânsito intestinal.
Estudos feitos na União Europeia confirmam a sua acção positiva no controlo da taxa de açúcar no sangue, na redução do apetite, na diminuição dos níveis de colesterol no sangue possuindo, ainda, propriedades emolientes, diuréticas e cicatrizantes estimulando a renovação das células e a regeneração da pele.

E, claro, os tremoços ou os «xôxos» (como são conhecidos na região raiana) acompanhados de uma mini têm outro sabor.
Ou como nos diz em comentário o Paulo Brito: «Não é Xôxos, é Tchôtchos!»

aps

O Grupo Territorial da GNR da Guarda, efectuou na semana passada 13 detenções por diversos crimes, para além de ter registado um total de 74 ocorrências criminais e ter intervindo em 27 acidentes de viação, dos quais houve a lamentar um morto e vários feridos.

GNR - Operação StopDas 13 detenções efectuadas pelos militares da GNR, oito tiveram por motivo a condução de veículos sob efeito do álcool, duas por condução sem habilitação legal, duas de estrangeiros que permanecem ilegalmente no país e uma por caça ilegal.
No período de 21 a 27 de Julho a GNR registou 74 ocorrências criminais, das quais se destacam: 13 crimes de ofensas à integridade física, 10 de furto em residências, oito de dano, oito de condução sob influencia do álcool, cinco de condução sem habilitação legal, dois de furto de veículos, um de caça ilegal e um de violência doméstica.
Destaque ainda para uma operação policial levada e efeito pelo Destacamento Territorial de Gouveia em estabelecimentos de diversão nocturna no concelho de Seia, que resultou na detenção de duas mulheres de nacionalidade brasileira, de 28 e 36 anos, às quais foi decretada a expulsão do território nacional.
Registaram-se, no mesmo período, 27 acidentes de viação, resultando 20 de colisões e sete de despistes. Dos desastres resultaram um morto, um ferido grave e seis feridos ligeiros. A velocidade excessiva, o desrespeito pela prioridade e o álcool, foram apontadas pela GNR como as principais causas desta sinistralidade rodoviária.
plb

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: Julho de 2008.

Local: Pousafoles do Bispo (Sabugal).
Legenda: O «Pub Amarelo» que a Dona Leonor mantém inalterável em memória dos pais. Uma casa-bar-comércio-museu que importa preservar.

Autoria: Capeia Arraiana.
Clique na imagem para ampliar

Há pessoas que só acreditam que existem quando lêem o seu nome impresso.

Jesué Pinharanda – Carta DominicalAcontece, porém, que existir depende de uma relação no mínimo a dois. Registamos um episódio, não por malquerer, mas por uma recta visão do valor de cada um, mesmo quando o nome desse um é badalado até à saturação pública.
Segundo o «Correio da Manhã», de 19 de Junho, na página 28, um jovem estudante, questionado sobre a forma como lhe correra a prova de Língua Portuguesa, e se escolhera o texto de Camões ou de Saramago, respondeu: «Saiu algum texto de Saramago?»
No mesmo jornal, na edição do dia anterior, na página 30, vem como que uma sentença de morte. Outro estudante, questionado sobre se escolhera o texto do «Memorial do Convento», confessou: «Tentei, mas não consegui, aquilo não é português» (sic). Para reflectir.
p.s. Durante algumas semanas suspendemos esta «Carta Dominical». Boas Férias.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

Pedro Lacerda da Associação de Voo Livre de Sintra (AVLS) alcançou, no dia 14 de Julho, um novo «record» nacional de voo em parapente entre Manteigas e Évora Monte na distância de 188 quilómetros.

ParapenteO piloto de parapente, Pedro Lacerda, voou durante cerca de cinco horas a distância de 188 quilómetros entre o Sameiro, no concelho de Manteigas e a Aldeia de Vale Pereira em Évora Monte alcançando um novo «record» nacional que necessita agora de ser homologado pela Federação Portuguesa de Voo Livre (FPVL).
Em declaração ao «DN», Pedro Lacerda esclareceu que «o voo de parapente é quase uma arte mas precisamos de encontrar uma corrente térmica que nos faça subir porque quanto mais alto subirmos mais avançamos e depois de atingir os 3400 metros de altitude por cima da Serra da Gardunha deixe-me ir e já perto do rio Tejo, em Vila Velha de Ródão, consegui alcançar outra térmica que me levou até Évora Monte».
O parapente é um derivado do pára-quedas, pesa cerca de 35 quilos e consegue atingir até 60 quilómetros por hora. O aparelho necessita de uma força de sustentação para vencer a gravidade que é produzida pela passagem do ar pela asa aproveitando as correntes de ar quente que sobem do solo.
O anterior record» da modalidade na distância de 170 quilómetros pertencia a Leonardo Lagoa desde 2007 e foi alcançado entre Castelo de Vide e Talayuela, perto de Cáceres na Estremadura espanhola).
Entretanto está a decorrer, entre 24 e 27 de Julho, um dos maiores eventos portugueses de Parapente na aldeia histórica de Linhares da Beira. O programa inclui a Competição Internacional da Serra da Estrela, uma prova a contar para o Campeonato Nacional da modalidade.
jcl

A Sociedade Filarmónica Bendadense, a única banda do concelho do Sabugal, tem previstas diversas actuações durante este Verão de 2008, avultando a animação de muitas festas religiosas da região.

