You are currently browsing the daily archive for Terça-feira, 22 Abril, 2008.

O arcebispo de Évora, D. José Alves, abriu e encerrou uma jornada histórico-teológica, em 18 de Abril, realizada no âmbito das comemorações dos 700 anos da dedicação da Sé de Évora.

Arcebispo de ÉvoraO Programa das Comemorações dos 700 anos da dedicação da Sé de Évora ocupa todo o ano 2008 com um conjunto de eventos, que acompanham os principais momentos do tempo litúrgico e festas marianas, sendo ainda editadas algumas publicações. Tudo contribuirá para um melhor conhecimento da catedral e da sua influência na sociedade e na comunidade cristã.
Do vasto programa desta-se a jornada histórico-teológica, organizada pelo Cabido em colaboração com a Universidade Católica Portuguesa. A mesma teve lugar na sexta-feira, dia 18 de Abril, no Fórum da Fundação Eugénio de Almeida, associada às comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinalou nessa data.
A manhã foi dedicada ao tema «A Catedral de Évora, sinal da unidade da Igreja Pastoral». A abertura dos trabalhos esteve a cargo do Arcebispo de Évora, o sabugalense D. José Alves, que falou da importância da reflexão em torno do papel da Sé Catedral. Coube depois a D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, falar sobre «A Catedral, expressão histórica do magistério e do exercício pastoral». Seguiu-se um painel sobre «A Catedral – Igreja-Mãe da Diocese», moderado por D. Carlos Azevedo, e em que interviriam: D. Manuel Madureira Dias (bispo emérito do Algarve), Silvestre António Ourives Marques e Francisco Senra Coelho.
De tarde, o tema de reflexão foi «A Catedral de Évora, sinal do magistério e do governo do pastor», tendo participado D. Manuel Clemente, bispo do Porto, que moderou um painel constituído por Virgolino Ferreira Jorge, Hermínia Vilar, José Pedro Paiva e António Matos Ferreira.
Pelas 18 horas D. José Alves voltou a intervir para encerrar a Jornada, com a presença da Secretária de Estado da Cultura, Paula Fernandes dos Santos. O bispo raiano, natural da Lageosa, apelou a uma maior atenção do Governo para com a Igreja, nomeadamente na área da cultura. «Uma das áreas de coincidência entre o Estado e a Igreja é a do Património, que pretendemos preservar e valorizar, tendo em conta a função e as motivações que lhe deram origem», disse o prelado.
D. José Alves, falando para a representante do Governo, disse que o aspecto cultural do património da Igreja nunca pode ser esquecido, pelo que a Igreja, em particular a arquidiocese de Évora está aberta para o estabelecimento de parcerias que salvaguardem o valor desse mesmo património. «Évora é muito rica em património religioso, pelo que esperamos uma atenção da sua parte», terminou D. José, dirigindo-se à governante.

Capeia Arraiana acompanhou em Évora esta Jornada cultural, aproveitando para estar à fala com D. José Alves (entrevista a publicar em breve) e ao qual foi entregue um convite da Casa do Concelho do Sabugal para a Capeiaa Arraiana que se realiza em Lisboa no Campo Pequeno, no próximo dia 31 de Maio.
plb e jcl

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O mestre Pinharanda Gomes, filósofo e pensador, que mantém aqui no Capeia Arraiana uma crónica semanal denominada «Carta Dominical» dispensa apresentações. Natural de Quadrazais, no concelho do Sabugal, é um dos expoentes vivos da cultura portuguesa.

