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José Robalo – «Páginas Interiores»A comunicação é de facto muito fascinante. Como num modelo cibernético cada crónica que é publicada nesta coluna de opinião, provoca reacções e feed-back, na forma de i–meils* no meu endereço electrónico.

Pobre almita tão meiguita
Deste corpo sociazita
Que para uns duros lugarzitos,
Escuritos, desertitos,
Sozinha ao presente vás
Ai nunca mais brincarás…

P. Élio Adriano, Imperador (76-138), citado por Marguerite Yourcenar em Memórias de Adriano.

Referindo-se ao meu último texto dizia-me um leitor que não conhecia esculturas sonoras, aludindo a instalação que o Pires Vieira, designa por Narrativas.
Essa é boa! Existem esculturas sonoras e estátuas falantes… Senão vejamos,
Nos trabalhos de recuperação da Piazza Navona uma das mais interessantes de Roma, por volta do séc. XV foi encontrada uma estátua provavelmente do séc. III a. C. em muito mau estado de conservação.
O seu estado era de tal forma miserável, que foi colocada num pedestal num pequeno beco tendo a estátua sido baptizada com o nome de Pasquino, numa alusão explícita a um alfaiate conhecido pela sua língua viperina e cáustica.
PasquinoCom o tempo na Piazza Pasquino, foi-se criando o hábito de se colarem na estátua textos críticos e sugestões dirigidas aos políticos que tinham o governo da cidade, por vezes até com calúnias e isto pela calada da noite.
No manhã seguinte, as pasquinadas circulavam pela cidade chegando aos ouvidos do poder temporal e espiritual, dando azo a perseguições e detenções. Pasquino, a estátua falante, continua a ter toda a utilidade na actualidade como meio de protesto e crítica dos romanos em relação ao governo da cidade e do país.
Etimologicamente podemos afirmar que foi esta estátua falante que deu origem à palavra pasquim, que designa um jornal de pouca e duvidosa qualidade.
Apetece-me dizer que o nosso Sabugal com tantos críticos e línguas viperinas está carenciado de uma estátua falante como o Pasquino ou um dos seus concorrentes Marforio ou Abade Luigi, podendo utilizar-se para o efeito o pelourinho.
* neologismo da minha autoria.
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Para ler: «Memórias de Adriano», de Marguerite Yourcenar, Ulisseia.
«Gaveta das Nuvens, tarefas e tentames literários», de José Gomes Ferreira, Moraes Editores.
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Para ouvir: «Sergio Cammariere», Cantautore Piccolino, EMI.
«Luca Barbarossa», Via Delle Storie Infinite, Universo.
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«Páginas Interiores» opinião de José Robalo

joserobaload@gmail.com

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A Associação Industrial Portuguesa e a sua congénere espanhola anunciaram ontem, 30 de Maio, a criação de um Observatório Empresarial Luso-Espanhol, o qual terá como objectivo acompanhar os indicadores económicos das regiões transfronteiriças dos dois países.

AIPSegundo notícia da Lusa, a medida foi formalizada num encontro empresarial transfronteiriço hoje realizado na Guarda por iniciativa da Associação Industrial Portuguesa – Confederação Empresarial (AIP-CE) e da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE), no qual participaram dirigentes associativos de associações das regiões transfronteiriças dos dois países.
Farão parte do observatório, representantes de associações empresariais localizadas em zonas de fronteira entre Portugal e Espanha, que também irão promover e dinamizar parques empresariais e tecnológicos.
Outro dos objectivos do protocolo hoje rubricado por Rocha de Matos, dirigente da AIP-CE e Gerard Diaz Férran, responsável pela CEOE, passa pelo desenvolvimento de mecanismos de cooperação entre as empresas espanholas e portuguesas e as universidades e institutos politécnicos.
O presidente da AIP-CE, referiu que as duas associações empresariais irão reunir periodicamente para analisar os problemas de relacionamento empresarial entre Portugal e Espanha.
Por sua vez, o dirigente da organização espanhola, Gerard Diaz Férran, considerou que o Observatório Empresarial Luso-Espanhol é muito importante, dado que as economias de Portugal e Espanha, assim como no resto da Europa, estão a atravessar um período difícil.
Durante o congresso, os participantes debateram os programas de apoio ao desenvolvimento empresarial e os novos factores dinâmicos da competitividade, como os transportes e a logística, energia e ambiente.
plb

Foram entregues esta sexta-feira, 30 de Maio, no Terreiro do Paço, em Lisboa os prémios da iniciativa «Tree Parade’08». A Escola EB 2,3 do Sabugal conquistou o segundo lugar na «Categoria 2» e o Jardim de Infância do Soito ficou em terceiro na «Categoria 1».

Entrega dos prémios «Tree Parade'08»Os alunos e professores do concelho do Sabugal estão de parabéns. No «Tree Parade’08» receberam dois dos nove prémios possíveis entre 178 candidaturas. A Escola EB 2,3 do Sabugal, representada por Carla Pereira e Tânia Alves, recebeu das mãos do ministro da Agricultura, Jaime Silva, o prémio correspondente ao segundo lugar na «Categoria 2» do «Tree Parade’08». As representantes do Jardim de Infância do Soito, Conceição Pelicano, Teresa Vaz e Teresa Peres Monteiro, receberam igualmente das mãos do governante o prémio correspondente ao terceiro lugar na «Categoria 1».
A responsável da Câmara Municipal do Sabugal pelas candidaturas, Carla Pereira, demonstrava no final grande satisfação pelos resultados alcançados. «Tivemos pouco tempo para organizar as candidaturas das nossas escolas. Apenas conseguimos entregar os 32 processos dois dias antes de terminar o prazo. Mas valeu a pena. Participaram na pintura das árvores entre 600 a 650 crianças. Estamos muito contentes com os dois prémios alcançados», declarou a representante da autarquia ao Capeia Arraiana no final da entrega dos prémios.
Durante a cerimónia foi ainda possível ouvir o ministro da Agricultura, Jaime Silva, destacar os dois prémios alcançados pelas escolas do concelho do Sabugal.
No âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI) a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) promoveu a iniciativa Tree Parade’08, tendo como público-alvo a população escolar. No concelho do Sabugal participaram todos os Jardins-de-Infância e EB1 no escalão «Categoria 1» e foram todos seleccionados para participarem. Para além dos mais pequenos, participam também na «Categoria 2» do concurso a EB23 do Sabugal e o Externato Secundário do Soito. Foram aprovadas para participar no concurso todas as 31 candidaturas sabugalenses. Foi, posteriormente, entregue a cada escola, uma árvore suporte com cerca de 1,50 m de altura, para que a população escolar a pintasse de forma a cumprir o lema «Floresta, Fonte de Recurso».
Em declarações ao Capeia Arraiana, Dina Ribeiro, da DGRF, salientou «a grande adesão das escolas ao desafio e em especial do concelho do Sabugal, um dos mais participativos a nível nacional, que resultou na conquista de dois dos nove prémios atribuídos».
Participaram cerca de oito mil alunos de 165 escolas com 178 trabalhos tendo resultado numa pré-selecção a escolha dos 60 melhores que foram avaliados por um júri convidado.
«Dividimos os trabalhos em três categorias e atribuímos três prémios a cada uma delas. Esta parceria entre a Direcção-Geral da Inovação e do Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação e a Direcção-Geral dos Recursos Florestais tem como objectivo sensibilizar a população escolar para a defesa da floresta contra incêndios através da criatividade abordando na escola os recursos e a floresta», afirmou ainda Dina Ribeiro.
jcl

A Pró-Raia, em conjunto com mais sete grupos associativos de acção local adquiriu em Lisboa um espaço de promoção e representação dos produtos turísticos das regiões parceiras no projecto.

Assinatura de compra da loja da Pró-Raia em LisboaUma delegação da Pró-Raia com a presidente Lurdes Saavedra, o vice-presidente António Robalo e o colaborador Paulo Marques esteve esta quarta-feira, 28 de Maio, em Lisboa para oficializar através da assinatura da escritura no notário a compra de um espaço de promoção e representação dos produtos turísticos das zonas parceiras do projecto «Animação e Comercialização de Produtos Turísticos em Meio Urbano».
O projecto resulta de uma parceria entre a Pró-Raia (Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro-Norte) e a chefe-de-fila ADIRN (Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte), Tagus (Associação para o Desenvolvimento do Ribatejo Interior), Beira Douro (Associação de Desenvolvimento do Vale do Douro), Leader Sor (Associação para o Desenvolvimento Rural Integrado do Sôr), a ADL (Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano), Raia Histórica (Trancoso) e Acaporama (Associação de Casas do Povo da Região Autónoma da Madeira).
As oito associações participantes são grupos de acção local gestores da subvenção comunitária «Leader+» enquandrando-se o projecto no «Vector 2» que fomenta a cooperação em rede entre parcerias nacionais e transnacionais.
Em declarações ao Capeia Arraiana a presidente da Pró-Raia e vereadora da Câmara Municipal da Guarda, Lurdes Saavedra, mostrou-se satisfeita com o projecto. «O investimento total, dividido em oito partes iguais, ronda os 400 mil euros e é financiado em cerca de 90 por cento com fundos comunitários. O espaço vai ser uma porta aberta em Lisboa para promover de uma forma organizada as oito regiões das associações co-proprietárias porque quem for à loja pode visitar os diferentes territórios nacionais», esclareceu Lurdes Saavedra acrescentando ainda que «a Pró-Raia vai disponibilizar o espaço para a divulgação do património construído, cultural e gastronómico no âmbito da Guarda e do Sabugal porque vamos trazer para Lisboa o que é nosso mostrando o que temos de melhor».
O investimento total da Pró-Raia atinge os 53.750 euros comparticipados pelo FEOGA com 30.825 euros e pelo MADRP (Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas) com 16.597 euros e pela componente privada da própria associação com cerca de seis mil euros.
Como curiosidade refira-se que durante a leitura da escritura para posterior assinatura pelos representantes das oito associação gerou-se um momento de boa-disposição entre os intervenientes. O novíssimo cartão de cidadão do vice-presidente da Pró-Raia, António Robalo, emitido no Sabugal fez história no cartório porque foi o primeiro a aparecer para uma escritura e porque o notário não sabia como ler a respectiva data de emissão.
Após a assinatura da escritura de compra as delegações das oito associações deslocaram-se às futuras instalações da loja de promoção e representação regional. O espaço situa-se em Campo de Ourique, um bairro lisboeta no coração da cidade, onde o comércio tradicional se mistura com as lojas de marcas internacionais. A loja, situada muito perto da Casa Fernando Pessoa, servirá como estrutura de suporte técnico e logístico de apoio à animação e dinamização da comercialização de produtos turísticos em ambiente urbano, junto dos potenciais consumidores citadinos.
jcl