Sociedade Filarmónica BendadenseNo dia 2 de Agosto, pelas 21h30, a «Banda da Bendada», como é de todos conhecida, irá realizar um no coreto da freguesia, inserido na Festa da Europa, iniciativa que decorre até ao dia 3 de Agosto.
Seguem-se outras actuações pelo Verão adentro.
– Em 3 de Agosto (domingo), na festa dos Prados, concelho de Celorico da Beira.
– Em 8 e 9 de Agosto (sexta-feira e sábado), na festa de Castelo Bom, concelho de Almeida.
– Em 10 de Agosto (domingo), na festa de Malcata, concelho do Sabugal.
– Em 12 e 13 de Agosto (terça e quarta-feira), na festa de Aldeia da Ponte, concelho do Sabugal.
– Em 16 de Agosto (sábado), na festa do Albardo, concelho da Guarda.
– Em 17 de Agosto (domingo), na festa da Moita, concelho do Sabugal.
– Em 30 e 31 de Agosto (sábado e domingo), no âmbito do passeio de convívio da Associação.
– Em 6 e 7 de Setembro (sábado e domingo), na festa da Senhora da Graça, no Sabugal.
Para resumir o historial da centenária banda filarmónica, citamos o blogue da Associação:
«A Sociedade Filarmónica Bendadense foi fundada em 1870, por António Nunes da Fonseca Faria, primeiro professor primário da Bendada. Inicialmente a Banda dava mais importância à música vocal. Só em 28 de Agosto de 1881 conseguiu o seu primeiro instrumental, convertendo-se num agrupamento exclusivamente constituído por instrumentos de sopro e de percussão. Nos finais da década de 30 e até aos anos 50, a Banda é oferecida à Legião Portuguesa, sendo a primeira a integrá-la. É a única Banda do concelho do Sabugal. Possui 32 elementos, na sua maioria muito jovens. O repertório é actual e bastante diversificado. As suas actividades abrangem as religiosas (missas e procissões), as lúdicas (concertos e intercâmbios) e as Cerimónias Oficiais (recepção de ministros, etc.). Esta Sociedade Filarmónica actuou em França, na iniciativa intitulada “Le Mois du Portugal”, em algumas localidades de Espanha e em diversos pontos do País».

Boa actuações é o que desejamos à Sociedade Filarmónica Bendadense, neste verão intenso de actividade.
plb

José Cid, com perto de 50 anos de carreira, foi o convidado para a abertura da segunda edição da Festa da Europa, no Sabugal. O seu espectáculo, agora renovado, cativou os presentes que eram em grande número.

José Cid no SabugalA Big Band que acompanha José Cid não deixou os seus créditos por mãos alheias.
Os músicos que acompanham José Cid são do melhor que existe em Portugal. Na guitarra estava Mike Sergeant, um escocês que veio para Portugal há mais de 40 anos e participou em grupos como os Objectivo, Quarteto 1111, Green Windows, etc.
Na secção de metais encontram-se membros de bandas como os The Gift ou Ala dos Namorados. O teclista, antigo membro da Banda Tribo, acompanha José Cid há mais de 25 anos. Como convidado especial participa na Big Band o cantor Zé Perdigão, um jovem cantor que lançou, recentemente, o disco «Os Fados do Rock». Acompanhado apenas por José Cid, Zé Perdigão cantou e encantou no tema «Fácil de entender», original dos The Gift.
Todos os êxitos de José Cid, desde «O dia em que o rei fez anos», «Vinte anos», «A Anita não é bonita», «Na cabana, junto à praia», «Nasci P’rá Música» ou «Ontem, hoje e amanhã» foram acompanhados, em coro, pelo público presente.
Houve ainda lugar para o tema «A lenda de El Rey D. Sebastião», original do Quarteto 1111, de que José Cid foi o líder incontestado. Este tema, como não podia deixar de ser, foi dedicado ao público com mais de 40 anos. O tema «Rock Rural», um original de José Cid, editado em 1975 (no lado B do bem conhecido «A festa do Zé», que Cid já não canta em público) foi, por sua vez dedicado aos menores de 40 anos.
José Cid terminou o concerto com o conhecidíssimo «Como o macaco gosta de banana», com uma colagem ao tema «Vinte anos».
Tendo acompanhado, há vários anos, os concertos organizados pela Câmara do Sabugal (os quais já tiveram várias denominações) posso afirmar que foi dos melhores concertos que vi e dos que teve mais público.
Valeu a pena a Câmara Municipal ter, este ano, apostado na nova localização do evento e ter começado com chave de ouro, através da presença do «velhinho» (66 anos!!!) José Cid.
João Aristides Duarte

Contava-me uma amiga entre risos, que como opositora a um qualquer concurso num município do distrito da Guarda e num teste de resposta múltipla, uma das perguntas pretendia avaliar os conhecimentos dos candidatos, sobre o ponto mais ocidental da Europa. Como nenhuma das respostas alternativas continha a resposta certa, esta minha amiga acrescentou a ilha das Flores. Teve conhecimento que mais tarde a prova foi anulada.