Jesué Pinharanda Gomes«Na casa de minha tia na Guarda havia livros socialistas e republicanos» esclareceu no início da conversa no Auditório Municipal, o palestrante Jesué Pinharanda Gomes.
E sem mais interrupções passamos ao discurso directo…
«Em casa dos meus primos Bigotte havia três livros. Foram os primeiros três livros que eu li na minha vida. Um era o «Terras de Ribacôa – Memórias do Concelho do Sabugal» que tinha anotações na edição final, o segundo era «Maria Mim», de Nuno de Montemor – na Guarda faziam a diferença entre o capelão e o escritor – e o terceiro «A Rosa da Montanha», de António José de Carvalho, que foi dedicada à minha tia Bigotte.
Pouco dado às ficções (a maior ficção é a vida real) interessei-me muito mais pelas «Memória do Concelho do Sabugal», de Joaquim Manuel Correia.
«As Memórias» tiveram uma grande influência na minha pessoa. Dei-me conta que as coisas que eu sabia da minha terra, de as ouvir, de as ver, estavam no livro.
Fiz a minha primeira tentativa como escritor aos 11 anos. Foi a «Monografia da aldeia de Quadrazais». Seguiram-se as «Práticas de Etnografia» (1966) e «Memórias da Ribacôa e da Riba-Serra».
Em 1964-65 desenvolvi contactos por correspondência para o dicionário de escritores do distrito da Guarda. A lista telefónica é (era) um excelente elemento de estudo geneológico.
Contactei Fernando Correia, filho de Joaquim Manuel Correia, e este fez-me a revelação da existência do manuscrito do romance «Celestina» e deu-mo a ler. Em finais de 1965 fiquei mais longe de Lisboa e só voltei a ouvir falar de Fernando Correia em 1966 aquando do seu falecimento.
Foi um projecto meu que eu não consegui concretizar. Mas a prova de que eu devolvi o manuscrito está aqui hoje. (sorrisos da assistência).
Joaquim Manuel Correia nasceu numa época em que pertenciamos à diocese de Pinhel que teve quatro bispos mas nenhum lá viveu.
Como não havia seminário menor na diocese funcionava em Vale de Espinho, junto do pároco, o verdadeiro seminário onde os rapazes da aldeia aprendiam. Dá-se o primeiro contacto de Joaquim com o padre Morcela de Vale de Espinho.
António Mendes Belo criou um curso de hermenêutica e era o reitor do seminário de Pinhel quando o nosso homenageado de hoje que por lá passou. António Mendes Belo foi posteriormente nomeado cardeal-patriarca.
É a época em que se deram as aparições de Fátima – reconheço que sou um apaixonado de Fátima – porque mesmo sendo  mentira eu acreditava em Fátima. Como terá sido a reacção de Joaquim Manuel Correia em 1917 às aparições de Coimbra? Era estudante em Coimbra na Universidade de Direito num momento em que se aprofundaram as influências do positivismo jurídico que abriu as portas ao republicanismo. A semente do republicanismo foi lançada nesse tempo em Coimbra. A imagem da República é uma mulher. A pátria, como mátria, como mãe.
A sua obra é apenas etnográfica ou é algo mais? Mesmo na Igreja a teologia tinha sido substituída pela sociologia. A estrutura mental da obra de Joaquim Manuel Correia é uma estrutura de uma antropologia sociológica porque ele assume não apenas os dados do folclórico mas tudo quando anda á volta da vida dos povos. As lendas, os adágios, os modos de falar e vestir. É um verdadeiro ensaio de antropologia sociológica aplicada ao concelho do Sabugal.
O que mais releva nesta obra dele é a etnolinguística que se percebe transferida da linguagem popular para uma linguagem literária.
Por essa altura já estava grávido da «Rosa da Montanha» e gostei ainda mais do «Celestina». A Serra da Malcata e a Marvana que foi refúgio dos revoltosos espanhóis. Destaco o capítulo 55 sobre a romaria da Senhora da Póvoa. É para mim o mais bonito.
O episódio que retrata Joaquim Correia não tem a sentimentalidade que Nuno Montemor transmitia. O autor ruvinense era mais disciplinado. Retrata a importância da Senhora da Póvoa. Viva a Velha! Viva a Nova!
A ponte do Sabugal era um símbolo. A passagem da ponte era um símbolo. A simbologia da ponte dava um congresso.
A obra de Joaquim Manuel Correia está disponível para fazer a ponte e a transposição para os tempos modernos. Nós, de Ribacôa, talvez deixássemos de ser aquilo que sempre fomos: una hermandad.»
Final da intervenção de Jesué Pinharanda Gomes.
(continua)
jcl

