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Para muitos beirões o nome da Cerdeira confunde-se com a estação dos comboios da CP. Mas há mais vida para além da linha de caminho-de-ferro (agora electrificada) que se associou ao rio Noémi para dividir a freguesia ao meio. Guiados por Joaquim Matos, presidente da Junta, fomos conhecer melhor esta freguesia que convive com vários concelhos.

Junta de Freguesia da CerdeiraA Cerdeira foi ponto de partida e chegada para muitos sabugalenses. Como o Sud-Express apenas parava na Guarda e em Vilar Formoso foi pouco utilizada pelos emigrantes franceses mas… era ponto de passagem obrigatório para os que andavam na «tropa» ou viviam em Lisboa ou noutros pontos do País. Também o autor destas linhas, nos tempos da Força Aérea, aguardou muitos domingos à noite pela locomotiva a diesel que, anunciando a sua chegada, soava e… suava cansada, lá para os lados da Miuzela. Outros tempos! Agora a linha está electrificada e o rio Noémi corre poluído, sem peixes, por baixo da ponte…
Tinhamos à nossa espera Joaquim Manuel Costa Matos, presidente da Junta de Freguesia da Cerdeira, com quem tinhamos combinado uma visita às «suas» terras. O autarca de 35 anos cumpre o seu primeiro mandato como responsável máximo pela Junta.
«Fiz parte da Assembleia de Freguesia durante dois mandatos porque considerei importante conhecer primeiro os diferentes órgãos autárquicos antes de me candidatar a presidente», assume para início de conversa recordando que «logo no início do meu mandato reuni com a Refer para continuar a discussão de um projecto e ainda tentaram insinuar algumas alterações mas rapidamente perceberam que eu estava dentro do assunto e a reunião recomeçou noutro tom».
A visita começou na Redondinha, uma anexa da Cerdeira que se confunde com o Peroficós, também anexa, mas do Seixo do Côa.
«Tenho 77 anos e criei 7 filhos. Estão quase todos no estrangeiro», diz-nos António Albino, um dos 10 residentes permanentes desta genuína aldeia rural beirã em miniatura com 14 eleitores que parece ter parado no tempo. Um campanário sem igreja vigia o casario em pedra pintado no céu raiano onde apenas destoa o alcatrão decorado com tampas de esgoto. Cenário perfeito para uma aldeia totalmente dedicada ao turismo rural. «Vista de cima a Redondinha é redonda», diz-nos, Joaquim Matos, como quem desvenda um segredo. «Temos um dos maiores limites do concelho do Sabugal e somos vizinhos dos concelhos da Guarda (Monte Margarida), Almeida (Miuzela) e no final da Ribeira das Cabras batemos com o concelho de Pinhel», acrescenta.
E além dos acessos ferroviários há os rodoviários…
«A estrada municipal do Sabugal está cinco estrelas mas aqui perto na entrada de Monte Margarida quando começa o concelho da Guarda fica péssima», acusa o autarca sabugalense enquando nos encaminhamos a pé pelo trilho que dá acesso a duas sepulturas antropomórficas referenciadas com tabuletas.
A gare da estação da CP regista 749 metros de altitude, a capela da Senhora do Monte cerca de 900 metros e a serra da Estrela espreita, gelada e firme, por detrás das matas…
«Também temos invernos rigorosos. Este ano fomos a freguesia do concelho do Sabugal onde mais contadores da água rebentaram. Fiquei estupefacto quando ouvi, há dias, um ministro dizer que ter aquecimento central é um luxo. Uma afirmação dessas só mostra que esse senhor nunca deve ter saído de Lisboa. Ou pelo menos nunca veio à Beira Alta», diz-nos indignado.
Fomos até ao limite da freguesia e do concelho já à vista da placa que indicava «Concelho de Almeida». Joaquim Matos levou-nos por um caminho de terra batida até um amontoado de rochas e explicou-nos que «há uns anos foram retirados desta pedreira privada (agora desactivada) chamada de Seixinhos Brancos vários camiões TIR de uma rocha rara de cor rosácea que foi levada para ser trabalhada em ourivesaria na Alemanha».
– E há mais vida para além da estação dos comboios?
– Nunca percebi porque chamam áquela espécie de apeadeiro alcunhado de «Barracão» a estação do Sabugal. Seria mais lógico considerar a estação da Cerdeira como a verdadeira estação do Sabugal… A Cerdeira tem um colégio privado gerido por religiosas que tem obtido excelentes classificações no ranking nacional. Devemos ainda falar do jardim de infância e do lar de idosos, da farmácia, do posto de Correios, da empresa de caracóis, da oficina de electricidade-auto e da estação de serviço de combustíveis que está agora em obras para ampliar a área de restauração…
Sentia-se o orgulho pela sua terra na voz do presidente da Junta da Cerdeira enquando desciamos em direcção ao rio Noémi e ao largo das Eiras. Mas nem tudo «corre» bem…
– Tivemos o apoio dos serviços camarários para limpeza do Rio Noémi porque sozinhos não tinhamos capacidade. Infelizmente há mais de 10 anos que não tem peixes porque as margens do rio estão poluídas. Estamos fartos de denunciar a situação à Câmara da Guarda. Temos provas que o problema está na Etar. A água que corre tem espuma e cheira a esgotos. Ninguém quer resolver o problema. Aproveito para adaptar um poema de Augusto Gil.
Passa constante, constantemente,
Mas de certeza que não chama por mim
Será petróleo, será água
Água não é certamente
e petróleo não cheira assim.
Fui ver! É merda meus senhores!