E pronto!… Lá vamos, novamente, ao Campo Pequeno.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaAí está, a grande e desejada Capeia Arraiana no Campo Pequeno, que tem vindo a ser propalada nestes últimos tempos, com vários artigos e comentários dos muitos que nos contactam, seja por telefone, mail ou pessoalmente.
Esta Capeia de Lisboa é de todo o Concelho, sendo programada e estudada o melhor possível, apesar de algum atraso, reflectindo-se no tempo desejado para se preparar convenientemente, embora tudo fosse feito a pensar em si, amigo conterrâneo do Sabugal.
Tem sido uma correria contra o tempo, com a adrenalina a subir, a cada dia que passa, para que tudo esteja operacional neste sábado, que se deseja uma grande jornada de convívio e emoção sabugalense, cá para estas bandas da Capital, nada que já não tivéssemos vivido desde o longínquo ano de 1978, conforme a grande reportagem fotográfica do nosso saudoso amigo João Leitão assim o atesta, neste Blogue.
Os conselhos são os mesmos de sempre, para os mais afoitos com os touros, toda a cautela é pouca, com o pé ligeiro sempre à mão de semear, não vá o diabo do touro fazer das suas. Apesar de tudo, temos de confessar a confiança nos nossos rapazes, ou não estivessem eles bem habituados a estas lides, lá para os nossos lados.
O que é mais importante, em todas as Capeias, para além da ousadia da rapaziada, é chegarmos ao fim do espectáculo, sem que tenhamos algo a lamentar, aliás, o aviso no Cartaz é bem explicito, mas como a nossa rapaziada é solidária, auguramos uma boa jornada, como não podia deixar de ser.
Com imensas Capeias vividas, acrescidas de responsabilidades directas, vive-se a 200 à hora, o coração palpita, para aí, o triplo, o desgaste é tremendo, esperando o final das ditas, respirando um alívio retemperador, como é bom senti-lo, ao encerrar o último touro. A confiança e a serenidade habituais servem de tónico especial, para que tudo decorra dentro da normalidade, assim o desejamos e, melhor, o esperamos.
A Casa do Concelho de Sabugal não regateará esforços, como sempre, para que tudo decorra dentro da bitola habitual a que nos habituámos nos últimos tempos, pedindo alguma compreensão e boa vontade a todo o pessoal, embora não descaracterizando nunca os hábitos da raia, antes servindo para os reavivar cada vez mais.
O desejo de todos será o nosso também, uma boa jornada de propaganda do cantinho de todos nós, que mexe com as nossas entranhas, quer lá estejamos, quer cirandemos por aqui e ali, mas que sempre lá regressamos, tantas vezes, quantas as desejamos, desfrutando do que melhor nos proporciona a nossa terra.
O Sabugal não é só Capeias, é bem verdade, antes é um misto de todo um manancial de usos, costumes, boa gastronomia, bons ares, boa gente e tudo o mais, que por lá existe, que não é tão pouco como isso, apesar dos pesares, bem entendido.
Quem lá vive, sabe melhor que ninguém, aos outros, à distância, resta-lhes suspirar! …
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Realiza-se hoje, 30 de Maio, e prolonga-se pelos próximos dois dias, a segunda edição da Feira das artes e da Cultura, também designada por Festa do Bacalhau, em Almeida.

Bacalhau com legumesO fiel amigo vai ser o rei da gastronomia nos restaurantes de Almeida e o grande chamariz de pessoas à vila amuralhada durante este fim-de-semana. Esperam-se sobretudo espanhóis, que virão chamados pelo sabor divinal do bacalhau português, e que certamente aproveitarão para observarem a feira e visitarem a vila e os povos vizinhos.
A iniciativa é da Câmara Municipal de Almeida, que preparou um programa repleto de actividades nos três dias do certame. Ao nível musical realça-se a actuação de Quim Barreiros, às 23 horas de sábado. Na noite de sexta o espectáculo será por conta do grupo espanhol Malibu e no domingo por conta do grupo nacional Êxitos do Passado.
Há actividades de pintura, com a designação «Pintar Almeida», uma concentração de autocaravanistas, exposições de pintura, lançamento de um livro, animação de rua, e actuação de grupos folclóricos. Também haverá um encontro gastronómico promovido pela «Confraria dos Aromas e Sabores Raianos», cuja entronização está agendada para a hora de almoço de sábado. Depois realiza-se uma palestra sobre o bacalhau, com a presença do professor Reis Torcal.
Valerá a pena dar uma saltada a Almeida no fim-de-semana, para provar as variadas ementas do fiel amigo.
plb

Uma unidade de AVC (Acidentes Vasculares Cerebrais) vai começar a funcionar em Junho no Hospital Sousa Martins, da Guarda, anunciou hoje fonte hospitalar.

Hospital da GuardaSegundo a Agência Lusa divulgou, o director clínico do Hospital Sousa Martins confirmou a boa-nova. Luís Ferreira disse que o novo serviço, que irá receber os casos agudos, evitará as habituais transferências urgentes de doentes para outras unidades hospitalares, nomeadamente para o Hospital da Universidade de Coimbra.
O novo serviço do hospital da Guarda terá três camas na unidade de cuidados intensivos, que recentemente foi alvo de obras de remodelação e ampliação. Também no serviço de Medicina ficarão reservadas quatro camas para este tipo de situações.
Segundo declarações do mesmo clínico à Lusa, a criação da unidade de AVC no Sousa Martins justifica-se devido ao facto do distrito da Guarda ter uma população muito idosa que possui uma grande incidência deste tipo de acidente vascular.
plb

A definição de uma estratégia de desenvolvimento do Concelho é uma tarefa colectiva, para a qual todos temos o dever de contribuir.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Iniciei na última crónica a apresentação dos projectos que considero estruturantes para a Valorização do território concelhio.
Hoje apresentarei um segundo Programa no âmbito das acessibilidades concelhias.
Permito-me, no entanto prestar duas informações prévias:
(i) as redes viárias que atravessam o Concelho são classificadas como:
Estradas Regionais – as ER18-3 que vai da Moita (Terreiro das Bruxas) até Caria, e ER324 entre o Sabugal (cruzamento das Quintas de S. Bartolomeu até ao Alto do Leomil (A25);
Estradas Nacionais – as EN233 entre Penamacor, Sabugal e Guarda, EN233-3 entre o Sabugal e Aldeia da ponte e EN332 entre Aldeia da Ponte e Vilar Formoso;
Estradas Municipais – as restantes.
(ii) As responsabilidades da Empresa Estradas de Portugal contratualizadas com o Estado são referentes às Estradas Regionais e Nacionais, o que significa que quaisquer vias que não pertençam ao Plano Rodoviário Nacional acordado, só poderão ser assumidas por aquela Empresa se se verificar uma revisão do acordo firmado.
Dadas estas duas informações, apresento o Programa:
Programa «Desenvolver o sistema de mobilidade do Concelho», que, como venho afirmando há muito tempo, deve assentar em:
Elaborar o Plano Municipal de Mobilidade;
Construir o eixo rodoviário fundamental, constituído por uma estrela que, com centro na vila do Sabugal, possui três raios principais – EN233 – Sabugal – Barracão, ligando à A23 e à PLIE; ER324 – Sabugal – Alto do Leomil, ligando à A25; e EN233-3/EN332 Sabugal – Soito – Vilar Formoso, ligando a Espanha;
Modernizar a linha da Beira Baixa, de Castelo Branco à Guarda, passando pela Estação Ferroviária do Sabugal (Barracão);
Retomar a actividade da Estação da Cerdeira na Linha da Beira Alta;
Criar um sistema de acessibilidades internas, criando eixos secundários que, partindo do eixo principal, permitam a ligação ao mesmo de todas as freguesias do concelho, com especial incidência nos centros urbanos principais;
Criar um sistema de acessibilidades inter-aldeias fronteiriças, que aprofundem o intercâmbio sócio-económico entre as populações vizinhas.
A criação de um sistema de mobilidade do Concelho é uma prioridade de qualquer política de desenvolvimento sustentável.
Nas próximas crónicas continuarei a apresentação dos Projectos que considero estruturantes para a valorização do território concelhio.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

ramiro.matos@netcabo.pt

APRESENTAÇÃO «AVÓSN@NET» – PRÓ-RAIA E C. M. SABUGAL
Fotos Paulo Saraiva – Clique nas imagens para ampliar

Estivemos no Soito, à conversa com o presidente da Junta de Freguesia, José António Mendes Matias. Com 41 anos de idade sente o peso da responsabilidade por ter ascendido ao lugar de presidente da Junta em consequência do pedido de demissão do presidente eleito. Porém manifesta-se decidido a fazer obra em prol do Soito e dos soitenses no ano e quatro meses que tem pela frente até ao final do mandato.