José Robalo – «Páginas Interiores»Dentro da mesma linha desastrada e analfabeta, uma ministra deste governo quando questionada sobre uma decisão desfavorável dum tribunal do arquipélago na apreciação de uma providência cautelar, desfavorável às pretensões do seu ministério, afirmava que a decisão não era relevante, porquanto as leis nos Açores nada tinham a ver com as de Portugal.
São estes episódios burlescos e disparatados que também me acodem ao espírito neste paraíso – a ilha das Flores – onde nos sinais informativos, somos alertados para o facto de nos encontramos no concelho mais ocidental da Europa, o concelho de Lajes das Flores e mais à frente com orgulho informam-nos que estamos na freguesia mais ocidental da Europa a freguesia da Fajã Grande, onde do mar podemos apreciar o espectáculo da natureza, com quedas de água nomeadamente o Poço do Bacalhau.
A ilha das Flores é um paraíso natural, que satisfaz os desejos dos amantes da pesca desportiva tal a variedade e quantidade de espécies nestes mares; o amigo Meireles proprietário do restaurante «O Pescador» em Ponta Delgada na ilha das Flores é o cicerone numa pescaria ao cherne e goraz, espécies que por aqui se tornam abundantes.
Ilha das FloresUm banho em alto mar não oferece qualquer perigo apesar dos tubarões, uma vez que a sua dieta é toda ela à base de peixe que é abundante por estas paragens. O dia completa-se com um cherne frito à moda das Flores, lapas com molho Afonso e cavacos acompanhados por um branco do Pico que na ocasião foi um Frei Gigante.
Apanhar um cherne num cenário que tem como pano de fundo a ilha do Corvo aumenta a nossa curiosidade de conhecer esta comunidade com cerca de 400 habitantes; uma ilha com uma estrada que dá acesso à cratera do Caldeirão e do local mais elevado contemplar o horizonte, ficamos com a sensação de estarmos mesmo no fim do mundo, se é que este existe. Acode-me então ao espírito o personagem criado por mestre Gil Vicente, o frade ambicioso que desejava ser bispo, nem que fosse das Berlengas. E que dizer do Sancho Pança, que se submeteu a todas as provações para servir um cavaleiro andante louco de nome D. Quixote, fiado na promessa de que poderia vir a ser governador de uma ilha.
Voltando ao mestre Gil Vicente – como me diverti a ler os seus autos e farsas… – não se lembra o caro e amigo leitor do desabafo da avisada Inês Pereira quando afirmava: «Mais quero asno que me leve do que cavalo que me derrube.»
Na política continuamos apegados a este mote e assim não haverá maneira da coisa descolar.

:: :: PARA LER :: ::
«O velho e o mar», de Ernest Hemingway.

:: :: PARA OUVIR :: ::
«The essential», Leonard Cohen.
«Por este rio acima», Fausto.

:: :: VIDEO PARA OUVIR E DANÇAR :: ::
«Calafão de São Miguel», clique para ouvir: aqui.

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

Aí está o mês de Agosto, mesmo à nossa frente, onde de tudo um pouco vai acontecer, com as realizações características deste mês, onde as festas de cada Aldeia são dedicadas, principalmente aos emigrantes, que lá longe anseiam pela chegada deste pequeno período de férias.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaOs Mordomos de Santo António de Aldeia da Ponte divulgaram já o seu Programa das festas, que promete uns momentos bem animados, incluídos na festa profana, complementados com a festa religiosa em honra do nosso Santo, merecendo de todos, uma enorme devoção, que já teve uma primeira, na sua data de origem, ou seja em 13 de Junho, a que também já nos reportamos na devida altura.
Como se pode observar pelo Programa, vamos ter uns dias bem cheios, onde a variedade de realizações está bem contemplada.
Para além das outras programações desde o início do mês, contemplando essencialmente a juventude com as actividades desportivas e outras, já divulgadas, que se esperam sejam do agrado de todos os que antecipam a sua vinda para a nossa Aldeia.
Os destaques vão, inteirinhos, para os dias fortes das festas, como não podia deixar de ser, culminado no dia 15 com a tradicional Capeia, antecedida do Encerro a cavalo na Praça de Touros, encerrando-se deste modo os festejos em honra de Santo António-2008.
Também as outras Aldeias vão divulgando os seus aliciantes programas, como é bem habitual na raia sabugalense, esperando pela visita dos que não perdem estas oportunidades.
Com a chegada das férias, queria deixar uma palavra de agradecimento, para si, caro amigo leitor, que fez o obséquio de me «acompanhar» neste último ano, lendo os meus artigos, dedicados especialmente à minha Aldeia, incluindo outros, dedicados à nossa região, que se justificaram pela sua oportunidade. Tentámos, o melhor que pudemos e soubemos, promover a nossa Aldeia, bem como a grande região sabugalense, da qual fazemos parte.
Bem-haja pelo seu tempo e pela paciência dispendidos na leitura. Espero que tenha sido do seu agrado, apesar de algumas eventuais falhas, que estão sempre à espreita, não me livrando de acontecer.
Vamos interromper a escrita durante este período. Em Setembro tentaremos recomeçar com outros escritos, reportando mais algumas histórias.
Faça o favor de ter umas boas e reconfortantes férias.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

O jornal «A União» de Angra do Heroísmo na Ilha Terceira, nos Açores, publicou esta semana uma notícia com «pormaiores interessantes» sobre os preparativos para a Feira de São João do próximo ano. O organizador pretende introduzir o forcão raiano no programa taurino das festas.