O Dia da Terra, idealizado por Gaylord Nelson, celebra-se hoje, 22 de Abril, em todo o Mundo. O motor de busca Google apresenta uma criação artística e numa atitude muito rara, ou mesmo inédita, em 85 anos de existência a revista «Time» modificou esta semana o seu cabeçalho de vermelho para verde.

Capa da revista Time

Google

O Dia da Terra foi criado em 1970 por Gaylord Nelson, um activista norte-americano que organizou o primeiro protesto contra a poluição. A sua iniciativa acabou por levar à fundação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos.
O planetário motor de busca «Google» apresenta a sua denominação na página web com uma criação artística que inclui uma floresta estilizada de onde jorra água em forma de ribeiro cristalino.
A revista «Time» (provavelmente a melhor news magazine do Mundo) está a comemorar 85 anos de publicação e, no seu portal na web, pede aos leitores que elejam a melhor capa de todos os tempos.
Ao mesmo tempo concebeu, esta semana, uma capa histórica aproveitando o simbolismo da foto dos soldados americanos erguendo a bandeira em Iwo Jima, na Segunda Guerra Mundial. Numa atitude inédita o pormaior está na alteração da cor de vermelho para verde da palavra «Time».
A edição é dedicada ao «aquecimento global – o nosso próximo inimigo na grande guerra em que temos que nos alistar todos», porque o Planeta precisa de nós.
jcl

Os painéis moderados pelo vereador António Robalo contaram com ilustres convidados sabugalenses da área da cultura e da história. O filósofo e pensador mestre Pinharanda Gomes, o professor e historiador Adérito Tavares, o escritor e poeta Leal Freire, o professor e historiador João Serra e o politólogo Manuel Meirinho.

João SerraO vereador António Robalo, natural e residente na Ruvina, abriu a palestra agradecendo à família de Joaquim Manuel Correia e a todos os participantes pela sua presença e fez a introdução ao primeiro palestrante o professor e historiador João Serra. Passamos ao resumo da sua intervenção:
«A vida de Joaquim Manuel Correia está dividida em duas partes» começou por dizer João Serra separando «uma parte entre 1858 e 1905 em que a vida se processa entre o Sabugal, Guarda e Coimbra e uma segunda metade 1905-1945 que decorre basicamente nas Caldas da Rainha e Óbidos. Peniche onde viveu entre 1888 e 89 mudou a história da sua vida. Aqui conheceu a sua mulher mas tiveram que ir viver para a Columbeira, Bombarral quando o sogro, médico, morreu.
Por essa altura deve ter conhecido os irmãos Bordalo Pinheiro. Um grupo de rendilheiras (renda de bilros) de Peniche eram orientadas por Augusta Bordalo Pinheiro e na edição da obra do escritor sabugalense encontramos um desenho que representa o escritor (com a nota «precisa de ser melhorado») feito por Rafael Bordalo Pinheiro e datado de 26-9-1889.
Entre 1905 e 1945, Joaquim Manuel Correia estabeleceu-se nas Caldas da Rainha, na Praça Maria Pia, (Praça da República depois de 1910) e passou a residir na Rua Nova que foi rebaptizada de Rua Rafael Bordalo Pinheiro. Tinha um percurso intelectual e percebeu-se, localmente, que não era uma pessoa qualquer. Em 1907 o Partido Republicano das Caldas convidou-o para uma paletra que teve um enorme êxito e em Novembro de 1908 o partido convidou-o a encabeçar a lista à Câmara.
Foi Presidente da Comissão Republicana e o primeiro presidente republicano das Caldas da Rainha e administrador do concelho (representante do Governo).
Dois momentos marcantes – No dia 7 de Outubro de 1910 dirige-se a todos os habitantes do concelho para que colaborem na concretização da implantação da nova ordem, a República Portuguesa, proclamando o fim da monarquia e aclamando o progresso de um novo regime assente na razão e nos operários da razão que são capaz de ir além da religião porque é necessário separar o Estado da religião.
Um levantamento popular invade o convento franciscano e dá ordem prisão dos frades. Considerou, como administrador do concelho, não haver justificação e devolve aos frades as suas terras o que lhe causa alguns dissabores no partido republicano. Na sequência de um conflito entre o professor e o padre na freguesia de Santa Catarina o edifício público da escola foi apedrejado. Outubro era o mês do rosário e o início do ano lectivo. O administrador do concelho, Joaquim Manuel Correia, foi chamado a intervir e fez então um apelo histórico: todos têm direito à sua fé mas o fanatismo é prejudicial à estabilidade social.
Um depois demitiu-se e não mais regressou à vida política activa.
Foi fundador da «Gazeta das Caldas» e fez parte da rede de sábios dos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX. A acumulação de saberes locais levou a proferir um dia uma frase lapidar. «A unidade de Portugal é feita de enorme riqueza de diversidades regionais.»
(continua)
jcl