E assim corre um rio que merece um olhar mais demorado pela beleza do enquadramento a partir do parque de merendas que fica junto da «Barraca» da associação local onde estivemos um pouco à conversa que o sol estava quente. Com ar imponente estacionou por perto o todo-o-terreno que transporta o novo equipamento de combate a incêndios florestais.
– O nosso grande projecto até Agosto é a recuperação do Largo das Eiras, uma obra que só foi possível com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal. Outro dos projectos em que vamos ter a colaboração da autarquia é a transferência do posto dos Correios para uma casa em pedra recuperada em frente ao Colégio. Deixou de fazer sentido mantê-lo numa rua sem saída junto à estação da CP. E assim vamos criar um posto de trabalho e juntar o atendimento dos Correios com o da Junta de Freguesia no piso térreo e um posto de turismo do concelho e um espaço multimédia no primeiro piso. Vamos trabalhar no sentido de o manter aberto todos os dias.
Subimos até à Senhora do Monte. Bafejados por um dia limpo e sem neblina admirámos uma paisagem única até perder de vista. Um passeio turístico pela zona da «Trupe TT» deixou plantadas 10 árvores no recinto em redor da capela. Ali perto, em Santo Amaro, vive sozinho um parisiense. Andava a passear pela zona, apaixonou-se pelo local, e lá vive como um verdadeiro eremita. «Que se saiba não tem família no concelho», esclareceu Joaquim Matos.
«Temos água e electricidade na Senhora do Monte e estamos a apenas 11 quilómetros da auto-estrada. Temos condições para ser uma das porta de entrada de um roteiro turístico para o concelho do Sabugal», concluiu o jovem autarca, dinâmico nas palavras e nas acções.
jcl

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A rede Europeia de Turismo de Aldeia Rural é uma solução emergente no Alentejo onde aderiram 14 aldeias e há mais 36 interessadas. Aldeias-hotel, circuitos caminheiros e marcas com identidade regional estão na moda.

GenuinelandNasceu no Alentejo, integrado na Rede Europeia de Turismo de Aldeia, um projecto financiado pelo programa comunitário Interreg III C sob a forma de associação sem fins lucrativos gerida por privados.
A associação integra 41 empresas e sete organismos públicos e pretende evitar a desertificação promovendo turísticamente espaços rurais com fortes tradições culturais, históricas, etnográficas e patrimoniais.
O estudo elaborado pela Universidade de Aveiro privilegiou o desenvolvimento sustentável, a biodiversidade e a qualidade natural das regiões rurais.
Em declarações ao semanário Expresso a responsável pela associação, Apolónia Rodrigues, salientou a evolução do projecto quando este adoptou a gestão privada nas 14 aldeias alentejanas. A aldeia de São Gregório funciona como hotel e o aumento da taxa de ocupação tem sido significativo.
No Alentejo foram criados percursos pedestres aproveitando temas concretos das aldeias.
A marca Genuineland – rede europeia de aldeias turísticas – conta já com 50 povoações em sítios tão distantes como a Lapónia, a Toscânia ou o Alentejo. Denominador comum: uma forte identidade cultural.
Esta aposta tem trazido investimento à região até porque há a intenção de adesão à rede de mais 36 aldeias alentejanas.
As regiões transfronteiriças portuguesas e espanholas onde se inclui o Sabugal têm vindo a queixar-se da desertificação e da interioridade. Com razão. As tentativas para encontrar soluções vão-se multiplicando. Desistir não faz parte do nosso estado de alma e este exemplo da rede europeia de aldeias para promoção do intercâmbio turístico é um assunto que deve merecer mais atenção. Alguns pormenores. Os circuitos caminheiros são marcando para serem utilizados posteriormente em grupo ou individualmente. Aqui fica a sugestão para que a iniciativa das caminhadas mensais promovidas pela autarquia sabugalense passe a incluir a colocação de marcos e a criação do mapa turísticos dos trilhos concelhios tipo «dos contrabandistas, das fontes, etc.»
Aldeias-hotel com casas rurais recuperadas estão na moda!
E tal como já referiu o nosso opinador Ramiro Matos há aldeias raianas como Vale das Éguas, Ruivós, um Cró «adaptado» ou mesmo a Redondinha que se enquadram perfeitamente nestes perfis.
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Veja a página oficial da Genuineland aqui.
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«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