Tourada com cordaA Terceira é a única ilha do arquipélago açoriano onde existem criações de gado bravo o que facilita a realização de dois tipos de touradas: as típicas à portuguesa numa praça ou redondel e as de cordas. Nas touradas de cordas o touro é lançado a correr pelas ruas preso a uma corda de 80 metros de comprimento que é segura na outra extremidade por seis homens que usam normalmente camisolas de linho e correm descalços ou de sapatilhas.
Mas parece que a tradição já não é o que era. O jornal angrense «A União» antecipa na edição desta semana os preparativos e o programa das Festas de São João em 2009 que estão a ser orientadas pelo açoriano José Couto.
Com a devia vénia transcrevemos algumas passagens do artigo que confirma José Couto no comando da Feira de São João 2009:
«O reconhecimento do mérito do trabalho desenvolvido pela equipa de José Couto foi fundamental para a escolha do timoneiro da Feira de São João de 2009. Pela sexta vez, José Couto vai estar encarregue de definir a filosofia, o figurino e os moldes da Festa dos Toiros nas Sanjoaninas do ano que vem. Como em equipa que ganha não se mexe, José Couto mantém unido o grupo responsável pela Feira de São João 2008, uma feira fantástica, sobretudo pela grandeza dos carteis, pela qualidade dos toureiros contratados, pelo nível de apresentação, bravura e nobreza da maioria dos exemplares dos curros saídos à arena da Praça de Toiros Ilha Terceira.
Com José Couto na liderança dos destinos da Feira de São João 2009, podem os aficionados e amantes da Festa ter a certeza de que a tauromaquia será valorizada, até na sequência do balanço feito nas páginas de A União, uma semana após o fecho das festividades. Por outro lado, nessa entrevista, José Couto propõe mudanças e alternativas para a Feira e para toda a outra vertente taurina das Sanjoaninas.
Nada está sequer esboçado, nem convém que esteja, mas um pormenor que pode vir a fazer a diferença no espectáculo da gloriosa e tradicional Espera de Gado do dia de São João, 24 de Junho, será a hipotética introdução do Forcão, engenho de raízes culturais utilizado na lide dos toiros na capeia raiana. O Forcão, de madeira, é manobrado por cerca de 30 homens. Proporciona momentos de autêntico deleite a quem vê a exibição da força e destreza dos executantes, significando para quem o manobra verdadeira prova de aficcion aos toiros.»

Sabugal e Angra do Heroismo – Tão longe e tão perto!
jcl

O concelho do Sabugal possui pontos de interesse considerados inesquecíveis pelos jornalistas da revista «Visão»

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Recentemente, a revista «Visão» publicou um Guia subordinado ao tema «Portugal Inesquecível», onde o nosso Concelho possui um conjunto significativo de referências, que mostram como, apesar de tudo, existe o reconhecimento da valia e da capacidade de atracção de visitantes.
Assim, são referenciados:
1. Percursos
Sabugal – Passeio pelo Centro Histórico e Barragem do Sabugal.
Malcata – Reserva Natural da Malcata.
Sortelha – Visitar Centro Histórico no Castelo.
Vilar Maior – Castelo.
2. Terra a Terra
São feitas pequenas apresentações de Alfaiates, Sabugal e Sortelha, sendo esta salientada como «Terra a não perder», juntamente com Caramulo e Monsanto.
3. A Fazer
Visita à Casa do Castelo (parabéns Talinha)
4. Dormidas
Casa da Lagariça e Casa da Calçada em Sortelha
5. Restaurantes
«Robalo» no Sabugal e «D. Sancho» em Sortelha.

Esta uma boa e importante achega para dar a conhecer a nossa Terra.
E porque, se surpresa houvesse, ela se relacionaria com a inclusão de Alfaiates neste Guia, permito-me transcrever o que sobre esta aldeia é dito:
«O momento de glória de Alfaiates remonta a 1327, ano em que a Infanta Maria, filha de D. Afonso IV, foi desposada por El-Rei D. Afonso XI de Castela, na Igreja de SA. Sebastião, celebrando três décadas de paz entre os reinos, no seguimento de Tratado de Alcanizes. Houve um largo período de florescimento, mas com o passar dos séculos Alfaiates viria a perder a sua importância estratégica. Começando pelas ruínas do castelo, são diversos os vestígios de uma história que se confunde com a formação do reino. Esta é hoje uma terra que preserva os seus costumes e tradições, rainha dos quais é a capeia arraiana (uma corrida de touros característica da raia, na qual o touro é enfrentado por 20 ou 30 homens solteiros, que sustêm as suas investidas com um enorme forcão)».
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

ramiro.matos@netcabo.pt

Quintas de São Bartolomeu – A freguesia está situada a cerca de quatro quilómetros a noroeste do Sabugal. Saindo do Sabugal pela estrada nacional que leva à Guarda, a seguir à ponte dos Sargaçais vira-se no cruzamento à direita no sentido Cerdeira. A principal festividade está marcada para o dia 24 de Agosto em honra de São Bartolomeu, elevado pela Igreja à condição de padroeiro dos padeiros, alfaiates, sapateiros e mercadores de Florença.

