Uma empresa de confecções fechou há dias em Pinhel, enviando cerca de seis dezenas de operárias para o desemprego. A firma abrira há apenas 10 meses nas instalações da antiga fábrica de calçado da Rohde.

Antiga Fábrica Rodhe em Pinhel (foto «Nova Guarda»)A empresa «Ana e Raquel» alegou dificuldades financeiras, como justificativo para o fecho em tão pouco tempo após a abertura, nas instalações da antiga fábrica de calçado Rohde, uma multinacional que se fixara em Pinhel e que decidiu encerrar as suas instalações de Pinhel no ano 2006.
A empresa agora também encerrada instalou-se no ano passado em Pinhel beneficiando de uma cedência, a título gratuito, de parte das instalações que agora pertencem ao empresário pinhelense António Baraças. As trabalhadoras despedidas estão revoltadas e dizem-se enganadas, atribuindo culpas à Câmara Municipal de Pinhel, que não terá apoiado a empresa após o prejuízo causado por um incêndio que destruiu as instalações e equipamentos, um mês após a abertura. O Município defende-se alegando que a empresa nunca apresentou as garantia que a autarquia lhe solicitou para prestar a solicitada ajuda financeira.
O empresário António Baraças, declarou à comunicação social que ficou surpreendido e desiludido com este desfecho, pois tinha obtido a garantia da empresa de que se manteria na cidade durante, pelo menos, oito anos.
As trabalhadoras inscreveram-se agora no Centro de Emprego de Pinhel, com vista a reactivarem o subsídio de desemprego que tinham suspendido quando foram contratadas para a «Ana e Raquel», uma vez que quando a firma abriu estavam ainda na situação de desemprego devido ao fecho da Rohde.
plb

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