As Termas do Cró estão autorizadas a funcionar por despacho da ministra da Saúde, Ana Jorge, que reconheceu às águas do Cró qualidades terapêuticas.

Termas do Cró (Sabugal)O Ministério da Saúde reconheceu às águas do Cró, no concelho do Sabugal, qualidades terapêuticas para tratamento de doenças do aparelho respiratório, reumáticas e musculo-esqueléticas.
O despacho que legaliza a qualidade termal do Cró foi assinado pela ministra da Saúde, Ana Jorge, no dia 3 de Março e publicado a 18 no «Diário da República».
A Câmara Municipal do Sabugal realizou um estudo médico-hidrológico que foi submetido e aprovado pela Comissão de Avaliação Técnica que por sua vez o propôs à Direcção-Geral de Saúde para ratificação e envio para autorização ministerial.
As obras de requalificação das Termas do Cró inseridas no Plano de Intervenção Global são uma das grandes apostas da gestão autárquica do presidente Manuel Rito.
Numa primeira fase ficaram concluídas as obras de integração paisagística como infra-estruturas e redes de abastecimento de electricidade, água e saneamento, telecomunicações, vias urbanas, passeios e estacionamentos.
Em declarações à Rádio Altitude o presidente sabugalense, Manuel Rito, considerou que «a procura tem sido superior à oferta estando a Câmara a equacionar a hipótese de alargar o balneário principal».
No início de 2008 foi lançado o concurso público para projectar e construir o balneário termal do Cró que permitirá, finalmente, a utilização do complexo que tem servido de bandeira eleitoral a muitos candidatos à presidência da Câmara Municipal do Sabugal.
No mesmo processo de aprovação das águas termais do Cró, no concelho do Sabugal, foram ainda aprovadas as águas termais da Fonte Santa, em Almeida e de Longroiva, na Mêda.

Mas a maximização e optimização do investimento deverá passar por parcerias com privados especializados em termas, saúde e turismo.
jcl

As comemorações dos 150 anos do nascimento de Joaquim Manuel Correia organizadas pela Câmara Municipal do Sabugal e a empresa municipal Sabugal+ em colaboração com a família do autor arrancaram no dia 5 de Abril no Auditório Municipal do Sabugal com uma palestra e o lançamento editorial do romance inédito «Celestina» escrito em 1904. Completa-se assim a triologia de romances raianos, escritos nos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX e que inclue a «Rosa da Montanha», de António José de Carvalho (1871) e «Maria Mim», de Nuno de Montemor, publicado em 1939.