Joaquim Manuel Correia no seu livro «Terras de Ribacôa – Memórias Sobre o Concelho do Sabugal» faz a descrição da freguesia em 1905:
«É uma pitoresca aldeia formada de cinco Quintas ou pequenas povoações: Quinta do Santo, Barrocal, Curral, Redonda e do Meio. A Quinta do Santo é a principal e situada no ponto mais elevado. É esta freguesia abundante em águas potáveis e para irrigação, banhada como é por um ribeiro que fertiliza as suas mimosas hortas e lameiros. Tem muitas árvores frutíferas, especialmente castanheiros. Passa a pequena distância a estrada que partindo da estrada distrital, perto da ponte dos Sargaçais, se dirigia à estação da Cerdeira. Perto da povoação passa a caudalosa ribeira dos Sargaçais, que a pequena distância se une ao rio Côa. Nas margens dessa Ribeira, que nasce perto da Paã, há belíssimas veigas e lameiros. Junta-se-lhe o ribeiro das Quintas sobre o qual há uma ponte, a poucos metros da freguesia. A Igreja Paroquial é decente e de boas dimensões e tem altares regularmente ornados. No altar-mor vê-se São Bartolomeu, orago da freguesia. A Feira de São Bartolomeu que se realiza no dia deste santo é sempre muito concorrida pela gente do Sabugal. Em 1765 tinha 101 fogos e em 1889 tinha 150.»

Em Fevereiro de 2007 o Paulo Leitão Batista fez uma reportagem nas Quintas de São Bartolomeu sobre as obras adjudicadas pela Câmara Municipal do Sabugal e incluídas no programa de dotação da rede de saneamento básico em todas as localidades do concelho. Na ocasião o presidente da Junta de Freguesia, Joaquim Corte, deu conta da sua satisfação pela intervenção justificando a duração da mesma: «A dispersão do casario e a rede de ruas e caminhos que conduzem às habitações situadas fora do núcleo urbano, levaram a que os trabalhos fossem mais lentos.»
Aqui recordamos uma passagem da referida reportagem: «As Quintas de São Bartolomeu são formadas por três núcleos populacionais: a Quinta do Santo, a Redonda e o Barrocal. As casas esparrinham-se nas encostas de um pequeno vale, entremeadas com campos de cultivo pejados de arvoredo. Fora do núcleo urbano de antigamente construíram-se casas novas, por onde se chegava por caminhos esconsos, que com o decurso do tempo a Junta de Freguesia foi empedrando. As Quintas têm um dos maiores perímetros urbanos do concelho do Sabugal, e uma rede de passagens a servir as casas, que formam uma teia descomunal. Cada habitação ficou com o saneamento e a rede de água instalada à porta, e o empedrado, tendo sido levantado, foi de novo reposto, o que demorou o seu tempo.»

Quintas de São Bartolomeu

Mais recentemente visitámos novamente as Quintas de São Bartolomeu avaliando as intervenções em equipamentos sociais ao serviço da população. Há melhoramentos visíveis por intervenção da executivo da Junta por delegação de competências, transferência de verbas e apoio complementar do Município.
A sede da Junta de Freguesia está instalada num renovado edifício com salão polivalente no rés-do-chão que pode ser utilizado como auditório. Conservando as memórias do passado foi recuperado um forno comunitário mantendo a sua traça exterior em cantaria granítica típica da região.
A Associação das Quintas de São Bartolomeu foi igualmente «beneficiada» com um polidesportivo.
Do outro lado da estrada o recinto das festas com palco, instalações sanitárias de apoio e um amplo recinto para bailaricos está funcional e bem situado.

As ruas interiores estão muito bem cuidadas e com excelente piso. A arquitectura e os estores fechados da maioria das casas construídas há menos de 30 anos confirma a qualidade de emigrantes dos seus proprietários. É uma típica freguesia raiana, renovada e rejuvenescida nos seus equipamentos sociais, onde também só vão faltando as pessoas.
jcl

Convívio em França com mais de 40 emigrantes da zona do Sabugal no Bar-Restaurante «Le Chalet» em Houilles (78) no domingo, 13 de Julho de 2008. A tarde foi preenchida com um Torneio de Sueca com 19 equipas.

GALERIA DE IMAGENS – 13-7-2008
Fotos Sabrina Natário – Clique nas imagens para ampliar

O concelho do Sabugal está incluído nas iniciativas previstas no programa «Ciência Viva 2008», ocorrendo diversas iniciativas durante este Verão, as quais são de participação gratuita.

Ciência VivaA Associação Transcudânia, em colaboração com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) garantem a inclusão do Sabugal no mapa das iniciativas agendadas. Trata-se de uma participação pelo segundo ano consecutivo, assim se proporcionando o contacto com a Natureza.
Dentro do tema Biologia, estão previstas iniciativas de observação de plantas e animais no seu habitat natural, com a participação de guias que orientarão os passeios e explicarão o que se pode observar.
Outra vertente é no tema Geologia, a novidade da edição deste ano do programa no concelho do Sabugal. Aqui os interessados poderão descobrir os segredos da terra, observando as rochas no seu ambiente natural.
As diferentes sessões estão programadas para os meses de Julho, Agosto e Setembro e a participação é gratuita, oferecendo a organização o respectivo transporte.
No tema Biologia estão previstas várias acções:
«À descoberta da biodiversidade da Serra da Malcata»: 25 e 30 de Julho; 1, 3, 5, 9, 10, 14, 17, 20, 23, 30 e 31 de Agosto; 4, 7, 10 e 14 de Setembro. Saídas às 9 ou 13 horas do Centro de Interpretação Ambiental da Senhora da Graça, junto à barragem.
«Conhecer as árvores do Sabugal»: dia 13 de Setembro. Saída às 9 horas, frente à Câmara Municipal.
No tema Geologia haverá sessões sobre a «Geologia e Geomorfologia da Serra das Mesas», nos dias 19, 26 de Julho, 2, 6, 13, 16, 22, 30 de Agosto; 10 e 13 de Setembro. Os encontros são às 9 e 13 horas no Centro de Interpretação Ambiental da Senhora da Graça.
O jovem Carlos Alexandre, da Associação Transcudânia, é o organizador e o guia das iniciativas que terão lugar no Sabugal.
plb

Um homem de 30 anos, natural de Vale de Espinho, foi há dias detido por uma patrulha da Guarda Nacional Republicana (GNR) na cidade do Sabugal, conduzindo um carro furtado. O detido tinha já antecedentes criminais e é suspeito de outros furtos de automóveis.