A judoca sabugalense Carla Vaz garantiu a presença em Novembro na fase final do Campeonato Nacional de Judo. A atleta alcançou a pontuação necessária em Barcelos no torneio organizado pela Associação de Judo do distrito de Braga e pelo Clube de Judo da Cidade do Galo.

Carla VazMais uma vez, em simultâneo com a realização das tradicionais festas de Barcelos, a Associação de Judo do Distrito de Braga em colaboração com o Clube de Judo da Cidade do Galo, realizaram o habitual torneio de judo para o escalão sénior. Carla Vaz, do Sporting Clube do Sabugal, na categoria de -57kg, participou pela primeira vez, neste que será o seu último ano no escalão de júnior.
A prova não correu de feição para a atleta raiana, perdendo o combate decisivo com a judoca de Coimbra Joana Cesário, atleta já com muita experiência nos circuitos internacionais. No entanto a vitória sobre a judoca da Trofa Raquel Portela, permitiu-lhe alcançar o 2.º lugar e arrecadar pontuação suficiente para a sua entrada no Ranking Nacional de 2008 e garantir desde já a sua presença na fase final do Campeonato Nacional de Novembro. Pode assim apresentar-se mais tranquila em Outubro na prova que apura os judocas da Zona Norte, pois para além disso ainda haverá algumas provas abertas onde os judocas de todo o País poderão pontuar para garantir presença na prova final.
Este primeiro fim de semana de Maio deu início a um mês cheio de provas por todo o país realizando-se já no próximo dia 11 o Torneio Nacional de Sub-23, em Lisboa, e no dia 17, na Guarda, os escalões de Juvenis (13/14 anos) irão marcar presença para tentarem o apuramento para a sua respectiva prova nacional de 1 de Junho.
djmc

Fomos até à Cerdeira do Côa, onde conversámos com Amândio Assis, proprietário de uma empresa de sucesso no concelho do Sabugal, a «Caracol Real», que produz petiscos prontos a comer, a começar pelo caracol e a caracoleta, que fornece todo o território nacional e exporta para diversos países da Europa.