José António MatiasA revolta do povo do Soito face à antevisão de encerramento da estação de correios, trouxe o jovem autarca para a ribalta, cabendo-lhe liderar as difíceis negociações com a Administração dos CTT. Os contactos que estabeleceu e as posições que aí defendeu, levam-no a acreditar numa solução digna e justa para o Soito. E nisto sente que não está só. Todo o povo da vila raiana, o presidente da câmara e os eleitos da assembleia de freguesia, têm-no apoiado nos dias difíceis que tem vivido.
– Como correram as negociações com a administração dos CTT?
– As negociações correram bem, tendo sido muito importante o apoio que o povo deu com a exigência de manter o posto aberto. A Dra Manuela de Portugal, em representação da administração dos CTT, colocou os seus pontos de vista e nós colocámos os nossos, abertamente. Por enquanto o horário diário fica com menos duas horas, mas garantimos que a estação abre de manhã e de tarde. A empresa vai realizar um estudo acerca do serviço prestado e se o tráfico de correspondência e os demais serviços o justificarem ficou a promessa de no final de Junho se regressar ao horário normal. Agradeço muito à população a mobilização e a luta, assim como o apoio da Câmara Municipal, pois só assim houve condições para se fazer a negociação.
– Como tem vivido a nova, e certamente inesperada, missão de presidir à Junta de Freguesia?
– Tem sido uma boa experiência. Tenho mantido um diálogo permanente com a população e tenho contado com o apoio de muita gente, mesmo da parte dos membros da Assembleia de Freguesia, que são muito exigentes, mas também demonstram compreensão. Esta manifestação recente do povo do Soito contra o encerramento dos correios ajudou a deixar claro que somos um povo unido, capaz de lutar a uma só voz pelas causas justas e de levar a água ao moinho.
– Quais os projectos que tem para a freguesia neste período de pouco mais de um ano para o termo do seu mandato?
– Queremos construir um parque de merendas. Já temos o projecto concluído e contamos lançar a obra dentro de pouco tempo. Também esperamos construir um ringue para a prática desportiva num terreno da Junta de Freguesia, tendo já propostas e orçamentos que estão em análise. Em Agosto iremos receber aqui o Festival do Forcão, pois já garantimos que a iniciativa vai passar a realizar-se alternadamente entre Aldeia da Ponte e o Soito, compromisso que ficará registado na acta da reunião de preparação do Festival. Também queremos divulgar mais o Soito para que mais pessoas o visitem. No próximo fim-de-semana vamos receber aqui 60 franceses, vindos de Le Porge, cidade com que nos geminámos há uns anos. Vêm aqui para conhecer o Soito e nós vamos mostrar-lhes também todo o concelho do Sabugal, tendo já preparado um roteiro. Aproveitando a ocasião convidámos também para virem ao Soito os alcaldes de Navasfrias e de Hoyos, bem como o presidente da associação de Coria, tendo eles confirmado já a sua presença. Isto é muito importante para o diálogo transfronteiriço que queremos promover.
– Tem mantido contactos com esses autarcas espanhóis?
– Conheci essa gente de Espanha aqui há umas semanas e de uma forma muito curiosa. Estive em Hoyos com o professor Zé Manel, presidente da Junta dos Fóios, para assistir à geminação, eles dizem hermanamiento, entre Hoyos e Saint-Verge, localidade francesa, e reparei que eles não se entendiam quando queriam conversar. Ora como eu conheço bem a língua francesa, ofereci-me para tradutor, tendo ficado muito satisfeitos e acabando por ficar amigo de todos eles. Por isso lhes enviei o convite para virem aqui ao Soito no próximo fim-de-semana.
– E de que forma pensa tirar maior partido dessas relações com os autarcas de Espanha?
Pensamos estabelecer pontes de contacto, seja através de convívios ou através de realizações em parceria, a nível cultural e desportivo, por exemplo. Temos até a ideia de estabelecer um protocolo de geminação entre as freguesias raianas do concelho do Sabugal e as de Espanha, o que pensamos ser melhor do ter apenas relações pontuais a nível bilateral. Todos juntos podemos fazer muito trabalho válido para os povos dos dois lados da fronteira.
– O que pensa o Centro de Negócios Transfronteiriço que está a ser construído no Soito pela Câmara Municipal no local da antiga fábrica da Cristalina?
– É uma boa iniciativa, que certamente contribuirá para o desenvolvimento do Soito e do concelho do Sabugal. Trata-se de uma importante mais valia para nós, que em breve dará os seus frutos.
– Porém, pelo que se sabe, os empresários do Soito ainda não aderiram à ideia de ali se fixarem.
– É natural que de inicio haja alguma resistência, mas não é verdade que os empresários do Soito rejeitem de todo instalar-se no local. Há mesmo já alguns interessados, que estou em crer que em breve decidirão instalar-se ali.
– Com tanta azáfama e tanto empenho enquanto presidente da junta, advinha-se já que será candidato pelo PSD nas próximas eleições autárquicas?
– Sinceramente, nunca pensei nisso, nem quero por agora pensar. Apenas pretendo levar por diante o meu trabalho e isso não me vai perturbar.
plb

Um armazém de vinhos, uma óptica, uma clínica de saúde, um banco e uma serralharia espanhola, são para já as actividades que manifestaram interesse em ocupar lugares no «Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito», estrutura que a Câmara Municipal do Sabugal está a concluir no local onde existiu a fábrica de refrigerantes da Cristalina.

Centro de Negócios TransfronteiriçoA garantia foi dada ao Capeia Arraiana, por Manuel Rito, presidente do Município, que além do mais tem já também como certa a instalação de um museu com os bonecos articulados de José Oliveira, artesão do Soito que durante anos esteve ligado ao projecto da Cristalina. Para o edil, este é já um bom começo, talvez o suficiente para quebrar alguma relutância por parte dos empresários locais. «Temos aqui as melhores condições, pelo que espero que em breve os lugares venham ser ocupados, podendo também os empresários beneficiar dos incentivos que a Câmara oferece para os que aqui se instalem», disse o presidente.
A construção estará concluída daqui a um mês, segundo garantias do construtor. O complexo tem dois pisos e espaçosa nave central. É constituído por 13 grandes armazéns com escritório de apoio e espaço para parquear viaturas de grande porte, com acessos directos pelas traseiras. Tem também escritórios independentes, sanitários públicos, vestiários para funcionários, sala de reuniões comum, ponto de Internet, banco, hipermercado, museu, espaço de venda de artesanato, café e restaurante localizado junto à entrada principal.
«Isto era uma autêntica lixeira, um perigo do ponto de vista ambiental. Só por isso já valeria a pena a construção e a requalificação do espaço», acrescenta o autarca, visivelmente satisfeito.
plb

Estão abertas as inscrições para mais um autocarro especial da «Viúva Monteiro» para a Capeia Arraiana do Campo Pequeno.

Autocarro da Viúva MonteiroOs dois autocarros da Associação dos Amigos de Ruivós, em conjunto com as Associações de Vale das Éguas, Ruvina e Aldeia da Dona, estão esgotados. O autocarro organizado pela Junta de Freguesia de Alfaiates presidida por Francisco Baltasar está esgotado. O autocarro organizado pela Junta de Freguesia e pela Associação dos Fóios está esgotado. Mas os telefonemas para a Casa do Concelho do Sabugal à procura de lugares nas excursões para assistir à Capeia Arraiana no Campo Pequeno têm aumentado nos últimos dias.
A Direcção da «Casa» entrou em contacto com a administração da empresa de camionagem sabugalense Viúva Monteiro dando-lhe conta da situação. De imediato e demonstrando grande capacidade de decisão e sentido de gestão por parte da responsável da «Viúva», Ana Fantasia, ficou combinado criar mais um serviço especial de transporte para o próximo sábado, 31 de Maio. Os organizadores das restantes excursões são, aliás, unânimes em destacar o excelente relacionamento e disponibilidade da empresa Viúva Monteiro na ultrapassagem das dificuldades surgidas e nas condições especiais do orçamento das viagens.
São, portanto, boas notícias para aqueles que já começavam a desesperar ou a procurar meios alternativos para se deslocarem a Lisboa.
O quinto (e último) autocarro da Viúva Monteiro ainda tem lugares disponíveis para marcação prévia. Os interessados devem dirigir-se aos escritórios da empresa para reservar o lugar para o expresso especial que sai às 7.30 da manhã de Vale de Espinho e fará uma paragem no Largo da Fonte, no Sabugal. A saída em direcção ao Campo Pequeno está prevista para as 8 horas.
Aproveite a último oportunidade e faça parte da festa sabugalense que terá início a partir do meio-dia nas instalações desportivas que se encontram junto ao Campo Pequeno. No espaço junto ao ringue de futebol haverá assadores com lenha, serviço de bar e venda de enchidos e pão para todos os queiram fazer um piquenique depois da viagem e antes de entrarem na monumental Praça de Touros do Campo Pequeno.
A Direcção da Casa do Concelho do Sabugal recorda a todos os autarcas e dirigentes associativos do concelho que poderão integrar o desfile inaugural do «pedido da praça» desde que se façam acompanhar do respectivo estandarte ou bandeira.

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Bilheteira para a Capeia já abriu

Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal

Capeia Arraiana – A tradição sabugalense mostra-se em Lisboa
jcl

O tema proposto é «Ambiente e Sustentabilidade em Meio Rural». A sessão de esclarecimento está marcada para 14 de Junho, entre as 9 e as 13 horas, no Auditório Municipal do Sabugal.