Major Cunha Rasteiro (Comandante do Grupo Territorial da GNR da Guarda)Durante a noite uma patrulha da GNR local deparou-se com uma viatura, cujo condutor mostrou um comportamento suspeito, pelo que lhe foi dada ordem para parar. Porém o suspeito colocou-se em fuga ao volante da viatura, sendo de imediato perseguido pela patrulha, que seguia numa viatura da GNR.
Os agentes de autoridade conseguiram capturar o fugitivo numa rua do centro da cidade, tendo-se o mesmo justificou dizendo que esquecera a carta de condução. Porém depressa se concluiu que conduzia uma viatura furtada horas antes em Panóias, freguesia do concelho da Guarda.
A GNR verificou também que o mesmo indivíduo já fora detido há duas semanas em Celorico da Beira pela prática do mesmo crime. Os dados recolhidos permitiram também considerá-lo suspeito de outros furtos de automóveis, nomeadamente de duas carrinhas recentemente furtadas à Santa Casa da Misericórdia do Sabugal.
O detido foi presente e interrogado no tribunal, tendo ficado em liberdade, sujeito porém à medida de coação de termo de identidade e residência, enquanto aguarda o decurso das investigações.
Capeia Arraiana esteve à fala com o Major Cunha Rasteiro, comandante do Grupo Territorial da GNR da Guarda, que para além de confirmar a detenção, informou que ultimamente se tinham verificado vários casos de furto de automóveis no concelho do Sabugal e em concelhos limítrofes, situações a que se espera ter posto cobro com esta detenção.
plb

Face à escalada do custo dos combustíveis e à modernização da linha de caminhos-de-ferro da Beira Alta, esta via, bem poderá ser uma hipótese a considerar, devolvendo à Cerdeira o privilégio de ser a nossa Estação.

Joaquim RicardoO nosso concelho tem um défice enorme em vias de comunicação que o ligue aos grandes centros urbanos nacionais mais desenvolvidos, como é o caso da Cova da Beira e da Covilhã em particular, mas também ao eixo Norte-Sul, ligando-nos ao litoral português e aos centros urbanos mais afastados e desenvolvidos. A ligação à Europa, rica e potenciadora do escoamento de produtos e mesmo de investimentos para a região seria também outra necessidade minimizada pela criação daquelas vias de comunicação.
A estação de caminho-de-ferro que oficialmente serve o concelho localiza-se já fora do seu perímetro e a cerca de 30 quilómetros – no Barracão, já próximo da Guarda. Ora, a linha de caminho-de-ferro roça, ainda que timidamente, território do concelho, na bonita aldeia de Cerdeira do Côa, que dista da cidade sede do concelho, cerca de 20 quilómetros e, portanto, seria natural que ali fosse construída a estação de caminho-de-ferro para o concelho, complementada com a construção de uma boa ligação por estrada desta aldeia à sede. Julgo até que, face à escalada do custo dos combustíveis e à modernização da linha de caminhos-de-ferro da Beira Alta, cuja electrificação está completa e se projectam outros importantes melhoramentos, bem poderá ser uma hipótese a considerar devolvendo à Cerdeira o privilégio de ser a nossa estação dos caminhos-de-ferro e apostar daí nos melhoramentos por estrada até à sede do concelho. É que enquanto do petróleo dependemos a 100% em termos de energia eléctrica a produção nacional embora deficitária, caminha a passos largos para uma auto-suficiência significativa mesmo só contando com a produção hídrica ou eólica e esquecendo o recurso à produção de energia nuclear, mais poluente e perigosa mas que nunca poderá ser posta definitivamente de lado, em minha opinião.
Estação da CerdeiraNão temos comunicações por mar, pois este fica longe e o rio Côa, nesta parte do seu percurso também não é navegável, por enquanto? E desta forma teremos que por de lado e definitivamente a via marítima. Restam-nos as comunicações por terra – Caminhos-de-Ferro/Rodovias ou somente rodovias.
As estradas nacionais são as únicas vias que servem todo o concelho. Nem um Itinerário Principal (IP), passa por perto do nosso imenso território – cerca de 827 quilómetros quadrados, mesmo com todos os defeitos que lhe atribuem pela grande quantidade de acidentes mortais ocorridos naquelas vias. A ligação à A23 – Auto-Estrada que liga Torres Novas à A25, que liga Aveiro a Vilar Formoso e que está a ser levada a cabo pela autarquia, numa extensão de aproximadamente 19 quilómetros, poderá dar algum impulso à região pois o concelho ficará mais perto desta importante via de comunicação. Não obstante é discutível o traçado escolhido e o tipo de construção – tipo Itinerário Complementar (IC) pois a circulação não será tão rápida quanto o seria num Itinerário Principal (IP) ou mesmo por Auto-Estrada (AE). Enfim, poder-se-ia ir mais longe se o investimento necessário fosse disponibilizado pelo Governo Central o que não acontece, infelizmente.
Pelo exposto e não obstante sendo certo que as vias de comunicação não são tudo para que uma região se desenvolva, são de todos conhecidos bons exemplos de desenvolvimento de cidades do interior do nosso país, como é o caso da cidade de Viseu, com a construção do IP5 (agora transformado na A25), da Covilhã e toda a região da Cova da Beira, com a construção da A23 e que ilustram bem as vantagens de estar junto a vias de comunicação rápidas. Afinal quem já não se lembra do tempo em que era necessário para uma deslocação por estrada a Lisboa ou ao Porto – cerca de 5 horas e de comboio? Era um dia inteiro. Neste momento e para quem sai do Sabugal e apesar de não termos ligações rápidas aos principais itinerários nacionais (A23 e A25), chegam duas horas e meia e mesmo de comboio três horas na versão «comboio inter-cidades».
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