Amândio AssisA qualidade do produto confeccionado na sua casa é a grande preocupação do empresário Amândio Assis, um alentejano de Évora que há 30 anos escolheu viver no Sabugal, onde instalou um negócio que progressivamente se foi afirmando.
Embora alentejano de nascimento, foi criado em Lisboa e esteve alguns anos em África. O seu primeiro contacto com o Sabugal deu-se quando ainda era muito jovem e integrava um grupo musical que foi actuar à Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa. «Na altura estava muito longe de imaginar que um dia viria para o Sabugal», confessa Amândio Assis. A verdade é que por diversas circunstâncias acabaria mesmo por vir para ao concelho do Sabugal, onde constituiu família e iniciou um negócio pioneiro: a confecção e venda de caracol pronto a comer.
«Estabeleci um pequeno café. Como sou do Sul passei a servir doses de caracol, um petisco que na altura tinha pouca aceitação nestas terras. A verdade é que os meus caracóis tiveram sucesso e passei mesmo a fornecer caracol pronto a comer a outros bares». O negócio foi-se expandido e em poucos anos Amândio Assis «conquistou» o Centro e o Norte do País. Foi mesmo pioneiro no negócio da produção e venda de caracol pronto a comer, obtendo o primeiro licenciamento nacional para esse efeito. Hoje fornece cerca de 30 hipermercados e vende a empresas de distribuição que exportam o seu produto para a Suíça, França, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos.
Sendo o caracol um petisco de Verão, que se consome de Maio a Setembro, passou a produzir também outros petiscos, assim ficando menos refém da sazonalidade do negócio. Além do caracol pronto a comer, confecciona caracoleta recheada, feijoada de caracol (uma iguaria muito apreciada), moelas, e outros petiscos. «Tudo tem o seu segredo, seja nos condimentos ou na forma de cozinhar, mas o que garanto é que apenas confeccionamos petiscos recorrendo a receitas próprias, com base em produtos naturais e sem recurso a quaisquer conservantes», garante o empresário.
A empresa «Caracol Real», fixada na Cerdeira do Côa, chega a empregar 15 pessoas no período de Verão, quando o negócio do caracol está no auge. Mas tratando-se de um trabalho sazonal, no período de Inverno tem apenas quatro efectivos, que tratam da confecção e venda de outros petiscos. As instalações da empresa e as viaturas de transporte do produto estão certificados, assim como o produto confeccionado, que é sujeito a análises periódicas. Porém face à exiguidade das instalações e à expansão do negócio, estão já em construção novas instalações, também na Cerdeira do Côa.
Quanto a ajudas por parte das entidades oficiais, Amândio Assis confessa-se algo desiludido: «Tirando a Câmara do Sabugal, que nos tem dado algum apoio, nada recebemos por parte de outras entidades. Os organismos oficiais vocacionados para apoiar a economia deviam acompanhar melhor as pequenas e médias empresas. Era bom que viessem ao terreno para verificarem quem é que merece receber apoios, em vez de se ficarem apenas pelos gabinetes. Neste sistema safa-se quem tem tempo e dinheiro para dar conta das burocracias, mas não aqueles que se dedicam de alma e coração à sua actividade. No meu caso, posso afirmar que se recebesse alguns apoios a minha empresa tinha hoje um forte potencial».
Mas o empresário tem projectos para o futuro: «A nossa caracoleta recheada é melhor do que a francesa, que é líder no mercado. Nós temos a matéria-prima e o conhecimento, bastava-nos algum apoio para dominarmos o mercado europeu. O meu grande objectivo é aproveitar as novas instalações, onde terei melhores condições, para produzir a caracoleta recheada em maior quantidade e mantendo a sua qualidade. Tenho a certeza que assim conseguirei exportar mais esse produto, porque a nossa caracoleta é melhor confeccionada e mais saborosa e é muito superior à produzida pelos franceses».
Sobre a terra que o acolheu, a Cerdeira do Côa, vê com desalento o seu progressivo abatimento. «Não fora o Colégio Regional, e esta terra estava completamente deprimida. Nunca me cansarei de apoiar essa grande instituição. A Cerdeira tem condições para ser uma terra de progresso, tem uma estação do caminho-de-ferro numa linha internacional, tem ligação rápida à auto-estrada, podia estar noutra situação, mas ao contrário disso está a degradar-se».
No final deste mês, e à semelhança do ano anterior, o Caracol Real vai marcar presença na Feira Agro-alimentar do Alto-Côa, que se realiza na vila do Soito. «Vamos oferecer, e também vender, o nosso produto aos visitantes da feira», disse Amândio Assis que acredita num futuro promissor para o seu negócio, que progressivamente se vai afirmando no contexto nacional e internacional, assim prestigiando também o concelho do Sabugal.
plb

No Instituto Politécnico da Guarda vão realizar-se amanhã, dia 6 de Maio de 2008, as II Jornadas de Desporto e Turismo, organizadas pelo Centro de Treino e Animação Desportiva do IPG e pela Escola Superior de Turismo e Telecomunicações.

Instituto Politécnico da GuardaPromover a formação de alunos/profissionais do turismo e do desporto; sensibilizar a comunidade em geral para as potencialidades de Portugal, em geral, e da Região da Serra da Estrela, em particular, no âmbito do turismo desportivo e valorizar e dar a conhecer instituições públicas e privadas com boas práticas na área do turismo desportivo são os principais objectivos desta iniciativa, que decorrerá no Auditório dos Serviços Centrais do IPG.
A pertinência da valorização do binómio Desporto/Turismo, o turismo desportivo como factor de diferenciação a nível local, turismo desportivo acessível em Portugal e boas práticas em turismo desportivo são alguns dos temas a desenvolver nestas jornadas, que se iniciam pelas 10 horas no auditório
plb

Uma delegação da Casa do Concelho do Sabugal deslocou-se no dia 24 de Abril à Procuradoria-Geral da República para convidar o Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro, a estar presente na XXX Capeia Arraiana que se realiza na Praça de Toiros do Campo Pequeno.