Familia de Joaquim Manuel CorreiaAs comemorações dos 150 anos do nascimento de Joaquim Manuel Correia no dia 5 de Abril, no Auditório Municipal do Sabugal, foram abertas por Norberto Manso, presidente da Sabugal+ que deu as boas-vindas a todos os presentes.
«Estamos aqui para recordar o homem, a obra e alguns aspectos da vida do homenageado. Vamos ouvir durante a manhã as intervenções dos ilustres palestrantes convidados aos quais aproveito para agradecer a sua disponibilidade e na parte da tarde estamos todos convidados para o lançamento da edição do livro Celestina, um romance inédito de Joaquim Manuel Correia», salientou Norberto Manso no seu discurso de abertura finalizando com a apresentação da neta do autor, Natália Correia Guedes, a quem deu a palavra.
«É um dia muito importante para a família. A figura do meu avô não teria tido relevo se o seu filho Fernando Correia não tivesse contribuído para isso. A família sente-se muito honrada com a homenagem que a Câmara Municipal do Sabugal, a quem saudo na pessoa do seu presidente, lhe faz», começou por dizer Natália Correia Guedes recordando de seguida o percurso da família e do avô que «tinha paixão pela Ruvina, pelo Sabugal e de um modo geral pela Beira. Depois de se formar em Coimbra foi colocado no Litoral, em Peniche, teve uma breve estadia no Sabugal e voltou novamente ao Litoral para as Caldas da Rainha. Toda a minha vida houve um corte com o Sabugal. O regresso às origens deu-se agora com o regresso da família com o herdo da Quinta da Telhada na Ruvina. O meu avô emigrou para o Litoral e agora nós emigrámos para o Sabugal.»
A neta do escritor considerou ainda que a interioridade é qualidade de vida e descoberta para as novas gerações do prazer do campo. «As gerações urbanóides nunca ouviram matar um enxame de abelhas nem um javali bater à porta», poetizou.
«Felicito-vos por todos aqueles ficaram e que nos transmitem. Já começámos a recuperar as casas e os moinhos da quinta e tivemos o prazer de conhecer novos primos que não sabíamos que existiam. Queria agradecer em especial à Irmã Felicidade que nos recebeu no Colégio de Cristo-Rei, na Ruvina, como se fosse a nossa casa. É nosso desejo que actas desta conferência sejam publicadas em breve», disse a terminar.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, tomou a palavra para dar as boas-vindas, em nome do município, a todos os prelectores e à família do homenageado.
– Um concelho sem história não pode ter futuro! Não há dúvida que o autor escreveu o livro das memórias para que o castelo e o Sabugal nunca fosse esquecido. Joaquim Manuel Correia amava o concelho e pretendia acima de tudo dá-lo a conhecer. Conheci «pessoalmente» o autor ruvinense no Liceu da Guarda pelo livro Terras de Ribacôa apesar de ser muito difícil de consultar porque estava esgotado em todo o lado. Recordo que em 1988 o município sabugalense reeditou o livro. Em boa-hora, acrescento!
O presidente aproveitou, ainda, para destacar o «seu» concelho…
– Há algum tempo atrás fiquei a saber de um romance sem título definitivo que falava sobre os usos e costumes da nossa região. A família mostrou a sua disponibilidade para conversar e estamos em condições de afirmar que, por protocolo, houve uma cedência dos direitos dos livros Terras de Ribacôa e de Celestina a favor do património municipal. O concelho do Sabugal sendo um concelho do Interior é esquecido porque não aparece nas televisões mas… somos um concelho com muita qualidade de vida.
O período introdutório das comemorações terminou, assim, com a intervenção de Manuel Rito Dias, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.

