A edição de hoje, 9 de Junho, do Diário de Notícias, revela que muitos empresários espanhóis estão a voltar-se para os parques empresariais da raia portuguesa, dando como exemplos o que se passa no Alto Minho, em Barrancos, Figueira de castelo Rodrigo e Sabugal.

Centro de Negócios TransfronteiriçoSegundo aquele jornal diário, a falta de interesse dos empresários portugueses em fazer investimentos nas zonas de fronteira está a ser compensada pela aposta dos espanhóis. Tal facto conduz a que grande parte dos parques industriais e áreas de negócios criados por autarquias raianas comecem a ser ocupados por empresas sedeadas do outro lado da fronteira.
Um dos exemplos citados é o do Centro de Negócios Transfronteiriços do Soito, no concelho do Sabugal. A infra-estrutura, que adaptou para área de fixação empresarial uma antiga fábrica de refrigerantes, desactivada em 1994, pretende atrair empresas portuguesas e espanholas, aproveitando a localização junto à fronteira e as boas acessibilidades existentes. O jornal refere mesmo que o presidente Manuel Rito tem divulgado o projecto anunciando como vantagens competitivas a diminuição das rendas de instalação, associada à criação de postos de trabalho.
Para além do caso do Sabugal citam-se outros exemplos reveladores desta estratégia de captação de investimento espanhol através da cedência de terrenos e espaço em infra-estruturas a preços quase simbólicos, menor carga fiscal, mão-de-obra mais barata e os bons acessos rodoviários à fronteira. Isso passa-se em vários municípios do Alto Minho, onde os empresários espanhóis, empurrados pela excessiva concentração industrial na Galiza, são atraídos pelas condições vantajosas oferecidas pelas autarquias portuguesas.
A sul é Barrancos que dá cartas. A câmara local já tem três empresários espanhóis interessados em instalar-se no segundo parque industrial do concelho, que está ainda em construção. Com o investimento esperado poderão criar-se mais de uma centena de postos de trabalho naquele concelho alentejano, que tem apenas dois mil habitantes.
Espanha está também no horizonte de Figueira de Castelo Rodrigo, cuja Câmara está a criar um ninho de empresas para atrair profissionais liberais dos dois lados da fronteira.
plb