Fernando Pinto Monteiro recebe delegação da Casa do Concelho do SabugalO Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro, é uma personalidade com fortes ligações ao Sabugal e sobejamente conhecida dos sabugalenses. A Direcção da Casa do Concelho do Sabugal entendeu solicitar-lhe uma audiência que foi marcada na sua apertada agenda para a tarde da véspera do feriado do 25 de Abril.
A comitiva liderada pelo presidente da Direcção, José Eduardo Lucas, foi recebida no Palácio dos Duques de Palmela pela secretária pessoal e pela assessora de Imprensa e encaminhada ao longo das escadarias que levam aos pisos superiores até à denominada «Sala dos Passarinhos», um espaço onde as janelas envidraçadas intercalam com pinturas da vida rural «vigiadas» por pássaros.
O Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro, recebeu a representação da «Casa» no seu gabinete de trabalho e, com muita cordialidade, conversou durante mais de uma hora sobre variados assuntos de actualidade regional e nacional.
José Eduardo Lucas aproveitou a ocasião para entregar a Fernando Pinto Monteiro uma placa que assina a sua recente visita à «Casa» a propósito de um jantar-convívio de finalistas da UAL que tinham sido seus alunos e… para o convidar, pessoalmente, a estar presente como convidado de honra na XXX Capeia Arraiana que se realiza na Praça de Toiros do Campo Pequeno.
Já na presença do Vice-Procurador-Geral, Mário Gomes Dias, do Secretário da Procuradoria, Carlos José de Sousa Mendes e dos restantes elementos do seu Gabinete, Pinto Monteiro agradeceu o convite garantindo que iria fazer todos os possíveis para assistir à capeia mas a sua agenda não lhe permitia ainda confirmar a sua presença.
O encontro decorreu em ambiente descontraído e terminou com uma visita às bem conservadas instalações do palácio da Procuradoria guiados pela simpatia da secretária pessoal de Fernando Pinto Monteiro. Destacamos a imponência das escadarias, a beleza e a sonoridade da sala dos procuradores e os paradisíacos jardins do palácio da Procuradoria que parecem insonorizados e nos fazem esquecer que estamos numa das zonas mais centrais e mais movimentadas da cidade de Lisboa.
O edifício onde está instalada a Procuradoria-Geral da República é, também, conhecido como Palácio Palmela. Cercado por uma muralha fica situado junto à antiga Fábrica das Sedas com a forma de um triângulo, definido a partir do chafariz do Rato, pela Rua do Salitre e Rua da Escola Politécnica.
Ficamos, pois, a aguardar a confirmação da presença do convidado de honra, Fernando Pinto Monteiro, na XXX Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal.
jcl

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Largo do Municipio – Imagem da Semana (5-5-2008)Data: 26 de Abril de 2008.

Local: Praça da República, Sabugal.

Legenda: Perspectiva da Torre do Relógio e da fonte.

Autoria: José Joaquim Marques

Clique na imagem para ampliar

A linha aérea de 60 Kv de ligação ao parque eólico do Sabugal da responsabilidade da empresa Tecneira está a provocar «alta tensão» em alguns proprietários de terrenos na Serra da Malcata. Em causa estão eventuais ilegalidades no contrato de implantação da torre n.º 28.