EsquiloA defesa e preservação do Ambiente é um tema abrangente e que deve mobilizar todos os cidadãos preocupados com o futuro e… com o presente.
Com entrada livre para todos os interessados no Auditório Municipal do Sabugal irá decorrer no dia 14 de Junho, entre as nove e as 13 horas uma sessão de esclarecimento subordinada ao tema «Ambiente e Sustentabilidade em Meio Rural».
O evento contará com a participação de Eva Santos (Biofutura), João Martins (Valorfito), Carla Pereira (Câmara Municipal do Sabugal), Rosa Pereira (Regriconduta) e Sara Figureiredo.
Os temas a abordar serão as «Boas Práticas Agrícolas», a «Gestão de fitofarmacêuticos, o «Enquadramento legal da gestão de resíduos florestais, queimadas e queimas», as «Energias Renováveis e a microprodução», a «Certificação Ambiental» e finalizará com uma mesa redonda com todos os intervenientes e a assistência.
«Com o aumento da poluição atmosférica e consequente alargamento do buraco na camada de ozono, frutos da cada vez maior competitividade e consumismo da sociedade moderna, olhar pelo meio ambiente torna-se numa atitude indispensável a cada um de nós», alerta a organização a cargo da Regriconduta.
«Não ignore o meio ambiente. Participe!» é o lema deste importante debate.
jcl

A «70.ª edição da Volta a Portugal edp» foi apresentada oficialmente no Museu da Electricidade em Lisboa. A prova com quase 1600 quilómetros realiza-se entre 13 a 24 de Agosto. Inclui a tradicional subida à Torre na terceira etapa e a ligação entre a Guarda e Viseu na etapa seguinte. Após um dia de descanso os ciclistas partem de Gouveia em direcção a São João da Madeira.

70.ª Volta a Portugal em BicicletaUma das grandes dificuldades e sempre um momento marcante em cada Volta é a subida à Torre, na Serra da Estrela, que este ano vai surgir logo na 3.ª etapa. A corrida sairá no sábado, 16 de Agosto, para Seia chegando ao ponto mais alto de Portugal continental após 171,5 quilómetros.
No dia seguinte, para recuperar do esforço, o pelotão terá pela frente apenas uma contagem de montanha de terceira categoria. Esta quarta tirada sairá da Guarda e levará a caravana até Viseu, onde, no dia seguinte, será dada folga ao pelotão. A data de 18 de Agosto está reservada para a recuperação de forças na cidade de Viriato.
A prova será retomada, após o dia de descanso, em Gouveia saindo a caravana em direcção a São João da Madeira. Ao sexto dia a 70.ª Volta a Portugal edp vai fazer o percurso entre Aveiro e Gondomar numa etapa que se prevê calma e tranquila atendendo ao baixo grau de dificuldade. A Póvoa de Varzim, arredada há tantos anos do mapa da Volta, vai assistir em 2008 à partida de uma etapa. A 21 de Agosto a cidade poveira dará início à sétima tirada que será concluída no Monte da Senhora da Assunção em S. Tirso.
A cidade de Portimão vai acolher, pelo terceiro ano consecutivo, o início da Volta a Portugal edp. O prólogo que vai abrir a edição da prova, a 13 de Agosto, terá a extensão de 6,8 quilómetros. Ao ser percorrido em sistema de contra-relógio com partida e chegada à marina de Portimão, o prólogo fará os primeiros escalonamentos na classificação individual. Os primeiros dias de corrida serão muito semelhantes aos de 2007 com Beja a receber o final da 1.ª etapa que sairá de Portimão e que será a mais longa da «70.ª Volta a Portugal edp».
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«Exposições 2008» é uma iniciativa da delegação do INATEL da Guarda que desafiou os centros culturais e desportivos de modo a realizar exposições sobre as suas próprias actividades.

Inatel - Delegação da GuardaA delegação do INATEL da Guarda desafiou os centros culturais e desportivos a integrarem o projecto «Exposições 2008» com mostras organizadas com as suas próprias actividades.
Aderiram este ano a esta iniciativa a desenvolver na sede dos grupos ou em espaços das suas localidades os seguintes grupos com as exposições abaixo indicadas:
– Rancho Folclórico de Gouveia – «As nossas memórias», de 7 a 30 de Junho na Tasca do António Cacho.
– Grupo de Amigos do Manigoto – «O Manigoto com Vida», de 22 de Maio a 22 de Junho na sede do Grupo.
– Centro Social Cultural e Recreativo de Paranhos da Beira – «A vida de um Centro Cultural», de 6 a 27 de Julho na sede do Centro.
– Centro Cultural de Famalicão – «Sentidos, retrospectiva de um projecto cultural (1991 a 2008)», no mês de Julho na sede do Centro.
– Rancho Folclórico de Vinhó – «Três décadas de recolhas», de 5 de Julho a 5 de Agosto na sede do Rancho.
– Rancho Folclórico de Vila Nova de Tázem – «Vinha e vindima», de 18 de Maio a 8 de Junho na sede do Rancho.
– Rancho Folclórico de Seia – «28 anos de cultura etnográfica», de 10 a 29 de Junho na sede do Rancho.
– Associação Juvenil Os Bazófias de Vale de Azares – «Os Bazófias», de 6 a 30 de Julho no Centro Cultural de Celorico.
Para lá destes períodos, as associações poderão fazer circular as exposições pelas outras associações em períodos entre 15 dias e um mês, se para isso forem solicitadas.
Joaquim Igreja
(Coordenador cultural do INATEL da Guarda)

É já neste domingo, dia 1 de Junho, no dia a seguir à Capeia Arraiana no Campo Pequeno, da Casa do Concelho do Sabugal que vai ter lugar na Escola Agrícola da Paiã, na Pontinha, o tradicional «Pic-nic de Aldeia da Ponte em Lisboa».

Cartaz do pic-nic de Aldeia da Ponte em LisboaComo manda a tradição, esta realização anual já se realiza há mais de 50 anos, inicialmente com o encontro de conterrâneos, num restaurante da zona de Lisboa, para um almoço, prolongando-se durante a tarde.
A partir do ano de 1973, deu-se a mudança para «pic-nic», com o primeiro, desta nova era, a ser efectuado no Parque de Monsanto, casa habitual dos «pic-nics» da nossa Aldeia.
Há uns anos a esta parte, as dificuldades em conseguir Monsanto têm-se tornado difíceis ou incompatíveis com os anseios da nossa gente, por um motivo ou por outro, razão pela qual se tem variado o local de realização, cada ano que passa.
Como habitual, o programa contempla todos os ingredientes inerentes a esta realização, com a abertura do jogo de futebol, «Casados-Solteiros», seguindo-se o almoço.
Pela tarde, a criançada terá as suas afamadas corridas, bem como os jogos habituais para os adultos, seguindo-se o convívio habitual destas realizações.
Esteves Carreirinha

A Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António, freguesia do concelho do Sabugal, tem em fase final a instalação do lar de idosos da freguesia, que dentro de um mês estará em pleno funcionamento.

«Falta apenas mobilar os quartos para que o lar receba os primeiros utentes», informa-nos Joaquim Ricardo, presidente da Liga e grande mentor do projecto do lar. Mesmo sem apoios oficiais de importância, o sonho tornou-se realidade graças ao esforço da população que deu donativos para a construção do edifício. Outra parte do financiamento obteve-se por empréstimo bancário, e o lar aí está pronto a entrar em funcionamento. Os idosos terão ali um local de acolhimento, que aposta no conforto e na dignidade de cada hóspede.
Com um investimento total que rondou um milhão de euros, construiu-se uma casa de grande dimensão, com piso térreo e primeiro andar. Para além do almejado lar, o edifício tem outras valências, como um espaço para ocupação dos tempos livres das crianças da freguesia, refeitório, lavandaria, auditório, gabinete médico, salão de convívio e sede da associação. Na envolvência do edifício há um espaço ajardinado, uma horta e uma pequena mata de carvalhos, onde os idosos poderão passar parte do tempo.
O lar tem um total de 14 quartos, sete individuais e sete duplos, todos com uma varanda exterior privativa e casa de banho. Pintados com cores vivas, os espaços são amplos e acolhedores, com sistema de aquecimento e lugar para guarda de haveres. «Temos a certeza que as pessoas se sentirão aqui bem acomodadas, e para muitas em melhores condições que em suas próprias casas», declarou Joaquim Ricardo, que se mostra satisfeito por ver chegar ao fim uma obra de vulto, que se iniciou em Agosto de 2005.
O seu orgulho é toda a obra, mas gosta especialmente de mostrar o auditório, um espaço onde cabem algumas dezenas de pessoas. «Poderemos exibir aqui filmes e realizar colóquios, mas o que verdadeiramente pretendo é criar neste espaço um local para formação de temáticas ligadas a esta área do apoio social», declara-nos o presidente da Liga, que conta lançar em breve a «última pedra» da construção, numa cerimónia formal e simbólica que marcará o fim dos trabalhos de instalação.
plb

Foi recentemente assinado no Sabugal o protocolo entre a Câmara Municipal, a Casa do Concelho e a Cooperativa Agrícola que irá permitir concretizar a abertura de uma loja de produtos raianos sabugalenses em Lisboa.

