É urgente que a zona urbana da cidade do Sabugal seja alargada para sul e compreenda naturalmente a freguesia de Aldeia de Santo António e até mesmo a freguesia de Quintas de São Bartolomeu.

Joaquim Ricardo («Ideias Soltas»)Continuando a viagem pelas aldeias do concelho do Sabugal, cabe hoje analisar a freguesia que partilha com a sede do concelho uma fronteira comum e um limite natural como é o rio Côa – Aldeia de Santo António, ou a «Freguesia», como carinhosamente é ainda conhecida pelos vizinhos sabugalenses.
As actuais duas freguesias não se limitam somente a partilhar «o risco» no mapa dos limites legais das duas freguesias. Essa partilha é também de espaço que pertence ao território da «Freguesia», como são os casos do Santuário de Nossa Senhora da Graça, cuja administração e veneração é feita pela população dos vizinhos, sabugalenses; Do grande lago e reservatório de água – a Barragem da Senhora da Graça, que abastece o regadio da Cova da Beira e as populações situadas nas cidades vizinhas, através da empresa «Águas do Zêzere e Côa»; O rio Côa com vegetação verdejante dos dois lados das suas margens e por último e em termos políticos partilham também o eleitorado residente na «Freguesia», nos bairros da Ponte, Poldras, S. Pedro, etc., cujos votos são distribuídos para ambas as autarquias locais – freguesias de Sabugal e Aldeia de Santo António. Aliás para quem percorre a estrada nacional nos sentidos Guarda-Sabugal ou Castelo Branco-Sabugal, depara em território ainda pertencente à «Freguesia» com a indicação de que está entrando na cidade do Sabugal.
Pelo exposto, são muitos os pontos comuns e partilhados «amigável e silenciosamente» por ambas as populações residentes nos dois lados do rio. Entretanto, a Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António «marcou» bem o seu território, ao construir no caminho de Nossa Senhora da Graça, instalações que abrem portas para as eleições locais e nacionais e onde se realizam, no seu amplo salão, grandes convívios frequentados tanto pelos habitantes de um, como do outro lado do rio – fronteira natural destas populações.
A cidade do Sabugal, tem dentro das suas fronteiras um território e um número de população irrisório, face à realidade nacional, que a torna, quiçá, a mais pequena, tanto em território como em número de habitantes. Por outro lado a cidade tem necessidade de se expandir e naturalmente o sentido dessa expansão é para o lado da «Freguesia», pois é neste território onde já existem pontos claros e naturais de partilha: O curso de água existente – o rio Côa, que carece de ser explorado com zonas de lazer e espaços verdes nos dois lados das suas margens, para promover a qualidade de vida e bem – estar da população local; A Barragem de Nossa Senhora da Graça, lugar que merece um equipamento turístico, que sirva de apoio às actividades de pesca, motonáutica, campismo e caravanismo, etc. Em termos políticos – a partilha de votos e em termos religiosos – a partilha do Santuário de Nossa Senhora da Graça.
Por tudo quanto ficou exposto resulta que é urgente que a zona urbana da cidade do Sabugal seja alargada e compreenda naturalmente a freguesia de Aldeia de Santo António e até mesmo a freguesia de Quintas de São Bartolomeu. Assim se criariam condições para desenvolver projectos mais abrangentes e de outro tamanho; Evitar-se-ia algum atrito injustificado que ainda persista entre as duas populações e naturalmente e dentro do espaço urbano sabugalense caibam todas as infraestruturas que criem desenvolvimento à cidade como, por exemplo, as novas zonas industriais, que se estão a projectar no lugar do alto do Espinhal, com a abertura da via que irá ligar à A23.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

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