As eleições estão à porta. E o que importa? Importa sim, senhor. Importa que nos preocupemos com o desenvolvimento da nossa cidade, vila e freguesias. Importa que lutemos contra a maldita desertificação que muito nos preocupa e assusta.

José Manuel Campos - «Nascente do Côa»Sendo o Município do Sabugal um todo e um dos maiores do País, importa olhar pelas suas quarenta freguesias e cerca de cem anexas. Aqueles que dizem que não se deve investir nas aldeias e anexas não deverão merecer o voto do cidadão comum. O que seria do nosso concelho sem um desenvolvimento sério e responsável das nossas freguesias e anexas? Pretendemos que o futuro nos traga o progresso e o desenvolvimento que sinceramente merecemos. O que seria da nossa cidade e da nossa vila se as aldeias e as anexas deixassem de progredir? O que seria da nossa cidade se a Viúva Monteiro não despejasse todos os dias tanta gente na central de camionagem que, por sua vez, se espalham pelas mais diversas ruas? O que seria da cidade sem as largas centenas de estudantes das aldeias? E os mercados e repartições públicas?
Conheço muito bem a realidade do nosso concelho e atrevo-me a firmar que o progresso e o desenvolvimento têm sido uma realidade que todos poderemos constatar. Cego é aquele que vê e não quer ver. Apontar erros e deficiências é, na verdade, muito fácil. Nos últimos dois mandatos autárquicos verificaram-se obras de vulto no nosso concelho. Verificou-se progresso e desenvolvimento nas freguesias e, mais concretamente, na cidade e na vila. Mas não se fez tudo. Mas onde está o faz tudo? E se tudo estivesse feito o que fariam os vindouros? Poderia enumerar as muitas obras que foram levadas a efeito (e outras que estão a decorrer) mas não o vou fazer até porque seria fastidioso. E nada caiu do Céu. Foi necessária competência, coragem, acção e determinação. As obras estão aí. São obras do presente e de um passado recente. Não foram feitas todas quando as necessárias e ambicionadas pelo cidadão comum mas deram-se passos gigantescos no sentido do progresso e do desenvolvimento.
É necessário e conveniente continuar a investir mais e melhor na maioria das freguesias e anexas para que o progresso seja feito de uma forma justa e harmoniosa. Agora que o essencial está feito vamos começando a alindar. Uns jardinzitos, uns passeios, plantação de árvores, boa iluminação, caixas multibanco, cabines de telefone público, parques de merendas já se vão vendo em muitas freguesias. A próxima fase terá que ter a ver, forçosamente, com o emprego. Não deveremos sonhar com grandes unidades empresariais mas poderemos sonhar com pequenas empresas familiares. Poderemos sonhar com queijarias, enchidos, cogumelos, mel, castanhas, gado, floresta, exploração de pedra, parques eólicos, turismo, gastronomia, caça, pesca e muitas outras actividades.
Os presidentes de Junta fomos eleitos, democraticamente, e exigimos ser parte activa do poder local. Não admitimos que nos ignorem nas Assembleias Municipais como alguém se preparava para fazer. Os Presidente de Junta não deverão ser apenas os criados do povo. Não pretendemos apenas passar atestados e afixar editais. Queremos mais competências e mais dinheiro. É que os Presidentes de Junta com pouco fazem muito. Temos o nosso peso e saberemos usá-lo quando e onde for necessário. Quem ousará candidatar-se a pensar que as Freguesias são para ignorar ou esquecer? Venham para cá e verão. Nós, Presidentes de Junta, estamos atentos e, na hora certa, saberemos dizer presente.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios)

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