Loja de Produtos Regionais Raianos do SabugalOs produtores agrícolas do Sabugal há muito que vêem repetindo o mesmo lamento. A falta de escoamento dos seus produtos que depois de muitos trabalhos e canseiras apenas servem para alimentar os animais. A vontade de desistir está, quase sempre, presente nas suas conversas e desabafos. A qualidade dos seus produtos é inquestionável e utilizando um termo que é moda nas cidades podemos falar em verdadeira agricultura biológica.
Surge, agora, uma tentativa de inverter a situação. Vai, finalmente, avançar a loja de venda de produtos raianos do concelho do Sabugal em Lisboa.
Após várias reuniões preparatórias foi aprovado por unanimidade em reunião ordinária do executivo camarário o protocolo de parceria entre três entidades do Sabugal: a Câmara Municipal, a Casa do Concelho e a Cooperativa Agrícola. Estavam presentes pelo município o presidente Manuel Rito Alves, o vice-presidente Manuel Fonseca Corte, e os vereadores António dos Santos Robalo, Ernesto Cunha, José Santos Freire, Luís Manuel Nunes Sanches e Rui Manuel Monteiro Nunes, o presidente da Casa do Concelho do Sabugal, José Eduardo Lucas e o presidente da Direcção da Cooperativa Agrícola do Sabugal (acumulando como presidente da Junta de Freguesia do Sabugal) João Luís Batista.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, aproveitou para dizer que «tinha solicitado aos representantes da Casa do Concelho do Sabugal, da Cooperativa Agrícola do Sabugal e da Junta de Freguesia do Sabugal para estarem presentes na reunião afim de discutirem as cláusulas do protocolo a celebrar entre a Câmara e as entidades por eles representadas com o objectivo de concretizarem o projecto de promoção da produção agrícola e pecuária do concelho arranjando formas alternativas de escoamento, em parceria com outras instituições».
Manuel Rito aproveitou ainda para lembrar que o protocolo pretende «preservar e valorizar o património natural e cultural, promovendo e dinamizando actividades turístico-culturais capazes de criar emprego e gerar riqueza».
O projecto prevê a inscrição, legalização e licenciamento dos produtores do concelho do Sabugal que farão chegar batatas, castanhas, queijos, mel, fruta, hortaliça, buchos, enchidos, etc., a um armazenamento inicial no Sabugal para posterior transporte até Lisboa.
Na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, irá funcionar uma loja de encomenda e venda aberta a todos os interessados dos produtos raianos sabugalenses.
O sucesso do projecto que envolve um investimento de 100 mil euros suportado pela Câmara Municipal do Sabugal irá depender do querer e boa-vontade de todos. Produtores, entidades envolvidas e especialmente dos sabugalenses que vivem na grande Lisboa. Vamos acreditar na iniciativa porque por um lado escoamos os produtos do concelho e por outro consumimos na «grande cidade» qualidade comprovada.
Parabéns às três entidades por terem passado o projecto da teoria à prática.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

Vilar Maior – Não é… mas tem todos os atributos necessários para ser considerada uma genuína aldeia histórica. Processos burocráticos impedem que se concretize a justíssima candidatura. A Câmara Municipal do Sabugal delegou na Junta de Freguesia de Vilar Maior autonomia total na execução da renovação das infra-estruturas do espaço público. A verba disponibilizada para a freguesia atinge o invulgar valor de um milhão e quatrocentos mil euros.

Vilar Maior

As obras são sempre chatas. Especialmente quando são levantados pisos dos arruamentos com as inevitáveis poeiras e lamas. O objectivo é enterrar todos os cabos e fios e acabar com os postes de transporte de energia e telecomunicações. As ruas ficam… medievais e recolocam a povoação nos roteiros do turismo histórico e cultural. Mas a aposta na valorização do património obriga a alguns incómodos para quem reside na aldeia histórica de Vilar Maior. O título ainda não está oficializado por motivos burocráticos mas consideramos que a aldeia acastelada já respeita todas as exigências da sua atribuição.
E, claro, postal ilustrado de aldeia histórica que se preze tem um castelo. O castelo de Vilar Maior, datado do século XIII, parece tomar conta da vila que ostenta a data de 1280 na cerca que a defende. A origem do povoado está referenciado, através de vestígios arqueológicos na Idade do Bronze.
Incorporada no território de Ribacôa conquistado ao reino de Leão por D. Dinis teve direito a foral em 17 de Novembro de 1296. A posse definitiva só se concretizou em 1297 com o Tratado de Alcanices que consolidou as fronteiras da região raiana. O contrato obrigou à reedificação dos castelos de Vilar Maior, Sabugal, Alfaiates, Almeida, Castelo Melhor, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo e Pinhel.
Entre 1296 e 1855 foi vila e sede de concelho constitituído pelas freguesias da Malhada Sorda, Nave de Haver, Aldeia da Ribeira, Badamalos, Bismula, Vilar Maior e Poço Velho. Já no século XIX a reforma administrativa acrescentou-lhe Aldeia da Ponte, Forcalhos, Alfaiates, Rebolosa, Seixo do Côa, Vale das Éguas, Ruivós e Valongo.

As estradas da Bismula e de Aldeia da Ribeira encontram-se num entroncamento à entrada da povoação obrigando o viajante a reduzir a velocidade. Um olhar mais atento permite perceber movimentações de máquinas no campo de futebol e o contorno de um edifício de apoio à infra-estrutura. As nossas freguesias vão investindo em bons equipamentos sociais e desportivos. Infelizmente vão faltando as crianças e os jovens que os utilizem.
A estrada segue encosta abaixo rodeada de casas até ao largo central da freguesia incrustada num vale entre a ribeira de Alfaiates e o rio Cesarão que desliza orgulhoso da sua ponte romana. O casario medieval da encosta do Castelo sorri para a fotografia enquanto sente correr por perto o rio Côa.
A visita a Vilar Maior só fica completa com uma conversa com a professora Delfina. Mulher de cultura (e de armas) é uma figura emblemática da freguesia e do concelho a quem ninguém consegue ficar indiferente.
Mas… o nosso objectivo era perceber os melhoramentos e os investimentos em equipamentos sociais na freguesia. A Junta de Freguesia recebeu luz verde da Câmara Municipal do Sabugal para seleccionar as intervenções.
Orçadas em um milhão e quatrocentos mil euros estão em curso grandes obras de melhoramento do visual da aldeia escondendo fios, canos, tubos por debaixo do chão devolvendo uma beleza medieval ao local.
Através da verba de capital foi recuperada a sede da Junta de Freguesia, a Associação local, a escola primária e o espaço Internet.
Por impossibilidade de falar com o presidente da Junta de Freguesia de Vilar Maior, António Bárbara Cunha, ficou por explicar o abandono a que foram votadas, depois de recuperadas, duas casas térreas que já pretenderam ser um museu.

Vilar Maior tem todas as condições para ser uma Aldeia Histórica. A classificação oficial tarda mas a voz do povo tem mais força. Vale a pena (re)visitar a Aldeia Histórica de Vilar Maior.
jcl

Um evento cultural é sempre algo que a maior parte das vezes passa despercebido perante a esmagadora maioria da opinião pública. E todos sabemos porquê.

José Manuel Campos, Amélia Rei e Manuel Rito AlvesEm primeiro lugar a cultura não dá lucro, a partir daí é ignorada. Depois a anti-cultura instalada na nossa sociedade tem como principais promotores a televisão e os seus filhos dilectos que são o hedonismo e o relativismo, estes têm como função neutralizar qualquer acto que seja transformador. E não há nenhum acto verdadeiramente cultural que não seja transformador.
Transformador foi o Encontro de Escritores de Terras de Ribacôa que se realizou nos Foios. E transformador porquê? Quem assistiu ao evento reparou com agrado que não foi um simples passatempo nem um entretém banal, naquele espaço que é o Centro Cívico Nascente do Côa, a cultura mostrou-se no seu verdadeiro sentido transcendental, poemas, prosas, história do Concelho, realidade e actualidade do Concelho, textos e improvisos foram hinos à cultura tanto popular como erudita. Um pouco da vasta e profunda cultura espanhola esteve representada por elementos desse mesmo povo.
A sorte do Mundo vai ser ditada nestas pequenas pátrias que são as regiões, como lhes chama esse grande homem da cultura do nosso Concelho e do País, que é Pinharanda Gomes. O nosso Concelho também é uma pequena pátria, dele também sairá um grito de revolta e de protesto para aqueles que nos governam dos quais ainda só tivemos falsas promessas, retórica barata e mais nada.
Um agradecimento sincero a três pessoas. A primeira ao Senhor Presidente da Câmara, que é uma das honrosas excepções à maneira de fazer política, não tem como a maior parte dos que nos governam um programa instalado no cérebro virado somente para a economia, olha mais alto, é um amante da cultura.
Dignidade e resistência tem o promotor deste evento, o Presidente da Freguesia dos Foios, o Professor José Manuel, sempre assim o conheci. A resistência que aqui aludo, é a resistência à tentativa da destruição do Espírito de Abril, ou seja, da Liberdade. É um homem que luta contra a decadência e a regressão destes tempos ditos de modernidade. Não morrerá de todo, ficará como alguém que elegeu um ideal superior, não uma colecção de troféus.
Por fim, um agradecimento a essa mulher maravilhosa que é a Dª. Amélia Rei. Trabalhou e coordenou para que tudo corresse bem, assim como correu. Um bem-haja para ela.
Uma mensagem para todos, sem cultura não há progresso. E se por acaso houver algum, é só o material. E o progresso só material é progresso?
Alguém disse um dia: Há que ser culto para se ser livre.
António Emídio

Em resultado dos contactos da Junta de Freguesia do Soito com a Administração dos CTT a estação de correios daquela freguesia vai manter-se aberta todo o dia, embora com redução de horário, até que um estudo permita tomar uma decisão definitiva.