(Continua.) (Este trabalho de reportagem, dividido em seis partes, obrigou a uma preparação cuidada e vai ser publicado por fases e de acordo com a disponibilidade temporal do autor. A sequência completa e seguida pode ser lida na categoria «Cultura» / «Joaquim Manuel Correia».)
jcl

O fadista Carlos do Carmo, nome prestigiado da canção nacional, vai actuar no Teatro Municipal da Guarda (TMG), com concerto a 25 de Abril, às 21h30, assinalando o terceiro aniversário da instituição.

Carlos do CarmoNo dia da Revolução dos Cravos Carlos do Carmo subirá ao palco do TMG, actuando no âmbito da evocação de três anos de existência do TMG, cuja actividade encheu de prestígio a cidade da Guarda.
No texto de divulgação do espectáculo do TMG, diz-se:
Falar de Carlos do Carmo é associar o seu nome ao que de mais genuíno e popular se canta nas ruas de Lisboa, quer seja um simples pregão de varina, um esvoaçar de gaivotas do Tejo ou uma festa popular com sardinha assada.
Na sua voz, andam também de mãos dadas a saudade, os amores não correspondidos, a solidão, a Primavera com andorinhas e os «putos» deste Portugal e ainda a esperança e o futuro.
Carlos do Carmo é acarinhado por um público que o respeita e estima, apreciando nele, além das suas qualidades de grande intérprete e comunicador, as de um homem interessado na evolução da música da sua terra, acreditando na evolução do homem na sua globalidade.
Os seus mais de um milhão de discos vendidos são prova inequívoca disso mesmo.
Carlos do Carmo é um dos artistas portugueses de maior prestígio internacional, tendo levado já o Fado aos quatro cantos do mundo. Recentemente, participou no filme «Fados», do realizador espanhol Carlos Saura, do qual foi também consultor. Por essa participação, recebeu um prestigiado galardão do cinema espanhol, o Prémio Goya de «Melhor Canção Original», para o tema «Fado da Saudade»
.
Carlos do Carmo será acompanhado no espectáculo do TMG por Ricardo Rocha na guitarra portuguesa, Fernando Araújo no baixo, José Maria Nóbrega e Carlos Manuel Proença na viola.
plb

A Câmara Municipal de Almeida pretende candidatar a vila histórica a Património da Humanidade, estando já a trabalhar no processo de candidatura, em conjunto com Valença e Elvas, também vilas de fronteira amuralhadas.

Almeida - Entrada da fortalezaFortaleza, baluartes, casamatas, casas apalaçadas, ruínas do antigo castelo, igrejas e capelas, são alguns exemplos do riquíssimo património da vila fronteiriça de Almeida, cujo município deseja ver classificado como Património da Humanidade. O processo está já a ser organizado, tendo sido constituído um grupo de trabalho, assessorado por um arquitecto, consultor da Fundação Calouste Gulbenkian.
Com Almeida também Elvas e Valença apostam em tornar-se Património da Humanidade, tratando-se de fortalezas raianas, onde impera a arquitectura abaluartada, cuja edificação se iniciou a seguir à Restauração. Em Almeida o traçado da fortaleza foi desenhado pelo engenheiro francês Antoine Deville e a sua construção foi dirigida pelo também francês Pedro Gilles. Foi com o recurso aos baluartes que a praça-forte enfrentou as incursões espanholas e tentou resistir às invasões napoleónicas.
O presidente da Câmara, Baptista Ribeiro está seguro que em dois anos a autarquia conseguirá concluir o processo e apresentar a candidatura.
Ainda dentro do esforço de afirmação de Almeida como fortaleza histórica a Câmara Municipal promove um conjunto de iniciativas de divulgação do seu património. Exemplo disso é a primeira visita guiada ao Património do Concelho de Almeida, no dia 24 de Abril, que para além da sede de concelho inclui ainda vistas a Malpartida, Vale de Coelha, Vale da Mula, Aldea del Obispo, S. Pedro do Rio Seco, Vilar Formoso, Naves e Junça.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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