Torre N.º 28Junto a Quadrazais, na zona da Machoca, destacam-se na paisagem algumas das sapatas que irão suportar as torres da linha de média (alta!?) tensão de transporte da energia eléctrica produzida pelas torres eólicas em construção nos limites do Soito e dos Fóios.
Este tipo de linhas necessita de uma marcação praticamente em linha recta o que provoca e obriga a cuidados redobrados na sua execução.
O empresário apícola António Moura, gestor da TerraMel com colheitas de mel e pólen em 500 colmeias em regime de transumância, acompanhou-nos na visita que fizemos à zona onde está prevista a passagem da linha da Tecneira. Num alinhamento rectilíneo a olho nu na estrada de Quadrazais salta à vista a proximidade ao perímetro urbano da aldeia.
«Estamos em terrenos da Rede Natura 2000 e da Reserva Natural da Serra da Malcata mas esta linha tem um parecer positivo de impacto ambiental do ICN. A Câmara Municipal do Sabugal tem repetidamente publicado em pareceres que as linhas aéreas de energia eléctrica devem ser afastadas o mais possível dos perímetros urbanos. O presidente da Junta de Freguesia de Quadrazais pretende igualmente que seja evitado o perímetro urbano mas a tentativa de construção da linha continua», vai esclarecendo António Moura enquanto avançamos no todo-o-terreno pelo caminho rural que leva à propriedade da sua mãe.
A herança do avô materno foi partilhada por três irmãos. A sua mãe e dois tios passaram a ser proprietários de uma razoável área de carvalhos negrais e um imenso lameiro pintado de verde e regado por cristalina água corrente. À beleza da paisagem alia-se um calmo silêncio decorado com os sons das aves e do vento que passa.
Mas a passagem da linha de transporte de energia da Tecneira está a provocar «alta tensão» na família de António Moura…
«O terreno está registado nas Finanças, indivisível e em nome de duas pessoas mas o meu tio sem conhecimento da minha mãe fez um contrato com a Tecneira, recebeu uma verba e ausentou-se do País, possivelmente para França. O problema é que a minha mãe não assinou nada e agora anda por aqui o senhor Paulo a fazer marcações no nosso terreno para implantação da torre n.º 28. Contactei a Tecneira e garantiram-me que têm um contrato assinado para utilização do terreno. Agora quero que me mostrem onde está a assinatura da minha mãe», concluiu António Moura garantindo que não vai desistir facilmente.
A linha de transporte de energia eléctrica segue dentro de momentos…
jcl

O Centro Cívico Nascente do Côa e a Junta de Freguesia de Foios informam (com algum orgulho e alegria) que iniciaram os procedimentos para que os escritores da região transcudana, a que se podem juntar também os escritores das províncias espanholas de Castilla-Leon e Extremadura, vejam facilitada a edição das obras que produzirem.

Reunião de trabalho no Centro Civico dos FóiosEfectivamente, tendo sido contactados pelo editor de «O Progresso da Foz», com sede no Porto e livrarias em Bruxelas, no sentido de nos propor um acordo de colaboração no ramo editorial, entendemos ser esta uma proposta a não perder. A concretizar-se, será mais uma possibilidade de dinamização e enriquecimento cultural da região e uma ajuda aos que sentem na pele a dificuldade de entrarem numa editora reconhecida e verem os seus trabalhos devidamente publicitados e valorizados. Tal contacto deveu-se à amizade e gentileza do Dr. Joaquim Tenreira Martins, natural de Vale de Espinho, radicado na Bélgica mas não esquecendo nunca estas terras que visita com frequência.
Nestas circunstâncias, procedemos de imediato ao estudo da proposta, tendo ocorrido a primeira reunião de trabalho no passado dia 25 de Abrill. Além do Presidente da Junta de Freguesia de Fóios e da Assessora Cultural do Centro Cívico Nascente do Côa, estiveram presentes o editor Joaquim José Pinto da Silva, que desempenha também as funções de Director-Geral da Política Regional da Comissão Europeia, o Dr. Tenreira Martins da Embaixada de Portugal em Bruxelas, o escritor espanhol D. Tomás Acosta Piriz, o Alcalde de Navasfrias D. Celso Ramos, desde sempre ligado ao ramo editorial, a escultora de renome internacional Maria Leal da Costa, o empresário de turismo rural Joaquim Manuel Coelho e a professora Maria Natália Madalena Pires.
Foi deliberado que, a ser aprovado o acordo entre as partes, o que se efectivará se o protocolo a ser apresentado pelo editor vier ao encontro dos nossos objectivos, a referida sucursal terá o nome de Coágueda, de Côa e Águeda, rios que nascem quase juntos embora escolhendo percursos diferentes, a reencontrarem-se no Douro que os leva, juntos, rumo ao mar. Tal como portugueses e espanhóis destas zonas após o Tratado de Alcanizes. Quase juntos nascemos também. Juntos queremos continuar a viver em saudável irmandade, rumo à cultura e ao desenvolvimento comuns.
Amélia Rei
(Assessora Cultural do Centro Cívico Nascente do Côa)

Cartoon – José Chapeira

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