Posto dos CTT do SoitoA estação de correios do Soito está aberta ao público de manhã entre as 9 e as 12:30 horas, reabrindo depois das 16 às 17 horas. Este foi o resultado mais visível das conversações mantidas entre o presidente da Junta de Freguesia local, José Matias, e a representante da administração da empresa, Manuela de Portugal. Isso significa uma redução do horário em duas horas diárias, mas com a garantia de que haverá uma análise do tráfico de correio e do uso dos demais serviços naquele posto de atendimento por parte os utentes. Em resultado dessa análise será decidido o horário definitivo, que pode voltar a ser o que antes servia a população.
Relembre-se que no passado dia 19 de Maio o sino do Soito tocou a rebate e a população acorreu em preso à estação de correios, protestando contra a decisão de encerrar o serviço na parte da tarde. Os populares impediram o funcionário de sair e elementos da Junta de Freguesia estabeleceram conversações com um representante da empresa, no sentido de evitar aquilo que para muitos pareceu ser o início de um procedimento que poderia levar o fecho definitivo do serviço. A população só arredou pé quando a empresa se comprometeu por escrito a rever a posição, definindo um período de conversações com os representantes locais.
O autarca soitense espera que tudo venha a correr pelo melhor. «As negociações correram bem, tendo sido muito importante o apoio que o povo deu com a exigência de manter o posto aberto», disse ao Capeia Arraiana o presidente da Junta, José Matias. «Agradeço muito à população a mobilização e a luta, assim como o apoio da Câmara Municipal, pois só assim houve condições para se fazer a negociação», acrescentou.
Capeia Arraiana falou também com João Nabais, membro da Assembleia de Freguesia, eleito pelo PS, que considerou nada estar garantido. «As negociações representam aquilo que a empresa quis, mas não há garantias mínimas de que o posto volte a reabrir no horário normal. A abertura à tarde por uma hora é apenas um isco para as negociações, porque nesse horário, embora de porta aberta, os serviços não estarão completos. Estará lá o carteiro, que atende para o serviço mais básico, mas se alguém quiser tratar de um certificado de aforro, tenho a certeza que o mandam regressar no fia seguinte», considerou o membro da Assembleia de Freguesia. «Tudo o que seja um horário mais reduzido e um serviço diferente do anterior é uma perda para o Soito», rematou João Nabais.
plb

O Grupo Territorial da GNR da Guarda deteve na semana passada dois cidadãos romenos residentes em Espanha, por furtos perpetrados na zona raiana. deteve ainda três condutores, um por conduzir sem carta e dois por conduzirem alcoolizados.

GNR-Guarda Nacional RepublicanaOs dois romenos detidos pelo Núcleo de Investigação Criminal de Vilar Formoso são residentes em Espanha, com idades de 24 e 40 anos, praticaram furtos de diverso material de som e imagem em estabelecimento comercial. As detenções efectuaram-se no âmbito de uma operação policial, sendo os suspeitos presentes ao Tribunal Judicial da Comarca de Almeida para primeiro interrogatório Judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de apresentações bi-semanais no Posto de Vilar Formoso.
No total a GNR Guardense, no período de 19 a 25 de Maio, registou 42 ocorrências criminais, das quais se destacam: seis crimes por ofensas à integridade física, dois por ameaças, um por difamação e injúrias, quatro de violência doméstica, um por furto de veiculo, um por furto em estabelecimento comercial, seis por dano, quatro por burla, três por condução sem habilitação legal e dois por condução sob influência do álcool.
No mesmo período registaram-se 24 acidentes de viação, sendo 16 em resultado de colisões e oito por despistes. Dos desastres resultaram quatro feridos leves. As principais causas destes acidentes foram a velocidade excessiva e o desrespeito pela sinalização.
plb

A quarta edição da Mostra Agro-Alimentar do Alto Côa, realizada no passado fim-de-semana no Soito, foi prejudicada pela chuva intensa e pelo frio que se fez sentir, facto anormal para esta época primaveril.

Festa do Mundo Rural - SoitoOs diversos stands que acolheram as exposições de produtos regionais estiveram abertos e receberam os visitantes que ali se deslocaram, mas desta feita em número muito inferior ao que era esperado. O mau tempo assentou arraiais em todo o fim-de-semana, facto que prejudicou a realização.
Mesmo em condições adversas, os pavilhões de exposição de produtos regionais estiveram ocupados, realizando-se também as exposições de ruminantes e de máquinas e alfaias agrícolas, bem como as provas gastronómicas. Também houve divertimentos para as crianças e actuações musicais. Porém o número de visitantes ficou muito aquém do que era esperado pelo município sabugalense, que organizou a iniciativa no sentido da promoção da economia do concelho.
Na tarde de domingo, dia 25 de Maio, acorreu muita gente no local, na expectativa de assistir à tourada que estava em cartaz, porém também esta ficou sem efeito devido à chuva. Nos momentos que antecederam a hora prevista para a corrida o tempo melhorou e o sol espreitou mesmo por entre as nuvens, fazendo crer às pessoas que o espectáculo se realizaria, porém os cavaleiros consideraram não haver condições mínimas para a corrida, atendendo ao piso lamacento da praça de touros.
A Câmara Municipal chegou a um entendimento com os cavaleiros (António Ribeiro Telles e António d’Almeida), o matador espanhol (Javier Castaño) e os grupos amadores de forcados (de Coruche e de Coimbra), no sentido de não se gorarem de todo as expectativas e os compromissos acordados. Assim será agendada nova data para a realização da corrida no mesmo local.
plb

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: 25 de Maio de 2008.

Local: Vila do Soito (Sabugal).

Legenda: Pavilhão da 4.ª Mostra Agro-Alimentar do Alto Côa e da Festa do Mundo Rural do Soito (Sabugal).

Autoria: José Manuel Campos.
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A propósito do Encontro dos Escritores que decorre este fim-de-semana nos Fóios, que é o Riba Coa profundo, ocorre sublinhar como, depois da ideia da Europa Unida, ou União Europeia se tem tem verificado um aumento generalizado da defesa das pequenas Pátrias, chamadas regiões.

Jesué Pinharanda – Carta DominicalA Revolução Francesa trouxe um centrismo que teve como fruto a dominação das pequenas pátrias pelas capitais do Estado.
Em França este fenómeno quase foi um etnocídio, um genocídio, que até quis liquidar os dialectos regionais.
Portugal imitou a França, e procurou matar o minhoto e o mirandês. Até o barraquenho… Mas hoje em dia as pequenas pátrias querem ser reconhecidas.
Conta-se que o Conde de Aurora, notável escritor minhoto da primeira metade do século XX, advogado e diplomata, viajando de avião para Londres, teve de, às tantas, preencher o impresso do Departamento inglês de Emigração, antes de aterrar, e fazer presente na Alfândega. Na pergunta «Nacionalidade?» escreveu «Portugal» e na linha da «Raça» escreveu «Minhota».
Assim possamos dizer-nos da Raça de Riba Coa.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

Os portugueses estão a sentir no dia-a-dia a cavalgada dos preços de uma economia doente e em crise. Mas… podemos estar todos descansados porque a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (conhecida e reconhecida como ASAE) já fez saber que está atenta. Vai estar atenta aos arraiais dos santos populares e às festas de Verão que se aproximam e inspeccionar as sardinhas e bifanas das tascas de acordo com critérios internos.

PortugalForam tornados públicos preocupantes indicadores confirmando que a crise está a atingir gravemente a sociedade portuguesa.
O semanário Expresso, de 24 de Maio, publica números e dados que nos obrigam a todos a reflectir.
Pão – Preço das matérias-primas transformadas subiu 7 por cento. Entre Abril e Maio a venda de pão desceu 10 por cento.
Vestuário – Ritmo de crescimento mundial da Inditex (multinacional dona da Zara) é o mais lento dos últimos quatro anos.
Combustíveis – Aumento de 8 por cento da gasolina e de 12 por cento do gasóleo em Abril. Transitários rodoviários paralisam a frota a 30 de Maio por causa da inflação do combustível.
Cinema – Menos 43,1 por cento de espectadores do que em Abril de 2007. Menos 40,8 por cento de receita bruta de bilheteira.
Transportes – Aumento de 7 por cento de passageiros na Linha de Sintra e 3 por cento na de Cascais.
Turismo – Quebras de 40 a 50 por cento na procura de viagens para o Brasil levando ao cancelamento de voos «charters».
Automóveis – Renault, Opel e Peugeot sofrem quebras de 5,6 e 3,3 e 12,6 por cento.
Confiança – Em Abril o Índice de Confiança dos Consumidores foi de -42,8 por cento e as compras de bens não alimentares tiveram uma variação negativa de 0,7 por cento.
Dívidas – Até Abril a Deco recebeu 545 pedidos de ajuda de famílias com dificuldades no pagamento de créditos, mais 35 por cento do que em igual periodo de 2007.
Desemprego – A taxa de desemprego mantém-se mais ou menos constante à custa da emigração da população activa.
O jornalista Nicolau Santos divide em quatro as crises que vieram para ficar. «Acabou a comida barata, a energia barata, os combustíveis baratos ou a água barata» e por isso «as consequências também serão várias – e todas elas potencialmente explosivas –, porque a fome, a sede e a miséria não são boas conselheiras. A primeira é que a possibilidade de violentas convulsões sociais, com impactos fortíssimos a nível político e mesmo riscos para os sistemas democráticos é fortíssima. A segunda é que, à luz da História, situações destas acabam por resolver-se através de conflitos bélicos mundiais, que dizimam milhões de pessoas e reequilibram as condições de vida no planeta. Thomas Malthus volta a estar na moda 210 anos depois», é a reflexão de Nicolau Santos no Expresso.

Mas podemos todos ficar descansados porque a ASAE já garantiu que vai estar atenta aos caracóis, às sardinhas e às bifanas dos arraiais das festas dos santos populares e dos festejos que acontecem um pouco por todo o País nos meses de Verão. Isso é que importa para o crescimento da economia portuguesa. Porque, como afirmou o primeiro-ministro José Sócrates na Assembleia da República, «é uma injustiça que isto nos esteja a acontecer e perante as dificuldades o nosso dever é cerrar os dentes e melhorar as coisas». De facto, se cerrarmos os dentes já não precisamos de comer.
jcl

A empresa de transporte de mercadorias, Matertir, sedeada em Vilar Formoso, poupa entre 15 a 18 mil euros por mês por abastecer a frota em Espanha. As lojas portuguesas estão às moscas e a crise está a ficar insustentável.