O tempo quente que se tem feito sentir na região fez com que a GNR esteja especialmente atenta na vigilância das florestas. Mesmo assim, foram registados na passada semana 16 crimes de incêndio florestal.

GNRNo distrito da Guarda houve já um conjunto de deflagrações florestais, suspeitando-se que em alguns casos houve origem criminosa. Esse facto levou o Grupo Territorial da GNR da Guarda a registar vários processos criminais, tendo em vista a sua participação ao Ministério Público. Na última semana, de 14 a 20 de Julho, a GNR registou 16 situações onde havia suspeitas de fogo posto.
No referente ao concelho do Sabugal, segundo dados da GNR, houve desde o início deste ano 70 ignições, das quais quatro foram consideradas como tendo mão criminosa, o que levou à respectiva participação criminal.
No total da semana em apreço a GNR registou 70 ocorrências criminais, das quais se destacam, para além dos crimes de incêndio florestal, seis crimes de dano, cinco de furto de veiculo, quatro de ofensas à integridade física, quatro de furto em veiculo, três de ameaças, três de violência doméstica, três de condução sob influência do álcool, dois de condução sem habilitação legal, dois de difamação e injúrias, dois de furto em estabelecimento comercial, dois de furto em residência, dois de detenção de armas de fogo, um de incêndio em casa de habitação, um de emissão de cheque sem provisão, um de desobediência,
No mesmo período efectuaram-se sete detenções, sendo três por condução sob influência do álcool, duas por condução de veículo sem habilitação legal, uma por furto de veículo e uma por desobediência (cidadão com carta apreendida apanhado a conduzir).
Registaram-se ainda 19 acidentes de viação, dois quais 15 por colisões e quatro por despistes. Dos mesmos resultaram dois feridos graves e oito feridos leves.
A GNR envolveu-se ainda em actividade pró-activa, efectuando três acções de sensibilização. Uma em estabelecimento escolar, onde estiveram presentes 31 alunos, e duas dedicadas à população adulta, sobre incêndios florestais, onde estiveram presentes cerca de uma centena de populares.
plb

Faleceu durante esta madrugada, 22 de Julho, Adelino Dias, sócio n.º 1 da Casa do Concelho do Sabugal. Adelino Augusto Brito Dias presidiu a várias direcções da «Casa» e ostentava orgulhosamente a sua condição de sócio-fundador e sócio-honorário da embaixada do Sabugal em Lisboa.

Adelino Brito DiasFaleceu Adelino Augusto Brito Dias. Nasceu a 12 de Julho de 1929 na freguesia do Sabugal, de onde saiu para se instalar em Almada nos arredores de Lisboa. Foi emigrante em França entre 1965 até 1968 e voltou definitivamente para Almada onde viveu até ao final da sua vida.
Sabugalense emérito, foi um dos que esteve presente na manhã do dia 13 de Fevereiro de 1975 no 3.º Cartório Notarial de Lisboa a assinar a escritura de constituição da Casa do Concelho do Sabugal.
Participou activamente na vida da «Casa» e foi Presidente da Direcção em vários mandatos. Era actualmente o sócio n.º 1, sócio-fundador e sócio honorário da embaixada do Sabugal em Lisboa. Mais recentemente fez parte, igualmente, da Direcção da Casa das Beiras em Lisboa.
Defensor e vigilante intransigente dos interesses da associação durante as suas presidências deixa o seu nome ligado a 33 anos de vida da «Casa».
As comemorações recentes de mais um aniversário da «Casa» foram a sua última participação num acto oficial da associação que muito lhe deve.
O corpo vai estar em câmara ardente na Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Igreja Nova da Cova da Piedade), em Almada.
A saída do cortejo fúnebre para o cemitério de Vale Flores no Feijó está marcado para as 15 horas de amanhã, quarta-feira, 23 de Julho de 2008.

O Capeia Arraiana endereça os sentidos pêsames ao filho Adelino Dias e restante família neste momento difícil.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal celebrou um protocolo de colaboração com a AFTEBI no sentido de possibilitar novas ofertas formativas aos sabugalenses. O acordo firmado entre as duas entidades permite obter um Diploma de Especialização Tecnológica de Nível IV de Qualificação Profissional.