Fuentes de OñoroA Matertir instalada no Parque Industrial de Vilar Formoso trabalha com uma frota de 32 camiões mas «os motoristas têm ordens para abastecer em Espanha», declarou à agência Lusa, Matilde Afonso, chefe de tráfego da empresa.
«Fazemos transportes para Itália, França, Holanda e Bélgica mas desde há cerca de três anos que passou a compensar mais abastecer aqui ao lado na localidade espanhola de Fuentes de Oñoro» esclareceu a responsável recordando que «a empresa tinha uma bomba de abastecimento própria mas deixou de fazer sentido adquirir o combustível em Portugal».
O aumento dos combustíveis em Portugal está a ter efeitos graves em Vilar Formoso, com gasolineiras e lojas comerciais sem clientes enquanto que em Fuentes de Oñoro (Espanha) se registam «enchentes».
Com o preço dos combustíveis muito mais baixos em Espanha já encerrou uma gasolineira na avenida principal de Vilar Formoso e as outras duas que ali estão em funcionamento têm clientela reduzida. A Cipol, fechou há cerca de três anos e apresenta agora sinais de abandono com lixo acumulado e equipamentos degradados.
Os comerciantes de Vilar Formoso também conhecem os efeitos negativos da fórmula «Vá às compras a Espanha e encha o depósito». O Bazar Espanha está às moscas e no seu interior apenas se encontrava a proprietária, Maria de Lurdes, que possui o estabelecimento há 22 anos. «Cheguei a ter quatro empregadas fixas e mais duas eventuais e neste momento estou sozinha e sobro», assegurou à agência Lusa. «Não há movimento absolutamente nenhum. A culpa é do Governo, que sobe o IVA e os combustíveis e os nossos preços deixam de ser atractivos para os espanhóis», concluiu.
jcl

O ilustre jornalista e comentador desportivo Rui Santos, sobrinho de Vítor Santos mítico chefe de redacção do jornal «A Bola», é um opinador directo que afirma, semanalmente, as verdades que muitos não gostam de ouvir e ler. Polémico e frontal tem sido, por diversas ocasiões, alvo de ameaças e tentativas de agressão daqueles que defendem a força da violência contra a força das palavras.

Rui SantosRui Santos nasceu a 6 de Junho de 1960, em Lisboa, e leva 30 anos a escrever na Imprensa. Jornalista profissional, publicou o seu primeiro artigo a 12 de Janeiro de 1976 no jornal «A Bola» onde cumpriu grande parte da sua carreira. Durante 26 anos ocupou diversos lugares de chefia (inclusive o de chefe de redacção), editando revistas e outras publicações especiais, uma das quais com algum impacto internacional. Saiu de «A Bola», por vontade própria, fechando um ciclo, criticando a nova forma de entender o jornalismo (em especial o desportivo), sempre muito dependente de outros poderes.
Actualmente é colaborador dos jornais «Record» e «Correio da Manhã», onde todas as semanas assina uma página de opinião («Nu&Cru»), estabelecendo pontes entre futebol e política. Na televisão é comentador da SIC e da SIC Notícias, onde o seu programa «Tempo Extra» é uma referência no universo do cabo.
Numa das suas incursões opinativas fora do panorama desportivo coloca em destaque na edição deste sábado, 24 de Maio, do «Correio da Manhã» uma nota sobre o actual momento social português, Merece o nosso destaque…

«Sócrates já não tem de dar mais provas de que é um primeiro-ministro inexpugnável. Não há Oposição que o bata. Mas, por favor, perceba que um primeiro-ministro sem povo transforma-se num ditador. É que o povo está a rebentar pelas costuras. Não aguenta mais, está estrangulado. Não aguenta mais aumentos, não aguenta mais sacrifícios. Portugal está à beira da explosão social, vulgo ruptura, por mais que não queira acreditar…»
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Convivi com o Rui Santos durante cerca de 12 anos no jornal «A Bola». É actualmente um dos últimos jornalistas que ainda consegue dizer aquilo que sabe e pensa sem estar dependente ou constrangido por ninguém do poder desportivo ou político.
jcl

José Robalo – «Páginas Interiores»O Victor Pires Vieira, foi o primeiro amigo pintor com quem conversei e que convidei para participar no «Pintar Sabugal». Representado nos principais museus de arte contemporânea do mundo, o talento de Pires Vieira, irá ser mostrado ao público no Pavilhão Branco do Museu da Cidade de Lisboa.

Caminhantes são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.
António Machado, interpretado por Joan Manuel Serrat e Joaquin Sabina

Como o amigo leitor já sabe, exerci durante três anos as funções de presidente da ADES, Associação de Desenvolvimento do Sabugal, que teve entre outras actividades a incumbência de realizar um evento que é o «Pintar Sabugal». A ADES era o veículo pelo qual passava a realização desta actividade, mas como nunca gostei de me pôr em bicos de pés, em nome da verdade, o cérebro desta realização é o meu amigo Zé Chapeira.
Como sabugalense, sempre pensei e penso que o Sabugal deveria ter um museu de arte contemporânea, até porque se existe alguma forma de expressão artística pela qual nutro grande devoção é pela pintura. Penso ter lido neste blogue uma opinião da minha amiga Talinha, a Natália Bispo, onde defendia a reabilitação das bienais de arte no Sabugal. Assino por baixo esta sua pretensão.
Não sendo nem querendo ser sibarita, penso que seria uma boa aposta do município, a criação de um museu de arte contemporânea no Interior, in casu no Sabugal, como forma de marcarmos a diferença, fugindo aos comes e bebes habituais e criando uma outra atractividade para o nosso território.
Ao escrever estas linhas, acode-me ao espírito o museu de arte contemporânea de Leon que sendo de criação recente, tem conseguido atrair muitos visitantes que expressamente se deslocam a esta cidade nossa vizinha, exclusivamente para visitarem o MUSAC.
Pires VieiraComo presidente da ADES, tentei sem o conseguir, mudar um pouco o rumo ao «Pintar Sabugal», convidando pintores amigos para se deslocarem à cidade e darem com a sua presença uma outra visibilidade ao evento.
O Victor Pires Vieira, foi o primeiro amigo pintor com quem conversei e que convidei para vir ao Sabugal. Com todo o entusiasmo abraçou a ideia, disponibilizando-se de forma desinteressada, a marcar presença no evento, trabalhar um atelier com crianças das escolas e deixar a sua visão sobre o Sabugal, numa tela, fugindo assim à sua rotina entre Lisboa e Nova Iorque.
Representado nos principais museus de arte contemporânea do mundo, o talento de Pires Vieira, irá ser mostrado ao público no Pavilhão Branco do Museu da Cidade de Lisboa, cuja inauguração está marcada para o dia 27 de Maio às 22 horas, podendo a exposição ser visitada até 27 de Julho.
De acordo com a brochura de apresentação, a temática da exposição versa sobre «Abstracção, psicanálise e transformações da visão», sendo de destacar, pela sua natureza programática a escultura sonora «Narrativas». Dos megafones uma voz feminina lê dois textos aparentemente contrários. Num lê passagens sobre o conceito psicanalítico de «culpa persecutória» no outro lê as 12 regras para um Nova Academia de Ad Reinhardt. Um cruzamento à partida estranho, porque a sua conjugação não é uma evidência.
Convido assim o amigo leitor a descobrir o talento de Pires Vieira, um artista, que sei ser um amigo do Sabugal e das terras da Riba Côa, pelos contactos e conversas que vamos mantendo.
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Para ler: «Antologia poética», de António Machado, Ed. Cotovia.
«La novia de Matisse, Punto de lectura», de Manuel Vincent.
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Para ouvir: «Serrat & Sabina», dos Pajaros de un Tiro.
«Tell it the way it is!», de Paul Gonsalves.
«The Köln concert», Keith Jarrett.
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«Páginas Interiores» opinião de José Robalo

joserobaload@gmail.com

Valorizar e recuperar o património ferroviário recuperando estações e linhas de caminho de ferro abandonadas transformando-as em circuitos de bicicletas é o objectivo da Refer e de autarquias como Figueira de Castelo Rodrigo.

Comboios no Alto DouroA Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo projecta recuperar o conjunto de edifícios de Barca d’Alva e transformá-los numa unidade hoteleira integrando a estação no Circuito dos Castelos.
Em declarações ao Diário de Notícias, Vicente Pereira, da empresa Invesfer, adiantou que «a intenção é chamar a iniciativa privada e associar os municípios que podem recorrer a fundos comunitários e desenvolver os projectos de valorização do património e integrá-los nas ecopistas.
A ecopista consiste no aproveitamento das linhas ferroviárias desactivadas para actividades de lazer e de turismo da Natureza privilegiando os passeios com bicicletas adaptadas aos carris.
Os edifícios mais carismáticos como estações e os antigos dormitórios dos ferroviários (como o do Pocinho) vão ser recuperados e integrados numa rede de pequenas pousadas e núcleos museológicos.
Na linha da Tua, a estação de Macedo de Cavaleiros, vai também receber uma unidade hoteleira associada a uma ecopista até à barragem do Azibo. Em Vila Real, Chaves e Arco do Baúlhe existem vários museus ligados aos comboios que poderão ser integrados neste projecto de recuperação do património ferroviário português.
jcl

Coincidindo a próxima data da Capeia de 2008, dia 31 de Maio de 2008, também teve lugar a 3.ª Capeia, em 31 de Maio de 1980, organizada pela Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa no Campo Pequeno.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaA Capeia deste longínquo ano de 1980 chamou, aproximadamente, cerca de 3000 pessoas vibrando nas bancadas, não dando o seu tempo por mal empregue, uma vez que para além de uma excelente Capeia, com magníficos touros, contou ainda, com uma bela actuação dos «toureiros» e «pegadores do Forcão».
A anteceder, o espectacular Passeio da rapaziada o respectivo Pedido da Praça, ao Ex.º Sr. Presidente da Câmara da época.
Terminada esta, seguiu-se, nas imediações do Campo Pequeno, pela noite dentro, o animado convívio de comes e bebes, com os nossos enchidos do Sabugal como vedetas de bem acondicionar o estômago. As incidências da Capeia puxaram bem pelo apetite e o pessoal não se fez rogado, degustando e bebendo uns copos valentes, como bem manda a tradição no nosso cantinho.
Seguiu-se um baile espectacular, a lembrar a Raia dos velhos tempos, com a actuação do conjunto «Curto Circuito» do Sabugal.
Mas não se ficou por aqui, madrugada dentro, uma sessão de Fados, proporcionada pela casa de fados «Rosmaninho» deu continuidade à festa, acabando a noite em beleza.
Nada melhor que os fados, que os resistentes souberam apreciar, para terminar uma grande jornada sabugalense na Capital, mostrando a força da nossa gente das terras de Riba Côa.
Apenas uma curiosidade, já lá vão cerca de três décadas, apurando a Capeia neste ano, um saldo positivo, vulgo lucro, na importância de 103.592$00, com receitas na ordem dos 380.873$70, sendo que o aluguer do Campo Pequeno custou a módica quantia de 80.000$00. Oitenta contos de reis, 400 Euros na moeda actual.
Para a próxima semana, teremos a Capeia de 2008, onde as expectativas de uma boa presença de arraianos e outros aficionados são promissoras, não só devido ao espectáculo, que promete, mas também, a uma vontade em apreciar as novíssimas instalações da principal Praça do País.
Lá nos encontraremos, para mais uma grande realização da Raia Sabugalense.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

IMAGENS HISTÓRICAS DE JOÃO LEITÃO BATISTA – 1978

A definição de uma estratégia de desenvolvimento do Concelho é uma tarefa colectiva, para a qual todos temos o dever de contribuir.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Nas últimas crónicas apresentei um conjunto de projectos nas áreas da Promoção da qualificação dos cidadãos e do Reforço da inovação e da competitividade. Inicio hoje a apresentação dos projectos que considero essenciais para a Valorização do território concelhio.
A importância e transversalidade deste vector para o Concelho conduz à necessidade de dividir a apresentação dos projectos por temas, começando hoje pelas questões do Ordenamento do Território.
1. Programa «Estruturar o Concelho», definindo de forma clara as opções de ordenamento do território concelhio, o que passa por:
a) concluir o processo de revisão do Plano Director Municipal, que se arrasta há, pelo menos, seis anos;
b) definir uma hierarquia urbana do Concelho que, como já afirmei em crónica publicada neste blogue, passa por:
– um centro urbano com uma população de, pelo menos, 5.000 habitantes, pelo desenvolvimento conjunto das freguesias do Sabugal, Aldeia de Sto António e Quintas de S. Bartolomeu.
– um segundo centro urbano, com uma população igual ou superior a 2.500 habitantes – Soito.
– centros urbanos com uma população de cerca de 1.000 habitantes, a partir das freguesias que hoje já possuem mais de 500 habitantes – Bendada, Sortelha, Casteleiro e Vale de Espinho.
– um centro urbano na freguesia de Rapoula do Côa, associado ao previsível desenvolvimento das Termas do Cró.
– um centro urbano na zona da Raia – Aldeia da Ponte –, associado ao aprofundamento da relação inter-fronteiriça.
c) elaborar os Planos de Urbanização dos centros urbanos principais.
A estruturação urbana do Concelho é uma tarefa inadiável e condicionadora de todas as intervenções que tenham como objectivo a valorização do território, continuando nas próximas crónicas a apresentação dos projectos que considero estruturantes neste domínio.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

ramiro.matos@netcabo.pt

Aldeia da Ponte – Se dúvidas houvesse sobre a natureza raiana dos de Aldeia da Ponte elas ficam desfeitas quando se avista um estranha parede em pedra granítica que dá forma à Praça de Touros.

Aldeia da Ponte

Quem entra em Portugal pela fronteira de Vilar Formoso e escolhe a direcção do Sabugal, passa pela estação da CP onde a história está contada em azulejos e cruza com a velha locomotiva BA101 da linha da Beira Alta. Silenciosa e imponente descansa agora, resguardada de vandalismos, recordando-nos outros tempos e a importância que o caminho-de-ferro teve no desenvolvimento da nossa região.
Avançando pela estrada nacional 332 com os marcos fronteiriços por companheiros de janela avistamos alguns quilómetros à frente ao desfazer uma curva rápida uma estranha parede granítica no cimo de uma elevação. Alta e circular com portões de dimensões generosas destaca-se do casario e da longa planície que se estende a perder de vista até terras espanholas. Estamos em Aldeia da Ponte cujo nome deriva de uma ponte romana sobre o rio Cesarão classificada de interesse público pelo Instituto de Património Cultural. Terra raiana de encerros e de capeias que se orgulha de possuir uma singular praça de touros. Obra do querer e da vontade das suas gentes incentivadas por António Chorão, reconhecido aficionado da festa brava.
Mas o nosso destino é o equipamento social junto ao longo lameiro onde as peripécias do aviador Raul da Casaca Azul foram descritas de forma superior pelo Esteves Carreirinha nosso companheiro de lides aqui no Capeia Arraiana.
Junto aos ringues de futsal na sede da Associação dos Amigos de Aldeia da Ponte tinhamos à nossa espera o jovem presidente da Junta de Freguesia José Francisco Martins Nabais.
Afável no trato guiou-nos, orgulhoso, pela obra feita e falou-nos das infra-estruturas que os habitantes de Aldeia da Ponte têm ao seu dispor em toda a aldeia.
O complexo desportivo arrancou com uma candidatura da Associação e do Governo Civil da Guarda através da DRAOT-Direcção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território e apoiada pela Câmara Municipal do Sabugal.
No final de 2001 a primeira fase do complexo desportivo foi ampliada para o dobro do espaço e passou a incluir os ringues de futebol e os balneários e a sede com bar e salão polivalente.
Em 2004 foi remodelado o piso sintético do ringue de futebol para evitar mazelas e lesões nos craques futebolistas. Encostados à parede da sede entram em jogo na terceira parte os assadores e o balcão de finos e refrigerantes.
«Para concretizar estes objectivos tivemos todo o apoio da autarquia. Aproveitámos a delegação de competências, a transferência das verbas que nos foram destinadas e o acompanhamento burocrático por parte dos serviços camarários. Estas instalações são frequentadas todos os dias e em especial ao fim-de-semana. Temos um professor que vem dar aulas de ginástica duas vezes por semana. Tem alunos de todas as idades e o ambiente é espectacular», diz-nos com satisfação José Francisco Nabais.
«O Bar é explorado pelos mordomos das Festas de Santo António que promovem aqui festas na passagem de ano, baptizados e os bailaricos da festa do Santo Cristo a 13 de Maio», acrescenta o autarca pontense recordando a famosa discoteca improvisada do mês de Agosto onde foram batidos os records de venda de minis no concelho.
Aldeia da Ponte dispõe de um moderno espaço associativo, cultural, desportivo e social muito acolhedor e funcional rodeado pela natureza e a poucos metros da mítica raia.
:: ::
Na minha meninice, eu e os meus primos, vinhamos pelos caminhos de terra batida até estes lameiros de Aldeia da Ponte. Atávamos os burros junto à raia e iamos a pé até Albergaria onde comprávamos pão e outros produtos que escasseavam em Portugal. O regresso era mais penoso porque os burros iam carregados com os alforges cheios e nós tinhamos que voltar pelo nosso pé. Um dia de aventuras «adrenalinado» com a sombra dos fantasmas dos guardas-fiscais e dos carabineiros.
jcl

Os lobos atacaram nos Fóios e o José Abílio proprietário de cerca de 80 ovelhas ficou mais pobre.

José Manuel Campos - «Nascente do Côa»Quando no domingo, pela manhã, José Abílio chegou à sua propriedade encontrou quatro ovelhas mortas e as ossadas da uma quinta que serviu de manjar aos lobos. «Foi uma desilusão» – disse-me ele – «Quase me apeteceu chorar. Depois de tanto trabalho, a lutar pela sobrevivência, lá se vai o lucro de muitos dias ou anos de trabalho. O lobo atacou as cinco ovelhas que tinha separadamente. Degolou cinco e comeu uma. Telefonei de imediato para os senhores responsáveis pela Reserva Natural da Serra da Malcata dando-lhe conhecimento do sucedido. Disseram-me que deveriam ter sido cães selvagens. Não se consta que haja cães selvagens por estas paragens pelo que afirmo, a pés juntos, que foi o lobo. E não foi certamente apenas um. Inclino-me para uma alcateia, facto que me deixa ainda mais preocupado.»
Consta-se na zona que, através da Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM), foram distribuídos lobos visto estarem praticamente em extinção. Tudo bem. Que protejam o bicho lobo, o bicho lince e outras espécies mas que não esqueçam o bicho homem. É que o ser humano também se encontra em vias de extinção por estas paragens.
Na qualidade de Presidente de Junta da Freguesia de Foios espero e desejo que a RNSM ou qualquer outra instituição se dignem fazer o levantamento dos prejuízos e que atribuam a verba correspondente aos danos provocados por esses animais ferozes.
Tive conhecimento que os lobos atacaram rebanhos em outras localidades do nosso concelho pelo que urge tomar medidas.
Foi-me dito pelo José Abílio que se esses animais continuarem a atacar terá que se desfazer do rebanho e mudar de vida se é que ainda vai a tempo.
Nos Foios, felizmente, ainda há cerca de 500 cabras e 400 ovelhas que muito têm contribuído para o equilíbrio da economia local. Os queijos de cabra, muito apreciados na região, fazem-nos imensa falta. Os cabritos e os borregos são igualmente importantes para o progresso e desenvolvimento de uma zona que está ausente de fábricas e de outras actividades que pudessem aguentar os jovens que se vêem obrigados a abandonar as terras onde nasceram e que tanto amam.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios)

jmncampos@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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