CMS e AFTEBIFoi celebrado um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal do Sabugal e a AFTEBI (Associação para a Formação Tecnológica e Profissional da Beira Interior) para possibilitar a Formação Pós-Secundária no concelho do Sabugal.
Podem frequentar as ofertas formativas que permitem obter uma certificação escolar do nível IV (pós-secundária) os alunos que tenham no mínimo o 10.º e o 11.º anos completos e a frequência do 12.º ano.
A obtenção de um Diploma de Especialização Tecnológica (Nível IV de Qualificação Profissional), integrar um vasta bolsa de emprego com boas perspectivas de empregabilidade nas empresas da região como quadros técnicos intermédios, apoios financeiros, acesso a infra-estruturas locais de qualidade e a possibilidade de ingresso no Ensino Superior com condições especiais são algumas das vantagens apontadas pelos técnicos que promovem estas ofertas formativas.
«O insucesso escolar aliado ao abandono dos estudos antes do final do ensino obrigatório e a reprovações sucessivas dão lugar a grandes desníveis entre a idade e o nível escolar» foram as principais conclusões da realização de um Diagnóstico Social da Rede Social sobre os problemas da população escolar no concelho do Sabugal.
O trabalho realizado permitiu verificar que, no concelho do Sabugal, no ensino secundário as taxas de insucesso escolar nos alunos têm rondado os 17 por cento anuais. As excepções, com valores mais elevados, são os anos lectivos 2001/02 (com 25 por cento), 2004/05 (29,8 por cento) e 2006/07 (29,5 por cento). O estudo destaca ainda que 35,2 por cento dos alunos que frequentaram o 12.º ano no ano lectivo 2006/07 não obtiveram aproveitamento.

Para mais informações pode ser consultada a página: www.aftebi.com
ou contactar por correio electrónico os colaboradores responsáveis: Jaime Vieira (esabugal@gmail.com), Ana Morgado (anamorgado@cm-sabugal.pt), Daniel Simão (apoio-municipe@cm-sabugal.pt) e Cristina Reis (creis@aftebi.pt).
jcl

«O Homem é o que come e o que bebe». Ludwig Feurbach (filósofo).
Estimado leitor, o senhor Ludwig Feurbach é muito natural que tivesse sofrido de anemia espiritual, mas já não acredito que você sofra da mesma doença, portanto tomei a liberdade de lhe recomendar que leve para férias três livros de escritores do nosso Concelho.

António EmidioO primeiro que recomendo é para os jovens e é da autoria do Aristides Duarte «Memórias do Rock Português». Aqui, jovem, ficas a saber como naqueles tempos difíceis dos anos sessenta e princípios de setenta, altura do Estado Novo, outros jovens como tu formaram bandas e conseguiram que o Rock passasse a fazer parte da música que então se passou a ouvir em Portugal, não foi fácil, acredita. O Aristides soube fazer um historial bem feito de tudo o que se passou. Lê, se puderes.
O segundo livro que recomendo é «Celestina» de Joaquim Manuel Correia, que há bem pouco tempo na cidade do Sabugal se comemoraram os cento e cinquenta anos do seu nascimento. Óptimo livro, pelo estilo da escrita e conteúdo nada fica a dever a qualquer obra de Camilo. Fala de um período histórico semelhante que se passou em Portugal e Espanha, lutas liberais e lutas Carlistas. Embora sendo um romance passado no nosso concelho, nele também se reflectiram essas lutas. Alguém disse que é preciso conhecer o passado para compreender o presente e preparar o futuro. Então numa altura como agora, em que o futuro do Concelho é componente de todo o discurso político, é de toda a conveniência que se leia este livro.
O terceiro que recomendo é um livro de poesia de Amélia Rei, intitula-se «Frias Madrugadas». Se o leitor tiver como ideal o bom, o belo e o verdadeiro, leia este livro. A autora é uma mulher que cultiva o valor da alma, por isso me atrevo a dizer que ela conhece a dimensão mais bela e elevada da existência.
Leitor(a), quando o livro era o elemento central e principal da cultura, as pessoas tinham mais ideais que hoje. Boas férias e boas leituras.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O executivo da Câmara Municipal do Sabugal já escolheu a proposta arquitectónica para a construção do edifício do balneário das Termas do Cró. O complexo termal está situado entre as freguesias da Rapoula do Côa e do Seixo do Côa, a cerca de 15 quilómetros da sede do concelho.

Balneário das Termas do Cró

Balneário das Termas do Cró

As imagens que apresentamos são retiradas da maqueta definitiva do projecto-proposta de construção do balneário das Termas do Cró.
As linhas arrojadas e vanguardistas surpreendem os sentidos e fazem lembrar uma «base científica» dos filmes do espaço. E, já agora, que a sua entrada em funcionamento nos transporte saudavelmente de regresso ao futuro do desenvolvimento e do progresso com as malas do nosso passado.
O projecto é da autoria de arquitecto Manuel Abreu e a execução da obra está adjudicada à empresa Somague.
A reactivação do complexo termal do Cró é, reconhecidamente, há décadas, uma obra emblemática para o concelho em todas as propostas políticas. Desejamos que a concretização física desta maqueta seja a alavanca decisiva para inverter a desertificação das nossas terras.
jcl

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: Julho de 2008.

Local: Cerdeira (Sabugal).

Legenda: Reflexo da Ponte sobre o Rio Noémi com a estação de caminho-de-ferro da Cerdeira em plano de fundo

Autoria: Capeia Arraiana.
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JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

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